JON JOST

 

Cineasta americano independente, Jon Jost tem uma longa carreira cinematográfica, contando com perto de  trinta longa-metragens, mais de trinta curtas e trabalhos de instalação, pintura e escrita. Para além do trabalho prolífico no cinema, Jost tem também vivido em diferentes locais um pouco por todo o mundo, como Lisboa, San Francisco, Ben Lomond, Los Angeles, Berlin, London, Frankfurt, Paris, Roma, New York, Portland. Nos últimos anos tem vivido em Seul, na Coreia do Sul.

 

Estreou-se na longa-metragem com “Speaking Directly”, em 1973, mas iniciou-se na realização em 1963. Duas das suas obras mais conhecidas são “All the Vermeers in New York”, de 1990 e “The Bed You Sleep In”, de 1993, embora já em 1991 o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque tenha apresentado uma grande retrospectiva sua, intitulada “Jon Jost, Americano Independente”. Com uma intensa actividade política desde a juventude – foi, inclusivamente, preso durante dois anos por recusar a cooperação com o Serviço de Recrutamento – os seus filmes têm reflectivo sobre a América e os seus problemas.

 

Jost foi motivo de uma retrospectiva no Curtas Vila do Conde - onde esteve presente -, em 1995, com curtas-metragens realizadas entre os anos 60 e 70. No mesmo ano, Jost apresentou uma selecção de curtas-metragens de outros autores (como Peter Hutton ou Nathaniel Dorsky). No texto que escreveu para o festival, explicando porque ainda há boas razões para fazer curtas-metragens, Jost escreveu: “Porque num mundo asfixiado com a doença do capital, se acontece gostar-se de cinema, as curtas-metragens oferecem um refúgio e um espaço para esse amor, para ver ou para trabalhar. (...) Porque é preciso poesia, no cinema como na vida."