KRZYSZTOF KIESLOWSKI

 

Um dos grandes nomes do cinema europeu da década de noventa, Krzysztof Kieslowski assinou algumas das obras mais marcantes do cinema contemporâneo, sobretudo a trilogia das três cores – “Azul” (1993), “Branco” (1994) e “Vermelho” (1994) – baseado nas cores da bandeira francesa e no seu significado: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Esses filmes marcariam também o despontar cinematográfico de actrizes como Juliette Binoche  ou Irene Jacob. Mas a obra do cineasta polaco conta também com obras-primas como “A Dupla Vida de Véronique” (1991), ou “Dekalog” (1989), realizado para a televisão e baseado nos dez mandamentos.

 

Kieslowski foi objeto de uma retrospetiva de algumas das suas curtas-metragens de início de carreira no 2.º Curtas Vila do Conde, em 1994 (como "Fabryka", de 1970, na foto). Estes filmes, datados da década de 70, marcam uma fase documental do realizador ocupam-se de uma denúncia e crítica da sociedade polaca e da censura política, a que o próprio Kieslowski foi sujeito. Depois desta fase documental, o cineasta, a partir da segunda metade da década de 70, afasta-se do género em favor da ficção, onde se centrará a parte mais importante da sua obra.

 

Harvey Weinstein – produtor da Miramax e dos filmes de Quentin Tarantino; distribuidor dos filmes de Kieslowski nos Estados Unidos – escreveu um famoso elogio ao realizador depois da sua morte (e publicado na revista Première), onde dizia: “He drank too much and smoked too much, he was proud, arrogant, entertainingly cynical - in other words, my kind of  guy. He was also one of the world's great directors.”.