MIKE HOOLBOOM

 

Mike Hoolboom começou quando “fringe” significava “experimental”, e tudo se tratava de explorar a tangibilidade das qualidades do medium – foco, grão, tempo… os seus principais princípios eram abstractos. Hoje em dia afirma : "Fringe film is so valueless now. Its ideals are really of another time”. Entre 25 filmes e vídeos que fez, Mike Hoolboom (n.1959, Toronto) conseguiu representar-se em 300 festivais em todo o mundo e arrebatar trinta prémios. Como teórico é autor de dois livros (Plague Years,1998; Fringe Film in Canada, 2001), e de numerosos artigos publicados em livros antológicos, revistas e catálogos um pouco por todo o mundo. É membro fundador da Pleasure Dome Screening Collective, e trabalhou como director artístico do Images Festival e do gabinete de cinema exprimental da Canadian Filmmakers Distribution Centre. O seu trabalho já foi alvo de retrospectivas em Toronto, Nyon, Cork, Gyor, Amesterdão, Ultrecht e Vila do Conde. Nos últimos anos explora o vídeo tanto para dispositivo expositivo de um único canal como também de instalação, apresentando trabalhos que o próprio denomina de "documentaries of the imaginary”.

 

Em 2003, a retrospectiva ao trabalho do cineasta canadiano em Vila do Conde foi composta pelos filmes "Tom" (2002), "Imitations of Life” (2003), “Escape in Canada” (1993), “Passing on” (1997), “Mexico” (1992). Na secção Work in Progress, foi incluída a instalação vídeo “In the City” (2001). Mais recentemente, em 2007, a Solar Galeria de Arte Cinemática apresentou a exposição “Imitations of Life”.