SERGEI DVORTSEVOY

 

Antecipando a crescente atenção que o cinema documental recebeu no início do séc. XXI, em 2000 o Curtas Vila do Conde dedicou uma retrospectiva ao trabalho do cineasta nascido no Cazaquistão, Sergei Dvortsevoy (n. 1961), considerado na altura pelo conjunto, ainda curto, da sua obra como um dos grandes nomes do cinema documental da nova geração. Sem defraudar expectativas, e já no cruzamento disciplinar entre o cinema documental e ficcional, o seu filme “Tulpan” foi galardoado com o prémio “Um Certo Olhar” do 61º Festival de Cannes.

 

Do programa apresentado em Vila do Conde, fizeram parte os filmes “Paradise” (1995), “Bread Day” (1998) e “Highway” (1999), três obras que recuperam a linguagem e simplicidade de meios do cinema directo. Mas o trabalho de Dvortsevoy vai ainda mais longe, conjugando a construção de obras intrinsecamente pessoais com um exclusivo método de observação. Renegando para um segundo plano a relevância sobre o grau de encenação das suas obras, o cineasta “reinventa” o plano sequencial, profusamente explorado nos seus documentários.

 

Ainda no 8º Curtas Vila do Conde, Dvortsevoy integrou o Júri da Competição Internacional.