BRUCE CONNER

 

Nos loucos anos da vanguarda americana, pelo menos desde a década de 50, o cinema teve um papel preponderante como suporte de novas práticas artísticas. As imagens em movimento para esse grupo alargado de artistas plásticos abria-se como um espantoso campo a explorar. Bruce Conner, realizador de alguns dos mais significativos trabalhos do cinema experimental, viveu essa época como um dos rostos mais importantes, mesmo não tendo sido dos mais conhecidos. Conner atravessou o seu caminho de aprendizagem entre a beat generation, os cogumelos mágicos no México, até ao encontro precursor com outro dos nomes centrais do cinema experimental, Stan Brakhage.

 

No seu longo percurso, Bruce Conner é considerado por muitos o criador do vídeo musical. Com um trabalho central na década de 60 e 70, os seus filmes demonstram uma urgência de trabalhar a montagem e os materiais fílmicos em absoluta harmonia com a música. Com uma estética arrojada (repetições, sobreposições, slow motion, manipulação de imagens de arquivo), Conner definiu o futuro do cinema experimental e dos  vídeos musicais. O Curtas Vila do Conde dedicou uma sessão ao autor na edição de 2011, integrada no programa STEREO, exibindo alguns dos seus filmes mais carismáticos.