“Laboratório Cinemático – Solar, 10 Anos” disponível em versão inglesa

20 Março 2017
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A versão, traduzida em inglês, do livro “Laboratório Cinemático – Solar, 10 Anos” já está à venda na Loja das Curtas (online e na Solar - Galeria de Arte Cinemática).

A obra, editada em 2015, conjuga e adota o caráter puramente experimental da galeria com a celebração de uma década de procura de novos territórios da arte cinemática. O livro reúne um conjunto de textos e entrevistas de e com alguns dos autores e artistas que contribuíram para história da Solar bem como um portefólio de exposições e intervenções que personificam o projeto enquanto laboratório da arte cinemática. Preço: 15,00 euros.

Curtas Vila do Conde no SACO – Semana del Audiovisual Contemporáneo de Oviedo

10 Março 2017
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O Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema preparou uma seleção de curtas-metragens para serem apresentadas na próxima quinta-feira, 16 de março, no SACO – Semana del Audiovisual Contemporáneo de Oviedo, que decorre entre 10 e 19 de março naquela cidade espanhola.


A sessão é composta pelos filmes “Penúmbria” de Eduardo Brito, “À Noite Fazem-se Amigos” de Rita Barbosa, “A Brief History of Princess X” de Gabriel Abrantes e “Cidade Pequena” de Diogo Costa Amarante, apresentados em estreia mundial na competição nacional do Curtas Vila do Conde em 2016, e “Chatear-me Ia Morrer Tão Joveeeem…” de Filipe Abranches e “Estilhaços” de José Miguel Ribeiro exibidos na secção “Panorama Nacional” do festival no mesmo ano.


No dia seguinte, sexta-feira, 17 de março, o Curtas Vila do Conde vai marcar presença numa das festas do festival espanhol com um Dj Set do Curtas Sound System, dupla composta por Miguel Dias e Sérgio Gomes. 

CURTAS VILA DO CONDE SOUNDSYSTEM

O Curtas Vila do Conde - Festival Internacional de Cinema tem uma forte tradição em eventos musicais, para além da programação cinemática de base, o que pode ser explicado não só pelo desejo do festival de integrar outras formas artísticas relacionadas com o cinema, mas também pelos interesses musicais dos seus membros e programadores. Neste caso particular, a música proposta por Miguel Dias e Sérgio Gomes é também uma boa analogia de outra característica muito importante do festival, o diálogo entre a história e o cinema de vanguarda, cobrindo géneros desde o Soul obscuro e os clássicos de Deep Funk até aos seus contrapontos eletrónicos, como o Ghetto-Funk, Glitch-Hop e Future Beats. 


Miguel Dias é um colecionador de discos interessado em todos os tipos de musica Jazz,Funk, Latino e Africano, especialmente dos anos 60 e 70. Faz também parte d'Os Sete Magníficos, um coletivo de DJs do Porto, que roda clássicos de 7''.


Sérgio Gomes é DJ desde 1998. Mostrou sempre interesse na música eletrónica contemporânea e avant-garde. Com a sua marca BREAKS lda. é também promotor de eventos musicais eletrónicos em Portugal, tendo também um programa semanal na RUM.

Serviço Educativo 2017

8 Março 2017
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SERVIÇO EDUCATIVO
ANIMAR 12
18 Fev. - 4 Jun. 

A Curtas Metragens CRL - Cooperativa de Produção Cultural responsável, entre outros, por eventos como o Curtas Vila do Conde - Festival Internacional de Cinema, desenvolve anualmente um conjunto de atividades dirigidas à comunidade escolar. Por via dos seus projetos, centrados na Solar - Galeria de Arte Cinemática, a Curtas Metragens convida as instituições de ensino a uma participação ativa, apresentando propostas de formação inovadoras destinadas a vários níveis de ensino: desde o pré-escolar, passando pelo básico e secundário, até à universidade, assim como a docentes e encarregados de educação. 

Até 4 de junho, no âmbito da 12ª edição do projeto educativo ANIMAR, estão planeadas diversas atividades em torno do cinema de animação que visam a integração dos projetos educativos de cada turma ou escola durante o ano letivo: visitas guiadas à exposição na Solar - Galeria de Arte Cinemática, sessões de cinema com filmes de animação premiados internacionalmente, oficinas de brinquedos óticos e de iniciação ao cinema de animação, mostras de trabalhos, entre outros.

ANIMAR 12

Em 2017, a exposição ANIMAR propõe uma abordagem diferente ao cinema de animação partindo de videoclipes, que se assumem não só como um veículo dos temas musicais mas também como um recurso criativo, para explicar o processo de produção de um filme. Nesta exposição, as animações passam do ecrã para as diferentes salas da galeria onde estão instalados os cenários, adereços, personagens, materiais e diversos elementos utilizados na criação de seis videoclipes: “Erva-de-Cheiro”, “Quente e Frio” e “A Cor da Rosa” de Alice Guimarães para a música de Capicua e Pedro Geraldes; “É Preciso que eu Diminua de Pedro Serrazina para o tema de Samuel Úria; “Cinegirasol” de Bruno Caetano e Rui Telmo Romão para Os Azeitonas; e “Faz Bem Falar de Amor” de Jorge Ribeiro para a música da banda Quinta do Bill.


No percurso pela Solar – Galeria de Arte Cinemática, os visitantes são convidados a entrar no universo destas histórias através de atividades e experiências interativas que permitem, por exemplo, entrar no cenário da vila alentejana de “Cinegirasol” através do Chroma Key; colocar em prática a mensagem ecológica de “Mão Verde” numa estufa de plantas instalada na galeria; criar novas versões do videoclipe dos Quinta do Bill usando os movimentos do corpo; experimentar diferentes brinquedos óticos ou criar o próprio filme de animação.


À parte dos videoclipes, a curta-metragem “Estilhaços” de José Miguel Ribeiro será também objeto de exposição. A animação, que aborda o impacto da guerra nas relações humanas, sobretudo no seio familiar, venceu, no fim-de-semana passado, o Prémio de Melhor Documentário no Festival de Cinema de Clermont-Ferrand. O filme teve estreia em 2016 no prestigiado Festival de Locarno (Suíça) e foi distinguido com os principais prémios dos festivais Cinanima, Monstra e Caminhos do Cinema Português e o Prémio Nacional de Animação. Na sala dedicada à curta-metragem, os visitantes poderão ter uma experiência interativa com base nos sons da animação.

Reservas / Informações:
animar@curtas.pt
Tel: 252 646 516

Carta de Protesto e Solidariedade

20 Fevereiro 2017
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Em Portugal, um colectivo de realizadores, produtores, atores, técnicos e distribuidores, festivais de cinema e associações profissionais escreveu uma carta aberta ao governo português e recebeu o apoio da comunidade internacional do sector.

CARTA DE PROTESTO E SOLIDARIEDADE

Há várias décadas que Portugal é tido como um caso à parte no contexto da produção cinematográfica mundial. Tratando-se de um país pequeno, sem mercado interno para sustentar uma indústria, é raro o ano em que surja nas salas de cinema mais do que uma dúzia de longas-metragens nacionais. Mas, apesar disso, é elevadíssima a percentagem desses filmes com presença em festivais internacionais. A partir da década de 80, e de um modo sistemático, o cinema português tem sido objeto de mostras e homenagens; tal como têm sido organizadas retrospetivas de vários cineastas portugueses – uns em atividade (alguns deles assinam este texto), outros infelizmente já desaparecidos (João César Monteiro, Paulo Rocha, Fernando Lopes, António Reis, José Álvaro Morais, António Campos ou, claro, Manoel de Oliveira). O “milagre” desta desproporcional visibilidade internacional no contexto de tão escassa produção – atravessando décadas distintas e diferentes gerações de autores – deve-se certamente ao mérito dos realizadores, dos técnicos, dos atores e dos produtores de cinema em Portugal. Mas o mérito também residiu numa política cultural que  fomentou a produção de um cinema marcado por uma forte singularidade das suas propostas, bem como estabeleceu as bases para lhe garantir liberdade criativa. Assim se consolidou a imagem do cinema feito em Portugal.

A política cultural que permitiu este cinema e que abriu as portas à diversidade, assentou em Leis do Cinema e num Instituto Público, o ICA, que as aplicou, organizando de forma continuada concursos públicos para o apoio financeiro à produção de filmes, com regras de participação transparentes e critérios de avaliação compatíveis com uma política promovida pelo Ministério da Cultura e com júris escolhidos pelo Instituto cujo perfil é definido por lei como “personalidades com reconhecido mérito cultural e idoneidade”. Assim, foram chamados à função de júri cineastas e técnicos de cinema, bem como críticos, artistas plásticos, escritores, arquitetos, músicos, programadores culturais ou professores universitários para aprovarem os projetos de filmes.

A partir de 2013, um decreto-lei regulamentador da Lei do Cinema e uma nova direção do Instituto de Cinema e Audiovisual de Portugal (ICA), mostrando-se alérgicos à responsabilidade e desconhecedores do papel regulador que o ICA deve ter no processo, transferiram a tarefa da escolha dos júris para um comité onde estão representados todos os interessados no resultado dos concursos de apoio: associações profissionais, representantes das televisões, representantes dos operadores de audiovisual, entre outros. Passou, então, a ser este comité corporativo a indicar ao ICA os nomes dos júris que  avaliam os projetos de filmes, num claro conluio de interesses em muitos dos casos entre nomeados e quem nomeia.

O resultado não se fez esperar: os requisitos exigidos no regulamento sobre o perfil dos júris, “personalidades de reconhecido mérito cultural”, deixaram manifestamente de fazer sentido tendo em conta os atuais jurados. Nos últimos anos contam-se entre os decisores dos projetos de cinema, administradores de bancos com ligação ao cinema ou diretores de marketing de operadoras de telecomunicações…

O atual governo, refém da pressão exercida por operadores da televisão por cabo,  prepara-se agora para homologar um novo decreto-lei que perpetua e agrava este procedimento. Um conjunto muito representativo de realizadores e produtores portugueses manifestou-se contra este sistema promíscuo e viciado, assegurando à tutela que se recusam terminantemente a fazer parte do processo de nomeações: não querem ter influência na nomeação de júris nem aceitam que outros interessados nos resultados dos concursos possam participar do processo. Acreditam que a transparência só pode ser assegurada se a nomeação de júris regressar à exclusiva competência do ICA. De uma vez por todas, querem uma direção do ICA capaz de assumir as suas responsabilidades, estando consciente do seu duplo papel de executor da política cultural para o cinema e de regulador desta atividade.

Os subscritores desta carta de protesto querem recordar ao Estado que o Cinema Português não é uma questão exclusivamente nacional. Por isso, prestam  a sua solidariedade com os realizadores e produtores portugueses que se têm oposto a este processo e manifestam o seu repúdio, caso o decreto-lei seja homologado.
 
A carta e os subscritores do protesto podem ser consultados aqui.  

Diogo Costa Amarante vence Urso de Ouro na Berlinale com “Cidade Pequena”

20 Fevereiro 2017
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“Cidade Pequena” de Diogo Costa Amarante venceu, no sábado passado, o Urso de Ouro para Melhor Curta-Metragem na Berlinale – Festival Internacional de Cinema de Berlim.


O júri, composto pelo artista alemão Christian Jankowski, pela curadora norte-americana Kimberly Drew e pelo programador chileno Carlos Núñez, destacou os enquadramentos do filme que “lembram a atenção ao detalhe presente nos quadros do Renascimento italiano”.


Protagonizado pela irmã e o sobrinho do realizador, “Cidade Pequena” parte de um episódio verídico onde Francisco descobre na escola que as pessoas têm cabeça, tronco e membros e que se o coração pára morrem. A ficção é uma reflexão acerca da tomada de consciência da morte, do tempo e da família.

A curta-metragem de 20 minutos, com produção da Curtas Metragens CRL, estreou em julho de 2016 no 24º Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema e integra o catálogo de filmes distribuídos pela Agência da Curta Metragem.


No concurso de curtas-metragens do festival, que decorreu entre 9 e 19 de fevereiro na capital alemã , estiveram ainda “Altas Cidades de Ossadas” de João Salaviza – que venceu o prémio em 2012 com “Rafa” – e “Coup de Grâce” de Salomé Lamas. “Os Humores Artificiais” de Gabriel Abrantes foi o nomeado na Berlinale para os Prémios Europeus de Cinema.

Música e Cinema de Animação em destaque na Animar 12

13 Fevereiro 2017
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Entre fevereiro e junho, a ANIMAR regressa à Solar – Galeria de Arte Cinemática, em Vila do Conde, com uma exposição para toda a família onde a música e o cinema de animação são os principais atrativos. Com inauguração no próximo sábado, 18 de fevereiro, às 15:00, a exposição ANIMAR 12 destaca os videoclipes portugueses de animação – de Capicua e Pedro Geraldes a Samuel Úria, passando por Os Azeitonas e Quinta do Bill – e os seus autores, Alice Eça Guimarães, Pedro Serrazina, Bruno Caetano, Rui Telmo Romão e Jorge Ribeiro. Para além dos videoclipes, o novo filme de José Miguel Ribeiro, “Estilhaços”, complementará uma exposição plena de experiências interativas.

Em 2017, a 12ª edição do projeto educativo Animar propõe uma abordagem diferente ao cinema de animação partindo dos videoclipes, que se assumem não só como um veículo dos temas musicais mas também como um recurso criativo, para explicar o processo de produção de um filme. Nesta exposição, as animações passam do ecrã para as diferentes salas da galeria onde estarão instalados os cenários, adereços, personagens, materiais e diversos elementos utilizados na criação de seis videoclipes: “Erva-de-Cheiro”, “Quente e Frio” e “A Cor da Rosa” de Alice Guimarães para a música de Capicua e Pedro Geraldes; “É Preciso que eu Diminua” de Pedro Serrazina para o tema de Samuel Úria; “Cinegirasol” de Bruno Caetano e Rui Telmo Romão para Os Azeitonas; e “Faz Bem Falar de Amor” de Jorge Ribeiro para a música da banda Quinta do Bill.


No percurso pela Solar – Galeria de Arte Cinemática, os visitantes são convidados a entrar no universo destas histórias através de atividades e experiências interativas que vão permitir, por exemplo, entrar no cenário da vila alentejana de “Cinegirasol”; colocar em prática a mensagem ecológica de “Mão Verde” numa estufa de plantas instalada na galeria; criar novas versões do videoclipe dos Quinta do Bill; experimentar brinquedos óticos ou criar o próprio filme de animação.


À parte dos videoclipes, a curta-metragem “Estilhaços” de José Miguel Ribeiro será também objeto de exposição. A animação, que aborda o impacto da guerra nas relações humanas, sobretudo no seio familiar, venceu, no fim-de-semana passado, o Prémio de Melhor Documentário no Festival de Cinema de Clermont-Ferrand. O filme teve estreia em 2016 no prestigiado Festival de Locarno (Suíça) e foi distinguido com os principais prémios dos festivais Cinanima, Monstra e Caminhos do Cinema Português e o Prémio Nacional de Animação. Na sala dedicada à curta-metragem, os visitantes poderão ter uma experiência interativa com base nos sons da animação.


Criado pela equipa que organiza o Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema, o projeto educativo Animar desenvolve anualmente diversas atividades em torno do cinema de animação dirigidas às famílias mas, sobretudo, à comunidade escolar da região norte. Até junho, para além da exposição na Solar - Galeria de Arte Cinemática – que pode ser visitada diariamente entre as 14:00 e as 18:00 – está programado um conjunto de atividades para escolas como sessões de cinema, visitas guiadas à exposição, workshops de iniciação ao cinema na sala de aula, apresentações e mostras “Antes do Filme” e ateliês com formadores convidados. Estes ateliês serão orientados pelos realizadores Jorge RibeiroBruno Caetano e Telmo RomãoPedro Serrazina e o animador Luís Grifu que, numa lógica de aproximação dos alunos ao próprio processo criativo, vão realizar um conjunto de filmes com recurso ao corpo humano como principal elemento animado e à música, apelando, também, a um sentido experimental, do pré-cinema às tecnologias digitais mais inovadoras, da investigação em torno da projeção da imagem em movimento. Os filmes serão apresentados na sessão de encerramento da Animar, a 4 de junho, no Teatro Municipal de Vila do Conde.


A 12ª edição da Animar conta com o apoio da Câmara Municipal de Vila do Conde, da Direcção Geral das Artes, do Governo de Portugal (Cultura) e da Viarco.

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