Grande Prémio atribuído a um filme português

13 Julho 2013
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Pela segunda vez na história do Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema, o Grande Prémio «Cidade de Vila do Conde», para o melhor filme em competição, foi atribuído a um filme português: CAROSELLO, de Jorge Quintela foi o grande vencedor da 21ª edição do festival (a primeira vez que um filme nacional foi galardoado com este prémio aconteceu em 2006, com Rapace, de João Nicolau).

Jorge Quintela nasceu no Porto em 1981. Formou-se em Fotografia e Audiovisual em 2003, na Escola Superior Artística do Porto. Desde 2004, trabalha regularmente em cinema como Diretor de Fotografia de curtas e longas-metragens. Em 2010, realizou um filme documentário sobre o músico Legendary Tigerman “On The Road To Femina” que estreou no Festival de cinema IndieLisboa 2010 e realizou o filme “Ausstieg” recebendo uma Menção Honrosa na secção da competição experimental do Festival Curtas de Vila do Conde 2010.

Na Competição Nacional, o Prémio BPI, para o melhor filme português em competição, foi atribuído a REI INÚTIL, o filme de estreia de Telmo Churro como realizador.  

Nascido em Lisboa, em 1977, Telmo Churro estudou cinema, na Escola Superior Artística do Porto e na Escola Superior de Teatro e Cinema, área de montagem. Trabalha em cinema, desde 2000, como montador, assistente de realização, anotador e argumentista.

Para além do Prémio BPI da Competição Nacional, o filme REI INÚTIL venceu, também, o Prémio Canal +, que consiste na aquisição dos direitos de exibição de um filme português para o Canal + (França).

GAMBOZINOS
, de João Nicolau, foi também distinguido com uma Menção Honrosa (M/9) pelo Júri do Curtinhas que elegeu ROOM ON THE BROOM (BOLEIA DE VASSOURA), de Max Lang e Jan Lanchauer, como grande vencedor do prémio para o melhor filme da competição Curtinhas (eleito por um grupo de 15 crianças com idades entre os 6 e os 12 anos).

Para Miguel Dias, da organização do Curtas Vila do Conde, o facto do palmarés da 21ª edição do festival colocar em evidência a produção nacional é revelador da qualidade do programa apresentado na Competição Nacional. Mesmo depois de um ano “zero” em termos de apoios oficiais, que resultou numa redução drástica do número de filmes produzidos no nosso país com financiamento, a Competição Nacional do Curtas Vila do Conde não se ressentiu. De resto, foi possível assistir a um equilíbrio de filmes realizados por autores já consagrados a par de alguns nomes revelação.

No entanto, importa sublinhar que só foi possível manter esta qualidade e quantidade de filmes apresentados, graças às produções de filmes que já vinham de anos anteriores e que só agora foram terminadas; à produção de filmes potenciados por eventos como Guimarães 2012 ou o projeto Estaleiro e, noutros casos, graças ao trabalho empenhado e dedicado, mas não remunerado, de jovens técnicos, atores e realizadores.  

Perante este cenário, a manter-se a falta de apoios em anos posteriores, poderá estar em causa o futuro de inúmeros autores e técnicos talentosos que aqui mostraram o resultado do seu trabalho.    

A direção do Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema fica, por isso, na expetativa do que poderá seguir-se na produção cinematográfica nacional.

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