O regresso dos Vídeos Musicais

3 Julho 2014
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Uma das novidades da programação do Curtas Vila do Conde deste ano é o regresso da Competição de Vídeos Musicais, agora num novo formato dedicado exclusivamente às criações nacionais nesta área, reflexo da crescente importância e dimensão da música e produção audiovisual ligada a este fenómeno.

Nuno Rodrigues, co-diretor do Curtas Vila do Conde, sublinha que “durante os últimos dois anos, têm surgido cada vez mais criadores provenientes do cinema, publicidade ou design, a investirem neste formato da criação audiovisual, o que tem contribuído para a crescente melhoria da qualidade dos mais recentes filmes criados nesta área”. Por outro lado, “temos vindo a assistir a uma aposta muito forte dos músicos e bandas nas escolhas e desafios lançados aos criadores deste formato”, o que justifica o lançamento de uma secção competitiva no Curtas Vila do Conde dedicada em exclusivo à produção nacional de vídeos musicais.

A atenção dada pelo Festival à intersecção do cinema com a música tem vindo em crescendo ao longo dos últimos anos, reforçando-se a aposta nos filmes-concerto de que o Curtas Vila do Conde se pode orgulhar de ter sido pioneiro.

Esta contaminação entre cinema e música – que surge como secção autónoma em 2006 com a designação de Remixed e que se alterou para Stereo desde a edição de 2011 – é um clássico do Festival desde as suas primeiras edições, ainda nos anos 90.

 

Durante estas duas décadas, o Curtas já permitiu ao público português viver momentos únicos como os proporcionados por Arto Lindsay, em 2011 (para filmes experimentais de Pierre Clémenti); Dead Combo com Bruno de Almeida, em 2010 (para imagens de Amália Rodrigues); Dean & Britta, em 2009 (para filmes de Andy Warhol); Mão Morta, em 2008 (para filmes de Maya Deren); Carlos Bica, em 2006 (para cinema da vanguarda clássica); UFO ou Eric Truffaz, em 2005 (ambos para filmes do panorama Made in Japan); Jimmy Rip e Tom Verlaine, em 2004 (integrado no programa Electric Guitar); e Ollie Teeba, em 2003 (para um clássico americano dos anos 20). Para além da excelência dos concertos, estes espetáculos servem para exibir ao público português filmes de vanguarda ou de cinematografias marginais.

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