Solar inaugura exposição de Nuno da Luz

7 Dezembro 2015
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Depois de ter apresentado “Laissez Vibrer” em 2013 na Solar – Galeria de Arte Cinemática, Nuno da Luz regressa à galeria com uma nova exposição. “Song Cycle” inaugura no próximo sábado, 12 de dezembro, às 17:00. 

Em simultâneo, no âmbito do projeto CAVE, dedicado à obra de artistas emergentes, Pedro Henriques apresenta no mesmo espaço “Precise Parts”. 
Ambas as exposições, de acesso gratuito, podem ser visitadas até 24 de janeiro de 2016, de segunda a domingo, entre as 14:00 e as 18:00. 

SONG CYCLE, de Nuno da Luz
 

A construção meticulosa das gravações que compõem a série environments™, em nome da produção de efeitos psico-acústicos completamente subjectivos, coloca em confronto a experiência auditiva do que nos rodeia com os desejos e intenções com que, inevitavelmente, a percepcionamos e é nesse desfasamento que esta instalação opera. Textos retirados das notas incluídas nos 11 álbuns publicados pela Syntonic Research, Inc., entre 1969 e 79, acompanham uma sequência de gravações de campo realizadas entre 2012 e este mesmo mês, que incluem a rebentação das ondas na costa Portuguesa, florestas na Alemanha, cursos de água glaciar na Islândia, tempestades no Novo México, o vulcão de Stromboli, cigarras na Sicília, e a nossa pulsação. Entre tempo real e som sintetizado, da artificialidade à reterritorialização da nossa experiência. 


Nuno da Luz (Lisboa, 1984) 

 

Nuno da Luz é um artista e publicador cujo trabalho cirscunscreve tanto o auditivo como o visual, na forma de eventos sonoros, instalações e material impresso; estes últimos na sua maioria distribuídos pela publicadora ATLAS Projectos (em conjunto com André Romão e Gonçalo Sena) e pela editora discográfica Palmario Recordings (em conjunto com Joana Escoval). Recentemente terminou o programa de mestrado Experimentação em Arte e Política SPEAP em Sciences Po, Paris e fundou o colectivo pluridisciplinar COYOTE, que investiga novas formas de comum-ificação (criar comunidade) via publicações, filmes, conferências e outros formatos experimentais. Projectos mais recentes incluem as performances ao vivo “com Ressonância Assistida” em Ficarra (Itália), Paris, Nova Iorque, Porto e Berlim; assim como a exposição individual “Wilderness” na Vera Cortês Art Agency. Outras exposições individuais incluem “laissez vibrer”, enblanco projektraum (Berlim, 2013) e CAVE/Solar (Vila do Conde, 2013), e “O nosso silêncio é um aviso, o nosso silêncio é sólido”, Vera Cortês Art Agency (Lisboa, 2012). Exposições colectivas mais recentes incluem “CIDRA DA LUZ ESCOVAL MANSO MENDES ROMÃO SENA”, AR Sólido (Lisboa, 2015), “Ficarra_Contemporary Divan”, Palazzo Milio (Ficarra, 2015), “A polyphonic wave of of concrete materials flowing through the air”, Espaço Artes (Porto, 2014) e “12 Contemporaries: Present States”, Museu de Serralves (Porto, 2014). 


 

PRECISE PARTS, de Pedro Henriques 


Precise Parts intercepta um campo ambíguo entre imagem e objecto, congelando situações simultaneamente escultóricas e fugidias, materialistas e evanescentes.


Pedro Henriques (Porto, 1985) 


Pedro Henriques apresenta Precise Parts, um conjunto de objetos que interceptam um campo ambíguo entre imagem e volume, congelando situações simultaneamente escultóricas e fugidias, materialistas e evanescentes. São incursões pictóricas num campo expandido e volumétrico, quase ergonómico. O seu trabalho cruza diferentes campos plásticos, ancorados sobretudo na bidimensão e no problema da construção de imagens. Exposições recentes incluem: Under the Clouds: From Paranoia to the Digital Sublime (Museu de Serralves, Porto); Sidewinder (Galeria Pedro Alfacinha, Lisboa); Tempo Perdido no Porto (Oporto, Lisboa); Novo Banco Revelação (Museu de Serralves, Porto); Prémio EDP Novos Artistas (Galeria da Fundação EDP, Porto); Le Petit Lenormand (Vera Cortês Art Agency, Lisboa).

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