Curtas Vila do Conde arranca no sábado com “Diamond Island” de Davy Chou

7 Julho 2016
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A 24ª edição do Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema arranca no próximo sábado, 9 de julho, com a estreia internacional de “Diamond Island”, o filme que marca o regresso do realizador franco-cambojano Davy Chou ao festival. Para os mais novos, destaque para a abertura do Curtinhas com o mais recente filme da Disney/Pixar “À Procura de Dory”.

Diamond Island”, de Davy Chou, é o filme de abertura da 24ª edição do Curtas Vila do Conde e será exibido, em estreia internacional, na cerimónia de abertura do festival no sábado, 9 de julho, às 21:00. Selecionada para a Semana da Crítica de Cannes de 2016, “Diamond Island” é a primeira longa-metragem de ficção de Davy Chou e segue o percurso de Bora, um jovem de 18 anos, que deixa sua aldeia para trabalhar nas obras de Diamond Island, um projeto para um paraíso ultramoderno para os ricos e um símbolo do Camboja do futuro. Ele faz amizade com seus colegas de trabalho e encontra seu irmão mais velho, o carismático Solei, que tinha desaparecido há cinco anos. Solei leva-o a conhecer um mundo excitante, de uma juventude urbana e rica, com as suas raparigas, noites e ilusões. Este é o regresso de Davy Chou ao Curtas Vila do Conde, depois de ter vencido o Grande Prémio em 2014, com “Cambodia 2099”, onde já refletia sobre as mais novas gerações do seu país.


No mesmo dia arranca também o Curtinhas, a secção para os mais novos do Curtas Vila do Conde, com a exibição do mais recente filme da Disney/Pixar “À Procura de Dory”, às 17:00. Este mini-festival vai contar ainda com uma competição de curtas-metragens, onde o júri é composto por crianças, e o Espaço Infantil Brincar ao Cinema que recebe, durante os nove dias do festival, ateliers e workshops relacionados com as imagens em movimento.

 

Às 23:00, o festival apresenta a primeira sessão da retrospetiva dedicada ao cinema independente da Borderline Films: a estreia na longa-metragem de Josh Mond, com um delicado retrato de James White, um conturbado jovem adulto tentando manter-se à tona numa frenética Nova Iorque. À medida que ele assume um estilo de vida hedonista, enquanto a sua mãe batalha com uma doença grave, White enfrenta uma série de contratempos que o forçam a assumir mais responsabilidades. Estreado mundialmente no Festival de Sundance, o filme já passou por Locarno e Toronto e é uma fulgurante primeira obra. Este foco vai exibir também, durante a semana, “Simon Killer” de Antonio Campos, “Martha Marcy May Marlene” de Sean Durkin, e as curtas-metragens dos três realizadores que formam o coletivo, numa sessão que vai contar com a presença de Josh Mond para uma conversa com o público sobre a sua obra.


O primeiro dia do festival termina com a performance de Jorge Quintela “Soundscope Cinema”, a continuação do trabalho que o realizador tem desenvolvido na exploração da video-síntese analógica gerada por audio frequências. Nesta performance, em colaboração com os compositores e sonoplastas Rui Lima e Sergio Martins, transporta-se para a tela da sala de cinema uma obra visual e sonora onde a imagem projectada é o resultado directo do espectro sonoro da composição musical criada ao vivo, transformando o dispositivo cinematográfico num híbrido entre a musica experimental e o cinema abstrato. Esta performance tem como inspiração os estudos de Oskar Fischinger e o movimento cinematográfico “Absolute Film”, criado nos anos 20, que explorava correspondência directa de música e som em formas visuais abstratas.


O 24º Curtas Vila do Conde decorre entre 9 e 17 de julho e tem o apoio da Câmara Municipal de Vila do Conde, do Ministério da Cultura, do Instituto do Cinema e Audiovisual e de vários parceiros imprescindíveis à realização do festival.

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