Curtas 2019: Destaques (10 de julho)

10 Julho 2019
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É um dos destaques maiores para este dia cinco de festival. Thurston Moore, fundador dos Sonic Youth e um dos mais importantes nomes na criação de novas linguagens em colisão com os padrões normativos, apresenta uma proposta de acompanhamento para a exibição de alguns filmes realizados por Maya Deren, uma das mais icónicas realizadoras da vanguarda americana. O filme-concerto acontece pelas 21h00 no Teatro Municipal.

 

Encerramos o ciclo de foco no realizador Todd Solondz com a passagem para de Felicidade. Apresentada frequentemente como a sua obra-prima, o filme representa, de forma única, o seu cinema. Entrelaçando diversas histórias de personagens solitários, desesperados e frágeis, o filme combina uma fina ironia, mas também uma compaixão por estes homens e mulheres que lutam para sobreviver num mundo cruel. O realizador participará ainda numa conversa com o público pelas 14h30 na Sala 2 do Auditório Municipal.

O Caso Cagligari, assim se intitula a exposição que assinala, em Vila do Conde, o centenário de um dos marcos do cinema expressionista alemão: O Gabinete do Dr. Caligari, de Robert Wiene. A mostra integra obras inéditas de Daniel Blaufuks, Eduardo Brito, Reiner Kohlberger e Jonathan Uliel Saldanha criadas para a Solar – Galeria de Arte Cinemática. O dia de hoje será marcado pela visita guiada à mesma, a ter lugar pelas 16h00, e com participação de alguns artistas.

Destaque ainda para o arranque da Competição Experimental com filmes de Bill Morrrison, Deborah Stratman, Ken Jacobs, Floriann Fischer e Laura Huertas.

A fechar a noite, a performance Brainbows, de Rainer Kohlberger. Através de impulsos e ondas de luz pura, a sobrecarga intencional do aparato da perceção humana, Kohlberger conduz a impressões visuais que aparecem exclusivamente e literalmente no olho do espectador. Camadas de barulho, drones e luzes estroboscópicas revelam um sentido do infinito, que fascinam o autor como símbolo de abstração final, porque é algo inveteradamente nebuloso. A superfície da imagem e o espaço da imagem fundem-se assim num estado de consciência, no qual categorias como ser e não-ser, material e imaterial, parecem obsoletas.

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