Isaki Lacuesta em exposição na Solar

21 Setembro 2020
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Com inauguração a dia 3 de outubro, pelas 16h, a Solar – Galeria de Arte Cinemática expõe uma seleção de trabalhos de Isaki Lacuesta, também realizador em foco na edição 2020 do Curtas de Vila do Conde. O conjunto de peças em exposição realça a diversidade da obra do artista e cineasta catalão, incluindo algumas inéditas, ainda em produção durante o período de preparação da exposição.

O percurso expositivo estabelecerá relações diferenciadas entre as obras selecionadas, partindo das primeiras curtas-metragens, que aqui encontram um espaço de contacto mais intimista com o público, passando por um projeto de projeção multicanal, pensado especificamente para o espaço de galeria, e culminando nas obras mais recentes do autor, onde a interseção com a música se torna dominante.  


Isaki Lacuesta é um artista e cineasta ainda jovem mas já com uma obra considerável, tanto no campo do cinema, com filmes que granjearam vários prémios importantes, como no das artes-plásticas, com um currículo de exposições nalguns dos mais importantes centros de arte contemporânea, multifacetado, prolífero, cuja obra se vai desenvolvendo segundo a metamorfose do processo criativo, que agrega muitas influências, por exemplo do cinema expressionista alemão, e beneficia de diversas colaborações, sobretudo de músicos, mas também, por exemplo, da bailarina e coreógrafa Rocío Molina.

De terça, dia 6, a sexta, 9 de outubro, haverá a apresentação dos filmes com a presença do realizador e artista, no Teatro Municipal, tal como um debate dia 9, às 16h30min, e uma visita guiada na Solar, quinta dia 8, às 16h.  

Obras: 

 

Lugares que no existen. Goggle Earth 1.0 (fragmento: Doble pantalla)

Espanha · Spain, 2009, SD Video, 10’26’’, loop

 

O projeto “Lugares que no existen. Goggle Earth 1.0” consiste numa série de fotografias e filmes de lugares que não aparecem no Google Earth, para onde o artista e a sua equipa viajam a fim de documentar a sua verdadeira aparência e apresentá-la numa instalação que contrasta com a visão falsa que podemos obter a partir do computador. 

 

Où en êtes-vous, Isaki Lacuesta?

Espanha · Spain, 2018, SD Video, 17’, loop

 

"Où en êtes-vous, Isaki Lacuesta?” (Onde está, Isaki Lacuesta?) integra uma colecção de encomendas do Centre Georges Pompidou, em Paris, que convida cineastas para a realização de filmes em formato livre em resposta à mesma questão. Com base em imagens que filmou na África do Sul, Rússia, Cuba, Qatar e Espanha, perto de sua casa, Isaki Lacuesta responde: “Estou aqui e lá, ao mesmo tempo”.

 

L'acusat

Espanha · Spain, 2019, 4 channel HD Video, 11’40’’, loop

 

L'acusat (El acusado, un caso del sur) é uma instalação em duas projeções duplas: retrato de um sul (em redor de El Rocío) a partir de quatro pontos cardeais: a igreja, o bar, a caça e a Guardia Civil.

Em 2017, Isaki Lacuesta seguiu um caso de duplo homicídio em El Rocío (Huelva). Durante o processo de investigação, foi descoberto que a vida do único arguido do caso e El Rocío partilhavam os mesmos quatro pontos cardeais: a igreja, a caça, o bar e a Guardia Civil. Quatro paredes de um mundo a cavalo (em El Rocío, tudo se faz "a cavalo") entre o imaginário atual de uma Espanha lorquiana e a resistência à modernidade.

Depois de passar mais de três anos na prisão a aguardar julgamento, o arguido foi considerado inocente. Por isso, uma vez libertado, o arguido fica fora de campo nesta instalação, rodeado (como o próprio espectador) pelos quatro ecrãs que retratam as quatro instituições de um sul, que não é extemporâneo, mas sim a imagem mais imprevisível e realista do nosso século XXI.

 

Microscopies

Espanha · Spain, 2003, SD Video, 20’, loop

 

Vários objetos são observados através de um microscópio de alta resolução: alguns pigmentos de tinta de uma suposta pintura do século XIX, uma nota de um dólar e um pedaço de película de um filme antigo em decomposição. A observação microscópica desvenda os mistérios escondidos na superfície destes materiais: as infinitas pinturas que podem ser encontradas num minúsculo fragmento de pintura, os outros possíveis filmes invisíveis que estão escondidos em cada pedacinho do filme. "Microscopies " divide-se em quatro partes: "Paisajes del natural", "El ojo de dios", "Eclipses" e "Microcosmos", uma história de ficção científica escrita a partir de experiências prévias.

 

El Rito

Espanha · Spain, 2011, SD Video, 8’, loop

 

Um olhar sobre um matadouro localizado na província de Girona. O sacrifício do animal é privado da sua natureza sagrada, de toda a ritualidade, e os gestos humanos tornam-se mecânicos, quase automáticos, quando executados dia após dia.

 

Ramírez (11012017)

Espanha · Spain, HD Video, 2018, 1’53’’

 

A partir de “Entre dos aguas”, o músico Raül Refree e Isaki Lacuesta iniciam um corpo de trabalho conjunto que se desenvolve em exposições, instalações, filmes e videoclipes. Este é um primeiro resultado, no qual Lacuesta ilustra um tema do álbum instrumental “Jai Alai Vol.1”, de Refree, com imagens filmadas no bairro La Casería (San Fernando, Cádiz).

 

Dar a Luz

Espanha · Spain, 2018, HD Video, 3’06’’

 

Videoclipe de "Dar a luz", música composta por Raül Refree para o filme "Entre dos aguas". Novas imagens que não apareceram no filme, com a participação de El Niño de Elche. Retrato em 16mm do dia a dia num bar do bairro La Casería (San Fernando, Cádiz).

 

Lunaby

Espanha · Spain, 2015, HD Video, 8’15’’

 

Poema retrato realizado para o Projeto Eiga Ongaku (Kyoto e Nagoya), com música original composta por Daniel Fígols e incluído no filme coletivo "The darkness collection" (edição especial).

 

Fatherless

Grite Pelao

Tangos de la Vía Láctá

Par Coeur & The Womb

Espanha · Spain, 2020, HD Video, 20’, loop


A cantora Silvia Pérez Cruz reúne-se com Isaki Lacuesta no verão de 2020 para filmar em 16mm e S-8 mm uma série de peças para canções do seu novo álbum: Fatherless, Grito pelao, Tangos de la Vía Láctá, Par Coeur & The Womb. A equipa junta-se ao bailarino e coreógrafo Rocío Molina, à atriz Alba Flores e à cineasta experimental Adriana Vila Guevara como diretora de fotografia.

Do encontro deste coletivo surgem quatro peças que podem ser vistas de forma independente ou como uma curta-metragem de vinte minutos em que as canções e imagens rimam e se complementam.

Curtas de Vila do Conde exibe competição nacional em Lisboa, Porto e Faro

21 Setembro 2020
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Está fechada a programação para a 28ª edição do Curtas de Vila do Conde. No total serão 261 os filmes que marcarão as várias secções do festival que, este ano, levará a sua Competição Nacional às salas de Vila do Conde, Lisboa, Porto e Faro. 

Uma decisão que reafirma o compromisso do festival com a sala de cinema e com o apoio à produção nacional e ao formato da curta-metragem como espaço de descoberta e experimentação. O Curtas integrará, assim, uma selecção de 17 obras de animação, ficção e documentário, que se mostra fiel na procura e descoberta do que de melhor se vai produzindo em Portugal. Sandro Aguilar, Cláudia Varejão, Carlos Conceição, Pedro Peralta, Patrick Mendes, João Rosas, Filipa César, Alexandra Ramires, Natália Azevedo Andrade, Denise Fernandes, Diogo Salgado, Luís Costa, Igor Dimitri, Nuno Baltazar, Catarina Romano, Inês Nunes e Eduardo Brito são os realizadores seleccionados. 

Fora de Vila do Conde, as sessões da competição nacional terão lugar nno Cinema Ideal (Lisboa), no Cinema Trindade (Porto) e no Auditório do Instituto Português dos Desporto e Juventude de Faro. Para além da exibição dos filmes, as mesmas contarão com a presença dos realizadores, que poderão, assim, apresentar as sessões e responder ás questões do público. 

No ano em que se assinalam os 20 anos da Agência da Curta Metragem, o festival integrará ainda o lançamento de um livro que traça um olhar pelas últimas duas décadas de cinema português: Reframing Portuguese Cinema in the 21st Century conta com os contributos de uma dezena programadores e críticos de cinema, analisando tendências, transformações e o trabalho de diversos cineastas portugueses.  


COMPETIÇÃO NACIONAL

“A Terra Do Não Retorno” de Patrick Mendes

“Armour” de Sandro Aguilar

“Catavento” de João Rosas

“Crioulo Quântico: O Algoritmo Do Algodão” de Filipa César

“Elo” de Alexandra Ramires

“Lascas” de Natália Azevedo Andrade

“Nha Mila” de Denise Fernandes

“Noite Perpétua” de Pedro Peralta

“Noite Turva” de Diogo Salgado

“O Nosso Reino” de Luís Costa

“O Ofício Da Ilusão” de Cláudia Varejão

“Salsa” de Igor Dimitri

“Salto” de Nuno Baltazar,

“Seja Como For” de Catarina Romano

“Sonho De Um Verão” de Inês Nunes

“Um Fio De Baba Escarlate” de Carlos Conceição

“Ursula” de Eduardo Brito 

A 28ª edição do Curtas de Vila do Conde realiza-se entre 3 e 11 de outubro. Pode consultar o programa completo aqui

Curtas anuncia programa fechado e sessões simultâneas em Vila do Conde, Lisboa, Porto e Faro

18 Setembro 2020
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Está fechada a programação para a 28ª edição do Curtas de Vila do Conde. No total serão 261 os filmes que marcarão as várias secções do festival que, este ano, levará a sua Competição Nacional às salas de Vila do Conde, Lisboa, Porto e Faro. Uma decisão que reafirma o compromisso do festival com a sala de cinema e com o apoio à produção nacional e ao formato da curta-metragem como espaço de descoberta e experimentação. 

Está fechada a programação para a 28ª edição do Curtas de Vila do Conde. No total serão 261 os filmes que marcarão as várias secções do festival que, este ano, levará a sua Competição Nacional às salas de Vila do Conde, Lisboa, Porto e Faro. Uma decisão que reafirma o compromisso do festival com a sala de cinema e com o apoio à produção nacional e ao formato da curta-metragem como espaço de descoberta e experimentação. O Curtas integrará, assim, uma selecção de 17 obras de animação, ficção e documentário, que se mostra fiel na procura e descoberta do que de melhor se vai produzindo em Portugal. Sandro Aguilar, Cláudia Varejão, Carlos Conceição, Pedro Peralta, Patrick Mendes, João Rosas, Filipa César, Alexandra Ramires, Natália Azevedo Andrade, Denise Fernandes, Diogo Salgado, Luís Costa, Igor Dimitri, Nuno Baltazar, Catarina Romano, Inês Nunes e Eduardo Brito são os realizadores seleccionados. As sessões da competição nacional terão lugar no Teatro Municipal de Vila do Conde, no Cinema Ideal (Lisboa, 7 a 11 de outubro), no Cinema Trindade (Porto, 5 a 9 de outubro) e Auditório do Instituto Português dos Desporto e Juventude de Faro (6 a 10 de outubro), sendo acompanhadas, nas primeiras três cidades, por conversas com os autores. No ano em que se assinalam os 20 anos da Agência da Curta Metragem, o festival integrará ainda o lançamento de um livro que traça um olhar pelas últimas duas décadas de cinema português: Reframing Portuguese Cinema in the 21st Century conta com os contributos de uma dezena programadores e críticos de cinema.

Também com programação inteiramente nacional, a secção Stereo levará a palco o mais recente projecto de Paulo Furtado (The Legendary Tigerman) e Pedro Maia. “Guanche” foi rodado entre as montanhas da ilha da Madeira e o Oceano Atlântico e propõe um trabalho em torno do homem, do desenvolvimento e da sua relação com a natureza. Em Vila do Conde, Maia e Furtado apresentam uma primeira abordagem artística à longa-metragem no formato cine-concerto composto por partes da montagem do filme, aqui processadas ao vivo, com acompanhamento musical original e narração, ao vivo, de Íris Cayatte. Em estreia a norte, a secção dedicada aos cruzamentos entre a música e o cinema, incluirá ainda os filmes “Antena3 Docs Apresenta Implantação da Rapública #2 Pintar o Hip Hop”, o mocumentário “Ricardo” sobre uma misteriosa personagem que invadiu o palco do concerto dos Sensible Soccers e “A Vida Dura Muito Pouco – Celebrando a obra de José Pinhal”, assim como a já habitual competição de videoclipes. 

Foi longo o período de realização de “O Sentido da Vida”, o novo trabalho de “Miguel Gonçalves Mendes” que, passados 20 anos, regressa a Vila do Conde. 5 anos de rodagens, que percorrem quatro continentes, habitados por sete personagens-arquétipos de diferentes regiões do mundo. A próxima longa metragem do realizador de Jose e Pilar, conta com participações de Marina Silva, Dilma Roussef, Valter Hugo Mãe, Julian Assange entre outros, e será apresentado, numa primeira versão na secção Da Curta à Longa. Em destaque nesta secção a estreia nacional de “Casa de Antiguidades”, o mais recente filme de João Paulo Miranda, seleccionado para a competição de Cannes 2020, que toca temas relacionados com a exclusão racial no sul do Brasil. Do autor, o festival passará ainda: “Command Action” (2015), “A Moça que Dançou com o Diabo” (2016) e “Meninas Formicida” (2017). Destaque ainda para a estreia nacional de “First Cow”, de “Kelly Reichardt”, e as antestreias de “Os Herdeiros de Saramago: ep. Valter Hugo Mãe” e “Vencidos da Vida”, o próximo filme de Rodrigo Areias. 

Nas já habituais secções Panorama, o Curtas olhará a produção recente da Roménia e Polónia, assim como passará algumas das obras portuguesas que marcaram os últimos doze meses: “A Dança do Cipreste”, de Mariana Caló, Francisco Queimadela, “Meine Liebe”, de Clara Jost, “Mesa”, de João Fazenda, “O Cordeiro de Deus”, de David Vicente Pinheiro, são os filmes escolhidos. Fechar o destaque à produção nacional com uma nota especial sobre a competição Take One!, um espaço dedicado a olhar o futuro, composto por filmes produzidos nas escolas de cinema.  Pela primeira vez na sua história, o Curtas apresenta grande parte da sua programação também online, através do formato VoD (Video on Demand), permitindo o encontro entre o público e os cineastas e o acesso a uma audiência mais alargada, facto especialmente importante em contexto de isolamento e quando a cultura se afirma como um bem essencial. Previstas estão então a calendarização de sessões de filmes, numa parceria com a Shift72, assim como a realização de debates, entrevistas e masterclasses.

Anunciados estavam já os focos na obra do espanhol Isaki Lacuesta e nas realizadoras Ana Maria Gomes, Elena López Riera e Ana Elena Tejera; a competição internacional e experimental com estreia de filmes de Sergei Loznitsa, Jafar Panahi, Guy Maddin e Nicolas Pereda, entre outros, e o programa do Cinema Revisitado, este ano com novos olhares sobre a produção de Jean-Luc Godard, a celebração dos cem anos de One Week, de Buster Keaton, uma carta branca ao cineasta Frank Beauvais e a estreia da cópia restaurada de O Recado, primeira longa metragem de José Fonseca e Costa.  Como tem vindo a ser hábito, o Curtas propõe ainda uma programação especial dedicada aos mais novos. Apostando no reencontro das famílias com o cinema, o Curtinhas organizará sessões que percorrem os universos e interesses de diferentes idades. A terem lugar no Teatro Municipal de Vila do Conde, haverá sessões para Maiores de 3, Maiores de 6 e Maiores de 10. 


A 28ª edição do Curtas de Vila do Conde realiza-se entre 3 e 11 de outubro. A programação completa poderá ser consultada AQUI. 

Covid-19: Medidas de Segurança

17 Setembro 2020
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Por forma a respeitar as medidas de prevenção da Covid-19 e de acordo com as orientações da Direção Geral de Saúde, estarão em vigor as seguintes regras de segurança nos espaços onde irá decorrer o Curtas Vila do Conde de 2020, para garantir a segurança e bem-estar de todos.

- Lotação das salas reduzidas a 50% com espaçamento obrigatório entre lugares ocupados

- Desinfecção das salas no fim de cada sessão, aumentando o intervalo de tempo entre sessões

-Obrigatoriedade do uso de máscara em espaços fechados, o que inclui os espectadores durante as sessões

- Disponibilização de gel desinfetante de forma a cumprir com a desinfecção regular das mãos

- Criação de zonas de entrada e saídas diferenciadas nas salas e de percursos sinalizados de circulação dentro dos espaços, que devem ser respeitados

- Distanciamento social de 2 metros

- Proibição de permanência nos foyers das salas.

- Permitida apenas a circulação para compra de bilhetes e entrada e saída das salas 
O Teatro Municipal de Vila de Conde, palco principal do Curtas, é um equipamento municipal que assegura as condições de higiene e segurança aos visitantes, no âmbito das orientações emanadas pela Direção Geral de Saúde, tendo inclusivamente obtido o selo "Clean & Safe".

Euro Connection 2021: Inscrições abertas para curtas metragens

17 Setembro 2020
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As inscrições de projectos de curtas metragens para a 13.ª edição do Euro Connection, que decorre nos dias 2 e 3 de Fevereiro de 2021 durante o Festival Internacional de Curta-Metragem de Clermont-Ferrand, já estão abertas.

Esta plataforma tem como objectivo auxiliar as parcerias entre produtores Europeus na produção de curtas metragens. Em cada país, os correspondentes nacionais avaliam todos os projectos inscritos e escolhem o projecto finalista. As inscrições para a próxima edição terminam no dia 20 de Outubro de 2019.

Os projectos devem seguir os seguintes requisitos:
– curta metragem de animação, ficção ou documentário criativo;
– duração até 40 minutos;
– o projecto deve ter parte do seu financiamento garantido por um terceiro (fonte externa);
– o produtor deve ser aberto à co-produções internacionais (projecto adequado ou destinado à co-produção);
– filmagem ou produção devem começar a partir de Junho de 2020;

Um júri europeu, composto por 3 profissionais da indústria de diferentes nacionalidades, irá eleger depois até 13 projectos para irem à final e apresentarem o seu pitching durante o festival. A lista de finalistas será divulgada aos vencedores até ao fim de Novembro de 2020. Os produtores devem enviar os seus projectos de curta metragem até ao dia 20 de Outubro de 2020 ao representante do seu país. Em Portugal, os festivais associados são o IndieLisboa e o Curtas Vila do Conde.

Todas as inscrições devem ser enviadas para:
Miguel Dias – mdias@curtas.pt
Miguel Valverde – miguel.valverde@indielisboa.com.

Veja aqui o regulamento e o formulário de inscrição.

De Godard a Beauvais, as entrelinhas das histórias do cinema voltam a ser revisitadas em Vila do Conde

8 Setembro 2020
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Secção inaugurada na edição 2019 do Curtas, o Cinema Revisitado volta a trazer ao festival um conjunto de programas especiais compostos por raridades e cópias digitalizadas de obras que marcam os acervos históricos do cinema. Para esta 28 edição alinham-se novos olhares sobre a produção de Jean-Luc Godard, a celebração dos cem anos de “One Week”, obra maior de Buster Keaton, uma carta branca ao cineasta Frank Beauvais e a estreia da cópia restaurada de “O Recado”, primeira longa metragem de José Fonseca e Costa. Palavra especial e de proximidade para o programa de homenagem a Vicente Pinto Abreu, colaborador de longa data do Curtas Vila do Conde falecido no início deste ano.

Não raras vezes as estórias e percursos de artistas intemporais fazem-se também na incursão por aquilo a que chamamos disciplinas menores. Obras encomendadas ou projectos de início de carreira podem e devem ser vistas como uma parte integrante de um trabalho que se desenvolve numa constante dialéctica da vida com a arte. Lembremos a este propósito que uma das primeiras tarefas profissionais do jovem Jean-Luc Godard, de 1956 a 1958, foi a de secretário de imprensa da Fox, insígnia para a qual criou um precioso conjunto de materiais promocionais, kits de imprensa e vídeos que são, hoje, obras em si mesmas. Mencione-se, a título de exemplo, o espumante número especial do jornal Figaro-Pravda publicado para o lançamento de “Alphaville” (1965) ou o lendário “Livret des Sous-titres” distribuído em Cannes durante a primeira exibição de “Le Livre d´Image” (2018). Da mesma forma, os trailers, que vivem autónomos e se tornam peças de uma história de criação: o de “A Woman is a Woman” (1961), o de Duas ou três coisas que eu sei sobre ela (1967) ou o de “Mouchette” (1967). Jean-Luc Godard: Pro-Motion – bandes- annonces – publicites – clip – filmes d'entreprise é o nome do programa especial que o Curtas Vila do Conde apresenta em outubro, que contou com a curadoria de Nicole Brenez, em colaboração com a Cinemateca Francesa, e onde se integrarão curtas-metragens, trailers, vídeos, videoclipes e outras publicidades criadas e dirigidas pelo cineasta franco-suíço.


Frank Beauvais é um dos nomes que marca as quase três décadas do Curtas, onde apresentou, por diversas vezes, obras suas. Em 2020, o festival vilacondense convida-o para uma Carta Branca que propõe um diálogo com os tempos de excepção que vivemos. O programa parte da reposição da sua última obra, estreada em Berlim, “Ne croyez surtout pas que je hurles”, um filme realizado em contexto de isolamento e que relaciona a sua história pessoal com a história do cinema.

Falar-se da história do cinema é falar não só dos seus filmes, dos génios que a desenham ou dos protagonistas que lhe eternizam a cara, é falar também das suas pessoas de dia-a-dia. Pessoas cujo trabalho, dedicação e amor à sétima arte permitem que ela se replique, que se espalhe como novidade e se questione como desafio. Vicente Pinto Abreu era uma dessas pessoas, programador de longa data do festival e coordenador da equipa de júris, pertence-lhe parte do que é hoje a identidade do Curtas, tanto no contributo sempre atento e assertivo para a selecção de filmes, como na generosidade com que nos obrigou tantas vezes a dar o corpo à dança nas festas do festival. No ano em que o festival perdeu um amigo, não havia outra forma de o homenagear senão com um convite de ida à sala. A selecção do programa de homenagem ao Vicente foi feita por Daniel Ribas, Rita Barbosa e Miguel Dias e compilará filmes de diferentes épocas do cinema.

A completar a programação do Cinema Revisitado, a sessão especial em torno dos cem anos de “One Week”, o primeiro filme realizado por Buster Keaton, que será acompanhada por uma conversa-palestra do crítico de cinema João Lopes sobre a forma como o filme se relaciona com vários momentos da história do Século XX, e a estreia da cópia restaurada de “O Recado”, de José Fonseca e Costa, numa parceria com a Cinemateca Portuguesa.

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