XXI Caminhos do Cinema Português

5 Novembro 2015
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As produções da Curtas Metragens CRL, "Vila do Conde Espraiada" de Miguel Clara Vasconcelos, "A Glória de Fazer Cinema em Portugal" de Manuel Mozos, e "Nossa Senhora da Apresentação" de Abi Feijó, Alice Guimarães, Daniela Duarte e Laura Gonçalves, estão selecionadas para a XXI edição do Festival Caminhos do Cinema Português que decorre entre 27 de novembro e 5 de dezembro em Coimbra.

Curta de Manuel Mozos recebe Menção Honrosa no Doclisboa

2 Novembro 2015
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A produção do Curtas Vila do Conde "A Glória de Fazer Cinema em Portugal", realizada por Manuel Mozos, foi distinguida na 13ª edição do Doclisboa com uma Menção Honrosa.

A curta-metragem, que integrou a Competição Internacional do festival, tem como ponto de partida uma carta escrita por José Régio, em 1929, a Alberto Serpa onde manifestou a vontade de fundar uma produtora para começar a fazer cinema. Durante quase noventa anos, nada se soube sobre o desfecho deste pedido: nunca se encontrou qualquer resposta de Serpa à carta e Régio não terá voltado a mencionar o assunto. “A Glória de Fazer Cinema em Portugal” tenta desvendar o desfecho desta história.  

Filme da Animar Distinguido no Cinanima

28 Outubro 2015
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A curta-metragem de animação “Os Bravos do Mindelo”, realizada no âmbito da ANIMAR 10, foi distinguida com uma Menção Honrosa no 39º Cinanima, que decorreu entre 9 e 15 de novembro em Espinho.

 

O filme , realizado pelos alunos do Curso Vocacional de Expressões, Fotografia, Cinema de Animação e Vídeo, da Escola EB 2,3 D. Pedro IV de Mindelo sob a orientação de Jorge Ribeiro e Emanuel Barros, foi apresentado na competição “Prémio Jovem Cineasta Português”  dedicada a jovens cineastas com menos de 18 anos. 

ANIMAR é uma iniciativa anual, iniciada em 2005, que parte dos filmes de animação para a realização de uma série de atividades de carácter lúdico e educativo concebidas para escolas e público em geral – visitas guiadas à exposição na Solar, sessões de cinema e outros espetáculos no Teatro Municipal de Vila do Conde, e ateliers para professores e alunos do ensino pré-escolar ao ensino secundário.

Produções do Curtas no Festival Mar Del Plata

27 Outubro 2015
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As curtas-metragens "Noite Sem Distância", de Lois Patino, e "A Glória de Fazer Cinema em Portugal", de Manuel Mozos, serão apresentadas na secção “Panorama” do Festival Mar Del Plata que decorre entre 30 de outubro e 7 de novembro em Buenos Aires.

Ambos os filmes foram produzidos pela Curtas Metragens CRL, no âmbito do programa Campus, e tiveram estreia em julho no 23º Curtas Vila do Conde - Festival Internacional de Cinema. 

Solar: Atividades para Escolas 2015/2016

22 Outubro 2015
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Curtas Metragens CRL - Cooperativa de Produção Cultural tem apoiado, nos últimos anos, a atividade letiva no concelho de Vila do Conde, centro de grande parte das ações que a cooperativa promove, mas também nos concelhos vizinhos e um pouco por todo o país.

Por via dos seus projetos centrados na Solar - Galeria de Arte Cinemática, incluindo a Animar, a Curtas Metragens convida a comunidade educativa a uma participação ativa e, eventualmente, à apresentação de outras propostas de formação inovadoras. Essa participação é dirigida não só a crianças e jovens, desde o pré-escolar, ao básico e secundário e, até, à universidade, mas também a pais e professores.

Importa salientar que todo o trabalho a desenvolver será bastante diversificado, seguindo um modelo de aprendizagem lúdica, ora integrada na componente curricular, ora extracurricular, no campo das artes plásticas, cinema e, particularmente, no cinema de animação.

Atividades para Escolas 2015/2016

Exposição "Onde o Coração se Esconde"

22 Outubro 2015
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De 14 de novembro a 10 de janeiro de 2016, a Solar – Galeria de Arte Cinemática apresenta, no Centro de Memória de Vila do Conde, a exposição “Onde o Coração se Esconde” do cineasta Miguel Clara Vasconcelos. A inauguração terá lugar no próximo sábado, às 17:30.


Depois de ter estreado em julho, perante uma sala cheia, “Vila do Conde Espraiada” no 23º Curtas Vila do Conde, Miguel Clara Vasconcelos prepara-se para apresentar uma exposição que tem como ponto de partida o filme.


Na curta-metragem, produzida pela Curtas Metragens CRL, Miguel Clara Vasconcelos parte do poema de José Régio para reviver as memórias da sua infância passada na cidade. “A memória de Vila do Conde é também a memória da minha mãe. Quando faleceu, tive uma vertigem. O tempo passado nessa vila-cidade parecia desaparecer bruscamente, escapar-me, morrer em mim. Na edição de 2014 do Curtas Vila do Conde, percebi que era urgente trabalhar essa matéria sensível, mágica, que é a infância e que foi para mim Vila do Conde”, explica o realizador.


A exposição, agora apresentada, está intimamente ligada ao filme explorando também a relação da infância com o lugar mas através da memória de três pessoas que, sendo de Vila do Conde, experienciaram vivências distintas na cidade.Dentro de uma estrutura construída para o efeito, Miguel Clara Vasconcelos apresenta três projeções que estabelecem uma relação íntima com os relatos que se escutam. As imagens provêm de filmes familiares, do Arquivo Municipal de Vila do Conde, de filmagens inéditas de realizadores locais e do próprio cineasta.


“Onde o Coração se Esconde” resulta de uma residência artística de Miguel Clara Vasconcelos na Solar – Galeria de Arte Cinemática e é apresentada no Centro de Memória no âmbito do projeto Cave.


Miguel Clara Vasconcelos é realizador, argumentista, formador, encenador de teatro e produtor independente. Mestrado em Estudos Cinematográficos pela Sorbonne Nouvelle, Paris, estudou Línguas e Literaturas Clássicas e Portuguesa nas Universidades de Lisboa e de Coimbra. Em 2005, produziu e realizou o seu primeiro filme, “Documento Boxe” e, em 2014, “O Triângulo Dourado”. Ambos venceram o prémio de Melhor Curta Metragem Portuguesa no Curtas Vila do Conde.


“Onde o Coração se Esconde” é a primeira exposição individual de Miguel Clara Vasconcelos.

Fotografia cedida gentilmente por Inês Amorim


"Objeto que esconde e guarda a memória, construído como um barco do estaleiro da minha infância. Criado em paralelo com o filme “Vila do Conde Espraiada”, esta câmara escura contém uma cidade projetada de modo diferente em três ecrãs por três pessoas que recordam Vila do Conde. As imagens originais e as histórias pertencem-lhes, comunicam com as suas memórias. O meu trabalho enquanto artista, é inverso ao de realizador. Em vez de me apropriar de vivências alheias para contar uma história pessoal, ouço as próprias pessoas, ‘devolvo-lhes’ a memória contida em bobines de película. Essas bobines estavam guardadas em caixas, fechadas em armários, esquecidas em sótãos. O processo de digitalização, foi também um processo de revelação de imagens de um passado comum geograficamente, mas diverso vivencialmente. Cada relato leva-nos por caminhos diferentes, cada voz transporta-nos por um corredor estreito e escuro, como é o processo de recordar um momento antigo, embora extremamente nítido do nosso passado. Participam nesta viagem José Manuel Sá, Inês Amorim e Carlos Santos."


Miguel Clara Vasconcelos

Novembro de 2015

 

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