14 de julho : Destaques do Dia

14 Julho 2018
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O Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema arranca este sábado, 14 de julho, com vários destaques.

O dia começa com a abertura da secção Curtinhas – minifestival dentro do festival – e a exibição do filme “The Incredibles 2: Os Super-Heróis”, às 15:00, no Teatro Municipal de Vila do Conde.


Às 16:00 inaugura a exposição New Spain, na Solar Galeria de Arte Cinemática, que reúne obras de sete artistas espanhóis emergentes: Carla Andrade, Inés García, Laida Lertxundi, Lois Patiño, Natalia Marín e Samuel M. Delgado e Helena Girón. A exposição é comissariada por José Manuel Lopéz e Nuno Rodrigues.


A exibição de “Diamantino”, de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, marcará a sessão de abertura oficial do 26º Curtas Vila do Conde, às 18:00, também no Teatro Municipal de Vila do Conde.


Às 23:00, o trio de rock psicadélico Black Bombaim junta-se ao percussionista João Pais Filipe numa composição inédita para “Dragonflies with Birds and Snake”, do realizador Wolfgang Lehmann.

New Spain reúne obras de sete artistas espanhóis na Solar

3 Julho 2018
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New Spain reúne sete artistas espanhóis emergentes numa exposição que inaugura a 14 de julho, na Solar Galeria de Arte Cinemática, e que marca o primeiro dia da 26ª edição do Curtas Vila do Conde - Festival Internacional de Cinema.

A exposição, fruto do trabalho desenvolvido pelo curador galego José Manuel Lopez (atual colaborador do  Museo de Arte Contemporáneo, MARCO, de Vigo e do Centro Galego de Arte Contemporánea, CGAC, de Santiago) e Nuno Rodrigues, codiretor do festival, visa explorar as noções de paisagem e intimidade através de diferentes media. Os artistas Carla Andrade, Inés García, Laida Lertxundi, Lois Patiño, Natalia Marín, Samuel M. Delgado e Helena Girón apresentarão instalações site-specific, aliando diversos meios, como o filme, o vídeo e a fotografia, desafiando as fronteiras entre o cinema e as artes plásticas. A inauguração acontece às 16h, do dia 14 de julho, na Solar - Galeria de Arte Cinemática, em Vila do Conde.


Duas das obras expostas em New Spain serão absolutamente inéditas. “No Hay Tierra Más Allá”, de Samuel M. Delgado e Helena Girón, questiona – quer através do dispositivo, quer do conteúdo – a perspetiva da história oficial espanhola relativamente à política expansionista da era colonial. Carla Andrade apresentará uma nova instalação a partir do seu filme “El paisaje está vacío y el vacío es paisaje”, convocando as lições do ocultismo e da filosofia andina em torno da experiência estética.


Esta Nova Espanha expressa o olhar renovado deste grupo de artistas, quase todos nascidos na década de 80 e a trabalhar fora do país de origem. Assim, a ideia de desterritorialização atravessa toda a exposição: por um lado, a alusão tragicómica do título à época dos descobrimentos espanhóis na América do Sul e respetivo falhanço do império, em articulação com a condição estrangeira do grupo de artistas; por outro, o cruzamento dos territórios do dispositivo convencional do cinema e os do contexto de galeria.


Lois Patiño é um dos cineastas espanhóis emergentes mais conhecidos. Explora, através do vídeo, as escalas da natureza e a questão da temporalidade nas imagens em movimento. Na fotografia, Carla Andrade trabalha também com paisagens naturais, mas essencialmente através da noção de vazio, não como uma ausência, mas como produtor de sentido. Por outro lado, Laida Lertxundi regista a vida diária mas fragmentada de Los Angeles, filmando a paisagem da cidade, mas também as pessoas que lá vivem, perscrutando essa relação entre afetos e geografia. Com formação em belas artes, Inés García combina a sua experiência prévia com o cinema, resultando em sequências fixas filmadas em cenários urbanos, onde o movimento dentro do quadro aparece como uma performance. Realizadora, Natalia Marín combina uma estética experimental com uma abordagem etnográfica numa obra essencialmente documental. Um pouco como o duo Samuel M. Delgado e Helena Girón, que trabalha em filmes e vídeos de não-ficção, cruzando os mundos aparentemente opostos do mito e da matéria.


O projeto expositivo New Spain inclui ainda sessões especiais, uma visita guiada, um debate e uma performance de cinema expandido, num programa paralelo integrado no festival Curtas Vila do Conde, a decorrer entre 14 e 22 de julho, no Teatro Municipal de Vila do Conde. Uma das sessões especiais será inteiramente dedicada ao trabalho de Laida Lertxundi, com a projeção de seis filmes da realizadora numa curadoria de Maria Palácios Cruz, vice-diretora da Lux Films.


Outras duas, programadas por Gonzalo de Pedro Amatria (programador do Festival de Locarno) sob o título “Muchos Símbolos y Ningún Significado”, reúnem um conjunto de filmes muito especiais e fora do lugar. De vídeos musicais a trailers, do documental ao experimental, as escolhas arrojadas e singulares de Amatria fogem aos discursos hegemónicos das produções industriais. Através do recurso ao humor, à ficção-científica e de uma aproximação lúdica às ferramentas audiovisuais, os jovens cineastas espanhóis refugiam-se da decepção frente ao estado das coisas criando novas formas de expressão afastadas dos esquemas clássicos.


María Palacios Cruz e Gonzalo de Pedro Amatria estarão presentes num debate conjunto com os curadores, José Manuel Lopez e Nuno Rodrigues, e com alguns dos artistas, a acontecer no dia 20 de julho, no Teatro Municipal de Vila do Conde.


O programa paralelo New Spain terminará a 21 de julho com uma performance de cinema expandido, intitulada “Even Silence is Cause of Storm”, protagonizada pela dupla Adriana Vila e Luis Macías, que explora a manipulação de película 16 mm ao vivo para a criação de um novo espaço sensorial.


Organizada pela Solar Galeria de Arte Cinemática em parceria Curtas Vila do Conde, a exposição New Spain - aberta todos os dias durante o festival e de segunda a sábado, até setembro - é apoiada pela AC/E – Acción Cultural Española, República Portuguesa – Cultura, DGArtes,  Município de Vila do Conde.


O co-curador do projeto New Spain, José Manuel Lopez Fernández, e os demais catorze artistas, jornalistas e programadores espanhóis (Albert Alcoz, María Palacios, Lois Patiño, Isabel Lara Ruiz, Gonzalo de Pedro Amatria, Carla Andrade, Alberto Ramos Ruiz, Helena Giron Vázquez, Laida Lertxundi, Inés García, Javier Hernández Estrada, Samuel M. Delgado, Susana Blas e Bea Espejo) podem marcar presença no Curtas Vila do Conde graças ao apoio da Acción Cultural Española (AC/E) através do Programa para la Internacionalización de la Cultura Española (PICE) na modalidade de Movilidad.

"The Incredibles 2" marca abertura do Curtinhas

29 Junho 2018
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O Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema está de regresso e traz o Curtinhas ao colo. “The Incredibles 2: Os Super-Heróis” abre secção dedicada aos mais novos, no primeiro dia do festival, a 14 de julho.

À imagem das edições anteriores, o festival dedica uma parte da programação aos mais novos. Nesta 26ª edição do festival, a projeção de “The Incredibles 2: Os Super-Heróis” marca a abertura do Curtinhas. Depois do mega sucesso em 2004, o festival apresenta a tão aguardada sequela de “The Incredibles”, que traz de volta a família dos super-heróis mais populares da história do cinema, com o selo de garantia dos estúdios Pixar.


Minifestival dentro do festival, no Curtinhas as crianças aprendem a ver e a fazer cinema. Além de uma competição de filmes, esta secção, onde crianças e os adolescentes são o público a conquistar, inclui ainda um espaço infantil, aberto durante todo o festival, e várias oficinas em torno do cinema e de experiências científicas para diferentes idades, que decorrerão a 15 e 21 de julho, no Teatro Municipal de Vila do Conde. Em 2018, o festival apresenta ainda uma festa dedicada aos mais novos, intitulada “Há Festa na Selva”, que terá lugar a 22 de julho, no último dia do festival.


A competição Curtinhas, dividida em três escalões etários – para maiores de 3, 6 e 10 anos – apresenta uma seleção de curtas-metragens oriundas de vários países. Estas sessões são uma oportunidade para pais e crianças se juntarem em torno das imagens em movimento. Muitas vezes os filmes exibidos são compostos por várias camadas de leitura e complexidade o que permite que abranjam quer os mais novos, quer os mais velhos. Os bilhetes para as sessões de cinema do Curtinhas custam entre 2,00 e 3,50 euros. O júri da competição é composto por crianças entre os 8 e os 12 anos, que decidem, em conjunto, o melhor filme a concurso. Na cerimónia de encerramento, será esse grupo a entregar o Prémio MAR Shopping ao realizador do filme vencedor.


Para além destas sessões, o Curtinhas integra um espaço infantil onde decorrem oficinas e outras atividades lúdicas e pedagógicas, enquanto os pais poderão assistir às sessões em sala. Nesse espaço, as crianças ficam acompanhadas por monitores e desenvolvem um conjunto de atividades relacionadas com as imagens em movimento.


Pelo sétimo ano consecutivo, o MAR Shopping Matosinhos associa-se ao Curtinhas como patrocinador exclusivo desta secção. Este minifestival surge na sequência do trabalho desenvolvido regularmente pela Curtas Metragens CRL, desde 2005, através de atividades organizadas pela equipa do serviço educativo da Solar - Galeria de Arte Cinemática e do projeto Animar.


Em antecipação à 26ª edição do Curtas Vila do Conde, o MAR Shopping Matosinhos recebe, a 7 de julho, o Workshop “Papertoys”, das 11h00 às 12h30 e das 14h30 às 16h00, no Piso 0 (corredor de moda infantil). A participação é gratuita e assegurada por ordem de chegada. O workshop destina-se a crianças entre os 4 e os 9 anos.


O 26º Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema, que decorre entre 14 e 22 de julho, tem o apoio da Câmara Municipal de Vila do Conde, do Ministério da Cultura, do Instituto do Cinema e Audiovisual, do programa MEDIA/Europa Criativa e de vários parceiros imprescindíveis à realização do festival, incluindo o MAR Shopping Matosinhos, patrocinador exclusivo da secção Curtinhas.

Exposição "A Glória de Fazer Cinema em Portugal" na Casa das Artes

27 Junho 2018
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Em 2018, o Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema repõe a exposição "A Glória de Fazer Cinema em Portugal", uma homenagem aos realizadores e profissionais da sétima arte que passaram, nos últimos anos, pelo festival.

Pensada para as comemorações do 25º aniversário do festival Curtas Vila do Conde, a exposição será reposta entre 30 de junho e 30 de julho, na Casa das Artes, no Porto.

A exposição fotográfica "A Glória de Fazer Cinema em Portugal" é uma viagem retrospetiva sobre os autores, realizadores, actores, e outros intervenientes do cinema em Portugal, que, ao longo de 25 anos, e desde 1993, passaram pelo Curtas Vila do Conde - Festival Internacional de Cinema.

Frase assertiva e programática, o título desta exposição conta-se assim: a 18 de setembro de 1929, José Régio escreve de Vila do Conde ao seu amigo Alberto de Serpa, dando-lhe conta que fundou, com Branquinho da Fonseca, João Gaspar Simões, Edmundo de Bettencourt, José Oliveira Neves, Fausto José e Alves Machado, o grupo Ultra, “resolvido firmemente a criar o cinema português”. 

Nessa mesma missiva, Régio diz saber de um amigo de Serpa que tem uma câmara de filmar. Palavras do escritor: “esse teu amigo seria capaz de alugar, ou emprestar, a sua máquina ao grupo? Teríamos (contigo conto sempre) a glória de fazer cinema em Portugal”. 

Quase noventa anos depois, e criado que está – ou que se esforça por estar – aquilo a que chamamos de cinema português, é tempo desta proposição (que foi também título de uma curta de Manuel Mozos, produzida pela Curtas Metragens CRL em 2015) dar nome a um conjunto de imagens de pessoas que, da representação à técnica, da realização à crítica, ajudaram e ajudam a fazer o cinema em Portugal e que, nos últimos vinte e cinco anos, passaram pelo Curtas. 

Não se trata, portanto, de uma glória ecuménica ou mesmo até (e porque não dizê-lo) cinematográfica. Apenas uma vénia, um regresso a uma vontade expressa pelo escritor José Régio – um querer fazer que nos une a todos no cinema, pelo cinema.

Fotógrafos que integram a exposição:
Ana Pereira, António Hilário, António Maia, Cesário Alves, Gil Ramos, Humberto Almendra, João Brites, José Felix, JP Martins, Margarida Ribeiro, Nélson Garrido, Nelson Sousa, Nuno Tudela, Ruben Vieira, Rui Pinheiro, Rui Xavier.

A exposição conta com o apoio da Direção Regional da Cultura Norte e Casa das Artes.

26º Curtas Vila do Conde: Programa Completo

26 Junho 2018
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A organização do Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema revelou, esta manhã, o programa completo para a 26ª edição, a decorrer entre 14 e 22 de julho de 2018. A seleção aguardada da Competição Nacional inclui os últimos filmes de cineastas reconhecidos como Ivo M. Ferreira, João Viana ou Rodrigo Areias, mas também de estreantes como David Pinheiro Vicente ou Ana Moreira. No total, o festival apresenta 90 sessões de cinema e mais de 200 filmes, provenientes de mais de 40 países.

A Competição Nacional volta a ser o centro do Curtas Vila do Conde, reunindo o melhor do cinema português produzido em 2017 e 2018 em matéria de curta-metragem, com filmes assinados quer por cineastas internacionalmente reconhecidos, quer por jovens promessas que se têm vindo a afirmar no campo da realização cinematográfica. A seleção oficial inclui, no total, 17 filmes: “3 Anos Depois”, de Marco Amaral; “À Tona”, de Filipe Abranches; “Agouro”, de David Doutel e Vasco Sá; “Água Forte”, de Mónica Baptista; “Anteu”, de João Vladimiro; “Aquaparque”, de Ana Moreira; “Declive”, de Eduardo Brito; “Entre Sombras”, de Alice Eça Guimarães e Mónica Santos; “Equinócio”, de Ivo M. Ferreira; “Madness”, de João Viana; “Nevoeiro”, de Daniel Veloso; “Onde o Verão Vai (Episódios da Juventude)", de David Pinheiro Vicente; “Pas de Confettis”, de Bruno Ferreira; “Pixel Frio”, de Rodrigo Areias; “Placenta”, de Paulo Lima; “Sara F.”, de Miguel Fonseca e “Sheila”, de Gonçalo Loureiro.

 

A Competição Internacional é a janela do Curtas Vila do Conde para o mundo, numa seleção heterogénea a todos os níveis: formal, temática e de género cinematográfico. Trinta e uma curtas-metragens, entre as quais constam as últimas obras de cineastas premiados tanto no próprio festival, como internacionalmente, como Ben Rivers e Ben Russell, Bertrand Mandico, Helena Girón e Samuel M. Delgado e João Paulo Miranda Maria. Num programa mais arrojado e atento à evolução do cinema, a Competição Experimental reúne 17 filmes em que se destacam os realizadores Matthias Müller, Morgan Fisher, Manuel Knapp e Makino Takashi. A Competição de Vídeos Musicais, integrada na secção Stereo e dedicada a celebrar a relação entre música e cinema, apresenta uma sessão com o melhor do género a nível nacional. Por fim, a Competição Take One!, este ano alargada a mais seis países europeus, além de Portugal, dedica-se à descoberta daquilo que melhor se faz nas escolas de cinema.

 

Mini-festival dentro do festival, o Curtinhas apresenta também uma secção competitiva, dividida em três faixas etárias (M/3, M/6 e M/10), além de vários workshops e outras atividades didáticas dedicadas aos mais pequenos. O filme "The Incredibles 2: Os Super-Heróis" abre a secção logo no primeiro dia do festival, a 14 de julho, numa sessão para toda a família.

 

Paralelamente ao festival, a Solar Galeria de Arte Cinemática apresenta a exposição New Spain, comissariada por José Manuel Lopez, curador espanhol, e Nuno Rodrigues, codiretor do festival e coordenador da galeria, que inaugura no primeiro dia do festival. Sete artistas/cineastas espanhóis – Carla Andrade, Inés García, Laida Lertxundi, Lois Patiño, Natalia Marín e Helena Girón e Samuel M. Delgado – apresentarão instalações site-specific, aliando diversos meios como o filme, o vídeo, a fotografia e o som, e desafiando as fronteiras entre o cinema e as artes plásticas. A exposição integra ainda três sessões de cinema, incluídas no festival, uma das quais com curadoria de Maria Palácios Cruz e outras duas programadas por Gonzalo de Pedro Amatria (Festival de Locarno).

 

O festival apresenta ainda uma sessão especial intitulada Produções Curtas que integra os filmes “Rio Entre As Montanhas”, de José Magro, produzido no âmbito do 72 Hour Film Project, do festival Hancheng Jinzhen; “Circo do Amor”, de Miguel Clara Vasconcelos, filme produzido com apoio do ICA – Instituto do Cinema e Audiovisual para curtas-metragens de ficção, e “Náufragos”, de Pedro Neves, produzido no âmbito dos workshops da Animar 13. Todos muito recentes e os dois últimos com rodagem no concelho de Vila do Conde.

 

“Diamantino”, de Daniel Schmidt e Gabriel Abrantes, premiado recentemente em Cannes, marca o arranque do Curtas e da secção Da Curta à Longa, que inclui também os filmes “Le Monde est à toi”, de Romain Gavras, “The Green Fog”, de Guy Maddin, Evan Johnson e Galen Johnson, e ainda “Un couteau dans le coeur”, de Yann Gonzalez. A convite do Curtas, o realizador francês apresentará ainda uma carte blanche intitulada Midnight Madness Avant-Garde que promete ser a sessão mais estimulante e assustadora desta edição do festival, com um conjunto de obras de cinema de vanguarda, a maioria em película de 16mm.

 

Em 2018, o Curtas Vila do Conde — Festival Internacional do Cinema recebeu mais de 3000 inscrições, entre as quais cerca de 2.300 para a Competição Internacional e mais de uma centena para a Competição Nacional. Um trabalho de seleção muito criterioso levou aos conjuntos de filmes que dão corpo às diferentes secções competitivas, mostrando o que de melhor se produziu em curta-metragem entre 2017 e 2018, um pouco por todo o mundo.

 

O 26º Curtas Vila do Conde, que decorre entre 14 e 22 de julho, tem o apoio do programa MEDIA/Europa Criativa, da Câmara Municipal de Vila do Conde, do Ministério da Cultura, do Instituto do Cinema e Audiovisual e de vários parceiros imprescindíveis à realização do festival.

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Nadav Lapid é realizador em foco no 26º Curtas Vila do Conde

19 Junho 2018
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O cineasta israelita Nadav Lapid é o realizador em foco na 26ª edição do Curtas Vila do Conde Festival Internacional de Cinema.

O realizador volta assim a Vila do Conde onde já conquistou admiradores. Em 2016, a curta-metragem “From the Diary of a Wedding Photographer” foi distinguida com o Grande Prémio da Competição Internacional, depois de ter passado, no mesmo ano, pela Semana da Crítica do Festival de Cannes. Este retrato sombrio e satírico de um fotógrafo de casamentos, que desenvolve uma obsessão fetichista por noivas, é apenas um dos múltiplos filmes que compõem a retrospetiva a apresentar no Curtas Vila do Conde.

 

Multipremiado internacionalmente, o trabalho de Nadav Lapid, quer na literatura, quer mais tarde no cinema, tem-se desenvolvido sobretudo em torno da identidade nacional israelita, ou seja, sobre o que é ser-se israelita nos dias que correm. Aspeto que é particularmente evidente em alguns filmes, nomeadamente na sua primeira longa-metragem. “The Policeman” (2011) narra a história de um polícia de elite que cultiva a beleza fardada e o espírito de camaradagem mas cuja vida lhe troca as voltas. A eminência da paternidade e um encontro fortuito com um grupo radical levam esta personagem a questionar-se acerca da guerra: política mas também interior. Uma aproximação dialética entre dois mundos que valeu ao realizador inúmeros elogios na crítica internacional e um prémio no Festival de Locarno.

 

Em “The Kindergarten Teacher” (2014), a longa-metragem seguinte que também recebeu vários prémios, Lapid volta a levantar questões existenciais e morais através de retratos íntimos. Trata-se, neste caso, de um encontro entre uma educadora de infância e uma criança-prodígio com especial talento para a poesia. Numa atmosfera ambígua, a moral do filme oscila entre a crença da salvação pela arte e a manipulação de uma criança.

 

A paisagem israelita é também um elemento constante nos filmes de Nadav Lapid, desde a curta-metragem de final de curso “Emile’s Girlfriend”, realizada em 2006, que versa um encontro, que é também um confronto cultural, entre Delphine, uma rapariga francesa, e Yoav, israelita. Além destes, serão ainda exibidas outras curtas-metragens do realizador, numa retrospectiva integral.

 

Nadav Lapid virá a Vila do Conde para apresentar o seu trabalho mas também para um debate, a decorrer no dia 21 de julho, às 15h, no Teatro Municipal de Vila do Conde, integrado, também, na 3ª edição do Workshop de Crítica de Cinema promovido pelo festival.

 

O 26º Curtas Vila do Conde, que decorre entre 14 e 22 de julho, tem o apoio do programa MEDIA/Europa Criativa, da Câmara Municipal de Vila do Conde, do Ministério da Cultura, do Instituto do Cinema e Audiovisual e de vários parceiros imprescindíveis à realização do festival.

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