“Reconversão” editado em DVD no Dia Mundial da Arquitetura

29 Setembro 2014
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A 6 de outubro, Dia Mundial da Arquitetura, o Curtas Vila do Conde, em parceria com a Fnac, lançou em DVD “Reconversão”, um filme de Thom Andersen sobre a obra do arquiteto portuense Eduardo Souto de Moura.

 
Com a edição em DVD de "Reconversão", a Fnac e o Curtas Vila do Conde iniciam uma parceria que dará a conhecer algum do mais original e estimulante cinema contemporâneo. Nas palavras de Miguel Dias, codiretor do Curtas Vila do Conde — Festival Internacional de Cinema, “a escolha de Thom Andersen para iniciar esta série é relevante para a parceria, pois “Reconversão”, para além de se tratar de uma das produções da Curtas Metragens CRL mais aclamadas pela crítica, foi na sua origem uma encomenda de celebração dos 20 anos do Festival.”

O filme retrata 17 edifícios e projetos do conceituado arquiteto portuense Eduardo Souto de Moura, acompanhados pelos seus próprios escritos. É uma investigação sobre a sua arquitetura, onde Souto de Moura tem a última palavra.

Tecnicamente, “Reconversão” combina a crueza do proto-cinema com o hiper-realismo do cinema digital, remetendo-nos de novo aos ideais de Dziga Vertov. Filmar um ou dois frames por segundo e animar as imagens à maneira de Muybridge, produz uma resolução mais elevada, embora não necessariamente um melhor sentido da realidade, ressaltando os movimentos da água e da vegetação que geralmente passam despercebidos.


Professor, crítico de cinema e realizador, Thom Andersen nasceu em Chicago em 1943 e realizou cerca de uma dezena de filmes em quase cinco décadas de carreira, sendo conhecido sobretudo pela sua obra de referência, “Los Angeles Plays Itself” (2003). Andersen venceu o prémio para Melhor Documentário em Vila do Conde em 2011 com o filme “Get Out Of the Car”.


Esta edição, à venda em exclusivo nas lojas Fnac, tem o preço de 4 euros e inclui dois extras: a curta-metragem “Vulgar Fractions” do diretor de fotografia de “Reconversão”, Peter Bo Rappmund, e uma série de fotogramas do filme que se encontram, neste momento, em exposição itinerante.

Making Of 22º Curtas Vila do Conde

19 Setembro 2014
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Durante nove intensos dias de julho, Vila do Conde transformou-se, uma vez mais, na capital portuguesa do cinema! O Curtas Vila do Conde agradece a todas as instituições, empresas, parceiros, órgãos de comunicação social, equipa, voluntários e, claro, a todos os cinéfilos que nos visitaram, por terem tornado a 22ª edição do Festival possível! 


Contamos convosco em julho 2015! 

“É o Amor” com cinco nomeações aos prémios Sophia 2014

17 Setembro 2014
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 “É o Amor”, de João Canijo, foi nomeado, pela Academia Portuguesa de Cinema, aos prémios Sophia 2014 em cinco categorias:  Melhor Filme, Melhor Realizador,  Melhor Argumento Original, Melhor Fotografia e Melhor Montagem.


A longa-metragem resultou de uma encomenda da Curtas Metragens, entidade responsável pelo Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema, ao realizador João Canijo, no âmbito do programa Estaleiro, envolvendo um grupo de jovens estudantes de cinema do Porto que integraram a equipa técnica do filme.


Os vencedores serão revelados no dia 8 de Outubro, na gala que ocorrerá no CCB.

Curtas Vila do Conde em D' Bandada

15 Setembro 2014
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A 13 e setembro, o NOS em D’Bandada voltou a encher as ruas do Porto com mais de 60 concertos gratuitos espalhados pela cidade.

Em parceria com a Turbina Associação Cultural, o Curtas Vila do Conde levou ao “são joão da música” os melhores filmes do Festival. “Best of Curtas Vila do Conde” e “Curtinhas” foram vistos por centenas de espectadores de todas as idades no Rádio Café Bar, na Rua de Ceuta.  

Peixe:avião, Filho da Mãe & Jibóia no Teatro Maria Matos

27 Agosto 2014
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A 20 de setembro, o Teatro Maria Matos, em Lisboa, recebe dois filmes-concerto, com bandas sonoras originais, encomendadas pelo Curtas Vila do Conde aos peixe:avião, Filho da Mãe e Jibóia, estreadas na 22ª edição do Festival.

Os primeiros a subir ao palco, às 22h00, serão os bracarenses peixe:avião para musicar o clássico do cinema mudo “Ménilmontant”, um filme de 1926 de Dimitri Kirsanoff. Seguem-se Filho da Mãe & Jibóia acompanhados das imagens de Edward S. Curtis, no filme "In The Land Of the Head Hunters", um clássico etnográfico da década de 10.

Peixe: Avião

A banda de Braga peixe:avião – já com três álbuns publicados e nome firme da nova música portuguesa – musica um clássico do período do cinema mudo, “Ménilmontant”. No statement da banda, pode ler-se: "Trata-se de uma oportunidade privilegiada para aplicar a nossa música a um contexto de não-canção, apoiada em imagens em vez de narrativas líricas. O filme escolhido transmite drama e tensão como poucos, apesar de datar de 1926. Tentamos, com a nossa música, amplificar este sentimentos tornando o filme uma experiência (ainda) mais intensa. Acreditamos que durante o processo a nossa própria música também se transformou".

 

“Ménilmontant” acompanha a história de duas órfãs, cujos pais foram selvaticamente assassinados, a trabalhar em Paris e a viver no bairro popular de Ménilmontant. A mais nova é seduzida por um jovem. Engravida e descobre que o seu amante também mantém uma relação com a irmã mais velha. Ela foge. Desesperada e pobre, erra pelas ruas com o seu bebé. Observando o vai e vem das prostitutas descobre a sua irmã entre elas.



Filho da Mãe + Jibóia

Nesta sessão, Filho da Mãe, nome de palco do guitarrista Rui Carvalho, acompanhado por Óscar Silva (Jibóia), musicará ao vivo um clássico etnográfico da década de 10, “In The Land of the Head Hunters”. Segundo Rui Carvalho, "Não quisemos aqui arrumar coisas, nem dar-lhes proveniências… quisemos tirar os brinquedos da gaveta e deixá-los à distância de um pontapé, ir buscar a continentes diferentes o mesmo suor e a mesma capacidade para acreditar em patranhas e juntar-lhes dois pescadores à procura de bacalhau onde claramente não o há".



“In The Land of the Head Hunters” é da autoria de Edward S. Curtis, o mais famoso etnólogo norte-americano que documentou a realidade dos índios nativos.  Em 1911, como parte de um gigantesco empreendimento, Edward S. Curtis viajou até à ilha de Vancouver, na Columbia Britânica, para conhecer os Kwakwaka'wakw. No ano seguinte, porque precisava de dinheiro para o seu projeto, investigação e trabalho fotográfico, Curtis decidiu que a melhor forma de registar o modo de vida tradicional e as cerimónias dos Kwakwaka'wakw era dirigir um dos primeiros filmes com imagens em movimento. Curtis tinha já filmado em 1906 a dança da Serpente Hopi, que mostrara durante umas conferências, mas isto ia ser em grande escala.


A preparação deste filme levou três anos, incluindo a confecção do guarda-roupa; a construção das canoas de guerra, as fachadas das casa, as estacas; e o fabrico das máscaras.


George Hunt, assistente no filme, era um Kwakwaka'wakw que, quase vinte anos antes, tinha trabalhado como intérprete de Franz Boas, o conhecido antropólogo. Hunt contribuiu de forma substancial para a história do filme. Selecionado para o Registo Nacional do Cinema pela Biblioteca do Congresso, este primitivo filme/ documentário nativo-americano estreou em 1914 e é uma espantosa obra produzida com a colaboração de membros da tribo. Nesta história de amor e vingança no seio dos Kwakwaka'wakw da Columbia Britância, Motana, o filho de um respeitado chefe, entra em vigília. Espera obter uma enorme força fazendo jejum e enfrentando dificuldades, que o tornarão num chefe tão poderoso como o pai. Curtis mostra as esplêndidas canoas de guerra dos Kwakwaka'wakw, os totens.

Filmagens do Campus arrancaram em Paredes de Coura

26 Agosto 2014
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O Festival de Paredes de Coura foi o cenário escolhido para parte da rodagem da primeira produção do Campus, realizada por Sandro Aguilar e uma equipa de estudantes de cinema e audiovisual.

Até 2015, serão produzidos mais dois documentários sob a orientação de Manuel Mozos e Lois Patiño. Os filmes produzidos no âmbito da 2ª edição do Campus terão estreia mundial durante o 23º Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema. 

Autonomizado do projeto Estaleiro, o Campus é um programa  de formação avançada de cinema, composta por workshops, debates, masterclasses, residências artísticas e a produção de filmes, em que realizadores com comprovada experiência trabalham com equipas de estudantes.

O programa, associado a várias universidades do Porto, está direcionado para estudantes de cinema e audiovisual da região Norte e complementa as formações universitárias. 

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