Ver Filmes Online

Covid-19: Medidas de Segurança

17 Setembro 2020
Share on Facebook Share on Twitter

Por forma a respeitar as medidas de prevenção da Covid-19 e de acordo com as orientações da Direção Geral de Saúde, estarão em vigor as seguintes regras de segurança nos espaços onde irá decorrer o Curtas Vila do Conde de 2020, para garantir a segurança e bem-estar de todos.

- Lotação das salas reduzidas a 50% com espaçamento obrigatório entre lugares ocupados

- Desinfecção das salas no fim de cada sessão, aumentando o intervalo de tempo entre sessões

-Obrigatoriedade do uso de máscara em espaços fechados, o que inclui os espectadores durante as sessões

- Disponibilização de gel desinfetante de forma a cumprir com a desinfecção regular das mãos

- Criação de zonas de entrada e saídas diferenciadas nas salas e de percursos sinalizados de circulação dentro dos espaços, que devem ser respeitados

- Distanciamento social de 2 metros

- Proibição de permanência nos foyers das salas.

- Permitida apenas a circulação para compra de bilhetes e entrada e saída das salas 
O Teatro Municipal de Vila de Conde, palco principal do Curtas, é um equipamento municipal que assegura as condições de higiene e segurança aos visitantes, no âmbito das orientações emanadas pela Direção Geral de Saúde, tendo inclusivamente obtido o selo "Clean & Safe".

Euro Connection 2021: Inscrições abertas para curtas metragens

17 Setembro 2020
Share on Facebook Share on Twitter

As inscrições de projectos de curtas metragens para a 13.ª edição do Euro Connection, que decorre nos dias 2 e 3 de Fevereiro de 2021 durante o Festival Internacional de Curta-Metragem de Clermont-Ferrand, já estão abertas.

Esta plataforma tem como objectivo auxiliar as parcerias entre produtores Europeus na produção de curtas metragens. Em cada país, os correspondentes nacionais avaliam todos os projectos inscritos e escolhem o projecto finalista. As inscrições para a próxima edição terminam no dia 20 de Outubro de 2019.

Os projectos devem seguir os seguintes requisitos:
– curta metragem de animação, ficção ou documentário criativo;
– duração até 40 minutos;
– o projecto deve ter parte do seu financiamento garantido por um terceiro (fonte externa);
– o produtor deve ser aberto à co-produções internacionais (projecto adequado ou destinado à co-produção);
– filmagem ou produção devem começar a partir de Junho de 2020;

Um júri europeu, composto por 3 profissionais da indústria de diferentes nacionalidades, irá eleger depois até 13 projectos para irem à final e apresentarem o seu pitching durante o festival. A lista de finalistas será divulgada aos vencedores até ao fim de Novembro de 2020. Os produtores devem enviar os seus projectos de curta metragem até ao dia 20 de Outubro de 2020 ao representante do seu país. Em Portugal, os festivais associados são o IndieLisboa e o Curtas Vila do Conde.

Todas as inscrições devem ser enviadas para:
Miguel Dias – mdias@curtas.pt
Miguel Valverde – miguel.valverde@indielisboa.com.

Veja aqui o regulamento e o formulário de inscrição.

De Godard a Beauvais, as entrelinhas das histórias do cinema voltam a ser revisitadas em Vila do Conde

8 Setembro 2020
Share on Facebook Share on Twitter

Secção inaugurada na edição 2019 do Curtas, o Cinema Revisitado volta a trazer ao festival um conjunto de programas especiais compostos por raridades e cópias digitalizadas de obras que marcam os acervos históricos do cinema. Para esta 28 edição alinham-se novos olhares sobre a produção de Jean-Luc Godard, a celebração dos cem anos de “One Week”, obra maior de Buster Keaton, uma carta branca ao cineasta Frank Beauvais e a estreia da cópia restaurada de “O Recado”, primeira longa metragem de José Fonseca e Costa. Palavra especial e de proximidade para o programa de homenagem a Vicente Pinto Abreu, colaborador de longa data do Curtas Vila do Conde falecido no início deste ano.

Não raras vezes as estórias e percursos de artistas intemporais fazem-se também na incursão por aquilo a que chamamos disciplinas menores. Obras encomendadas ou projectos de início de carreira podem e devem ser vistas como uma parte integrante de um trabalho que se desenvolve numa constante dialéctica da vida com a arte. Lembremos a este propósito que uma das primeiras tarefas profissionais do jovem Jean-Luc Godard, de 1956 a 1958, foi a de secretário de imprensa da Fox, insígnia para a qual criou um precioso conjunto de materiais promocionais, kits de imprensa e vídeos que são, hoje, obras em si mesmas. Mencione-se, a título de exemplo, o espumante número especial do jornal Figaro-Pravda publicado para o lançamento de “Alphaville” (1965) ou o lendário “Livret des Sous-titres” distribuído em Cannes durante a primeira exibição de “Le Livre d´Image” (2018). Da mesma forma, os trailers, que vivem autónomos e se tornam peças de uma história de criação: o de “A Woman is a Woman” (1961), o de Duas ou três coisas que eu sei sobre ela (1967) ou o de “Mouchette” (1967). Jean-Luc Godard: Pro-Motion – bandes- annonces – publicites – clip – filmes d'entreprise é o nome do programa especial que o Curtas Vila do Conde apresenta em outubro, que contou com a curadoria de Nicole Brenez, em colaboração com a Cinemateca Francesa, e onde se integrarão curtas-metragens, trailers, vídeos, videoclipes e outras publicidades criadas e dirigidas pelo cineasta franco-suíço.


Frank Beauvais é um dos nomes que marca as quase três décadas do Curtas, onde apresentou, por diversas vezes, obras suas. Em 2020, o festival vilacondense convida-o para uma Carta Branca que propõe um diálogo com os tempos de excepção que vivemos. O programa parte da reposição da sua última obra, estreada em Berlim, “Ne croyez surtout pas que je hurles”, um filme realizado em contexto de isolamento e que relaciona a sua história pessoal com a história do cinema.

Falar-se da história do cinema é falar não só dos seus filmes, dos génios que a desenham ou dos protagonistas que lhe eternizam a cara, é falar também das suas pessoas de dia-a-dia. Pessoas cujo trabalho, dedicação e amor à sétima arte permitem que ela se replique, que se espalhe como novidade e se questione como desafio. Vicente Pinto Abreu era uma dessas pessoas, programador de longa data do festival e coordenador da equipa de júris, pertence-lhe parte do que é hoje a identidade do Curtas, tanto no contributo sempre atento e assertivo para a selecção de filmes, como na generosidade com que nos obrigou tantas vezes a dar o corpo à dança nas festas do festival. No ano em que o festival perdeu um amigo, não havia outra forma de o homenagear senão com um convite de ida à sala. A selecção do programa de homenagem ao Vicente foi feita por Daniel Ribas, Rita Barbosa e Miguel Dias e compilará filmes de diferentes épocas do cinema.

A completar a programação do Cinema Revisitado, a sessão especial em torno dos cem anos de “One Week”, o primeiro filme realizado por Buster Keaton, que será acompanhada por uma conversa-palestra do crítico de cinema João Lopes sobre a forma como o filme se relaciona com vários momentos da história do Século XX, e a estreia da cópia restaurada de “O Recado”, de José Fonseca e Costa, numa parceria com a Cinemateca Portuguesa.

Sergei Loznitsa, Jafar Panahi, Guy Maddin e Nicolas Pereda em competição no Curtas

31 Agosto 2020
Share on Facebook Share on Twitter

Num ano em que as questões de saúde pública nos impuseram uma nova consciência sobre a forma como nos relacionamos com o outro, a selecção oficial para a competição internacional e experimental do Curtas Vila do Conde constrói-se em cima de uma reflexão sobre a forma como o público e o privado contaminam a construção de identidades. Em estreia nacional estarão 48 filmes que, a partir dos lugares de intimidade, das uniões e divergências culturais, das divisões e encontros, nos ligam a diferentes comunidades, formas de estar e de pensar.

Sergei Loznitsa e Jafar Panahi são dois dos mais interessantes cineastas da actualidade. O primeiro, ucraniano, tem construído uma obra que percorre os territórios marcados pelo legado soviético; o segundo, iraniano, tem sido um canal aberto para o entendimento do Irão contemporâneo. Donos de uma impressionante sensibilidade para trabalhar a problemática política, social e cultural do seu povo foram desafiados, pela Ópera Nacional de Paris, para criarem uma obra que tivesse como ponto central uma cantora. A Night at The Opera e Hidden trazem-nos dois olhares sobre a cultura dos dois países onde as heroínas cantam, questionando noções de representação e interpretação. História também narrada no feminino, Bella de Thelyia Petraki desenvolve-se em cima de um conjunto de cartas de amor trocadas entre Anthi e Christos na recta final da Guerra Fria e da queda do Muro de Berlim. Conjugando documentário e a ficção, o filme congela um momento específico do tempo onde tudo estava prestes a mudar. Viagem pessoal também proposta em Correspondencia, obra através da qual Carla Simón e Dominga Sotomayor discutem as suas heranças familiares e a maternidade, recorrendo a um conjunto de imagens colhidas no dia-a-dia das suas vidas. Uma história sobre a intimidade que se vê interrompida pela emergência política de um país. Também rodado na América Latina, Electric Swan de Konstantina Kotzamani faz um micro-retrato da comunidade de Buenos Aires, através da história de um edifício onde diferentes classes habitam diferentes andares. Um filme onde a arquitectura se relaciona com o mapa emocional das personagens, mostrando como as diferentes classes sociais organizam a geometria da cidade. 

 

Quando a Guerra Civil Espanhola entregou a vitória ao nacionalista Franco, mais de 500 mil espanhóis fugiram. Uma tendência que começara até mais cedo nas regiões republicanas do norte de Espanha. Em Diarios del exilio reúnem-se filmes de arquivo e filmagens caseiras, que ilustram o êxodo massivo no pré-ditadura e documentam um dos mais marcantes pontos históricos do país. É também de fugas que se fala em How to Disappear, um ensaio construído em cima de um videojogo que reflecte sobre o papel dos desertores na guerra, abrindo, com isso, uma discussão em torno das políticas de armamento dos movimentos nacionalistas e as ideologias que marcam os exercícios em cenário de guerra. Em 1946, oito meses depois dos bombardeamentos atómicos, uma equipa de filmagem realiza uma longa-metragem no Japão. As bobinas conseguem sair do país, mas são imediatamente classificadas como material secreto pelas entidades Norte-Americanas. Em La Bobine 11004, Mirabelle Fréville explora o arquivo e filmagens daquele que foi o primeiro episódio de censura atómica da história. 

 

Quando a equipa de Mi piel, luminosa (Nicolás Pereda e Gabino Rodríguez) se deslocou à Thomas More School para rodar, a pedido do Ministério da Educação, um documentário sobre a forma como estava a ser implementado o projecto “Improving Primary Schools”, estava longe de imaginar que encontraria uma história que viria a mudar a direcção do filme. Uma criança posta em isolamento na sala de aula devido a uma doença que lhe tirou o pigmento natural da pele passa a ser a figura central de um filme onde Pereda volta a derreter as fronteiras entre documentário e a ficção. Filmado no Harlem e nos jardins Claude Monet em Giverny na França, The Giverny Document é um poema cinematográfico que medita sobre a segurança e a autonomia corporal das mulheres negras. Cruzando animação, testemunhos de arquivo e entrevistas de rua, Ja’Tovia Gary explora a virtuosidade criativa das performers negras, enquanto nos lança um enunciado de questões sobre a forma como esses corpos incorporam heranças de trabalho forçado. Também discutindo o tema do racismo e da integração da comunidade negra no mundo, South acompanha duas organizações anti-racistas e anti-fascistas propondo um olhar sobre o poder das vozes colectivas e singulares na sociedade que construímos. 

 

Destaque ainda para a estreia de Witness, do multi-premiado realizador Ali AsgariVictor in Paradise, de Brendan McHughLook Then Below, o terceiro episódio da trilogia que Ben Rivers está a construir em torno do trabalho do escritor norte-americano Mark von Schlegell, Stump the Guesser, novo tomo na cinematografia surreal e onírica do canadiano Guy MaddinPhysique de la tristesse, a mais recente animação de Theodore Ushev, Color-blind, de Ben Russell, um retrato feito entre a Polinésia Francesa e a Bretanha, que segue o “fantasma” de Gaugin pelo legado colonial do presente e Casa Sol, de Lúcia Prancha, que explora o universo militante da escritora brasileira Hilda Hilst. 

 

As novas confirmações juntam-se aos já anunciados focos nas obras de Isaki Lacuesta, Elena López Riera, Ana Elena Tejera e Ana Maria Gomes. A programação do festival, que este ano se realiza entre 3 e 11 de outubro, será revelado no decurso das próximas semanas, assim como os detalhes sobre a compra de bilhetes.

 

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL

A Night At The Opera, Sergei Loznitsa, França, 2020, DOC, 19'48''

Bella, Thelyia Petraki , Grécia, 2020, FIC, DOC, 24'35''

Camille Sans Contact, Paul Nouhet, França, 2020, FIC, 15'

Correspondencia, Carla Simón, Dominga Sotomayor, Chile, Espanha, 2020, DOC, 19'29''

Diarios del exilio, Irene Gutiérrez, espanha, 2019, DOC, 43''

Dustin, Naïla Guiguet, França, 2020, FIC, 20''

Electric Swan, Konstantina Kotzamani, França, Grécia, Argentina, 2019, FIC, 40''

Empty Places, Geoffroy De Crécy, França, 2020, ANI, 08'30''

Filles Bleues, Peur Blanche, Marie Jacotey, Lola Halifa-Legrand, França, 2020, ANI, 10''

Forastera, Lucía Aleñar Iglesias, Espanha, 2020, FIC, 19''

Hidden, Jafar Panahi, França, Irão, 2020, DOC, 19''

Homeless Home, Alberto Vázquez, França, Espanha, 2020, ANI, 10'

How to Disappear, Total Refusal (Robin Klengel, Leonhard Müllner, Michael Stumpf), Austria, 2020, ANI, DOC, 21''

L’effort Commercial, Sarah Arnold, Suíça, França, 2020, FIC, 16'58''

La Bobine 11004, Mirabelle Fréville , França, 2020, DOC, 19'

Love Hurts, Elsa Rysto, França, 2020, FIC, 30'

Mi piel, luminosa, Nicolás Pereda, Gabino Rodríguez, México, Canadá, 2019, DOC, 39'

Nina, Hristo Simeonov, Bulgária, 2020, FIC, 19'57''

On Est Pas Près D’être Des Super Héros, Lia Bertels, Bélgica, Portugal, 2019, ANI, 12'48''

Os Olhos Na Mata E O Gosto Na Água, Luciana Mazeto, Vinícius Lopes, Brasil, Alemanha, 2020, DOC, 36'20''

Physique de la tristesse, Theodore Ushev, Canadá, 2019, ANI, 27'

Pour Elsa, Carmen Leroi, França, 2020, FIC, 30'

Rio, Zhenia Kazankina, Rússia, 2019, FIC, 22'

Something To Remember, Niki Lindroth von Bahr, Suécia, 2019, ANI, 5'

Souvenir Souvenir, Bastien Dubois, França, 2020, ANI, 15'

Stump the Guesser, Guy Maddin, Evan Johnson, Galen Johnson, Canadá, 2019, FIC, 19'

Subject to Review, Theo Anthony, EUA, 2019, DOC, 38'

The End Of Suffering (A Proposal), Jacqueline Lentzou, Grécia, 2020, FIC, 14'15''

The Kites, Seyed Payam Hosseini, Irão, 2020, FIC, 14'

The Unseen River, Pham Ngoc Lân, Vietname, Laos, 2020 , FIC, 23''

Victor In Paradise, Brendan McHugh, EUA, 2020, FIC, 13'20''

Waste No.4 New York, New York, Jan Ijäs, Finlândia, EUA, 2020, DOC, 19'30''

Witness, Ali Asgari, França, Irão, 2020, FIC, 14'51''

 

COMPETIÇÃO EXPERIMENTAL

Aggregate States of Matters, Rosa Barba, Perú, Alemanha, 2019, DOC, 21'20''

Autoficción, Laida, EUA, Espanha, Nova Zelândia, 2020, EXP, 14'

Casa do Sol, Lúcia Prancha,, Portugal, Brasil, 2020 , EXP, 12'01''

Cézanne, Luke FowlerReino Unido, França, 2019, EXP, 6'36''

Color-blind, Ben Russell, França, Alemanha, 2019, EXP, 30'

Extraction: The Raft Of The Medusa, Salomé Lamas, Portugal, Suíça, Itália, 2019, 2020, EXP, 10'43''

Jiíbie, Laura Huertas Millán, Colômbia, França, 2019, DOC, 25''

Look Then Below, Ben Rivers, Reino Unido, 2019, EXP, 22'30''

Notes Imprints (On Love) Part I, Alexandra Cuesta, EUA, Equador, 2019, EXP, 18'40''

People on Sunday, Tulapop Saenjaroen, Tailândia, 2020, EXP, 20'53''

Plática de una Flor, Helena Estrela, Espanha, 2020, EXP, 2'44''

South, Morgan Quaintance, Reino Unido, 2020, DOC, EXP, 28'15''

The Giverny Document (Single Channel), Ja'Tovia M. Gary, EUA, França, 2019, EXP, 40'

THORAX, Siegfried A. Fruhauf, Austria, 2019, EXP, 8'

Una Película En Color, Bruno Delgado Ramo, Espanha, 2019, DOC, 26'46''

Curtinhas e My Generation já têm programação completa

28 Agosto 2020
Share on Facebook Share on Twitter

Está fechada a programação para a secção infanto-juvenil do Curtas que, este ano, reforça o seu trabalho junto do público escolar. Com um programa que se alarga também às escolas, onde serão realizadas, diversas sessões de cinema durante e pós-festival, o Curtinhas contará, em 2020, com um espaço totalmente dedicado ao público escolar.

O Auditório Municipal de Vila do Conde será então a sala dedicada para a mostra de filmes aos alunos provenientes das escolas da região. Uma decisão que visa reforçar as medidas de segurança do evento, face ao cenário de pandemia que atravessamos. As inscrições para escolas estão já abertas, estando estabelecido um limite máximo por sessão de três turmas de escolas diferentes e 5 turmas de uma mesma escola.

Apontando também para o reencontro das famílias com o cinema, o Curtinhas organizará ainda sessões familiares, numa selecção de filmes que percorrem os universos e interesses de diferentes idades. A terem lugar no Teatro Municipal de Vila do Conde, haverá sessões para Maiores de 3, Maiores de 6 e Maiores de 10, assim como dará continuidade à programação My Generation, secção que envolve alunos entre os 14 aos 18 anos de escolas da região, responsáveis por escolher estes filmes, promover esta acção dentro do espaço escolar, elaborar de textos e sinopses e apresentar estas sessões.


No total serão 26 filmes organizados em diferentes sessões temáticas que visam abrir as portas a novos formatos de consumo audiovisual e ao debate sobre temas que marcam as vidas e formas de estar dos estudantes portugueses.

Uma seleção destes filmes estará também disponível na plataforma online do festival, a divulgar muito em breve.

As escolas poderão escolher marcar sessões para as suas próprias escolas ou para o Auditório e as inscrições podem ser feitas através do email s.educativo@curtas.pt.

PROGRAMAÇÃO
Curtinhas, M3
Au Large, Mathilde Pepinster, Bélgica, 2019, ANI, 05’51’’
Souvenir, Cristina Vilches Estella, Paloma Canonica, Espanha, Suiça, 2019, ANI, 13’30’’
The Little Thief, Nicole Vanden Broeck, Estados Unidos da América, 2019, ANI, 3’8’’
Black & White, Jesús Pérez, Gerd Gockell, Suiça, Alemanha, 2020, ANI, 5’29’’
Liv&Bell The World Boutique And A Flying Ribbon, Natsuki Kida, Japão, 2019, ANI, 5’
Lístek, Aliona Baranova, Républica Checa, 2020, ANI, 6’
The Witch & The Baby, Evgenia Golubeva, Rússia, 2020, ANI, 4’45’’
Curtinhas, M6
To: Gerard, Taylor Meacham, Estados Unidos da América, 2020, ANI, 7’
Boriya, Min Sung Ah, França, 2019, ANI, 17’13’’
O28, Otalia Caussé, Geoffroy Collin, Louise Grardel, Antoine Marchand, Robin Merle, Fabien Meyran, França, 2019, ANI, 5’
Matilda And The Spare Head, Ignas Meilūnas, Lituánia, 2020, ANI, FIC, 13’9’’
Tobi And The Turbobus, Verena Fels, Marc Angele, Alemanha, 2019, ANI, 7’30’’

Curtinhas, M10
Luce & Me, Isabella Salvetti, Itália, 2019, FIC, 10’
Têtard, Jean-Claude Rozec, França, 2019, ANI, 13’40’’
Champ, Cassandra Offenberg, Países Baixos, 2019, DOC, 15’30’’
In Deutschland, Christoph Rath, Alemanha, 2019, FIC, 14’41’’
Bach-Hông, Elsa Duhamel, França, 2019, ANI, 18’

My Generation
Carne, Camila Kater, Espanha, Brasil, 2019, ANI, DOC, 12’
Amerigo Et Le Nouveau Monde, Luis Briceño, Laurent Crouzeix, França, Chile, 2019, ANI, DOC, 13’47’’
Song Sparrow, Farzaneh Omidvarnia, Irão, Dinamarca, 2019, ANI, 11’43’’
How To Disappear, Total Refusal (Robin Klengel, Leonhard Müllner, Michael Stumpf), Áustria, 2020, ANI, DOC, 21’
I, Julia, Arvin Kananian, Suécia, 2020, FIC, 15’
Sangro, Tiago Minamisawa, Bruno H Castro, Guto BR, Brasil, 2019, ANI, 7’15’’
Goodbye Golovin, Mathieu Grimard, Canada, 2019, FIC, 14’1’’
On Fait Salon, Léa Forest, França, 2019, DOC, 25’
Yandere, William Laboury, França, 2019, FIC, 21’

Curtas estreia nova secção dedicada a amplificar novas vozes do cinema mundial

17 Agosto 2020
Share on Facebook Share on Twitter

Chamar-se-á New Voices a nova secção não competitiva do Curtas de Vila do Conde que pretende ser um espaço para a mostra de realizadores emergentes, cuja obra de curtas e primeiras longas metragens constitua já um corpo de trabalho consistente e diferenciador. Numa altura em o cinema se debate com novos desafios à sua distribuição, este espaço programático solidifica o compromisso do festival vila condense para com a descoberta de novas tendências e o apoio à cinematografia que marcará o futuro do sector. Para a primeira edição a escolha recai sobre três realizadoras, com diferentes conexões ao próprio festival, cujo trabalho, em filme, performance e instalação, tem espelhado, de forma particularmente idiossincrática, questões de identidade, sentimento de pertença e conexão a territórios. Elena López Riera, Ana Elena Tejera e Ana Maria Gomes são as novas vozes para conhecer entre 3 e 11 de outubro.

Elena López Riera é uma artista visual e cineasta espanhola, trabalhando, desde 2008 na Suíça, onde leciona cinema e literatura na Universidade de Genebra. É co-fundadora do colectivo Lacasinegra dedicado à pesquisa e experimentação de novos dispositivos audiovisuais. A sua primeira curta metragem, Pueblo, estreou no Festival de Cinema de Cannes e o seu filme Las vísceras foi selecionado para o Festival de Cinema de Locarno, onde viria a ganhar o Poardino de D'oro, em 2018, com Los que desean. O seu trabalho interroga as formas como as novas gerações questionam o património cultural transmitido, bem como as formas como as ações individuais representam a consciência coletiva.

Ana Maria Gomes é uma artista e cineasta franco-portuguesa, que vive e trabalha em Paris. Formada na École Nationale Supérieure des Arts Decoratifs em Paris, continuou seus estudos no Le Fresnoy, com especialização em video-arte. Em 2004, realizou a sua primeira curta-metragem Simomen, um retrato de seu irmão de 14 anos. Em 2014, realizou António, Lindo António, um filme sobre seu tio que deixou Portugal e foi para o Brasil há 50 anos - para nunca mais voltar. A obra de Gomes concentra-se no papel da ficção na construção de identidades pessoais, com particular enfoque no seu círculo íntimo e familiar. 

Ana Elena Tejera é uma cineasta, artista visual e atriz panamiana. Estudou psicologia, artes cénicas e cinema documental e é atualmente artista residente no Le Fresnoy. Estudou com Béla Tar, Pedro Costa, José Luis Guerin, Patricio Guzman, entre outros, tendo ainda colaborado no restauro de parte do arquivo de filmes do Panamá na Filmoteca da Catalunha. É também criadora e diretora artística do Festival de La Memoria, um projeto artístico de performance e instalações em espaços urbanos descontextualizados com imagens de arquivos políticos, e membro da Companhia de Teatro Chroma Teatre de Barcelona. Interessa-se sobretudo pelo cruzamento de formatos audiovisuais e performance. Tejera estreou a sua seu primeira longa-metragem, Panquiaco, no Festival Internacional de Cinema de Roterdão.

Partindo de linguagens distintas, os trabalhos de Tejera, Gomes e Riera ocupam-se dos territórios pessoais e das intimidades, vertendo um olhar próximo e contemporâneo sobre questões ligadas às suas heranças culturais e enraizando-se inevitavelmente no meio onde cresceram. Através dos seus filmes, desafiam-nos a problematizar as questões ligadas a uma herança cultural marcada por rituais ancestrais e com forte origem no território masculino. O foco que o Curtas Vila do Conde lhes dedica incluirá a passagem de Más Que A Mi Suerte, Pueblo, Las Vísceras, Los Que Desean, Panquiaco, António, Lindo António e Bustarenga. 

Recorde-se a propósito que Ana Maria Gomes venceu a Competição Nacional em 2016 com António lindo António, sendo o seu mais recente filme, Bustarenga uma produção da Curtas CRL. Elena Lopez Riera foi a vencedora da última edição do festival com o filme Los que desean e Ana Elena Tejera acaba de realizar Panquiaco, a sua primeira longa metragem, estreada no festival de Roterdão, e rodada entre Vila do Conde e o Panamá.

As novas confirmações juntam-se ao já anunciado foco no realizador espanhol Isaki Lacuesta. A programação do festival, que este ano se realiza entre 3 e 11 de outubro, será revelado no decurso dos próximos meses, assim como os detalhes sobre a compra de bilhetes. 

PROGRAMAÇÃO
António, Lindo António, Ana Maria Gomes, França, 2015, DOC, 41'47''
Bustarenga, Ana Maria Gomes, Portugal, França, 2019, DOC, 30''
Las Vísceras, Elena López Riera, Espanha, França, 2016, FIC, 15''
Los Que Desean, Elena López Riera, Espanha, Suiça, 2018, FIC, 24''
Más Que A Mi Suerte, Elena López Riera, Espanha, 2007, FIC, 14''
Panquiaco, Ana Elena Tejera, Panamá, 2020, DOC, 80'
Pueblo, Elena López Riera. Suiça, Espanha, 2015, FIC, 27''

←prev 1  I  2  I  3  I  4  I  5  I  6  I  7  I  8  I  9  I  10  I  11  I  12  I  13  I  14  I  15  I  16  I  17  I  18  I  19  I  20  I  21  I  22  I  23  I  24  I  25  I  26  I  27  I  28  I  29  I  30  I  31  I  32  I  33  I  34  I  35  I  36  I  37  I  38  I  39  I  40  I  41  I  42  I  43  I  44  I  45  I  46  I  47  I  48  I  49  I  50  I  51  I  52  I  53  I  54  I  55  I  56  I  57  I  58  I  59  I  60  I  61  I  62  I  63  I  64  I  65  I  66  I  67  I  68  I  69  I  70  I  71  I  72  I  73  I  74  I  75  I  76  I  77  I  78  I  79  I  80  I  81  I  82  I  83 next→
ETIQUETAS