Curtas 2015: Free pass à venda!

24 Abril 2015
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O free-pass para a 23ª edição do Curtas Vila do Conde, que decorrerá entre os dias 4 e 12 de julho de 2015, já se encontra à venda.

Este bilhete geral garante a entrada em todas as sessões do Festival, incluindo filmes-concerto (salvo a exceção do filme-concerto de encerramento, cujo bilhete poderá ser adquido pelos portadores do free-pass com um desconto de 50%) e festas. Este passe geral permite também o acesso ao 19º Mercado da Curta Metragem e a um exemplar do catálogo do Festival. 

Até 31 de maio, o free-pass poderá ser adquirido com 25% de desconto, a 33,75 euros, passando a custar 40,50 euros até 3 de junho. A partir de 4 de junho, dia em que arranca o festival, o free-pass custará 45 euros.  

Informações: http://festival.curtas.pt/festival/free-pass/

Competição Nacional, Vídeos Musicais e Take One: Inscrições até 22 de maio!

13 Abril 2015
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O prazo para a inscrição de filmes nas Competições Nacional, Vídeos Musicais e Take One! do 23º Curtas Vila do Conde termina a 22 de maio. O Festival, que decorrerá de 4 e 12 de julho de 2015, aceita a inscrição de novas curtas-metragens produzidas em 2014 ou 2015, de duração máxima até 60 minutos (salvo excepções assinaladas), em película (35 ou 16 mm) ou vídeo.

As inscrições nas Competições Internacional, Experimental e Curtinhas termiram a 10 de abril. 

 

Sensible Soccers em espetáculo de cinema expandido

9 Abril 2015
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O Curtas Vila do Conde apresenta um espetáculo de Cinema Expandido com música dos Sensible Soccers e com imagens manipuladas ao vivo pela artista plástica Laetitia Morais. Este concerto, a decorrer a 30 de junho em Vila do Conde, é uma coprodução da Curtas Metragens CRL, no âmbito do projeto Campus, Teatro Maria Matos (Lisboa) e GNRation (Braga).

Paralelamente, Laetitia Morais vai orientar um workshop Campus, com participação da banda, em que vários estudantes terão a possibilidade de contactar com um método digital de manipulação de imagens. O workshop será realizado em estreita ligação aos Sensible Soccers e à sua música.

A banda de Vila do Conde não é nova nestas andanças, depois de um esgotadíssimo filme-concerto na 22ª edição do Curtas Vila do Conde, no ano passado. Partindo do tema principal do Festival – o futebol – os Sensible Soccers juntaram-se a Pedro Maia para criar uma atmosfera sensorial de imagens e sons. Sobre esse espetáculo, a banda disse mesmo: “Partindo do movimentos do jogador de futebol, retirando-lhe o contexto, e logo o sentido, resta uma espécie de bailado esquizofrénico. O jogador deixa de se interessar pela bola e procura acompanhar música que começa e não acaba. O jogo não tem balizas, mas procura-se o golo na interação entre movimento e som, como se se ensaiasse a mesma jogada até à exaustão, com diferentes nuances e variações. «Off the strenght of his side» é a busca da harmonia no absurdo".


Para este projeto, a banda pretende continuar a pesquisar as formas como a música é uma linguagem verbal capaz de criar sentidos: “Se tudo é Paulo e nada é Paulo também, a palavra deixa de ser chão e atalho e é abandonada. Cresce o mistério e a estranheza num mundo onde o silêncio entre as pessoas é permanente. Ou seja, deixa de existir.” Para este trabalho contam com a artista plástica Laetitia Morais, que trabalhará imagens do seu arquivo. Estas imagens, nas palavras da artista, “serão selecionadas, cortadas, reunidas e manipuladas ao vivo, para contar narrativas ou desfazer-se delas. Será um trabalho marcado pelo desvelamento, colocando a descoberto particularidades deste novo cenário. Um olhar que contempla a trivialidade e evidencia em simultâneo o mordaz e o decoroso”.


Este espetáculo está integrado na secção “Cinema Expandido” do projeto Campus. O primeiro concerto deste tipo juntará The Legendary Tigerman com imagens Super 8 criadas por formandos de um workshop com o músico e com Rodrigo Areias.


Por aqui, antevê-se o futuro do cinema.

 

Sensible Soccers e Laetitia Morais apresentam: “Paulo”

Lisboa - 28 de maio, Teatro Maria Matos, 22:00

Braga - 29 de maio, Gnration, 22:30

Vila do Conde - 30 de junho, Teatro Municipal, 22:00

Até sempre, mestre!

7 Abril 2015
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Até sempre, mestre!

Morreu aquele que considerávamos imortal. Morreu um cineasta de 106 anos com uma obra que atravessa quase toda a história século XX. Um cineasta com uma filmografia realizada durante mais de 80 anos, entre “Douro, Faina Fluvial” (1929-31), o seu primeiro filme, e “O Velho do Restelo” (2014), a obra derradeira. Morreu Manoel de Oliveira, o maior cineasta português, um dos mais respeitados cineastas da história do cinema e, também, um grande amigo do Curtas Vila do Conde.

No Festival, Manoel de Oliveira manteve uma presença assídua ao longo dos anos. Apadrinhou-o desde a primeira edição e foi, precisamente, com os seus filmes que o 1º Curtas Vila do Conde teve início, em 1993, dedicando-lhe uma retrospetiva especial. Foram então exibidos “Douro, Faina Fluvial” (1931), “Famalicão” (1940), “O Pintor e a Cidade” (1956), “O Pão” (1959), “As Pinturas do meu Irmão Júlio” (1965) e “A Caça” (1963).  O Prémio Documentário, que é atribuído todos os anos, tem, justamente, o seu nome.

 

Ele esteve connosco muitas vezes apenas para apresentar os seus filmes. Várias dessas visitas coincidiram com contactos diretos com o público através de conversas ou debates. O Manoel de Oliveira gostava de falar com o público: de falar sobre o seu amor ao cinema. Por exemplo, em 1995, pelos 100 anos do cinema português, na 3ª edição do Festival, participou no debate sobre o cinema na atualidade num painel composto também por Gus Van Sant, Mikhäil Kobakhidzé e Jon Jost.

 

Mas Oliveira era também muito curioso, atento àquilo que se ia fazendo no novo cinema. Para ele, o Festival era também um local para a descoberta de autores. Foi com essa curiosidade cinéfila que Manoel de Oliveira veio ao Curtas Vila do Conde em 1997, quando se realizou uma retrospetiva dedicada a Alexander Sokurov, com uma vontade voraz de conhecer a obra do autor russo. No contexto deste programa especial, os dois cineastas tiveram uma longa conversa, sobre cinema, arte e religião, que ficou registada em vídeo.

 

É essa conversa – mais tarde publicada no livro Puro Cinema: Curtas Vila do Conde 20 Anos Depois – que agora disponibilizamos em ficheiro pdf (versão em português e inglês).

 

Apresentando filmes, debatendo-os com o público, vendo tudo o que de novo aparecia no cinema contemporâneo, Oliveira foi um espectador frequente, muitas vezes acompanhado pelo Padre João Marques, outra figura querida do Curtas Vila do Conde e que faleceu também há cerca de três semanas. Foi, aliás, com o seu filme “A Divina Comédia” que aconteceu a primeira sessão do Cineclube de Vila do Conde (antecedente do Curtas) num recém-inaugurado Auditório Municipal, ainda e sempre com a sua presença física.

 

Há muitas outras histórias, submersas pelo tempo, mas Manoel de Oliveira ficará sempre connosco como memória viva do cinema e como símbolo de uma imensa liberdade artística. Essa liberdade será sempre objetivo primordial do Festival.

 

Até sempre, mestre. Continuaremos a ver os seus filmes.

Curtas Vila do Conde: Inscrições a terminar

7 Abril 2015
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O prazo para a inscrição de filmes nas Competições Internacional, Experimental e Curtinhas do 23º Curtas Vila do Conde termina na próxima sexta-feira, 10 de abril. O Festival, que decorrerá de 4 e 12 de julho de 2015, aceita a inscrição de novas curtas-metragens produzidas em 2014 ou 2015, de duração máxima até 60 minutos (salvo excepções assinaladas), em película (35 ou 16 mm) ou vídeo.

As inscrições nas Competições Nacional, Vídeos Musicais e Take One! prolongam-se até 22 de maio.

Inscrições em:
http://festival.curtas.pt/inscricoes/

Exposição "Reconversão" na Fnac de Almada

24 Março 2015
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Depois de ter passado pela Fnac de Coimbra, a exposição intinerante “Reconversão” segue para a Fnac de Almada onde ficará patente entre 2 de abril e 2 de junho.


Esta exposição reúne vinte fotografias de Peter Bo Rappmund, diretor de fotografia do documentário de Thom Andersen “Reconversão”. O filme, produzido pela Curtas Metragens CRL no 20º aniversário do Curtas Vila do Conde, é uma investigação em torno da obra do arquitecto Eduardo Souto Moura, através de uma análise de 17 das suas criações mais emblemáticas.

As imagens foram escolhidas pelo director de fotografia, Peter Bo Rappmund, que através do uso do “time-lapse” ofereceu ao filme “Reconversão” o seu aspeto visual característico comum, aliás, à maioria dos filmes de Rappmund, ele próprio realizador. É uma técnica justa, na medida que se adapta perfeitamente aos temas do filme: a passagem do tempo, as ruínas. Por um lado, chama a nossa atenção para elementos da paisagem que passariam despercebidos a 24 imagens por segundo. Por outro, dá-nos uma percepção nítida da passagem do tempo na paisagem, reforçando uma maior imutabilidade da arquitectura e garantindo, de outra forma, uma harmonia com as premissas do Arquiteto Souto Moura relativamente ao conceito de ruína e consequentemente da importância dessa passagem do tempo.

 

Esta escolha técnica – e estética – reforça a evidência de que o que se vê na tela são fotografias isoladas, regressando em plena era digital ao proto-cinema ou às sequências das cronofotografias de Muybridge. As imagens isoladas poderão perder aquela atenção aos detalhes da paisagem e, certamente, a percepção da passagem do tempo, mas por outro lado evidenciam a precisão dos enquadramentos. Foi essa noção, em conjunto com a mudança de escala da tela de cinema para a impressão fotográfica, que norteou esta selecção, em que Peter Bo Rappmund preferiu reforçar os detalhes da arquitectura através de imagens mais simples e abstractas, que o próprio, sugestivamente, baptizou em séries de “ângulos”, “interiores” ou “linhas”.

 

Esta exposição assinala a edição em DVD de “Reconversão”, de Thom Andersen, numa parceria entre a FNAC e o Curtas Vila do Conde. O filme, produzido no âmbito do 20º aniversário do Festival de Cinema, retrata 17 edifícios e projetos do arquiteto portuense Eduardo Souto de Moura, acompanhados pelos seus próprios escritos.

 

 

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