22º Curtas Vila do Conde: Extensões voltam a percorrer o país

17 Julho 2014
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Como tem sido hábito em anos anteriores, depois do anúncio dos filmes premiados e do final de mais uma edição, o Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema volta a percorrer o país, levando a todos os públicos uma seleção dos melhores filmes do Festival que terminou no passado dia 13 de julho.

Até agosto, as extensões oficiais do Festival vão apresentar um conjunto de filmes nacionais e internacionais, para adultos e crianças, mostrando toda a riqueza e diversidade do Curtas Vila do Conde através de dois programas: Best of Curtas Vila do Conde e Curtinhas”, e algumas sessões especiais. O primeiro exibirá uma seleção dos premiados das competições Nacional e Internacional desta edição do festival, reunindo o melhor da produção cinematográfica dos últimos tempos: “Fuligem”, de David Doutel e Vasco Sá, “Person to Person”, de Dustin Guy Defa, “Cambodia 2099”, de Davy Chou, e “Panique au Village: La Buche de Noel”, de Vincent Patar e Stéphane Aubier. 


A sessão “Curtinhas”, pensada para toda a família, apresentará um conjunto de divertidos filmes de animação, entre eles “Capitão Peixe”, de John Banana, o vencedor do Prémio Curtinhas Mar Shopping.


As extensões do 22º Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema decorrerão entre 16 de julho e 8 de Agosto em diferentes cidades portuguesas: Braga, Coimbra, Faro, Figueira da Foz, Ponte de Lima, Porto, Sardoal, Sever do Vouga e Vila do Conde.


EXTENSÕES 22º CURTAS VILA DO CONDE:
(Consultar programas aqui)

COIMBRA Teatro Académico Gil Vicente 16 de julho Best of 22º Curtas Vila do Conde 26 de julho Curtinhas PORTO Museu Nacional Sores dos Reis - Casa da Animação 17 de julho Seleção de Animação - programa especial Passos Manuel “Há Filmes na Baixa” Porto/Post/Doc 20 de julho Documentários Competição Internacional - programa especial BRAGA GNRATION 17 de julho Best of 22º Curtas Vila do Conde 18 de julho Curtinhas SEVER DE VOUGA Centro das Artes Sever do Vouga 19 de julho Best of 22º Curtas Vila do Conde 18 de julho Curtinhas PONTE DE LIMA Associação Cultural de Ponte de Lima 19 de julho Curtinhas 19 de julho Best of 22º Curtas Vila do Conde FARO Cineclube de Faro 30 de julho Best Of 22º Curtas Vila do Conde Seleção de Animação - programa especial SARDOAL Centro Cultural Gil Vicente 2 de agosto Best of 22º Curtas Vila do Conde FIGUEIRA DA FOZ CAE – Centro de Artes e Espetáculos de Figueira da Foz “Verão Também é no CAE” 8 de agosto Best of 22º Curtas Vila do Conde VILA DO CONDE Teatro Municipal 24 de Agosto Curtinhas Best of 22º Curtas Vila do Conde

Campus vai produzir três documentários até 2015

14 Julho 2014
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Cabe a Sandro Aguilar, Manuel Mozos e Lois Patiño realizar os próximos três documentários no âmbito do programa Campus, desenvolvido pela Curtas Metragens CRL. O programa foi apresentado durante o 22º Curtas Vila do Conde.

O programa Campus é uma formação avançada de cinema, composta por workshops, debates, masterclasses, residências artísticas e a produção de filmes, em que realizadores com comprovada experiência trabalham com equipas de estudantes. O programa está direcionado para estudantes de cinema e audiovisual da região Norte e complementa as formações universitárias. O Campus está associado a várias universidades do Porto, com as quais tem protocolos de colaboração. 

Os filmes a produzir no contexto do Campus serão documentários a desenvolver nos próximos meses, envolvendo três realizadores: Sandro Aguilar, Manuel Mozos e Lois Patiño. Serão filmes sobre as realidades sociais da região Norte. Por outro lado, as residências artísticas envolverão artistas, músicos e cineastas que trabalham na fronteira entre o cinema e as outras artes.

No âmbito do Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema, a decorrer até domingo, vão ter lugar dois debates cujo objetivo é potenciar a divulgação e distribuição dos filmes nacionais (ver mais pormenores no fim do texto).

O Campus é um programa que se autonomizou do projeto Estaleiro – desenvolvido entre 2011 e 2012 – e de que resultaram diversos filmes premiados e com um percurso internacional notável. Entre outros, foram produzidos filmes de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata, João Canijo, Gonçalo Tocha ou Graça Castanheira.

É desenvolvido pela Curtas Metragens CRL, responsável pelo Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema, co-financiado pelo QREN, no âmbito do Programa Operacional Regional do Norte (ON.2).

Encontro com Realizadores

6 Julho 2014
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A exemplo do sucedido em anos anteriores, o Curtas Vila do Conde promove os habituais Encontros com Realizadores, potenciando um espaço de debate e reflexão sobre o panorama do cinema português. Os realizadores, com filmes a concurso e presentes em Vila do Conde para apresentarem as suas obras, são convidados para uma conversa com o público.   

(foto da edição 2013)

Quarta, dia 9 - Mariana Gaivão, Pedro Neves, Sérgio Ribeiro e Salomé Lamas
Quinta, dia 10 - Nuno Amorim, Jacinto Lucas Pires, Miguel Clara Vasconcelos e Patrick Mendes
Sexta, dia 11 - Rodrigo Areias, Francisco Botelho, Sandro Aguilar, Teresa Villaverde e Simão Cayatte
Sábado, dia 12 - David Doutel, Vasco Sá, Marco Amaral, João Rodrigues e Gabriel Abrantes

(Os Encontros com Realizadores decorrem no Lounge Curtas, no Teatro Municipal, pelas 16h15)

Recorde de afluência no 1º dia do Curtas

6 Julho 2014
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O Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema assistiu, ontem, a uma das maiores afluências de público de sempre!
Quer a exibição do filme «Matraquilhos», no arranque da secção Curtinhas, quer a ante-estreia nacional de «Night Moves», o mais recente filme da realizadora norte-americana Kelly Reichardt, registaram casa cheia, batendo o recorde de público no festival naquele que foi o seu primeiro dia. 

Panorama Nacional: Valter Hugo Mãe no Curtas

5 Julho 2014
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Para além da competição nacional, que todos os anos constitui o prato forte do Curtas Vila do Conde, o festival inclui na sua programação o Panorama Nacional: uma seleção de curtas-metragens portuguesas que já passaram por outros festivais nacionais. É uma oportunidade para ver alguns filmes singulares que complementam a competição, mostrando o melhor que se produziu no último ano. 

Neste ano, serão exibidos filmes de Carlos Conceição e Margarida Rego (ambos estreados no Festival de Cannes), Diogo Costa Amarante (filme em competição no Festival de Berlim), Tiago Guedes, Francisco Ferreira, Laura Gonçalves e Luís Vieira Campos. Este último é o realizador do filme «Bicicleta», com argumento original de Valter Hugo Mãe. O escritor, natural de Angola mas radicado em Vila do Conde há vários anos, estará presente no festival para assistir à apresentação do filme, marcado para amanhã, domingo, pelas 23 horas.

Kelly Reichardt: um cinema minimalista

5 Julho 2014
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A realizadora Kelly Reichardt é um dos novíssimos nomes do cinema americano independente. Vinda da tradição de rebeldia e de produção de baixo-custo, Reichardt entronca numa linhagem que parte da Nova Hollywood dos anos 70 e que tem os seus ícones máximos, no cinema contemporâneo, em Gus Van Sant e Todd Haynes. Com uma curta mas já relevante carreira, a cineasta perscruta as histórias dos marginalizados e esquecidos pelo sistema, sobretudo na geografia simbólica do estado do Oregon, um dos estados mais a oeste da América e também um dos menos conhecidos. Essa América profunda é uma zona de cidades pequenas, de economia frágil e onde melhor se encontra a ideologia liberal do capitalismo.

Excerto da entrevista a Kelly Reichardt, realizada a propósito desta retrospetiva.

Gosto do processo de filmar, tentar perceber o que se vai passar: mudar um pneu, cozer pão ou construir uma bomba (como em “Night Moves”). Na minha opinião, um momento ideal de cinema é como uma cena de “Fugiu Um Condenado à Morte” (1956, Robert Bresson) – sabemos, por causa do título, o que se vai passar e depois vemos alguém a retirar as molas do colchão e a uni-las para fazer uma corda. Gosto disso. Interessam-me os gestos minimalistas e como podem ser, de certa forma, o símbolo de algo muito maior. Conhece o realizador chinês Jia Zhangke? Lembro-me de um documentário que ele fez sobre a China industrializada. Há uma cena que dura imenso tempo. É a de um homem que está a apanhar o autocarro. Faz frio lá fora e ele veste apenas um casaco leve, e durante vinte minutos estamos apenas a ver este fulano a tentar puxar o fecho de correr. E o fecho está avariado. É um plano apenas: uma paragem de autocarro e um homem, ao frio, a tentar consertar o fecho. Ficamos na companhia deste homem tanto tempo que temos a sensação de que o mundo todo nos está a ser entregue. É muito para além daquele homem, é acerca da luta de todos, mas só lá está este fulano e um fecho de correr. Vi o filme há muitos anos, mas estou sempre a pensar naquele fulano e no fecho de correr.

(Pode ler um excerto desta entrevista no Jornal do Curtas e a sua totalidade no Catálogo de 2014). 

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