Sábado, 9 - Destaques do Dia

9 Julho 2011
Share on Facebook Share on Twitter

O dia de abertura do Curtas 2011 promete ser em grande! Dos mais pequenos até aos noctívagos, o Festival oferece várias razões para uma visita a Vila do Conde já no primeiro dia!

Às 15h30, a Sessão de Abertura do Curtinhas funciona como uma sessão dupla: um filme-concerto para a "Fada Oriana", pelos alunos da Academia de Música S. Pio X; e ainda na mesma sessão serão projectadas 4 curtas-metragens da PIXAR.

À noite inicia-se a abertura oficial, com a projecção de "Police, Adjective", do autor In Focus Corneliu Porumboiu. Logo de seguida, o esperado Filme-Concerto The Legendary Tigerman + Rita Redshoes, para a longa "Estrada de Palha", de Rodrigo Areias. 

A Festa segue-se noite a dentro, com Bando à Parte Sound System Feat. A Boy Named Sue, no Fusão.

Bem vindos a Vila do Conde!

Curtas 2010

8 Julho 2011
Share on Facebook Share on Twitter

O Curtas 2010 foi assim...

 

Nicolau estreia longa em Portugal

9 Junho 2011
Share on Facebook Share on Twitter

A estreia na longa-metragem do realizador João Nicolau - A ESPADA E A ROSA - está em exibição nas salas portuguesas, depois da ante-estreia mundial no Festival de Veneza.

Nicolau é uma das jovens certezas do cinema português depois do sucesso das suas curtas-metragens, ambas com estreia no Curtas Vila do Conde: RAPACE (primeiro vencedor português do principal prémio do festival) e CANÇÃO DE AMOR E SAÚDE (melhor filme da competição nacional).

A ESPADA E A ROSA é uma aventura que expande o universo fílmico de João Nicolau: "Manuel despede-se das rotinas da sua vida lisboeta e embarca numa caravela portuguesa do séc. XV governada pelas leis da pirataria. Uma traição a bordo desencadeia uma série de acontecimentos terríveis que o protagonista atravessa sem beliscar os seus princípios morais."

+info no site da produtora O SOM E A FÚRIA

Basil da Cunha seleccionado para o Festival Cannes

1 Junho 2011
Share on Facebook Share on Twitter

O realizador Basil da Cunha, vencedor da Competição Nacional do Curtas Vila do Conde 2010, foi seleccionado para a Quinzena dos Realizadores (64.º Festival Internacional de Cannes), com o seu mais recente filme: a curta-metragem “Nuvem”.

O filme é uma co-produção entre a portuguesa “O Som e a Fúria” e a suíça “Box Productions” e passa-se num bairro de lata de Lisboa onde a personagem principal, Nuvem, é “rapaz com particular queda pela deambulação e o devaneio” e a quem “tomam pelo tolo da aldeia”.

Basil da Cunha já conta com três curtas-metragens na sua filmografia, todas realizadas na Suíça; uma delas, “A Côté” (2009), surpreendeu o público português no Curtas Vila do Conde 2010, onde venceu o prémio de Melhor Filme da Competição Nacional. “A Côté” foi realizado no âmbito da Escola de Artes e Design de Genebra e apresenta-se como uma visão realista de um mundo suburbano, acompanhando uma personagem – Serguei – a sua luta conta a solidão e a paixão que nutre pela sua vizinha do lado (de quem apenas ouve a voz e as discussões com o namorado).

Com esta selecção para o Festival de Cannes e a prestigiada Quinzena dos Realizadores, Basil da Cunha aparece como uma das revelações mais recentes do cinema português.

filmografia:
“Nuvem”, 2011
“A Côté”, 2009
“La Loi du Talion”, 2008
“Le Mur”, de 2007.

Em Foco: Sandro Aguilar

29 Dezembro 2010
Share on Facebook Share on Twitter

O ano cinematográfico português tem sido enorme, até como provam as listas de melhores filmes do ano. Através da Agência da Curta Metragem, o cinema em formato curto também continua a fazer um caminho importante. 2010 foi, nesse particular, um ano de muitas e boas selecções para diversos festivais internacionais de prestígio. Mas o sinal mais forte desta visibilidade internacional foi – e está a ser – protagonizado por Sandro Aguilar, um autor com um ano muito frutífero: realizou duas curtas-metragens – “Voodoo” e “Mercúrio” – e a sua carreira ganhou um novo fôlego, a ponto de vários festivais internacionais terem seleccionado as suas curtas para competição. E o próximo ano também promete ser excelente já que estão previstas duas retrospectivas especiais da sua obra, previstas para os importantes festivais de Buenos Aires e Roterdão.

Recorde-se que Sandro Aguilar é um dos autores mais importantes do Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema, do qual venceu a competição nacional em 2001, com “Corpo e Meio” (que também recebeu o Prix UIP Vila do Conde, de Melhor Curta-Metragem Europeia), recebeu o Prémio Jovem Cineasta por “Estou Perto”, em 1998; e obteve uma menção honrosa na Competição Nacional (para além, de ter vencido, de novo, o Prix UIP Vila do Conde, de Melhor Curta Metragem Europeia), por “A Serpente”, em 2005. Numa produção do Festival, nas comemorações do décimo aniversário, também realizou “Remains” (2002). Entretanto, durante estes mais de dez anos, o Curtas seleccionou para o festival todas as suas curtas-metragens, incluindo “Mercúrio”, que figurou na Competição Nacional do 18.º Curtas.

Na transição de século, uma nova vaga de curtas-metragens portuguesas inundou o panorama nacional, a ponto de se falar numa “Geração Curtas”. Nome importante desse movimento foi Sandro Aguilar que, com uma série de curtas, se transformou numa das promessas do novíssimo cinema português. Filmes como “Corpo e Meio”, “Remains” ou “Sem Movimento” mostraram um cineasta em explosão criativa, demonstrando como o cinema pode ser potenciado pela sua dimensão visual. Histórias de pessoas atormentadas e com conflitos interiores, estes filmes também mostraram como o cinema, e a curta-metragem em particular, podem potenciar-se com uma narrativa ténue e com uma forte exploração documental do espaço. Progressivamente, os filmes de Aguilar também abordaram uma perspectiva experimental (casos de “A Serpente” ou “Arquivo”).

Como já referido, neste último ano, Aguilar apresentou duas produções: “Voodoo” e “Mercúrio”. O primeiro é um filme que se dedica a dois personagens, um homem e uma mulher, ambos assistentes de bordo. O ambiente sonoro sugere uma história de amor, mas o filme está continuamente a minar essa possibilidade. Aguilar considera-o “despudorado” e “um pouco mais aberto, mais permissivo”. Nesse sentido, “Voodoo” altera alguns dos pressupostos narrativos dos seus filmes anteriores, mas transforma essa narrativa num jogo com o espectador: “é um filme mais ambíguo: às vezes, parece um filme clássico, outras vezes, parece um filme completamente abstracto; às vezes parece um filme de relações entre personagens; outras vezes essa relação está constantemente a ser sabotada.” Por isso mesmo, o filme divide-se entre a história das duas personagens e uma espécie de documentário sobre oficinas de aviões (as duas dimensões estão continuamente a contaminar-se).

No caso de “Mercúrio”, nas palavras de Aguilar “Queria trabalhar uma lógica de narrativa parentética, como fiz no “Voodoo”, com outro tipo de escala, porque o filme também tinha outra duração. No caso do “Mercúrio”, era um filme que tinha de ser feito em pouco tempo. A rodagem foi feita em cinco horas, logisticamente não tínhamos absolutamente nada. Era eu, o Rui [Xavier, director de fotografia], uma pessoa do som e os actores.” O filme transporta-nos para um estacionamento, quando duas personagens, um homem e uma mulher, se encontram. Há uma forte ligação com o espaço envolvente, uma espécie de pequena floresta à beira da estrada. Aguilar trabalha num “ecossistema”, misturando uma lógica documental com uma história ficcional: “[“Mercúrio”] é um espaço muito mais linear, são carros estacionados ao lado uns dos outros, numa zona habitacional, com árvores. E eu queria, partindo desse espaço, fazer uma micro-ficção que, neste caso, remete para a ideia dos encontros ilícitos nas franjas das cidades. Um ponto qualquer, recôndito, onde a lógica social pode ser sabotada e abrir espaço para outras lógicas.”

Nestes dois filmes, Aguilar propõe “um jogo”: “uma alternância entre um lado selvagem” e uma vida normal. “Simplesmente e ironicamente, essa selva encontra-se no meio da cidade, [e eu pretendia] domesticar um lado selvagem que possa existir no humano e torná-lo civilizado, de alguma forma. E o contrário: sair desse lado civilizado e [as personagens] encontrarem, no caminho, timidamente, esse lado selvagem. E é isso que se queria trabalhar com o “Mercúrio” e com o “Voodoo”.”

O futuro é, para o realizador, uma frente aberta de trabalho, com vários projectos em perspectiva: “Tenho um projecto de longa para fazer, que também anda à volta das problemáticas das últimas duas curtas. Para já, ainda é uma coisa muito parecida com um western urbano: um espaço fechado com muitas presenças selvagens à volta. Tenho também um projecto de curta-metragem para fazer no princípio do ano. Aliás, tenho vários projectos de curta-metragens muito diferentes, uns mais “naturezas-mortas”, como já fiz em alguns filmes (como “A Serpente”) e outros mais humanos, de certa forma no prolongamento do “Voodoo”: emergir de um espaço com as suas próprias orgânicas, diria que um estudo documental sobre um espaço e no interior dessas lógicas construir a ficção.”

Todas as retrospectivas previstas têm o apoio da Agência da Curta Metragem.

Filmografia Sandro Aguilar

Retrospectivas especiais:

2011 - Internacional Film Festival Rotterdam, Netherlands (serão exibidos: "Sem Movimento", "Remains", "Arquivo" e "Voodoo")
2011 - Buenos Aires Festival Internacional de Cine Independiente, Argentina

Mercúrio (selecções)
2010 - Curtas Vila do Conde Festival Internacional de Cinema, Portugal
2010 - Festival Internacional de Cine de Gijón, Spain (Prémio de Melhor Curta Metragem)
2010 - Corona Cork Film Festival, Ireland
2010 - Ovarvídeo, Portugal

Voodoo (selecções)
2010 - Internationale Kurzfilmtage Oberhausen, Germany
2010 - IndieLisboa - Festival Internacional de Cinema Independente, Portugal (Prémio Restart para Melhor Realizador Português de Curta Metragem)
2010 - Cinema Jove Festival Internacional de Cine, Spain
2010 - Torino Film Festival, Italy
2010 - Festival Internacional de Cine de Gijón, Spain
2010 - Viennale Vienna International Film Festival, Austria
2010 - Curtas Vila do Conde Festival Internacional de Cinema, Portugal
2010 - Split Film Festival - International Festival of New Film, Croatia
2010 - Ovarvídeo, Portugal
2010 - Festival de Cinema Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira, Portugal
2010 - Rencontres Internationales Paris/Berlin/Madrid, France
2010 - Corona Cork Film Festival, Ireland

←prev 1  I  2  I  3  I  4  I  5  I  6  I  7  I  8  I  9  I  10  I  11  I  12  I  13  I  14  I  15  I  16  I  17  I  18  I  19  I  20  I  21  I  22  I  23  I  24  I  25  I  26  I  27  I  28  I  29  I  30  I  31  I  32  I  33  I  34  I  35  I  36  I  37  I  38  I  39  I  40  I  41  I  42  I  43  I  44  I  45  I  46  I  47  I  48  I  49  I  50  I  51  I  52  I  53  I  54  I  55
ETIQUETAS