25º Curtas Vila do Conde: Programa Completo

22 Junho 2017
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O Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema, que decorre entre 8 e 16 de julho, anunciou esta manhã, em conferência de imprensa, o programa completo da 25ª edição, incluindo a aguardada Competição Nacional que vai apresentar, no festival, os últimos trabalhos de cineastas como João Salaviza, Gabriel Abrantes, Salomé Lamas, Carlos Conceição e João Pedro Rodrigues. 

Em 2017, a Competição Nacional do Curtas Vila do Conde volta a ser o barómetro da produção portuguesa, destacando a singularidade e a diversidade do cinema que se faz em Portugal com a estreia nacional dos últimos trabalhos de cineastas já habituais no festival, e de autores internacionalmente premiados, mas também de um conjunto de nomes promissores que se vão afirmando no campo da curta-metragem. Esta seleção inclui 16 filmes: Água Mole, de Laura Gonçalves e Xá; Altas Cidades de Ossadas, de João Salaviza; Cedrim, de Diogo Vale; Coelho Mau, de Carlos Conceição; Coup de Grâce, de Salomé Lamas; Das Gavetas Nascem Sons, de Vítor Hugo; Farpões Baldios, de Marta Mateus; Longe da Amazónia, de Francisco Carvalho; O Homem Eterno, de Luís Costa; Os Humores Artificiais, de Gabriel Abrantes; Où En Êtes-Vous João Pedro Rodrigues?, de João Pedro Rodrigues; Soltar de Jenna Hasse; A Sonolenta, de Marta Monteiro; Surpresa, de Paulo Patrício; Thursday Night de Gonçalo Almeida; e Verão Saturno de Mónica Lima.

 

Por sua vez, a Competição Internacional procura dar a conhecer o que de mais importante e cativante tem surgido no cinema contemporâneo, permitindo acompanhar as mais recentes obras de realizadores já consagrados, como Jia Zhangke, Ben Rivers, Yann Gonzalez, Hu Wei, Laura Poitras ou a dupla Caroline Poggi e Jonathan Vinel, e também descobrir novos talentos emergentes como Laura Ferrés, Jonathas de Andrade ou Toru Takano. Dedicada a desafiar as convenções cinematográficas, a Competição Experimental apresenta uma seleção de 24 curtas-metragens, em que se destacam autores como Lois Patiño, Rosa Barba (vencedora da última edição desta competição), Ken Jacobs, Christoph Girardet, Siegfried A. Fruhauf, Bill Morrison, Vivian Ostrovsky ou Jay Rosenblatt. Assinala-se também a presença dos portugueses Tânia Dinis e Miguel Ildefonso. A Competição de Vídeos Musicais continua a celebrar o formato, numa sessão com trabalhos surpreendentes de artistas e bandas portuguesas. Já a competição Take One!, voltará a dar a conhecer os talentos saídos das escolas de cinema. Esta competição premiou, em anos anteriores, os primeiros trabalhos de cineastas como João Salaviza e Leonor Teles.

 

Por último, a Competição Curtinhas prova que o cinema para crianças pode ter um modelo diferente e surpreendente. O festival dedica, inclusive, toda uma secção ao público mais jovem. Além da competição, onde o júri é composto por crianças, o Curtinhas oferece um Espaço Infantil (onde os pais podem deixar os filhos enquanto assistem às sessões de cinema) e oficinas práticas. O Curtinhas arranca no primeiro dia do festival, a 8 de julho, com a exibição de Gru - O Mal Disposto 3, um divertido regresso ao universo dos Minions


A 25ª edição do Curtas Vila do Conde abre com a antestreia nacional da mais recente obra do finlandês Aki Kaurismäki, O Outro Lado da Esperança. Estreado no último Festival de Berlim, o filme acompanha as desventuras de um jogador de póquer finlandês com um refugiado. Esta exibição está integrada na secção Da Curta À Longa, que acompanha o percurso de cineastas que passaram pelo festival, e que apresentará mais três aguardados filmes: Certain Women, o mais recente filme de Kelly Reichardt - autora In Focus em 2014 – protagonizado por Michelle Williams e Kristen Stewart; o regresso à longa-metragem de Sandro Aguilar, com Mariphasa, em estreia mundial no Curtas Vila do Conde; e um filme póstumo de Abbas Kiarostami, 24 Frames, uma coleção de 24 pequenos filmes inspirados em imagens estáticas, em antestreia nacional.


Como não podia deixar de ser, esta edição celebra o 25º aniversário e a história do festival a partir de múltiplos olhares, com uma carta branca e um livro partilhados por vinte e cinco individualidades que atuam em diversas áreas artísticas e culturais (serão nove sessões com filmes “clássicos” do festival). O Curtas regressa também ao Auditório Municipal de Vila do Conde, a casa do festival entre 1993 e 2008, com concertos, sessões de cinema abertas ao público e uma exposição fotográfica retrospetiva de realizadores portugueses: A Glória de Fazer Cinema em Portugal. Para assinalar esta data especial, o Curtas Vila do Conde promove, na noite de 13 de julho, uma festa de aniversário no Forte Sº João com um concerto dos Sensible Soccers seguido de um Dj set do coletivo Os 7 Magníficos.


A secção Stereo, onde a música se funde com o cinema, recebe espetáculos de Mão Morta, Capitão Fausto, Pega Monstro, Evols, Chassol e Atlantic Coast Orchestra.


Para celebrar o cinema e o seu futuro, o Curtas Vila do Conde apresenta também uma retrospetiva integral do realizador francês F.J. Ossang. Músico, escritor, editor e poeta, o cineasta é um radical livre, praticando, com o seu cinema, um estilo particular, partindo do mundo pós-apocalíptico de ficção científica para se aproximar do punk e do film noir. É o regresso de Ossang a Vila do Conde, por onde já passaram várias das suas curtas e onde foi premiado com Vladivostok, em 2009. O realizador estará presente no festival para apresentar a sua filmografia completa juntamente com Elvire, atriz de muitas das suas obras.


Paralelamente ao festival, a Solar - Galeria de Arte Cinemática inaugura, a 8 de julho, uma exposição que representa uma nova geração de artistas que procuram estabelecer, a partir de diversas perspetivas, uma reflexão sobre a Terra, em seis instalações site-specific. Estarão representados nesta exposição Gabriel Abrantes e Ben Rivers, Priscila Fernandes, Pedro Neves Marques, Joana Pimenta, Lúcia Prancha, Mariana Caló e Francisco Queimadela.


O Curtas Vila do Conde continuará também a promover encontros e debates com realizadores, workshops e até “ciné-conversas” - uma ideia de cinema expandido, que vai para além da sala e se mistura com o conceito de conferência -, mostrando que é possível pensar e refletir sobre o cinema.


O 25º Curtas Vila do Conde tem o apoio da Câmara Municipal de Vila do Conde, do Ministério da Cultura, do Instituto do Cinema e Audiovisual, do programa MEDIA/Europa Criativa e de vários parceiros imprescindíveis à realização do festival.


Jornal do Festival:


http://www.curtas.pt/25CVC/jornal_2017.pdf

F. J. Ossang em retrospetiva no 25º Curtas Vila do Conde

14 Junho 2017
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O francês F. J. Ossang é o realizador In Focus do 25º Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema. O cineasta estará em Vila do Conde para apresentar a sua filmografia completa depois de ter vencido, em 2009, a Competição Experimental do festival.

F. J. Ossang é um artista prolífico: escritor, editor, poeta e músico, coleciona no seu currículo cerca de vinte livros e uma banda de música, os MKB (Messageros Killers Boys). A sua atividade cinematográfica tem sido mais esparsa, mas ainda assim essencial para compreender o comprometimento artístico de Ossang, cuja carreira tem sido marcada por uma atitude eminentemente punk, provocando o establishment artístico. Autor In Focus do 25º Curtas Vila do Conde, F. J. Ossang regressa ao festival por onde já passou com três curtas-metragens e onde venceu a Competição Experimental, em 2009, com Vladivostok.


Depois de ter passado a infância na zona de Cantal, Ossang viveu os anos 70 em Toulouse, num tempo marcado por uma intensa atividade editorial – a revista literária Cée (1977-1979, coeditada com Christian Bourgois) e a editora Céeditions, responsável pela edição de autores como Stanislas Rodanski, Claude Pélieu ou Robert Cordier. Nos anos 80, muda-se para Paris, onde estuda na prestigiada escola IDHEC, local onde realiza duas curtas-metragens e a sua primeira longa.


O seu trabalho inicial é, desde logo, marcado por várias inspirações literárias e políticas, como os situacionistas William S. Burroughs ou Louis-Ferdinand Céline. A sua banda, os MKB, é também resultado de uma fusão do punk e da música industrial, autodenominando o seu estilo de Noise 'N'Roll. Esta mistura de influências perpassa também nos seus filmes recheados de um estilo particular, partindo do mundo pós-apocalíptico de ficção científica para se aproximar do punk e do film noir. O filme mudo e o expressionismo são também uma força fundamental.


Por ter um estilo tão idiossincrático, Ossang tem uma carreira irregular, iniciada nos anos 80, e com longos períodos de abstinência fílmica. Dharma Guns, de 2010, é o filme que precede 9 Doigts, a sua obra mais recente, rodada em Portugal, ainda por estrear. Curiosamente, o realizador tem uma ligação fraterna com Portugal, onde já tinha filmado anteriormente Le Tresor des Iles Chiennes (1990/1991), trabalhando com atores portugueses como Diogo Dória, José Wallenstein e Pedro Hestnes.

Esta retrospetiva integral no Curtas Vila do Conde dará a conhecer um dos mais secretos cineastas contemporâneos. F. J. Ossang estará no festival para apresentar os seus filmes, acompanhado de Elvire, musa e atriz principal de muitas das suas obras.


O 25º Curtas Vila do Conde, que decorre entre 8 e 16 de julho, tem o apoio da Câmara Municipal de Vila do Conde, do Ministério da Cultura, do Instituto do Cinema e Audiovisual, do programa MEDIA/Europa Criativa e de vários parceiros imprescindíveis à realização do festival.

Curtas Vila do Conde apresenta carta branca do 25º aniversário na Cinemateca Portuguesa

7 Junho 2017
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O Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema regressa entre 8 e 16 de julho para uma edição especial: a do 25º aniversário. Ao longo destes 25 anos, o festival  tem apresentado uma programação eclética exibindo as grandes tendências do cinema contemporâneo ao mesmo tempo em que procura ser um festival de vanguarda, apostando também na intersecção entre o cinema e as outras áreas artísticas.

Em 2017, o Curtas Vila do Conde prepara-se para apresentar uma edição comemorativa onde continuará a insistir em inventar o futuro ao mesmo tempo em que celebra um quarto de século de história.

No programa comemorativo do 25º aniversário, o festival apresentará uma extensa carta branca composta por filmes exibidos em edições anteriores do evento escolhidos por 25 personalidades ligadas a áreas como o cinema, a música, o jornalismo e a literatura, entre elas Valter Hugo Mãe (escritor), Manuela Azevedo (Clã), Pedro Paixão (escritor), João Lopes (crítico de cinema), Adolfo Luxúria Canibal (Mão Morta), Miguel Gomes (realizador), e Paulo Furtado (The Legendary Tigerman). Estas escolhas reúnem obras marcantes de cineastas como Manoel de Oliveira, Federico Fellini, Jean-Luc Godard, Maya Deren, Artavazd Pelechian, Chris Marker, Hal Hartley, Miguel Gomes, Matthias Müller, Man Ray, Gus Van Sant e João Pedro Rodrigues, ente outros.

A antecipar o festival, o Curtas Vila do Conde apresenta na Cinemateca Portuguesa, a 1 de julho, uma sessão especial com uma seleção dos filmes que integram esta carta branca: “Corpo e Meio” de Sandro Aguilar, “A Story for the Modlins” de Sérgio Oksman e “Vacancy” de Matthias Müller. Estas curtas-metragens são as escolhas da jornalista Inês Meneses, do cineasta e argumentista Eduardo Brito e do programador e crítico de cinema, Daniel Ribas.

Curtas Vila do Conde na Filmoteca de Galicia

7 Junho 2017
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A CGAI - Filmoteca de Galicia dedica, nos próximos dias 8 e 9 de junho, uma sessão ao Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema com filmes exibidos anteriormente no festival: Amélia & Duarte de Mónica Santos e Alice Guimarães; "Penúmbria" de Eduardo Brito; "Maria do Mar" de João Rosas; "À Noite Fazem-se Amigos" de Rita Barbosa; "A Brief History of Princess X" de Gabriel Abrantes; "Chatear-me-ia Morrer Tão Joveeeeem" de Filipe Abraches; "Noite Sem Distância" de Lois Patiño; "Estilhaços" de José Miguel Ribeiro e "Cidade Pequena" de Diogo Costa Amarante. 

Cinema Trindade dedica sessão a Diogo Costa Amarante

6 Junho 2017
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O Cinema Trindade dedica, no próximo sábado, 10 de junho, uma sessão ao realizador Diogo Costa Amarante, vencedor do Urso de Ouro para Melhor Curta- Metragem na Berlinale 2017. A sessão de cinema, com inicio às 17:30 e seguida de uma conversa com o realizador, vai exibir “Cidade Pequena”, o filme premiado em Berlim, e “As Rosas Brancas”.

Esta sessão apresenta, pela primeira vez no Porto depois da estreia no Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema, o filme “Cidade Pequena”, premiado com o Urso de Ouro para Melhor Curta-Metragem na última edição da Berlinale e Melhor realizador no Festival de cinema experimental de Bucareste. Protagonizado pela irmã e pelo sobrinho do próprio cineasta, “Cidade Pequena” parte de um episódio verídico no qual Frederico descobre na escola que as pessoas têm cabeça, tronco e membros e que se o coração para elas morrem. A ficção, co-produzida pela Curtas Metragens CRL, é uma reflexão acerca da tomada de consciência da morte, do tempo e da transitoriedade da vida. A propósito do prémio no Festival de Berlim, o júri, composto pelo artista alemão Christian Jankowski, pela curadora norte-americana Kimberly Drew e pelo programador chileno Carlos Núñez, destacou os enquadramentos do filme que “lembram a atenção ao detalhe presente nos quadros do Renascimento italiano”.


“As Rosas Brancas”, a curta-metragem anterior – que também integrou a competição da Berlinale, na edição de 2014 – tem como premissa as mesmas questões. É um conto sobre como uma família tenta lidar com a ausência da matriarca trocando papéis em busca de consolo.


Diogo Costa Amarante nasceu em Portugal onde inicialmente se licenciou em Direito. Em Barcelona, estudou Cinema Documentário e Cinematografia realizando o seu primeiro filme que, entre outros prémios, recebeu o de melhor documentário espanhol no Festival Internacional de Cinema Documentário de Madrid. Em 2009, participou no Talent Campus do Festival de Berlim e realizou o segundo filme “Em Janeiro, talvez” (2009), que recebeu igualmente o prémio de melhor documentário espanhol no Documentamadrid09, bem como uma menção especial no SalinaDocFest 09 / Itália. “As Rosas Brancas” (2014), foi o filme pré-tese do MFA em realização e produção cinematográfica que Diogo Costa Amarante concluiu na New York University / Tisch School of the Arts como bolseiro Fulbright. Este filme estreou na 64ª edição do Festival Internacional de Berlim como candidato ao Urso de Ouro de Melhor Curta-Metragem Internacional. Circulou por vários festivais internacionais e acabou por ser premiado no Festival Européen du Film Court de Brest/ França. “Cidade Pequena”(2016) é o filme com o qual Diogo Costa Amarante concluiu o seu MFA.

Mão Morta, Capitão Fausto, Pega Monstro, Evols, Chassol e Atlantic Coast Orchestra no 25º Curtas Vila do Conde

1 Junho 2017
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O Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema volta a destacar a intersecção entre o cinema e a música na secção Stereo com concertos, sessões de cinema e uma competição de vídeos musicais. Em 2017, o festival recebe espetáculos de Mão Morta, Capitão Fausto, Pega Monstro, Evols, Chassol e Atlantic Coast Orchestra. 

A 8 de julho, os talentosos músicos da Atlantic Coast Orchestra, dirigidos pelo maestro Luis Clemente, vão interpretar, ao vivo no Curtas Vila do Conde, uma banda sonora escrita pelo compositor Andrew E. Simpson para o clássico mudo de Buster KeatonThe General (Pamplinas Maquinista, de 1926). A comédia acompanha Johnny Gray (Buster Keaton) durante a perseguição de um bando de espiões que roubaram o seu comboio, O General, com a sua noiva a Annabelle (Marion Mack) a bordo. Formada em 2015, a Atlantic Coast Orchestra é um projeto inovador que reúne alguns dos melhores jovens músicos profissionais, desenvolvendo uma atividade musical com elevados padrões artísticos.


A 12 de julho, o francês Chassol estreia-se em Portugal com um surpreendente espetáculo audiovisual onde vai apresentar um dos seus mais recentes projetos, Big Sun. Pianista, compositor, arranjador e produtor musical, Christophe Chassol tem captado a atenção da crítica e conquistado a admiração de músicos como Frank Ocean, Flying Lotus, Solange e Thundercat. Nos seus trabalhos, Chassol procura “harmonizar o real”, musicando a vida, o mundo e tudo aquilo que encontra e com o que se relaciona numa técnica a que chamou “ultrascore”. As suas composições articulam vozes, música, sons e imagens transformando-os em objetos audiovisuais singulares. Em palco, imagens e gravações são combinadas com música numa espécie de improviso onde nada é padronizado mas tudo flui naturalmente. O concerto no Curtas Vila do Conde será um espetáculo multissensorial e uma oportunidade única para testemunhar o génio musical do francês.


Os Capitão Fausto, uma das bandas mais aclamadas do ano, trazem ao Curtas Vila do Conde, a 14 de julho, o álbum Os Capitão Fausto têm os dias contados, num concerto único e original. Neste espetáculo, a banda de rock lisboeta apresenta-se num formato especial interpretando temas como CorazónAmanhã Tou Melhor e Morro na Praia enquanto revisita os momentos que estiveram na génese dessas canções através de excertos do documentário Pontas Soltas. Realizado por Ricardo Oliveira, o filme, que será apresentado no Curtas Vila do Conde numa nova versão, acompanha o processo criativo e os bastidores da gravação do terceiro álbum do grupo


No ano em que também assinalam o 25º aniversário de Mutantes S21, os Mão Morta sobem ao palco do Teatro Municipal, no sábado 15 de julho, para uma apresentação integral do mítico álbum. A banda de Adolfo Luxúria Canibal regressa, assim, ao festival, onde atuou há nove anos, para um concerto de celebração do disco que colocou os Mão Morta no radar do rock português. Este concerto vai revisitar todos os temas de Mutantes S21 e uma seleção de outros trabalhos da banda. Tendo como premissa a edição especial do álbum, que em 1992 foi lançada com uma banda desenhada, os Mão Morta convidaram 15 ilustradores portugueses – Alex Gozblau, André Coelho, André Covas, Ângela Vieira, António Gonçalves, Esgar Acelerado, João Lemos, João Maio Pinto, José Carlos Costa, Marco Mendes, Marco Moura, Miguel Ogoshi, Raquel Costa, Sebastião Peixoto e Tiago Manuel – para desenvolverem um trabalho alusivo a cada um dos temas do disco. Sobre essas ilustrações, João Martinho Moura, artista de Arte Digital, desenvolverá um trabalho de visuais, atuando em tempo real com a banda.


O Auditório Municipal de Vila do Conde – o local que acolheu as primeiras 18 edições do Curtas Vila do Conde e onde o festival regressa em 2017 para assinalar o 25º aniversário – recebe as bandas Evols (9 de julho) e Pega Monstro (10 de julho) para concertos de apresentação dos seus novos álbuns Evols III e A Casa de Cima, respetivamente.


Os bilhetes para estes espetáculos custam entre 5 e 14 euros e encontram-se à venda no Teatro Municipal de Vila do Conde e na rede da Bilheteira Online. Os portadores do Free Pass do festival têm acesso gratuito, com exceção dos concertos de Mão Morta e Capitão Fausto, para os quais têm 50% de desconto. Este passe geral, à venda a partir de 35 euros exclusivamente no site do Curtas Vila do Conde, garante também o acesso a todas as sessões de cinema.


Ainda na secção Stereo, será apresentado, a 13 de julho, Minute Bodies: The Intimate World of F. Percy Smith, realizado por Stuart Staples, o vocalista dos Tindersticks, banda que esgotou dois espetáculos no Curtas Vila do Conde em 2015. Este filme é um tributo ao trabalho pioneiro de F. Percy Smith, inventor e cineasta do início do século XX, que desenvolveu técnicas cinematográficas de captação dos segredos da natureza em ação. Partindo de imagens de arquivo do próprio F. Percy Smith e tirando partido da experiência musical de Stuart, o filme constrói uma narrativa silenciosa que abre espaço a novas leituras sobre o trabalho original do documentarista britânico. A longa-metragem conta com banda sonora original dos Tindersticks, em colaboração com Thomas Belhom e Christine Ott.


Competição de Vídeos Musicais voltará a apresentar uma seleção dos melhores vídeos musicais portugueses, inovadores na arte de combinar música e cinema. Procurando sempre acompanhar a evolução dos géneros e a forma de fazer cinema, esta competição, dedicada nos últimos anos exclusivamente à produção nacional, tem exibido os trabalhos de alguns dos artistas que mais se destacam na área, entre eles André Tentugal, Vasco Mendes, Paulo Furtado e Rodrigo Areias.


O 25º Curtas Vila do Conde, que decorre entre 8 e 16 de julho, tem o apoio do programa MEDIA/Europa Criativa, da Câmara Municipal de Vila do Conde, do Ministério da Cultura, do Instituto do Cinema e Audiovisual e de vários parceiros imprescindíveis à realização do festival.


Teatro Municipal de Vila do Conde:

ATLANTIC COAST ORCHESTRA 
8 JUL, 21:45 
Bilhetes: 10 euros 
Com Free Pass: gratuito
Bilheteira Online


CHASSOL

12 JUL, 23:59
Bilhetes: 10 euros
Com Free Pass: gratuito
Bilheteira Online


CAPITÃO FAUSTO

14 JUL, 23:59
Bilhetes: 14 euros
Com Free Pass: 50% de desconto
Bilheteira Online


MÃO MORTA

15 JUL, 23:59
Bilhetes: 14 euros 
Com Free Pass: 50% de desconto
Bilheteira Online


Auditório Municipal de Vila do Conde:

EVOLS
9 JUL, 23:30
Bilhetes: 5 euros
Com Free Pass: gratuito
Bilheteira Online


PEGA MONSTRO

10 JUL, 23:30
Bilhetes: 5 euros 
Com Free Pass: gratuito
Bilheteira Online

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