Este Natal, os presentes mais cinéfilos estão na Loja das Curtas. Situada na Solar - Galeria de Arte Cinemática em Vila do Conde, e com alguns dos artigos disponíveis online, a Loja das Curtas disponibiliza artigos únicos relacionados com o Cinema, a Animação, a Ilustração, a Música, e outras formas de expressão, juntamente com os artigos produzidos pela Curtas Metragens CRL, no âmbito do Festival Curtas Vila do Conde, da própria galeria Solar bem como das outras atividades da Cooperativa.
Um espçaço onde podem ser encontrados CDs, DVDs, livros e outros objetos com um forte cunho autoral e que sugerem novas abordagens ou tendências, para diferentes faixas etárias. A Loja apresenta também um conjunto de obras de escritores vilacondenses, bem como de outros autores intimamente ligados à história desta Cidade e da Galeria, que celebrou, em 2015, 10 anos de atividade permanente.
Horário: de segunda a sábado das 14:00 às 18:00
Morada: Rua do Lidador, 4480-791 Vila do Conde
Website: http://curtas.pt/loja
A Solar Galeria de Arte Cinemática, em Vila do Conde, apresenta, entre 9 de dezembro e 6 de janeiro, Time-Lapse, uma exposição coletiva dos finalistas da Licenciatura em Artes Plásticas Multimédia da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. A inauguração terá lugar no próximo sábado, às 16:00, com a apresentação de uma performance.
Tendo como ponto de partida a obsessão pelo tempo, Time-Lapse é o resultado de um trabalho experimental que apresenta as diferentes abordagens dos vários autores em torno do tema. As obras em exposição exploram as diferentes possibilidades da criação artística através do recurso a meios distintos, como a instalação de vídeo, de som, a fotografia ou as artes plásticas, para uma reflexão acerca do tempo e os vários modos de o capturar e manipular, extensiva e intensivamente.
“Habituámo-nos a medir o espaço através do tempo que o demoramos a percorrer. No entanto, quanto mais depressa nos movemos no espaço mais pequeno este nos parece. Não se trata apenas de uma questão perceptiva mas de uma transformação radical em que o espaço encolhe por ação do tempo intensivo que nos é trazido pela velocidade. O nosso quotidiano é também o de uma intensificação do tempo. Uma obsessão pelo tempo parece ter tomado conta da nossa existência, individual e colectiva. Não admira assim que os processos da chamada globalização sejam antes de mais modos de captura do tempo, da produção ao consumo. Diz-se que já não há um tempo dentro e um tempo fora. Todo o tempo parece ter sido capturado pelos dispositivos do consumo, como se já não houvesse como separar o tempo do trabalho e o tempo do ócio, como se todo o tempo tivesse sido consumido nessa voragem. Neste quadro, as artes do tempo, aquelas que fazem do tempo o seu meio, ganham uma nova importância. Com efeito, ainda que há muito a arte contemporânea tenha sido tomada por uma particular obsessão pelo tempo e sua manipulação, nas artes esta captura faz-se muitas das vezes em contraciclo ou mesmo como contra-dispositivo ao consumo capitalista do tempo”, lê-se na nota de intenções do coordenador da exposição, Miguel Leal.
Time Lapse integra trabalhos da autoria de Afonso Menezes, Catarina Ferreira, Francisca Soares, Sofia Neves, Mariana Vilanova, Juliana Campos, Joana Pinto, Julie Dítetová, Agate Lielpētere, Laura Bértola, Márcia Correia, Maria Neto, Mário Afonso, Martin Hofmann, Matti Tanskanen, Mikelis Murnieks, Nuno Carvalhais, Rafael Cortés, Rita Castanheira, Marta Lopes, Alexandre Sousa, Rita Monteiro, Rita Pereira, Roberto Otero Goméz, Rui Silva, Sara Janeiro, Sérgio Rocha, Tereza Benešová e Teresa Neves.
Esta exposição é apresentada na Solar Galeria de Arte Cinemática, em parceria com a Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, no âmbito do CAVE. Este projeto, inserido na programação da Solar Galeria de Arte Cinemática, destina-se a incentivar o trabalho de jovens artistas emergentes, estudantes ou na fase inicial da sua carreira. Alguns dos artistas que apresentaram, em anos anteriores, as suas obras no âmbito deste projeto foram distinguidos com prémios e bolsas de investigação no campo da arte contemporânea. Foram os casos de Rita Lino (2012), Carla Andrade (Espanha, 2014), Laura Gonçalves (2014), João Gabriel Pereira (2016) e Igor Jesus (2016).
A Solar Galeria de Arte Cinemática é uma estrutura financiada pela Câmara Municipal de Vila do Conde, pela DGArtes – Direção Geral das Artes e pelo Governo de Portugal.
Portugal está entre os países seleccionados para o Euro Connection 2018, o fórum de co-produção de curtas metragens que acontece entre 6 e 7 de Fevereiro, durante o Festival de Curtas Metragens de Clermont-Ferrand, em França. O projecto escolhido é o filme "Link", da realizadora Xá, com produção da Bando à Parte.
Para a próxima edição, foram seleccionados 15 dos 24 filmes finalistas nomeados pelos correspondentes europeus do Euro Connection, e que vão integrar as sessões de pitching:
Machines of Loving Grace, Viki Alexander (Horse&Fruits), Áustria
Dusk, Laura Vandewynckel (Walking the Dog), Bélgica
The Man in Two Minds, Mathias Broe (73collective), Dinamarca
Dark Side of the Earth, Urmas Reisberg (Exitfilm), Estónia
Baby With a Playlist, Juho Luukkainen (Kaiho Republic), Finlândia
Above The Law, Bryony Dunne (Kennedy Films Ltd.), Irlanda
Yashar’s Journey, Sébastien de Monbrison (Les films de l’autre cougar), França
What We Know So Far, Sylvain Cruiziat (eeproductions UG), Alemanha
Just a Map, András György Dési & Gábor Móray (Focus Fox), Hungria
The First Lessons, Beppe Leonetti (Incandenza Film), Itália
Perpetual Child, Stephanie Sant (Shadeena Entertainment), Malta
Whose Daughter Are You?, Astria Aakra (Big Spoon Animation AS), Noruega
Link, Xá (Bando à Parte), Portugal
Mountain Flood, Kristijan Krajncan (EnaBanda), Eslovénia
Bacha Posh, Bahar Pars (Nordisk Film Production), Suécia
O Euro Connection acontece anualmente durante o Festival Internacional de Curtas Metragens de Clermont-Ferrand e tem como objectivo promover parcerias entre produtoras europeias, financiadores e distribuidores de curtas metragens. Em Portugal, os festivais associados são o Curtas Vila do Conde e o IndieLisboa.
Em dezembro, O Dia Mais Curto regressa a Portugal para a edição do 5.º aniversário! O Solstício de Inverno, no dia 21, volta a servir de mote à grande festa da curta-metragem que, este ano, leva quase 200 filmes a 34 localidades, de norte a sul do país, incluindo os arquipélagos.
O Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema vai apresentar no 34.º Kasseler Dokfest, a 18 de novembro, um programa especial com alguns dos filmes produzidos pela Curtas Metragens CRL: "Strokkur" de João Salaviza, "Exodus" de Nicolas Provost, "Undisclosed Recipients" de Sandro Aguilar, "Noite Sem Disntância" de Lois Patiño e "The Dockworker's Dream" de Bill Morrison. A sessão International film festivals in profile: Curtas Vila do Conde será apresentada pelo co-diretor do festival, Mário Micaelo.
O festival, dedicado a filmes de documentário, decorre entre 14 e 19 de novembro na Alemanha.
A Solar Galeria de Arte Cinemática, em Vila do conde, inaugura no sábado, 14 de outubro, às 16:00, a exposição “Salomé Lamas: Solo”, composta por filmes, vídeo instalações e instalações sonoras, incluindo obras inéditas. A abertura contará com um concerto de Filipe Felizardo, compositor da banda sonora de alguns trabalhos de Salomé Lamas.
Realizadora e artista plástica, Salomé Lamas é um dos nomes mais relevantes e promissores do panorama artístico nacional, não só pelo extenso currículo face à idade, mas também pelas características dos seus trabalhos. As suas obras desafiam a metodologia convencional de produção cinematográfica e de expressão estética, explorando novos caminhos. O resultando são trabalhos híbridos que se situam entre o documentário e a ficção, as artes plásticas e o cinema.
Os projetos de Salomé Lamas desenvolvem-se em torno da relação intrínseca entre narrativa, memória e história, utilizando a imagem em movimento para explorar o traumaticamente reprimido, o aparentemente irrepresentável ou o historicamente invisível, desde os horrores da violência colonial até às paisagens do capital global. Em vez de se colocar numa situação periférica, algures entre o cinema e as artes visuais, ficção e documentário, Salomé Lamas transforma-os numa linguagem própria, desafiando, também, a divisão entre géneros e modos de exibição.
Grande parte das suas obras resultam de uma viagem a uma realidade desconhecida, que a realizadora ocupa conscientemente como um corpo estranho que choca contra a envolvente, desencadeando o drama e esperando pacientemente que a realidade se torne extraordinária. São filmes destemidos, tanto quanto aos riscos formais como narrativos que assumem, e que evidenciam a sua performance física, quando vemos a realizadora amarrada, pendurada, a cair ou a sentar-se silenciosamente atrás da câmara.
Na Solar Galeria de Arte Cinemática, Salomé Lamas apresenta, até 25 de novembro, um trabalho eclético composto por filmes, vídeo instalações e instalações sonoras, incluindo obras inéditas. É o caso de Ubi Sunt II e Ubi Sunt III que integram um tríptico que será exposto, pela primeira vez, na sua totalidade. O trabalho parte de Ubi Sunt I, curta-metragem produzida em 2016 a convite do programa Cultura em Expansão da Câmara Municipal do Porto, que explora o tecido humano e urbano de uma cidade em expansão. O filme é uma aliteração das vídeo-instalações Ubi Sunt II e III.
Em Horizon – NoziroH, também em estreia, o realizador brasileiro Gregorio Graziosi espelha matematicamente e rigorosamente A Torre (2015). Aqui, a floresta é substituída pelo urbanismo desconcertante de São Paulo e a figura humana pela figura de uma estátua equestre do Duque de Caxias, por Victor Brecheret.
Produzido para a exposição na Solar, Autorretrato (2017) é composto por um díptico de duas gravuras concebidas por Salomé Lamas derivadas de materiais recolhidos na produção de Extinção. Replicam o visto de jornalista emitido pelas autoridades da Transnístria, enclave pró-russo na Moldávia, que autoproclamou um estatuto de independência rejeitado pela política internacional; e a transcrição de diálogos de um encontro da equipa com o KGB, que culmina num interrogatório.
Por sua vez, VHS – Video Home System (2010-2012) sugere uma autorrepresentação dissimulada, com uma nota crítica à produção que trabalha a catarse do autor. À mesa da cozinha, duas mulheres íntimas, de vozes e fisionomia idênticas, utilizam os brutos de uma cassete de VHS de 1995, como pretexto para discutirem as forças de poder, afeto e expectativa impressas no passado, reconhecidas no presente e projetadas no futuro.
Na instalação Eldorado XXI é referenciado Mount Ananea através do revestimento da sala em brita – semelhante aos despojos extraídos do interior das minas da região onde foi produzido, e reapresentando a edição de vinil que contou com o desenho de som de Bruno Moreira, a música de Norberto Lobo e João Lobo. O que o vinil permite escutar ressoa de forma evidente com o desenho de som de Miguel Martins para Eldorado XXI.
Terra de Ninguém (2012) repete a instalação no espaço que havia experimentado em 2015 em Serralves. Na cave da Solar, o desconforto dos conteúdos apresentados, o dispositivo e a duração são extremados pelas características arquitetónicas claustrofóbicas associadas à humidade.
Salomé Lamas (1987, Lisboa) estudou cinema em Lisboa e Praga, Artes Visuais MFA em Amsterdão e é doutoranda em Arte Contemporânea na Universidade de Coimbra. O seu trabalho já foi mostrado em Portugal e no estrangeiro, tanto em prestigiados espaços dedicados à arte, como em festivais de cinema. Colabora regularmente com a produtora O Som e a Fúria e é representada pela Galeria Miguel Nabinho – Lisboa 20.
Em simultâneo, no espaço CAVE, dedicado a autores emergentes, Mariana Silva expõe "P/p", uma instalação vídeo que justapõe uma pulseira da era colonial, que historicamente terá sido usada como pagamento na compra de escravos, com várias correntes, consideradas joias.
Mariana Silva (1983, Lisboa) é Licenciada pela Faculdade de Belas-Artes, Universidade de Lisboa. Foi vencedora do prémio EDP Novos Artistas 2015 (Lisboa) e BES Revelação 2008 (Porto). Esteve em residência na Triangle (2016), Nova Iorque; Gasworks, Londres (2016); e ISCP, Nova Iorque (2009).
A inauguração da exposição será seguida de um concerto de Filipe Felizardo, às 17:30, músico e artista visual que se dedica à composição para guitarra elétrica, responsável por algumas das bandas sonoras das obras de Salomé Lamas. Das suas colaborações destacam-se também trabalhos com Norberto Lobo, Gabriel Ferrandini, Margarida Garcia e David Maranha, e a composição de bandas sonoras para António Júlio Duarte e Marco Martins. A suas performances têm sido apresentadas em Portugal e na Europa desde 2014. Neste momento, prepara o seu próximo álbum, enquanto realiza uma residência artística na Galeria Zé Dos Bois, numa série de concertos que ampliam os seus temas para formato de banda.
A Solar Galeria de Arte Cinemática é uma estrutura financiada pela Câmara Municipal de Vila do Conde, pela DGArtes – Direção Geral das Artes e pelo Governo de Portugal.