Animar regressa em fevereiro!

8 Fevereiro 2016
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De 20 de fevereiro a 5 de junho, o cinema de animação está de regresso a Vila do Conde com a 11ª edição da Animar. À imagem das edições anteriores, o centro das várias atividades deste projeto educativo voltará a ser a exposição na Solar – Galeria Cinemática que inaugura no próximo sábado, 20 de fevereiro, às 15:00.

 

A exposição Animar 11 parte dos materiais, adereços, personagens, cenários e de diversos elementos que fizeram parte do processo de produção de três curtas-metragens de animação: “Nossa Senhora da Apresentação” de Abi Feijó, Alice Guimarães, Daniela Duarte e Laura Gonçalves; “Papel de Natal” de José Miguel Ribeiro; e “Amélia & Duarte” de Alice Eça Guimarães e Mónica Santos. Estes elementos, apresentados na galeria de forma interativa e surpreendente, exploram as relações de causa e efeito que as diferentes expressões, visuais e sonoras, estabelecem com a estrutura narrativa dos filmes.

 

A animação “Nossa Senhora da Apresentação” foi desenvolvida durante uma residência artística de Abi Feijó no decurso da Animar / Rua Animada, em 2014, com participação de Alice Guimarães, Daniela Duarte e Laura Gonçalves. O resultado é uma curta-metragem de seis minutos que resgata um poema escrito em 1940 pelo neorrealista Álvaro Feijó, narrado por Ana Deus, e ilustrado com recurso à pixilação e ao stop motion.

 

“Papel de Natal”, de José Miguel Ribeiro, conta a história de Dodu, um destemido boneco de cartão  – a mesma personagem de  “Dodu – O Rapaz de Cartão” –, Camila, uma menina de oito anos, e um pai Natal que lutam contra o monstro Desperdício reciclando o papel de embrulho dos presentes de natal. A animação conta com as vozes de Crista Alfaiate, Ivo Canelas, entre outros.

 

Em “Amélia & Duarte”, de Mónica Santos e Alice Guimarães, somos guiados através do relacionamento das duas personagens que se separaram e tentam lidar com os sentimentos do final de uma relação. O filme é feito em pixilação e stop-motion sob uma ambiência Technicolor da década de 50, retratando não só o surrealismo das ações dos protagonistas, mas também proporcionando uma impressão cromática irónica sobre o fim do amor. O filme, premiado em vários festivais em Portugal e no estrangeiro, tem sido dos mais destacados no panorama da animação nacional recente. 

A 28 de fevereiro, domingo, o Teatro Municipal de Vila do Conde recebe a festa de abertura da Animar 11 com a exibição do filme “O Principezinho” às 16:00. A animação é uma adaptação para o cinema de uma das mais importantes obras literárias infantis de todos os tempos, “Le Petit Prince”, da autoria do ilustrador e piloto francês Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944) e cuja primeira edição data de 1943. Antes, às 14:30, a Animar convida os mais novos a mascararem-se nas várias personagens desta história para o jogo “À Descoberta dos Planetas do Principezinho”, inspirado nas viagens do pequeno príncipe. A fantasia mais original será premiada.

 

Criada pela mesma equipa que organiza o Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema, a Animar desenvolve anualmente várias atividades em torno do cinema de animação destinadas a públicos de todas as idades, com destaque para a comunidade escolar da região. Até junho, estão planeados ateliês de animação orientados por formadores convidados, ateliês de iniciação de cinema na sala de aula, visitas guiadas à exposição na Solar – Galeria de Arte Cinemática, sessões de cinema no Teatro Municipal de Vila do Conde e apresentações e mostras “Antes do Filme”.

 

A 11ª edição da Animar tem como parceiros o Cineclube de Vila do Conde, a Casa da Animação e o Cartoon D’Or e conta com o apoio da Viarco, Science4you, Pintarolas e dos Chocolates Regina. A Solar – Galeria de Arte Cinemática é uma estrutura financiada pela Câmara Municipal de Vila do Conde, o Governo de Portugal, o Ministério da Cultura e a Direção Geral das Artes.

Exposição fotográfica: 10 anos Solar

28 Dezembro 2015
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A Curtas Metragens CRL apresenta, a partir de 15 de janeiro, no Teatro Municipal de Vila do Conde, uma exposição fotográfica no âmbito do 10º aniversário da Solar - Galeria de Arte Cinemática. 

Um dos projetos mais singulares na divulgação de arte cinemática está baseado em Vila do Conde. 

Celebrando 10 anos de existência, a Solar - Galeria de Arte Cinemática apresenta várias exposições por ano, divulgando o trabalho de autores como Filipa César, Miguel Palma, João Louro, João Onofre, Carla Filipe, Alexandre Estrela, João Tabarra, e João Penalva, entre outros, e estrangeiros como Apichatpong Weerasethakul, Bill Morrison, Ben Rivers, Ben Russell, Nicolas Provost, Salla Tykka, Gustav Deutsch, Tsai Ming Liang e Graham Gussin. 

O espaço físico da galeria, bastante diferente dos comuns “white cubes” (o edifício datado do século XVIII assenta sobre as antigas fundações de um imóvel quinhentista) cedo se identificou como extraordinariamente vantajoso para a exploração de fórmulas de apresentação experimentais, em constante mutação.

O projeto Solar é da responsabilidade da Curtas Metragens CRL.

Solar inaugura exposição de Nuno da Luz

7 Dezembro 2015
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Depois de ter apresentado “Laissez Vibrer” em 2013 na Solar – Galeria de Arte Cinemática, Nuno da Luz regressa à galeria com uma nova exposição. “Song Cycle” inaugura no próximo sábado, 12 de dezembro, às 17:00. 

Em simultâneo, no âmbito do projeto CAVE, dedicado à obra de artistas emergentes, Pedro Henriques apresenta no mesmo espaço “Precise Parts”. 
Ambas as exposições, de acesso gratuito, podem ser visitadas até 24 de janeiro de 2016, de segunda a domingo, entre as 14:00 e as 18:00. 

SONG CYCLE, de Nuno da Luz
 

A construção meticulosa das gravações que compõem a série environments™, em nome da produção de efeitos psico-acústicos completamente subjectivos, coloca em confronto a experiência auditiva do que nos rodeia com os desejos e intenções com que, inevitavelmente, a percepcionamos e é nesse desfasamento que esta instalação opera. Textos retirados das notas incluídas nos 11 álbuns publicados pela Syntonic Research, Inc., entre 1969 e 79, acompanham uma sequência de gravações de campo realizadas entre 2012 e este mesmo mês, que incluem a rebentação das ondas na costa Portuguesa, florestas na Alemanha, cursos de água glaciar na Islândia, tempestades no Novo México, o vulcão de Stromboli, cigarras na Sicília, e a nossa pulsação. Entre tempo real e som sintetizado, da artificialidade à reterritorialização da nossa experiência. 


Nuno da Luz (Lisboa, 1984) 

 

Nuno da Luz é um artista e publicador cujo trabalho cirscunscreve tanto o auditivo como o visual, na forma de eventos sonoros, instalações e material impresso; estes últimos na sua maioria distribuídos pela publicadora ATLAS Projectos (em conjunto com André Romão e Gonçalo Sena) e pela editora discográfica Palmario Recordings (em conjunto com Joana Escoval). Recentemente terminou o programa de mestrado Experimentação em Arte e Política SPEAP em Sciences Po, Paris e fundou o colectivo pluridisciplinar COYOTE, que investiga novas formas de comum-ificação (criar comunidade) via publicações, filmes, conferências e outros formatos experimentais. Projectos mais recentes incluem as performances ao vivo “com Ressonância Assistida” em Ficarra (Itália), Paris, Nova Iorque, Porto e Berlim; assim como a exposição individual “Wilderness” na Vera Cortês Art Agency. Outras exposições individuais incluem “laissez vibrer”, enblanco projektraum (Berlim, 2013) e CAVE/Solar (Vila do Conde, 2013), e “O nosso silêncio é um aviso, o nosso silêncio é sólido”, Vera Cortês Art Agency (Lisboa, 2012). Exposições colectivas mais recentes incluem “CIDRA DA LUZ ESCOVAL MANSO MENDES ROMÃO SENA”, AR Sólido (Lisboa, 2015), “Ficarra_Contemporary Divan”, Palazzo Milio (Ficarra, 2015), “A polyphonic wave of of concrete materials flowing through the air”, Espaço Artes (Porto, 2014) e “12 Contemporaries: Present States”, Museu de Serralves (Porto, 2014). 


 

PRECISE PARTS, de Pedro Henriques 


Precise Parts intercepta um campo ambíguo entre imagem e objecto, congelando situações simultaneamente escultóricas e fugidias, materialistas e evanescentes.


Pedro Henriques (Porto, 1985) 


Pedro Henriques apresenta Precise Parts, um conjunto de objetos que interceptam um campo ambíguo entre imagem e volume, congelando situações simultaneamente escultóricas e fugidias, materialistas e evanescentes. São incursões pictóricas num campo expandido e volumétrico, quase ergonómico. O seu trabalho cruza diferentes campos plásticos, ancorados sobretudo na bidimensão e no problema da construção de imagens. Exposições recentes incluem: Under the Clouds: From Paranoia to the Digital Sublime (Museu de Serralves, Porto); Sidewinder (Galeria Pedro Alfacinha, Lisboa); Tempo Perdido no Porto (Oporto, Lisboa); Novo Banco Revelação (Museu de Serralves, Porto); Prémio EDP Novos Artistas (Galeria da Fundação EDP, Porto); Le Petit Lenormand (Vera Cortês Art Agency, Lisboa).

Exposição itinerante "Reconversão"

17 Novembro 2015
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A exposição itinerante “Reconversão”, com fotografias de Bo Rappmund, diretor de fotografia do documentário homónimo realizado por Thom Andersen, continua a percorrer as Fnacs do país. Até 6 de fevereiro de 2016, pode ser vista na Fnac de Alfragide.

Esta exposição reúne vinte imagens do documentário de Thom Andersen “Reconversão”. O filme, produzido pela Curtas Metragens CRL no 20º aniversário do Curtas Vila do Conde, é uma investigação em torno da obra do arquitecto Eduardo Souto Moura, através de uma análise de 17 das suas criações mais emblemáticas.


As imagens foram escolhidas pelo director de fotografia, Peter Bo Rappmund, que através do uso do “time-lapse” ofereceu ao filme “Reconversão” o seu aspeto visual característico comum, aliás, à maioria dos filmes de Rappmund, ele próprio realizador. É uma técnica justa, na medida que se adapta perfeitamente aos temas do filme: a passagem do tempo, as ruínas. Por um lado, chama a nossa atenção para elementos da paisagem que passariam despercebidos a 24 imagens por segundo. Por outro, dá-nos uma percepção nítida da passagem do tempo na paisagem, reforçando uma maior imutabilidade da arquitectura e garantindo, de outra forma, uma harmonia com as premissas do Arquiteto Souto Moura relativamente ao conceito de ruína e consequentemente da importância dessa passagem do tempo.


Esta escolha técnica – e estética – reforça a evidência de que o que se vê na tela são fotografias isoladas, regressando em plena era digital ao proto-cinema ou às sequências das cronofotografias de Muybridge. As imagens isoladas poderão perder aquela atenção aos detalhes da paisagem e, certamente, a percepção da passagem do tempo, mas por outro lado evidenciam a precisão dos enquadramentos. Foi essa noção, em conjunto com a mudança de escala da tela de cinema para a impressão fotográfica, que norteou esta selecção, em que Peter Bo Rappmund preferiu reforçar os detalhes da arquitectura através de imagens mais simples e abstractas, que o próprio, sugestivamente, baptizou em séries de “ângulos”, “interiores” ou “linhas”.

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