Exposição itinerante "Reconversão"

17 Novembro 2015
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A exposição itinerante “Reconversão”, com fotografias de Bo Rappmund, diretor de fotografia do documentário homónimo realizado por Thom Andersen, continua a percorrer as Fnacs do país. Até 6 de fevereiro de 2016, pode ser vista na Fnac de Alfragide.

Esta exposição reúne vinte imagens do documentário de Thom Andersen “Reconversão”. O filme, produzido pela Curtas Metragens CRL no 20º aniversário do Curtas Vila do Conde, é uma investigação em torno da obra do arquitecto Eduardo Souto Moura, através de uma análise de 17 das suas criações mais emblemáticas.


As imagens foram escolhidas pelo director de fotografia, Peter Bo Rappmund, que através do uso do “time-lapse” ofereceu ao filme “Reconversão” o seu aspeto visual característico comum, aliás, à maioria dos filmes de Rappmund, ele próprio realizador. É uma técnica justa, na medida que se adapta perfeitamente aos temas do filme: a passagem do tempo, as ruínas. Por um lado, chama a nossa atenção para elementos da paisagem que passariam despercebidos a 24 imagens por segundo. Por outro, dá-nos uma percepção nítida da passagem do tempo na paisagem, reforçando uma maior imutabilidade da arquitectura e garantindo, de outra forma, uma harmonia com as premissas do Arquiteto Souto Moura relativamente ao conceito de ruína e consequentemente da importância dessa passagem do tempo.


Esta escolha técnica – e estética – reforça a evidência de que o que se vê na tela são fotografias isoladas, regressando em plena era digital ao proto-cinema ou às sequências das cronofotografias de Muybridge. As imagens isoladas poderão perder aquela atenção aos detalhes da paisagem e, certamente, a percepção da passagem do tempo, mas por outro lado evidenciam a precisão dos enquadramentos. Foi essa noção, em conjunto com a mudança de escala da tela de cinema para a impressão fotográfica, que norteou esta selecção, em que Peter Bo Rappmund preferiu reforçar os detalhes da arquitectura através de imagens mais simples e abstractas, que o próprio, sugestivamente, baptizou em séries de “ângulos”, “interiores” ou “linhas”.

Exposição "Onde o Coração se Esconde"

22 Outubro 2015
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De 14 de novembro a 10 de janeiro de 2016, a Solar – Galeria de Arte Cinemática apresenta, no Centro de Memória de Vila do Conde, a exposição “Onde o Coração se Esconde” do cineasta Miguel Clara Vasconcelos. A inauguração terá lugar no próximo sábado, às 17:30.


Depois de ter estreado em julho, perante uma sala cheia, “Vila do Conde Espraiada” no 23º Curtas Vila do Conde, Miguel Clara Vasconcelos prepara-se para apresentar uma exposição que tem como ponto de partida o filme.


Na curta-metragem, produzida pela Curtas Metragens CRL, Miguel Clara Vasconcelos parte do poema de José Régio para reviver as memórias da sua infância passada na cidade. “A memória de Vila do Conde é também a memória da minha mãe. Quando faleceu, tive uma vertigem. O tempo passado nessa vila-cidade parecia desaparecer bruscamente, escapar-me, morrer em mim. Na edição de 2014 do Curtas Vila do Conde, percebi que era urgente trabalhar essa matéria sensível, mágica, que é a infância e que foi para mim Vila do Conde”, explica o realizador.


A exposição, agora apresentada, está intimamente ligada ao filme explorando também a relação da infância com o lugar mas através da memória de três pessoas que, sendo de Vila do Conde, experienciaram vivências distintas na cidade.Dentro de uma estrutura construída para o efeito, Miguel Clara Vasconcelos apresenta três projeções que estabelecem uma relação íntima com os relatos que se escutam. As imagens provêm de filmes familiares, do Arquivo Municipal de Vila do Conde, de filmagens inéditas de realizadores locais e do próprio cineasta.


“Onde o Coração se Esconde” resulta de uma residência artística de Miguel Clara Vasconcelos na Solar – Galeria de Arte Cinemática e é apresentada no Centro de Memória no âmbito do projeto Cave.


Miguel Clara Vasconcelos é realizador, argumentista, formador, encenador de teatro e produtor independente. Mestrado em Estudos Cinematográficos pela Sorbonne Nouvelle, Paris, estudou Línguas e Literaturas Clássicas e Portuguesa nas Universidades de Lisboa e de Coimbra. Em 2005, produziu e realizou o seu primeiro filme, “Documento Boxe” e, em 2014, “O Triângulo Dourado”. Ambos venceram o prémio de Melhor Curta Metragem Portuguesa no Curtas Vila do Conde.


“Onde o Coração se Esconde” é a primeira exposição individual de Miguel Clara Vasconcelos.

Fotografia cedida gentilmente por Inês Amorim


"Objeto que esconde e guarda a memória, construído como um barco do estaleiro da minha infância. Criado em paralelo com o filme “Vila do Conde Espraiada”, esta câmara escura contém uma cidade projetada de modo diferente em três ecrãs por três pessoas que recordam Vila do Conde. As imagens originais e as histórias pertencem-lhes, comunicam com as suas memórias. O meu trabalho enquanto artista, é inverso ao de realizador. Em vez de me apropriar de vivências alheias para contar uma história pessoal, ouço as próprias pessoas, ‘devolvo-lhes’ a memória contida em bobines de película. Essas bobines estavam guardadas em caixas, fechadas em armários, esquecidas em sótãos. O processo de digitalização, foi também um processo de revelação de imagens de um passado comum geograficamente, mas diverso vivencialmente. Cada relato leva-nos por caminhos diferentes, cada voz transporta-nos por um corredor estreito e escuro, como é o processo de recordar um momento antigo, embora extremamente nítido do nosso passado. Participam nesta viagem José Manuel Sá, Inês Amorim e Carlos Santos."


Miguel Clara Vasconcelos

Novembro de 2015

 

Solar inaugura nova exposição

24 Setembro 2015
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A Solar - Galeria de Arte Cinemática inaugura no sábado, 3 de outubro, às 18:30, a exposição coletiva "Everything Seems Fine From Up Here" em parceria com a produtora Bando À Parte. A abertura da exposição contará com performances de Tânia Dinis (19:00) e Jorge Quintela (19:15).


"Everything Seems Fine From Up Here" explora o cruzamento entre o som e a imagem em movimento  partindo de registos feitos em super8 e 16mm  para apresentar uma parafernália de elementos que invadem o espaço da Solar - Galeria de Arte Cinemática.

A exposição reúne um conjunto de artistas, realizadores e músicos cuja atividade possibilita o desenvolvimento de projetos que articulam o cinema e outras áreas da criação artistica  como a música e a performance  que os autores envolvidos se propõem também apresentar  em diferentes momentos  no período da exposição: Paulo Abreu, Susana Abreu, Rodrigo Areias, Marcos Barbosa, Pedro Bastos, Daniel Blaufuks, Tânia Dinis, Paulo Furtado, Edgar Pêra e Jorge Quintela.

Partindo de elementos provenientes de algumas das suas obras anteriores  como instalações  filmes ou peças sonoras  estas obras serão recriadas  resultando em alguns trabalhos originais. A exposição reflete o trabalho em parceria que alguns destes artistas têm desenvolvido ao longo dos últimos anos na área do cinema e da música. A sua apresentação na Solar permite a criação de novos diálogos entre estas obras  e novas leituras resultantes de uma articulação com o espaço da galeria.

"Everything Seems Fine From Up Here" ficará patente na Solar até 29 de novembro, onde poderá ser visitada, gratuitamente, de segunda a domingo entre as 14:00 e as 18:00. 

 

Exposição dedicada a Manoel de Oliveira

23 Julho 2015
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Em homenagem a Manoel de Oliveira, o 23º Curtas Vila do Conde promove uma exposição fotográfica que documenta o importante papel que o cineasta manteve para o festival. Presença assídua ao longos dos anos, Oliveira era o padrinho do Curtas desde a sua primeira edição. Desde então, o mestre esteve connosco muitas vezes para apresentar os seus filmes ou para participar em debates.

Devido à sua curiosidade cinéfila, Manoel de Oliveira veio ao festival em 1997, quando se realizou uma retrospetiva dedicada a Alexander Sokurov, com uma vontade voraz de conhecer a obra do autor russo. Nesse ano, os dois cineastas tiveram uma longa conversa, sobre cinema, arte e religião, que ficou registada em vídeo e cuja síntese será também exibida em contínuo. Esta exposição é também dedicada ao Padre João Marques, recentemente falecido, e que foi um companheiro fiel de Oliveira nas suas visitas a Vila do Conde.

Esta exposição, de entrada livre, ficará patente no Teatro Municipal de Vila do Conde até dezembro. 

 

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