Abertura da Exposição RUINS / RITES / RUNES de Ben Rivers e Ben Russell

16 Junho 2015
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A Solar – Galeria de Arte Cinemática apresenta a exposição “Ruins / Rites / Runes”, de Ben Rivers e Ben Russell, que contará com um programa paralelo e a presença dos cineastas no 23º Curtas Vila do Conde. A exposição inaugura no próximo sábado, 20 de junho, às 18:30, com uma performance de Jonathan Saldanha às 19:00. 

A Solar – Galeria de Arte Cinemática, em Vila do Conde, volta a colocar o cinema em contexto de galeria através da exposição “Ruins / Rites / Runes”, dos cineastas Ben Rivers e Ben Russell. Esta exposição explora a relação criativa entre os dois artistas, que têm alcançado um lugar de destaque no cinema experimental. 

 Em “Ruins / Rites / Runes”, Ben Rivers e Ben Russell apresentam dois projetos individuais, “Ah, Liberty” (Ben Rivers) e “River Rites” (Ben Russell), e dois trabalhos colaborativos, que documentam as preocupações que ambos têm revelado nos seus filmes: “A Spell to Ward Off The Darkness” e “Call no Man Happy Until He is Dead”. 
 
Após a abertura da exposição, a 20 de junho, às 18:30, será apresentada, no pátio da Solar – Galeria de Arte Cinemática, às 19:00, uma performance do artista Jonathan Saldanha em parceria com o Circular – Festival de Artes Performativas. 

Jonathan Uliel Saldanha é construtor sonoro e cénico, que aborda no seu trabalho a pré-linguagem, os ritmos circulares, o animismo e as relações do som com os seus espectros. Tem vindo a desenvolver um trabalho sonoro que parte de reminiscências da música cerimonial, da dimensão bruta do som e da voz organizados por sistemas auto-generativos e da vibração das cavidades do corpo e seu gesto intuitivo.

Esta performance está integrada no ciclo de concertos do 10º aniversário da galeria, apoiado pela FNAC. 

“Ruins / Rites / Runes” será complementada com duas sessões no 23º Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema, onde os artistas mostrarão o seu trabalho e discutirão as suas mútuas influências. Russell e Rivers têm realizado diversas curtas e longas, tanto individualmente como em conjunto. O seu foco de investigação, dentro do cinema experimental, atravessa a linha divisória entre documentário e ficção.

Inauguração de Exposição e Performance no Centro de Memória de Vila do Conde

8 Maio 2015
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Sábado, 16 de maio

21:30 – Inauguração da Exposição UNDERSTATEMENT(CAVE)

22:00 – Performance de Julio D’Escriván (CAMPUS)

 

Entrada livre
 

No próximo sábado, 16 de maio, às 21:30, inaugura no Centro de Memória de Vila do Conde a exposição UNDERSTATEMENT, com trabalhos de 14 alunos finalistas da Licenciatura em Artes Plásticas/Multimédia da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP).

 

Esta exposição, patente até 12 de julho, é apresentada pela Solar – Galeria de Arte Cinemática no âmbito do projeto CAVE, dedicado a artistas emergentes, e propõe, através das 15 obras apresentadas, uma reflexão sobre a percepção. 

 

“Há alturas em que nos fazem crer que aquilo que dizemos parece pouco, ou menos do que seria esperado. No entanto, dizemo-lo porque tem de ser dito de qualquer modo, porque temos uma urgência em dizê-lo. Podemos fazê-lo baixinho mas não deixamos de o dizer. E então, aquilo que dizemos transforma- se numa espécie de subtexto, transforma-se em qualquer coisa que ganha uma força imparável. Quer isto dizer que uma coisa que se diz como se não se pudesse dizê-lo se transforma, em potência, numa outra coisa. Se o que eu disse não é o que eu disse, é outra coisa portanto. E, nas nossas mãos, as coisas que não são o que são, ou que não são o que parecem, podem ter a força de se transformar e de transformar o mundo. Nunca devemos subestimar uma coisa que não parece ser  o que devia, nunca devemos subestimar uma coisa dita em surdina, no escuro…” reflete o professor Miguel Leal numa introdução a UNDERSTATEMENT.

 

Depois da abertura da exposição, será apresentada no jardim do Centro de Memória, às 22:00, uma performance preparada durante um workshop CAMPUS orientado por Julio D’Escriván, professor de música para a imagem em movimento na Universidade de Huddersfield (Inglaterra) e compositor, performer e vídeo-artista.

 

Durante os cinco dias de workshop, D’Escriván trabalhou com grupos de alunos na produção de imagens em movimento e sons que serão apresentados nesta performance recorrendo a diferentes técnicas de codificação ao vivo. Esta performance de cinema expandido do projeto CAMPUS será apresentado um dia antes, a 15 de maio, às 23:30, no Passos Manuel no Porto.

 

A performance de Julio D’Escriván integra o ciclo de concertos, apoiado pela FNAC, a decorrer no âmbito do 10º aniversário da Solar – Galeria de Arte Cinemática, que arrancou com um showcase de The Legendary Tigerman. 

Exposição "Reconversão" na Fnac de Almada

24 Março 2015
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Depois de ter passado pela Fnac de Coimbra, a exposição intinerante “Reconversão” segue para a Fnac de Almada onde ficará patente entre 2 de abril e 2 de junho.


Esta exposição reúne vinte fotografias de Peter Bo Rappmund, diretor de fotografia do documentário de Thom Andersen “Reconversão”. O filme, produzido pela Curtas Metragens CRL no 20º aniversário do Curtas Vila do Conde, é uma investigação em torno da obra do arquitecto Eduardo Souto Moura, através de uma análise de 17 das suas criações mais emblemáticas.

As imagens foram escolhidas pelo director de fotografia, Peter Bo Rappmund, que através do uso do “time-lapse” ofereceu ao filme “Reconversão” o seu aspeto visual característico comum, aliás, à maioria dos filmes de Rappmund, ele próprio realizador. É uma técnica justa, na medida que se adapta perfeitamente aos temas do filme: a passagem do tempo, as ruínas. Por um lado, chama a nossa atenção para elementos da paisagem que passariam despercebidos a 24 imagens por segundo. Por outro, dá-nos uma percepção nítida da passagem do tempo na paisagem, reforçando uma maior imutabilidade da arquitectura e garantindo, de outra forma, uma harmonia com as premissas do Arquiteto Souto Moura relativamente ao conceito de ruína e consequentemente da importância dessa passagem do tempo.

 

Esta escolha técnica – e estética – reforça a evidência de que o que se vê na tela são fotografias isoladas, regressando em plena era digital ao proto-cinema ou às sequências das cronofotografias de Muybridge. As imagens isoladas poderão perder aquela atenção aos detalhes da paisagem e, certamente, a percepção da passagem do tempo, mas por outro lado evidenciam a precisão dos enquadramentos. Foi essa noção, em conjunto com a mudança de escala da tela de cinema para a impressão fotográfica, que norteou esta selecção, em que Peter Bo Rappmund preferiu reforçar os detalhes da arquitectura através de imagens mais simples e abstractas, que o próprio, sugestivamente, baptizou em séries de “ângulos”, “interiores” ou “linhas”.

 

Esta exposição assinala a edição em DVD de “Reconversão”, de Thom Andersen, numa parceria entre a FNAC e o Curtas Vila do Conde. O filme, produzido no âmbito do 20º aniversário do Festival de Cinema, retrata 17 edifícios e projetos do arquiteto portuense Eduardo Souto de Moura, acompanhados pelos seus próprios escritos.

 

 

Lois Patiño apresenta primeira exposição em Portugal

25 Novembro 2014
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Depois de ter marcado presença nas últimas edições do Curtas Vila do Conde, o realizador galego Lois Patiño apresenta agora a sua primeira exposição em Portugal. “A Doube Immobility” está patente até 25 de janeiro na Solar – Galeria de Arte Cinemática, em Vila do Conde.

“A Doube Immobility” reúne seis instalações vídeo filmadas em diferentes locais – Islândia, Marrocos, França e Galiza – incluindo “Vertical Time”, uma obra original criada especialmente para esta exposição.


No âmbito do projeto Cave, dedicado a promover a obra de autores emergentes, Patiño convidou a artista espanhola Carla Andrade a expor o seu trabalho na Solar durante o mesmo período.  Trabalhando sobretudo em fotografia, Carla Andrade é autora de uma poderosa e poética obra em vídeo e 8mm, tendo também colaborado na realização de “Costa da Morte” o premiado documentário de Patiño.

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