Solar edita o livro "Laboratório Cinemático - Solar 10 anos"

30 Setembro 2016
Share on Facebook Share on Twitter

A Solar- Galeria de Arte Cinemática apresenta, no sábado, 8 de outubro, pelas 19:00, o livro "Laboratório Cinemático - Solar 10 anos", que inclui textos e entrevistas de autores que fizeram parte da história da galeria.

“Laboratório Cinemático – Solar, 10 Anos” é um livro que assume e adota o carácter puramente experimental da Solar. É uma obra que pretende guardar um passado, celebrar o presente, mas também projetar um futuro. Por isso mesmo, são incluídos trabalhos anteriores e posteriores aos dez anos, que rompem propositadamente as balizas cronológicas formais numa manifestação consciente de ação ininterrupta. Esse olhar para o futuro está bem presente com a inclusão de materiais da instalação 4.56.20, de João Tabarra ,a inaugurar em simultâneo com o lançamento deste livro, às 18:00 do dia 8 de outubro. Pretende-se, com isso, demonstrar como o projeto da Solar, enquanto laboratório, se projeta num futuro sempre instável, à procura dos novos territórios da arte cinemática.

No dia do lançamento do livro e da inauguração da exposição, entre as 18:00 e as 20:00, algumas publicações da Loja das Curtas, situada na Solar, estarão com descontos entre os 10% e os 50%.

João Tabarra parte de trailer inédito de Godard para nova exposição na Solar

29 Setembro 2016
Share on Facebook Share on Twitter

Partindo de um trailer, nunca visto pelo público, de Jean-Luc Godard para o filme “Numéro Deux”, João Tabarra apresenta na Solar – Galeria de Arte Cinemática uma obra original dividida em sete filmes com precisamente 4'56''20 de duração cada, dando o título ao projeto: “4.56.20”. A exposição inaugura no sábado, 8 de outubro, pelas 18:00, com a presença do autor, e ficará patente na galeria até 31 de dezembro.

Por ser um artista cuja obra olha para o cinema, a Solar – Galeria de Arte Cinemática inscreve, uma vez mais, o nome de João Tabarra como um dos seus autores, apostando novamente num território de fronteira entre as artes plásticas e o cinema. “4.56.20” marca, assim, o regresso de Tabarra à galeria, depois da sua participação na exposição coletiva “2012 Odisseia Kubrick”, em 2012.


Em “4.56.20”, João Tabarra adopta, uma vez mais, uma posição crítica e analítica em relação ao cinema, apropriando-se de excertos de um trailer inédito de Jean-Luc Godard, realizado para o filme “Numéro Deux”, de 1975, e desenvolvendo uma série de sete filmes experimentais. Com aprovação do próprio Godard, o artista trabalhou os quatro minutos cinquenta e seis segundos e vinte frames a partir do negativo original em 35mm. “Ao ter escolhido trabalhar sobre um trailer em película ao invés do próprio filme acessível em formato digital, João Tabarra baseia de forma precisa a sua proposta artística: um trailer pode ser visto por quem nunca irá ver o filme e isto é já abordar as imagens na sua dimensão de ostensório ou de estandarte, na sua dimensão invasiva e pública, na sua suposta vocação de serem vistas” explica Nicole Brenez, docente de estudos cinematográficos na Universidade de Paris 3 Sorbonne Nouvelle, também autora do texto que serviu como ponto de partida para o trabalho experimental desenvolvido por João Tabarra. “É, também, uma constatação histórica: onde “Numéro Deux” inventava uma dialéctica entre a película e o vídeo, que à época se supunha iria substituir o primeiro, João Tabarra reparte do formato 35mm sabendo bem que será este que sobreviverá por mais umas centenas de anos, contrariamente a todos os substratos, vectores e codificações dos dispositivos digitais, tão voláteis e fugazes”, acrescenta.


João Tabarra selecionou sete afirmações recolhidas do texto “Under Reconstruction”, da autoria de Nicole Brenez, transformando-as em questões, cada uma delas colocada num dos sete filmes que integram a instalação site-specific desenvolvida para a Solar. “Trabalhando a partir da linguagem fragmentada do autor, insisto numa proposta de investigação sobre o cinema, sobre as imagens e sobre as respostas que podemos ainda dar às questões cruciais com as quais a contemporaneidade nos confronta, usando as narrativas visuais num mundo onde a imagem parece ser cada vez mais espetacularmente excessiva”, explica João Tabarra.


O resultado final é uma obra original dividida em sete filmes com precisamente 4'56''20 de duração cada um, duração que origina também o título do projeto: 4.56.20. As sete instalações vídeo exploram a complexa interligação e interpenetração de temas, metáforas e processos audiovisuais do filme, que envolvem o trabalho, o sexo, o lazer, a família e a cultura. Em análise ao projeto, Jonathan Rosenbaum, crítico de cinema do Chicago Reader, refere o exemplo do sétimo vídeo, intitulado “break the chain of representations”. "Sobre o ruído da eletricidade estática, vemos Vanessa escrever numa ardósia “Antes de ter nascido, eu estava morta”, numa imagem única que se torna duplicada e multiplicada, empilhando-se como cartas num jogo de paciência, apontando para as mesmas contradições que tanto “Numéro Deux” como “4.56.20” exploram de vários modos – os modos como a adição se pode tornar subtração, o solitário se pode tornar colectivo, o som se pode tornar imagem, a pertença à família se pode tornar solidão existencial, uma fábrica se pode tornar paisagem, a morte se pode tornar nascimento, a fertilidade do negro se pode tornar na esterilidade do branco, e como o vídeo se pode tornar cinema”, refere.


É, ainda, motivo de destaque a inclusão dos textos de Nicole Brenez e Jonathan Rosenbaum, ambos originais e redigidos a propósito, que enriquecem a publicação que acompanha a exposição e contribuem para um estudo analítico e consequente sobre o trabalho do artista.


João Tabarra (Lisboa, 1966) estudou fotografia na Arco Centro de Arte e Comunicação Visual. Começou a expor com regularidade no final dos anos 80 tendo consolidado um percurso que conta com a sua presença em relevantes projetos expositivos nacionais e internacionais tanto individualmente como em coletivos. Está representado em prestigiadas coleções, institucionais e privadas, fazendo os seus trabalhos parte dos acervos das mesmas em Portugal e no estrangeiro. É professor de Moving Image no Departamento de Media Arts, HGK Karlsruhe University for Arts and Design, Karlsruhe, Alemanha.


No projeto paralelo CAVE, dedicado à obra de artistas emergentes, Igor Jesus apresenta “Chessari”, um projeto que, através de metodologias e formatos distintos, pretende problematizar a “colonização” do corpo humano a partir do filme “Salò ou os 120 dias de Sodoma” (1975) de Pier Paolo Pasolini.

No mesmo dia, às 19:00, será também lançada a publicação que assinala os 10 anos da Solar, "Laboratório Cinemático/Solar 10 anos", que inclui textos e entrevistas de autores que fizeram parte da história da galeria. 

João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata apresentam exposição e carta branca

20 Junho 2016
Share on Facebook Share on Twitter

Com abertura a 2 de julho e encerramento a 25 de setembro, a exposição “Do Rio das Pérolas ao Ave” terá uma programação paralela de cinema no 24º Curtas Vila do Conde, de 9 a 17 de julho, onde a dupla de realizadores vai apresentar uma misteriosa e histórica carta branca.


“Do Rio das Pérolas ao Ave”
é a primeira exposição em Portugal de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata, realizadores que, assim, se aventuram num projeto transversal, mais relacionado, até, com as artes-plásticas. Composta por instalações concebidas exclusivamente para o espaço da Solar, em articulação com a sua configuração sinuosa e recôndita, esta exposição propõe um percurso lúdico pelo universo dos dois cineastas, procurando estabelecer novos diálogos com os filmes e respectivos processos de produção, numa abordagem muito diferente da que acontece habitualmente na sala de cinema.


A dupla de realizadores é uma das mais ativas e importantes do cinema português e terá, assim, uma nova forma de apresentar e complementar o seu trabalho cinematográfico.


A colaboração entre João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata é marcada por uma série de “filmes asiáticos” que assinalam o reencontro de Guerra da Mata com Macau, cidade onde o realizador passou a infância. Os filmes que realizaram em colaboração – desde “China, China” (2007), filmado em Lisboa no Martim Moniz, “Alvorada Vermelha” (2011) que levou a dupla a filmar pela primeira vez em Macau, a “Mahjong” (2013), um retrato pessoal da Varziela, a maior “Chinatown” portuguesa, resultado de uma encomenda do Curtas Vila do Conde aos realizadores – estão, de alguma forma, relacionados com o território asiático. “Foi a forma que encontrámos de partilhar uma memória, fundadora para o João Rui, mitificada para o João Pedro”, explicam os realizadores.


Nesta exposição, serão apresentadas instalações-vídeo e objetos intimamente ligados à produção de filmes como “Alvorada Vermelha”, “Mahjong”, “Manhã de Santo António”, “O Corpo de Afonso” e “Parabéns” – que já passaram pelo Curtas Vila do Conde –, e “Morrer como um Homem”, “O Fantasma” e “O Que Arde Cura”.


“Do Rio das Pérolas ao Ave” antecipa a retrospectiva integral que João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata vão apresentar no Centro Pompidou, em Paris, no final deste ano.


No âmbito do projeto CAVE, os realizadores convidaram um jovem artista, João Gabriel Pereira, que vai expor, em project room, pintura e vídeo nas mesmas datas e também no espaço Solar.


A inauguração terá lugar no dia 2 de julho, pelas 18 horas, com a presença dos realizadores e um convidado especial, que oferecerá os seus préstimos musicais em ambiente de sunset.


Em complemento à exposição e a convite do Curtas Vila do Conde, João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata vão apresentar no festival uma misteriosa e histórica carta branca. As três sessões vão integrar uma seleção de curtas-metragens escolhidas pela dupla de cineastas de autores como Buster Keaton, Charles Chaplin, Jacques Tati, Alan Schneider, Jean Genet, Andy Warhol, Kenneth Anger, Jacques Demy e Jean- Luc Godard, entre outros. São filmes históricos e que desafiam as convenções do cinema narrativo.

Durante o 24º Curtas Vila do Conde, dois momentos muito importantes a reter: o de uma visita guiada à exposição na Solar pelos próprios artistas/realizadores, na quinta feira, dia 14 de julho, pelas 16 horas; e o de uma conversa aberta e debate, sessão especial na sala dois do Teatro Municipal, no sábado, dia 16 de julho.


Em parceria com a Fnac, o Curtas Vila do Conde vai editar também um DVD que inclui todas as obras de curta-metragem realizadas por João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata, em conjunto ou a solo. Esta compilação será um testemunho da intimidade e do cosmopolitismo cinéfilo da dupla. “João Pedro Rodrigues & João Rui Guerra da Mata: As Curtas-Metragens” é o volume três de um conjunto de edições lançadas no âmbito desta parceria, depois de “Reconversão" de Thom Andersen” e de “Miguel Gomes: As Curtas-Metragens”. Estas edições, legendadas em inglês, espanhol e português, podem ser adquiridas por 4 euros na Loja das Curtas, situada na Solar - Galeria de Arte Cinemática, nas lojas Fnac, ou no Teatro Municipal durante o Curtas Vila do Conde.

"Reconversão" em exposição em Paris

30 Março 2016
Share on Facebook Share on Twitter

O documentário “Reconversão”, de Thom Andersen, vai integrar a exposição “Les universalistes. 50 ans d`architecture portugaise” (“Os universalistas. 50 anos da arquitetura portuguesa”), patente na Cité de l`Architecture & du Patrimoine, em Paris, de 13 de abril a 29 de agosto.


A exposição, desenvolvida em parceria com a Gulbenkian de Paris de forma a assinalar o 50º aniversário da instituição na capital francesa, apresenta “50 projetos arquiteturais sob a forma de maquetes produzidas especialmente para a exposição, documentos gráficos e audiovisuais”.


Produzido pela Curtas Metragens CRL no 20º aniversário do Curtas Vila do Conde, o documentário “Reconversão” retrata 17 edifícios e projetos do arquiteto portuense Eduardo Souto Moura, acompanhados pelos seus próprios escritos.

←prev 1  I  2  I  3  I  4  I  5  I  6  I  7 next→
ETIQUETAS