"Tio Tomás, A Contabilidade dos Dias" finalista EFA

10 Novembro 2020
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"Tio Tomás, A Contabilidade dos Dias", o mais recente filme de Regina Pessoa é um dos cinco nomeados na categoria de Melhor Curta-Metragem Europeia na 33ª edição dos Prémios da Academia Europeia de Cinema (EFA). 

"Tio Tomás, A Contabilidade dos Dias" é promovido e distribuído pela Agência da Curta Metragem, com co-produção entre a portuguesa Ciclope Filmes, a canadiana ONF/NFB e a francesa Les Amateurs, que contou ainda com a importante participação na produção de Phil Davies.

O filme é um comovente tributo a um poeta do quotidiano e um testemunho do amor da realizadora pelo seu tio excêntrico. O filme de 13 minutos combina várias técnicas de animação como o stop-motion e a gravura animada digital."Isso significa muito para mim, vindo de uma família disfuncional numa aldeia perdida num pequeno país como o nosso." - diz Regina Pessoa. "Tem sido uma longa e árdua jornada desde que comecei a desenhar em criança e agradeço a todos aqueles que me ajudaram nesse caminho, tanto profissional quanto pessoalmente. Acima de tudo, dedico todo o meu amor e o meu obrigado ao meu tio Tomás, a quem este filme é dedicado, um homem humilde e um pouco excêntrico que teve uma vida simples e anónima. Não é necessário ser-se uma pessoa célebre para se tornar importante nas nossas vidas."

Os candidatos ao prémio EFA na categoria de curta-metragem são selecionados em parceria com 24 festivais de cinema europeus, sendo o Curtas Vila do Conde o evento português da rede. Em cada um dos festivais, o júri elege a melhor curta-metragem europeia em competição, tendo “Tio Tomás, A Contabilidade dos Dias” conseguido a sua candidatura no Riga International Film Festival, na Letónia. Esta nomeação marca a primeira viagem aos Prémios da Academia Europeia de Cinema para Regina Pessoa, reconhecida realizadora de " A Noite" (1999), "História Trágica com Final Feliz"(2005), e "Kali, O Pequeno Vampirto" (2012).

Os vencedores serão revelados durante a cerimónia virtual dos EFA às 19 horas do dia 10 Dezembro, depois da votação dos 3800 membros da academia.

Carlos Conceição vence o Prémio Revelação do Doclisboa

28 Outubro 2019
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“Serpentário”, primeira longa metragem de Carlos Conceição, foi a vencedora do Prémio Revelação do Doclisboa, que teve lugar de 17 a 27 de outubro, em Lisboa. O realizador esteve em destaque na programação do 27º Curtas Vila do Conde, onde foram exibidos todos os seus filmes, entre eles a estreia nacional do galardoado “Serpentário”.

O filme foi apresentado no passado dia 25 no contexto da secção “Riscos” do festival, cujo programa se propõe discutir fronteiras e limites com filmes de diferentes épocas que interrogam a contemporaneidade do cinema.

O “Prémio Canais Tvcine Para Melhor Primeira Longa-metragem” é concedido ao realizador da melhor primeira longa-metragem de uma selecção transversal a todas as secções, excepto retrospectivas e cinema de urgência, e foi atribuído pelo júri composto por Aya Koretzky (realizadora, Portugal), Sofia Bohdanowicz (realizadora, Canadá) e Veton Nurkollari (director artístico do Festival Dokufest, Kosovo).


“Serpentário”, uma co-produção luso-angolana, representada pela Agência da Curta Metragem, segue um rapaz que vagueia por uma paisagem africana pós-catástrofe em busca do fantasma da sua mãe e é protagonizado por João Arrais, contando ainda com a participação de Isabel Abreu (voz). O filme teve a sua estreia mundial na secção Fórum do festival de Berlim e, entretanto, obteve o prémio Nuove Visione no Sicilia Queer, em Itália, o Prémio do Público do Burgas Film Festival, na Bulgária, uma Menção Especial para o Melhor filme e o Prémio de Melhor Montagem no festival Filmadrid, e ainda a menção especial do júri Nouveaux Alquimistes do Festival du Nouveau Cinéma.

Leonor Teles e Gabriel Abrantes finalistas dos European Film Awards

23 Outubro 2019
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“Cães Que Ladram aos Pássaros”, de Leonor Teles e “Les Extraordinaires Mésaventures De La Jeune Fille De Pierre”, de Gabriel Abrantes estão entre os cinco finalistas da categoria de “Melhor Curta-Metragem” dos European Film Awards (Prémios Europeus de Cinema). Os vencedores são conhecidos no dia 7 de dezembro.

“Cães Que Ladram aos Pássaros”, comissariado pela Câmara Municipal do Porto, produzido por Leonor Teles e Uma Pedra no Sapato e com promoção internacional da Agência da Curta-Metragem, foi inteiramente rodado na cidade do Porto. O filme acompanha os dias de verão de Vicente e da sua família, obrigados a sair da sua casa no centro do Porto, por força da especulação imobiliária e teve a sua estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Veneza, no passado mês de setembro.
 
Para chegar a esta lista reduzida, os juris de um conjunto de 19 festivais de toda a Europa, do qual o Curtas Vila do Conde é o único festival português, escolheu um nomeado que agora resultou em 5 finalistas. O filme “Les Extraordinaires Mésaventures De La Jeune Fille De Pierre”, de Gabriel Abrantes, foi o noemado da 27ª edição do Curtas Vila do Conde, e foi tambem galardoado com o "Prémio Ficção" da Competição Internacional e o "Prémio do Público" da Competição Nacional.  


Estes prémios reconhecem a excelência dos filmes produzidos na Europa e são entregues anualmente pela Academia Europeia de Cinema, composta por cerca de 3500 profissionais do meio. A 32ª cerimónia do European Film Awards vai realizar-se em Berlim, Alemanha, no dia 7 de dezembro.

Serpentário seleccionado para a Viennale

28 Agosto 2019
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“Serpentário” primeira longa-metragem do realizador Carlos Conceição, integrará a programação da Viennale, a realizar-se de 24 de outubro a 6 de novembro, em Viena, Áustria.

 

Serpentário” de Carlos Conceição, uma coprodução luso-angolana, representada pela Agência da Curta Metragem, teve a sua estreia mundial na secção Fórum do festival de Berlim e foi exibido pela primeira vez em território português no Curtas Vila do Conde onde o autor foi Realizador em Foco. Entretanto, obteve o prémio Nuove Visione no Sicilia Queer, em Itália, o Prémio do Público do Burgas Film Festival, na Bulgária, e é agora seleccionado para a Viennale, o mais importante evento internacional dedicado ao cinema na Áustria, bem como um dos mais antigos e mais conhecidos festivais do mundo de língua alemã.

 

"Serpentário" será apresentado na secção Features da Viennale, acompanhado dos filmes de Pedro Costa, Agnés Varda, Nadav Lapid ou irmãos Dardenne. A propósito desta estreia austríaca, o programador da Viennale, Nico Marzano, comenta o filme na página do evento que lhe é dedicada:

 

A primeira longa-metragem de Carlos Conceição, "Serpentário", desdobra-se diante de nossos olhos como uma jornada hipnótica entre lembranças e visões premonitórias, e a ideia de viagem como ponto de partida para uma busca pessoal e coletiva. O filme e o olhar de Carlos Conceição, um colaborador de longa data de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata, está intrinsecamente enraizado na sua jornada pessoal, e na da sua família, de Angola (de onde é originário) para Portugal. Através de paisagens indefiníveis, assombrando mitologia e ruínas de ficção científica, a busca pela mãe do realizador e pelas suas origens começa. "Serpentário" configura-se progressivamente como um alter-ego cinematográfico que fala do acto de partir, sair, explorar. Preocupações como o colonialismo, a escravidão e a relação entre o território e as pessoas que pertencem a esse território são intrínsecas à ideia de uma busca espiritual. "Serpentário" desenrola-se como uma odisseia, um road movie ancestral, suspenso entre múltiplas dimensões que nos levam pelo deserto, pelas ruínas, pela história, pelo futuro e por todos aqueles lugares de vida e de morte. No entanto, o serpentário é também o lugar onde as cobras são criadas, é o trabalho daqueles que as transportam, a constelação a partir da qual é possível observar o mundo. Como num longo fluxo de consciência, "Serpentário" é uma reflexão pessoal e existencial baseada em associações de ideias e espaços que brinca com Proust, a nossa alma, através de uma digressão contínua, cortada por senhoras usando rufos do século XVIII em volta de seus pescoços; passageiros numa carrinha ou nas Três Caravelas; pistoleiros nos bares do Velho Oeste ou astronautas em busca de outra dimensão além do espaço e do tempo. O que procuramos nós? Identidade, pertencimento, tradição, raízes representadas por uma mãe deixada para trás e cuja ausência continua retornando em sonhos e lembranças ainda como uma presença física, palpável e assombrosa.

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