Três novas curtas portuguesas nos cinemas

12 Setembro 2017
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No dia 14 de setembro a Midas Filmes estreia nos cinemas portugueses três curtas-metragens que já passaram pelo Curtas Vila do Conde - Festival Internacional de Cinema: "Farpões Baldios" de Marta Mateus (Grande Prémio Competição Internacional 2017), "Coelho Mau" de Carlos Conceição e "Cidade Pequena" de Diogo Costa Amarante.

“Cidade Pequena”, de Diogo Costa Amarante, co-produzido pela Curtas Metragens CRL, venceu este ano o prémio de melhor curta-metragem do Festival de Berlim, com o júri a elogiar-lhe os enquadramentos que “lembram a atenção ao detalhe presente nos quadros do Renascimento italiano”. Diogo Costa Amarante, que prepara atualmente a primeira longa-metragem, foi realizador, coprodutor, argumentista, diretor de fotografia, de montagem e corresponsável pelo som de “Cidade Pequena”. O filme é protagonizado por Frederico Costa Amarante Barreto e Mara Costa Amarante.


O programa de curtas-metragens a estrear-se em setembro integra também dois filmes que tiveram este ano estreia mundial em Cannes: “Coelho Mau”, ficção de Carlos Conceição sobre a relação entre dois irmãos, e “Farpões baldios”, primeira obra de Marta Mateus, que reflete sobre ruralidade e trabalho.


Ambos foram ainda exibidos em julho no Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema, onde Marta Mateus recebeu o Grande Prémio da Competição Internacional.

Nova produção da Curtas Metragens CRL estreia no 14º IndieLisboa

5 Abril 2017
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A curta-metragem “Semente Exterminadora”, de Pedro Neves Marques, a mais recente produção da Curtas Metragens CRL, vai ser apresentada em estreia mundial na 14ª edição do IndieLisboa – Festival de Cinema Independente, que decorre entre 3 e 14 de maio.


A ficção de 26 minutos acompanha um trabalhador de uma plataforma petrolífera evacuado para o Rio de Janeiro após um derrame que contamina a costa brasileira.


Um derrame de petróleo contamina a costa brasileira. Capivara, trabalhador numa plataforma petrolífera, é evacuado para o Rio de Janeiro, onde a população permanece ignorante do desastre que se aproxima. Apesar do perigo, Capivara deseja apenas retornar aos campos de extração em alto mar. Na cidade, é ajudado por Ywy, uma mulher que o convence a viajar para a sua terra do Mato Grosso do Sul, na procura de emprego nas plantações de monocultura de soja e milho. Nas plantações, Ywy expressa a Capivara a sua intimidade com as plantações transgénicas. Ela fala-lhe da infertilidade daquelas sementes geneticamente manipuladas e de uma androide como ela. Capivara, humano, é incapaz de compreender.”

Artista, realizador e escritor, Pedro Neves Marques vive e trabalha entre Lisboa e Nova Iorque. É o editor da antologia "The Forest and the School: Where to Sit at the Dinner Table?" (Archive Books, 2014) sobre antropologia e Antropofagia no Brasil, e o autor dos livros de ficção "Morrer na América" (Abysmo Editora e Kunsthalle Lissabon, 2017) e "O Processo de Integração" (Atlas Projectos, 2012). Entre outros, expôs e apresentou os seus filmes e vídeos em instituições como Contour8 Biennial of Moving Image (Mechelen), Fundación Botín (Santander), Sursock Art Museum (Beirut), Kadist Art Foundation (Paris), e-flux (Nova Iorque), Sculpture Center (Nova Iorque), 12ª Bienal de Cuenca (Equador), Fundação EDP (Lisboa) ou Museu de Serralves (Porto), bem como DocLisboa Festival de Cinema e Indie Lisboa Festival Internacional de Cinema. Juntamente com a artista Mariana Silva é um dos fundadores de inhabitants, um canal de vídeo online para reportagens em formatos experimentais. 

 

“Laboratório Cinemático – Solar, 10 Anos” disponível em versão inglesa

20 Março 2017
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A versão, traduzida em inglês, do livro “Laboratório Cinemático – Solar, 10 Anos” já está à venda na Loja das Curtas (online e na Solar - Galeria de Arte Cinemática).

A obra, editada em 2015, conjuga e adota o caráter puramente experimental da galeria com a celebração de uma década de procura de novos territórios da arte cinemática. O livro reúne um conjunto de textos e entrevistas de e com alguns dos autores e artistas que contribuíram para história da Solar bem como um portefólio de exposições e intervenções que personificam o projeto enquanto laboratório da arte cinemática. Preço: 15,00 euros.

Curtas Vila do Conde no SACO – Semana del Audiovisual Contemporáneo de Oviedo

10 Março 2017
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O Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema preparou uma seleção de curtas-metragens para serem apresentadas na próxima quinta-feira, 16 de março, no SACO – Semana del Audiovisual Contemporáneo de Oviedo, que decorre entre 10 e 19 de março naquela cidade espanhola.


A sessão é composta pelos filmes “Penúmbria” de Eduardo Brito, “À Noite Fazem-se Amigos” de Rita Barbosa, “A Brief History of Princess X” de Gabriel Abrantes e “Cidade Pequena” de Diogo Costa Amarante, apresentados em estreia mundial na competição nacional do Curtas Vila do Conde em 2016, e “Chatear-me Ia Morrer Tão Joveeeem…” de Filipe Abranches e “Estilhaços” de José Miguel Ribeiro exibidos na secção “Panorama Nacional” do festival no mesmo ano.


No dia seguinte, sexta-feira, 17 de março, o Curtas Vila do Conde vai marcar presença numa das festas do festival espanhol com um Dj Set do Curtas Sound System, dupla composta por Miguel Dias e Sérgio Gomes. 

CURTAS VILA DO CONDE SOUNDSYSTEM

O Curtas Vila do Conde - Festival Internacional de Cinema tem uma forte tradição em eventos musicais, para além da programação cinemática de base, o que pode ser explicado não só pelo desejo do festival de integrar outras formas artísticas relacionadas com o cinema, mas também pelos interesses musicais dos seus membros e programadores. Neste caso particular, a música proposta por Miguel Dias e Sérgio Gomes é também uma boa analogia de outra característica muito importante do festival, o diálogo entre a história e o cinema de vanguarda, cobrindo géneros desde o Soul obscuro e os clássicos de Deep Funk até aos seus contrapontos eletrónicos, como o Ghetto-Funk, Glitch-Hop e Future Beats. 


Miguel Dias é um colecionador de discos interessado em todos os tipos de musica Jazz,Funk, Latino e Africano, especialmente dos anos 60 e 70. Faz também parte d'Os Sete Magníficos, um coletivo de DJs do Porto, que roda clássicos de 7''.


Sérgio Gomes é DJ desde 1998. Mostrou sempre interesse na música eletrónica contemporânea e avant-garde. Com a sua marca BREAKS lda. é também promotor de eventos musicais eletrónicos em Portugal, tendo também um programa semanal na RUM.

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