"Um Fio de Baba Escarlate" no festival de Sevilha

12 Novembro 2020
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“Um Fio de Baba Escarlate”, o mais recente filme de Carlos Conceição, foi seleccionado para a secção competitiva "Revoluções Permanentes" da 17ª edição do Festival de Cinema de Sevilha, que decorrerá entre 6 e 14 de Novembro.

Após estrear na 28.ª edição do Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema, em outubro, "Um Fio de Baba Escarlate" marca agora presença no Festival de Sevilha, estreando-se internacionalmente.

Com um título inspirado nos gialli -- um subgénero do terror italiano muito em voga nos anos 70 -- esta obra tem como protagonista Candide, um frio e sedutor “serial killer”, que se apaixona por uma rapariga que acaba de se suicidar. O thriller mostra pouco mais de 24 horas na vida de Candice, transformada por um acidente que o torna instantaneamente uma estrela das redes sociais.

Escrito e realizado por Carlos Conceição, "Um Fio de Baba Escarlate" insere-se no universo narrativo e imagético criado pelo cineasta, onde sobressaem o fetichismo e o sadismo simbólicos, bem como as ambiências obscuras e o tom subversivo e surrealista.
"Na época que atravessamos, os vídeos partilhados nas redes sociais apresentam-se como verdades inquestionáveis, mas é muito frequente que outra perspectiva, mostrando mais um ou dois segundos, mude radicalmente a narrativa.” – adianta Carlos Conceição – “Enquanto cidadãos/espectadores, somos sempre convidados a fazermos nós a montagem e a re-aprender o mundo dessa forma".

Carlos Conceição é uma presença regular em Vila do Conde, onde já foi autor In Focus (2019), júri da competição Take One! (2014) e estreou várias obras, entre as quais “Serpentário” (2019) e “Coelho Mau” (2017).


"O Nosso Reino" no Festival de Turim

11 Novembro 2020
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“O Nosso Reino”, curta-metragem de Luís Costa, terá a sua estreia italiana na 38ª edição do Festival de Turim, que irá decorrer de 20 a 28 de novembro.

Produzido pelo Bando À Parte e distribuido pela Agência da Curta Metragem,O Nosso Reino”, de Luís Costaque teve a sua estreia mundial no 28º Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema, passando também pelo Festival du Nouveau Cinema de Montreal, é inspirado no romance homónimo de Valter Hugo Mãe. A ação decorre num reino maravilhoso, onde o Diabo supostamente não existe, e uma criança vagueia por uma aldeia granítica.

“Criar um filme a partir de uma obra anterior pressupõe sempre um desafio natural de gerir a referência e o afastamento dela.” – explica Luís Costa – “Ainda que não siga formalmente a estrutura narrativa do livro do Valter, "O Nosso Reino" tenta compor uma espécie de poema visual que transporta o peso da obra literária, trabalhando a ideia de um tempo e espaço suspensos através das personagens e do universo que as rodeia.”

“O Nosso Reino” marcou o regresso de Luís Costa ao Curtas Vila do Conde, onde apresentara anteriormente “O Homem Eterno” (2017, Competição Nacional), “Fontelonga” (2013, Take One!) e o vídeo musical em Super8 “Bearbug” (2017, corealizado com Miguel da Santa).


Festival de Turim, fundado em 1982 pelo professor Gianni Rondolino é um dos mais importantes festivais do panorama internacional. Ao longo da sua história, tem dado a conhecer talentos emergentes como, Luca Guadagnino, Nicholas Winding Refn, Miguel Gomes, entre outros. Na sua 38ª edição, o festival irá decorrer online.

 

"Tio Tomás, A Contabilidade dos Dias" finalista EFA

10 Novembro 2020
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"Tio Tomás, A Contabilidade dos Dias", o mais recente filme de Regina Pessoa é um dos cinco nomeados na categoria de Melhor Curta-Metragem Europeia na 33ª edição dos Prémios da Academia Europeia de Cinema (EFA). 

"Tio Tomás, A Contabilidade dos Dias" é promovido e distribuído pela Agência da Curta Metragem, com co-produção entre a portuguesa Ciclope Filmes, a canadiana ONF/NFB e a francesa Les Amateurs, que contou ainda com a importante participação na produção de Phil Davies.

O filme é um comovente tributo a um poeta do quotidiano e um testemunho do amor da realizadora pelo seu tio excêntrico. O filme de 13 minutos combina várias técnicas de animação como o stop-motion e a gravura animada digital."Isso significa muito para mim, vindo de uma família disfuncional numa aldeia perdida num pequeno país como o nosso." - diz Regina Pessoa. "Tem sido uma longa e árdua jornada desde que comecei a desenhar em criança e agradeço a todos aqueles que me ajudaram nesse caminho, tanto profissional quanto pessoalmente. Acima de tudo, dedico todo o meu amor e o meu obrigado ao meu tio Tomás, a quem este filme é dedicado, um homem humilde e um pouco excêntrico que teve uma vida simples e anónima. Não é necessário ser-se uma pessoa célebre para se tornar importante nas nossas vidas."

Os candidatos ao prémio EFA na categoria de curta-metragem são selecionados em parceria com 24 festivais de cinema europeus, sendo o Curtas Vila do Conde o evento português da rede. Em cada um dos festivais, o júri elege a melhor curta-metragem europeia em competição, tendo “Tio Tomás, A Contabilidade dos Dias” conseguido a sua candidatura no Riga International Film Festival, na Letónia. Esta nomeação marca a primeira viagem aos Prémios da Academia Europeia de Cinema para Regina Pessoa, reconhecida realizadora de " A Noite" (1999), "História Trágica com Final Feliz"(2005), e "Kali, O Pequeno Vampirto" (2012).

Os vencedores serão revelados durante a cerimónia virtual dos EFA às 19 horas do dia 10 Dezembro, depois da votação dos 3800 membros da academia.

Comunicado da Plataforma do Cinema

26 Abril 2020
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Como já foi reconhecido publicamente pelo governo, o sector da cultura foi dos primeiros a ver as suas actividades suspensas e será dos últimos a conseguir uma retoma. No caso do cinema, a situação é calamitosa. As salas de cinema estão fechadas e, quando finalmente for possível reabri-las, prevê-se uma fraca afluência de público. Várias produções (algumas já em fase de rodagem) foram interrompidas e adiadas sine die; quando regressarem as condições para poder prosseguir, os produtores terão de fazer face ao acréscimo de custos da paragem forçada e das novas condições de rodagem em contexto de distanciamento social. E, sobretudo, existem hoje – e continuarão a existir nos próximos meses – milhares de profissionais sem trabalho, num sector marcado pela precariedade e sazonalidade da atividade, profissionais para os quais nunca foi criado um regime especial de “intermitentes”, e que terão dificuldade em encaixar no sistema de apoios para os trabalhadores independentes da segurança social. 
      
Para fazer face à situação, a Plataforma do Cinema pensou em três medidas de intervenção pública que devem ser instituídas com carácter de urgência:
1) criação imediata de um fundo de emergência para os trabalhadores do sector, à semelhança do que já está a ser feito noutros países (Espanha, França, Reino Unido) e que também em Portugal foi estudado pelo ICA até essa possibilidade ter sido subitamente descartada pela SEC e pelo MC;
2) criação de um plano de contingência a dois anos para as diversas entidades que operam no sector (produtoras, festivais, cineclubes, empresas de serviços, exibidores e distribuidores independentes, etc) que amortize os prejuízos da suspensão das actividades previstas até que estas possam ser retomadas;
3) Incremento do papel da RTP junto do cinema, lembrando que ainda há uns anos estava em vigor um protocolo RTP / ICA que garantia um complemento financeiro automático ao montante atribuído pelo ICA a cada projeto apoiado, ficando a televisão pública com direitos de exibição do filme como contrapartida.
No passado dia 20 de Abril, representantes da Plataforma do Cinema reuniram com o Secretário de Estado e com o Presidente do ICA. O Secretário de Estado rejeitou a totalidade das propostas apresentadas pela Plataforma, alegando que não podem existir medidas de apoio a fundo perdido, que as questões dos trabalhadores da cultura devem ser resolvidas pelos ministérios centrais e que as medidas de apoio ao sector se irão cingir à flexibilização das regras administrativas no ICA. Tal como a Ministra da Cultura, o Secretário de Estado coloca a tónica no futuro do sector.

A Plataforma do Cinema não percebe que futuro é esse de que falam Ministra e Secretário de Estado. É revelador de uma preocupante falta de lucidez que se pondere  a discussão de um novo plano estratégico no final do ano, enquanto se testemunha  de braços cruzados a expectável falência de produtoras, distribuidores, exibidores independentes e outras entidades do sector. O efeito em cadeia levará a que o dinheiro destinado a projectos apoiados pelo ICA seja usado em desespero  para a sobrevivência de profissionais que se encontram totalmente desamparados e para a sobrevivência das estruturas. 
A Plataforma do Cinema considera que não existirá qualquer futuro com a inacção do presente. Constata a absoluta irrelevância política do Ministério da Cultura e da recém criada Secretaria de Estado do cinema e do audiovisual. E confirma definitivamente que os actuais ocupantes do Palácio da Ajuda não sentem fazer parte do sector que tutelam, que não o conhecem e que nada farão para o preservar.

Convencidos de que as dificuldades no sector do cinema e na cultura em geral irão infelizmente agravar-se, a Plataforma do Cinema apela à união entre profissionais e agentes da área da cultura para fazer ver aos responsáveis políticos, independentemente de quem sejam, que o Estado não pode lavar as mãos e abandoná-los à sua sorte na actual conjuntura. A responsabilidade política não ficou suspensa com o estado de emergência ou com a situação sanitária no país.

Pela Plataforma do Cinema

Agência da Curta Metragem
Apordoc – Associação pelo Documentário
APR – Associação Portuguesa de Realizadores
Casa da Animação
Curtas Vila do Conde
Doclisboa
IndieLisboa
Monstra – Festival de Animação de Lisboa
PCIA – Produtores de Cinema Independente Associados
Porto/Post/Doc
Portugal Film
Queer Lisboa

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