Serpentário seleccionado para a Viennale

28 Agosto 2019
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“Serpentário” primeira longa-metragem do realizador Carlos Conceição, integrará a programação da Viennale, a realizar-se de 24 de outubro a 6 de novembro, em Viena, Áustria.

 

Serpentário” de Carlos Conceição, uma coprodução luso-angolana, representada pela Agência da Curta Metragem, teve a sua estreia mundial na secção Fórum do festival de Berlim e foi exibido pela primeira vez em território português no Curtas Vila do Conde onde o autor foi Realizador em Foco. Entretanto, obteve o prémio Nuove Visione no Sicilia Queer, em Itália, o Prémio do Público do Burgas Film Festival, na Bulgária, e é agora seleccionado para a Viennale, o mais importante evento internacional dedicado ao cinema na Áustria, bem como um dos mais antigos e mais conhecidos festivais do mundo de língua alemã.

 

"Serpentário" será apresentado na secção Features da Viennale, acompanhado dos filmes de Pedro Costa, Agnés Varda, Nadav Lapid ou irmãos Dardenne. A propósito desta estreia austríaca, o programador da Viennale, Nico Marzano, comenta o filme na página do evento que lhe é dedicada:

 

A primeira longa-metragem de Carlos Conceição, "Serpentário", desdobra-se diante de nossos olhos como uma jornada hipnótica entre lembranças e visões premonitórias, e a ideia de viagem como ponto de partida para uma busca pessoal e coletiva. O filme e o olhar de Carlos Conceição, um colaborador de longa data de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata, está intrinsecamente enraizado na sua jornada pessoal, e na da sua família, de Angola (de onde é originário) para Portugal. Através de paisagens indefiníveis, assombrando mitologia e ruínas de ficção científica, a busca pela mãe do realizador e pelas suas origens começa. "Serpentário" configura-se progressivamente como um alter-ego cinematográfico que fala do acto de partir, sair, explorar. Preocupações como o colonialismo, a escravidão e a relação entre o território e as pessoas que pertencem a esse território são intrínsecas à ideia de uma busca espiritual. "Serpentário" desenrola-se como uma odisseia, um road movie ancestral, suspenso entre múltiplas dimensões que nos levam pelo deserto, pelas ruínas, pela história, pelo futuro e por todos aqueles lugares de vida e de morte. No entanto, o serpentário é também o lugar onde as cobras são criadas, é o trabalho daqueles que as transportam, a constelação a partir da qual é possível observar o mundo. Como num longo fluxo de consciência, "Serpentário" é uma reflexão pessoal e existencial baseada em associações de ideias e espaços que brinca com Proust, a nossa alma, através de uma digressão contínua, cortada por senhoras usando rufos do século XVIII em volta de seus pescoços; passageiros numa carrinha ou nas Três Caravelas; pistoleiros nos bares do Velho Oeste ou astronautas em busca de outra dimensão além do espaço e do tempo. O que procuramos nós? Identidade, pertencimento, tradição, raízes representadas por uma mãe deixada para trás e cuja ausência continua retornando em sonhos e lembranças ainda como uma presença física, palpável e assombrosa.

"Dia de Festa" em competição no New York Film Festival

23 Agosto 2019
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“Dia de Festa” curta-metragem da realizadora Sofia Bost, integrará a competição internacional dedicada às curtas-metragens do 57th New York Film Festival (NYFF), a realizar-se de 27 de setembro a 13 de outubro, revelou hoje o evento.

Produzida pela Uma Pedra no Sapato e com promoção internacional da Agência da Curta Metragem, "Dia de Festa" teve estreia internacional do festival Semana da Crítica do Festival de Cannes e estreia nacional no Curtas Vila do Conde. O filme acompanha o dia de Mena no aniversário da sua filha Clara, e conta com a participação das actrizes Rita Martins, Melissa Matos, Teresa Madruga, Sandra Celas, Mariana Silva, Sara Gonçalves e Fernanda Neves.

 

Os programadores da secção Shorts do NYFF descrevem o filme: "Uma mãe solteira, sem dinheiro, é colocada numa situação de conflito familiar não resolvido enquanto tenta organizar a festa do sétimo aniversário da filha. O drama de Sofia Bost, filmado em 16mm, apresenta-se repleto de performances luminosas e aborda o tema complexo da maternidade, bem como os lamentos inconsoláveis ​​herdados por cada geração".

“Sol Negro” no Festival de Cinema de Toronto

19 Agosto 2019
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Sol Negro” curta-metragem da realizadora franco-portuguesa Maureen Fazendeiro, terá a sua estreia internacional no Festival Internacional de Cinema de Toronto, que se realiza de 5 a 15 de setembro.

 

Produzido pela O Som e a Fúria (Portugal) e Norte Productions (França) e com promoção internacional da Agência da Curta Metragem, o filme põe em confronto um dia de eclipse solar em Lisboa e excertos de um poema de Henri Michaux, lido pela atriz francesa Delphine Seyrig.

“Sol Negro” integra a secção Wavelengths do Festival de Toronto, uma secção exclusiva para filmes de vanguarda que coloca em evidência a inovação formal e expressões originais cinematográficas, no contexto de um dos maiores e mais movimentados festivais de cinema do mundo. Os programadores definem o filme na página do festival: "Enfatizado pela recitação evocativa de um poema de Henri Michaux pela lenda do cinema francês Delphine Seyrig, o filme de Maureen Fazendeiro é um retrato misterioso e multi-texturizado de espectadores de um eclipse em Portugal". 

 

Maureen Fazendeiro releva: “Sol Negro é o meu primeiro filme feito por inteiro em Portugal, país para onde vim viver em 2014. Em março de 2015, reuni uma pequena equipa, pedi emprestada uma câmara e, utilizando sobras de película 16mm a preto e branco, filmei o eclipse total do sol, visível a 67% do observatório astronómico de Lisboa. Nesse dia recolhi uma série de retratos de espectadores maravilhados. Quando em 2019, graças a um apoio à pós-produção, pude retomar a montagem interrompida quase quatro anos antes, tratava-se de fazer a arqueologia de um filme a partir de fragmentos de imagens e sons colecionados ao longo do tempo. Lembrei-me de um poema de Henri Michaux que fala de um país imaginado onde só há um sol por mês, evento que desperta uma certa agitação nos seus habitantes.”
 
Depois de “Motu Maeva”, documentário galardoado no DocLisboa, “Sol Negro” é o segundo filme de Maureen Fazendeiro, que teve estreia mundial, em Julho último, na competição do Curtas Vila do Conde.

"Cães que Ladram aos Pássaros" em Veneza

25 Julho 2019
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"Cães que Ladram aos Pássaros" de Leonor Teles terá estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Veneza

 

"Cães que Ladram aos Pássaros" é a nova curta-metragem da realizadora portuguesa Leonor Teles, cuja estreia mundial vai acontecer no Festival Internacional de Cinema de Veneza, que se realiza de 28 de agosto a 7 de setembro.

O filme, que integra a secção competitiva Orizzonti Short Films Competition, acompanha os dias de verão de Vicente e da sua família, obrigados a sair da sua casa no centro do Porto, por força da especulação imobiliária.

Produzido pela Uma Pedra no Sapato e com promoção internacional da Agência da Curta Metragem, CÃES QUE LADRAM AOS PÁSSAROS, foi inteiramente rodado na cidade do Porto. "Toma uma cidade que não é a minha, um lugar que me é desconhecido e não me pertence. No entanto, não deixou de ser, por isso, menos pessoal que os filmes anteriores. A ligação que criei com a família que filmei mantém-se e parece ser essa a constante no meu trabalho: as pessoas e a minha relação com elas", afirma a realizadora.

Depois de “Balada de um Batráquio” (Urso de Ouro de Melhor Curta-Metragem na Berlinale 2016), esta é a segunda curta de Leonor Teles, realizadora que estreou no início deste ano, em circuito comercial, a longa Terra Franca (Prix International de la SCAM no Cinéma du Réel, Prix de La Ville d’Amiens at Festival d’Amiens e Mejor Opera Prima Internacional no Festival Mar del Plata).

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