"Noite Sem Distância" no Festival de San Francisco

30 Março 2016
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A curta-metragem “Noite Sem Distância”, de Lois Patiño, vai integrar a 59ª edição do San Francisco International Film Festival, que decorre entre 21 de abril e 5 de maio. O filme vai estar em competição na secção “Golden Gate Awards for Narrative Short”. Organizado pela San Francisco Film Society, o festival é o mais antigo das Américas.

Noite Sem Distância” acontece na fronteira entre Portugal e a Galiza, desenvolvendo as histórias que habitam esses espaços, nomeadamente o papel do contrabando no desenvolvimento dos dois países. “Decidi representar uma cena de contrabando na Serra do Gerês em estradas que os contrabandistas realmente usaram. E as pessoas da região participariam enquanto atores (muitos deles foram, inclusivamente, contrabandistas na juventude)”, explica o galego Lois Patiño. O filme foi produzido pela Curtas Metragens CRL em 2015 no âmbito do projeto Campus, envolvendo na equipa técnica um grupo de estudantes de cinema e audiovisual.

 

"Reconversão" em exposição em Paris

30 Março 2016
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O documentário “Reconversão”, de Thom Andersen, vai integrar a exposição “Les universalistes. 50 ans d`architecture portugaise” (“Os universalistas. 50 anos da arquitetura portuguesa”), patente na Cité de l`Architecture & du Patrimoine, em Paris, de 13 de abril a 29 de agosto.


A exposição, desenvolvida em parceria com a Gulbenkian de Paris de forma a assinalar o 50º aniversário da instituição na capital francesa, apresenta “50 projetos arquiteturais sob a forma de maquetes produzidas especialmente para a exposição, documentos gráficos e audiovisuais”.


Produzido pela Curtas Metragens CRL no 20º aniversário do Curtas Vila do Conde, o documentário “Reconversão” retrata 17 edifícios e projetos do arquiteto portuense Eduardo Souto Moura, acompanhados pelos seus próprios escritos.

Cinema de Animação para toda a família na Solar - Galeria de Arte Cinemática

22 Março 2016
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Até 5 de junho, o cinema de animação está de regresso a Vila do Conde com a 11ª edição da Animar. À imagem das edições anteriores, o centro das várias atividades deste projeto educativo voltará a ser a exposição na Solar – Galeria Cinemática.


A exposição "Animar 11" parte dos materiais, adereços, personagens, cenários e de diversos elementos que fizeram parte do processo de produção de três curtas-metragens de animação: “Nossa Senhora da Apresentação” de Abi Feijó, Alice Guimarães, Daniela Duarte e Laura Gonçalves; “Papel de Natal” de José Miguel Ribeiro; e “Amélia & Duarte” de Alice Eça Guimarães e Mónica Santos (o filme venceu, recentemente, o Festival de Cinema Monstra). Estes elementos, apresentados na galeria de forma interativa e surpreendente, exploram as relações de causa e efeito que as diferentes expressões, visuais e sonoras, estabelecem com a estrutura narrativa dos filmes.


Depois de assistirem às curtas-metragens, em exibição permanente na galeria, os visitantes poderão, por exemplo, entrar nos coloridos cenários de “Amélia & Duarte”, inspirados nos anos 50, como a cozinha de Amélia, o escritório de Duarte ou a secção de Amores Perdidos onde o casal guardou as suas recordações. Os mais curiosos poderão conhecer as figuras e o cenário em cartão que deram origem a "Papel de Natal" ou ainda os elementos utilizados em “Nossa Senhora da Apresentação”. Durante o percurso pela exposição, os visitantes poderão também experimentar fazer o seu próprio filme de animação com recurso aos equipamentos disponibilizados.

Em “Amélia & Duarte”, de Mónica Santos e Alice Guimarães, somos guiados através do relacionamento das duas personagens que se separaram e tentam lidar com os sentimentos do final de uma relação. A curta-metragem é feita em pixilação e stop-motion sob uma ambiência Technicolor da década de 50, retratando não só o surrealismo das ações dos protagonistas, mas também proporcionando uma impressão cromática irónica sobre o fim do amor. O filme, premiado em vários festivais em Portugal e no estrangeiro, tem sido dos mais destacados no panorama da animação nacional recente.


A animação “Nossa Senhora da Apresentação” foi desenvolvida durante uma residência artística de Abi Feijó no decurso da Animar / Rua Animada, em 2014, com participação de Alice Guimarães, Daniela Duarte e Laura Gonçalves. O resultado é uma curta-metragem de seis minutos que resgata um poema escrito em 1940 pelo neorrealista Álvaro Feijó, narrado por Ana Deus, e ilustrado com recurso à pixilação e ao stop motion.


Papel de Natal”, de José Miguel Ribeiro, conta a história de Dodu, um destemido boneco de cartão – a mesma personagem de “Dodu – O Rapaz de Cartão” –, Camila, uma menina de oito anos, e um Pai Natal que lutam contra o monstro Desperdício reciclando o papel de embrulho dos presentes de Natal. A animação conta com as vozes de Crista Alfaiate, Ivo Canelas, entre outros.


Sobre a ANIMAR:

Criada pela mesma equipa que organiza o Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema, a Animar desenvolve anualmente várias atividades em torno do cinema de animação destinadas a públicos de todas as idades, com destaque para a comunidade escolar da região. Até junho, estão planeados ateliês de animação orientados por formadores convidados, ateliês de iniciação de cinema na sala de aula, visitas guiadas à exposição na Solar – Galeria de Arte Cinemática, sessões de cinema no Teatro Municipal de Vila do Conde e apresentações e mostras “Antes do Filme”.

 

 

Filmes Campus na Cinemateca

17 Março 2016
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A Cinemateca Portuguesa, em Lisboa, apresenta, a 14 de abril, uma sessão com os filmes produzidos pela Curtas Metragens CRL no âmbito do Campus. "A Glória de Fazer Cinema em Portugal" de Manuel Mozos, "Noite Sem Distância” de Lois Patiño e "Undisclosed Recipients" de Sandro Aguilar vão ser exibidos às 21:30. 


Noite Sem Distância”, de Lois Patiño, é focado na fronteira entre Portugal e a Galiza, desenvolvendo as histórias que habitam esses espaços, nomeadamente o papel do contrabando no desenvolvimento dos dois países. “Decidi representar uma cena de contrabando na Serra do Gerês em estradas que os contrabandistas realmente usaram. E as pessoas da região participariam enquanto atores (muitos deles foram, inclusivamente, contrabandistas na juventude)”, explica o galego Lois Patiño.


Para “Undisclosed Recipients”, Sandro Aguilar escolheu como ponto de partida a energia do festival de Paredes de Coura. “Interessou-me observar por uma vez os jovens, aqui num certo estado físico e mental, misto muito sugestivo de alheamento e alerta”, refere o realizador.  


Já Manuel Mozos, inspirou-se numa carta que José Régio escreveu, em 1929, a Alberto Serpa onde manifestou a vontade de fundar uma produtora para começar a fazer cinema. Durante quase noventa anos, nada se soube sobre o desfecho deste pedido: nunca se encontrou qualquer resposta de Serpa à carta e Régio não terá voltado a mencionar o assunto. “A Glória de Fazer Cinema em Portugal” tenta desvendar o desfecho desta história.

O projeto Campus, que decorreu entre junho de 2014 e maio de 2015, foi uma formação avançada de cinema dirigida a estudantes de cinema e audiovisual da região Norte de forma a complementar as formações universitárias. Durante o projeto, para além de workshops, debates, masterclasses e residências artísticas, foram produzidas três curtas-metragens em que realizadores de comprovada experiência trabalharam com equipas de estudantes.


O Campus foi desenvolvido pela Curtas Metragens CRL, responsável pelo Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema, com o apoio do QREN/ Programa Novo Norte.

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