O Festival de Curtas-Metragens de Clermont-Ferrand decorre entre 5 e 13 de fevereiro. “A Glória de Fazer Cinema em Portugal” de Manuel Mozos e “O Guardador” de Rodrigo Areias são os únicos filmes portugueses a concurso. À semelhança dos anos anteriores, a Agência da Curta Metragem voltará a marcar presença no Mercado do Festival para divulgar as obras nacionais.
“A Glória de Fazer Cinema em Portugal” de Manuel Mozos e “O Guardador” de Rodrigo Areias são os filmes que vão representar Portugal na 38ª edição do maior e mais importante festival de curtas-metragens europeu, o Festival de Clermont-Ferrand que arranca a 5 de fevereiro.
Os dois filmes, os únicos portugueses a concurso, foram selecionados de um universo de 7778 obras de todo o mundo colocadas à consideração do festival francês para integrar a sua competição internacional, o segundo maior do país a seguir ao Festival de Cannes.
“A Glória de Fazer Cinema em Portugal” estreou em julho no 23º Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema e resultou de uma encomenda da Curtas Metragens CRL ao realizador Manuel Mozos. O filme tem como ponto de partida uma carta escrita por José Régio, em 1929, a Alberto Serpa onde o escritor manifestou a vontade de fundar uma produtora para começar a fazer cinema. Durante quase noventa anos, nada se soube sobre o desfecho deste pedido: nunca se encontrou qualquer resposta de Serpa à carta e Régio não terá voltado a mencionar o assunto. “A Glória de Fazer Cinema em Portugal” tenta desvendar o desfecho desta história.
“O Guardador”, de Rodrigo Areias, surgiu a partir de um convite feito pela Universidade da Beira Interior ao realizador para lecionar um workshop, integrando os alunos na construção da narrativa do filme. A obra marca o regresso de Rodrigo Areias à Serra da Estrela, depois de “Estrada de Palha”, num processo que, com escassos recursos, envolveu apenas uma atriz local, 30 estudantes e uma câmara de bolso. A curta inspira-se em quatro livros - “Constantino Guardador de Vacas e de Sonhos” de Alves Redol; “O Guardador de Rebanhos” do heterónimo de Fernando Pessoa, Alberto Caeiro; “O Capital de Karl Marx” e a “Lã e a Neve” de Ferreira de Castro. “O Guardador” é sobretudo um filme acerca do valor do trabalho, a solidão e a incomunicabilidade, sobre um homem que trabalha de dia como pastor e de noite, como guarda-nocturno no Museu da Lã.
- Agência da Curta Metragem no Mercado do Festival, The Legendary Tigerman na festa portuguesa
“A Glória de Fazer Cinema em Portugal” e “O Guardador” integram o catálogo de filmes da Agência da Curta Metragem que voltará a marcar presença no Mercado do Festival, onde participa desde 1999, assegurando a promoção da produção portuguesa através de um stand promocional e um conjunto de atividades diárias de divulgação junto dos mais de 3000 profissionais que, todos os anos, se reúnem no mercado.
Para além das obras nacionais, também os sabores portugueses e a música vão estar representados em Clermont-Ferrand: o tradicional happy hour no stand da Agência voltará a proporcionar um momento de convívio entre produtores, realizadores, programadores e outros profissionais da indústria; e a festa portuguesa, no Baraka Club, terá como convidado The Legendary Tigerman DJ set e outros Djs portugueses.
A presença da Agência em Clermont- Ferrand é apoiada pelo Instituto do Cinema e do Audiovisual, o Instituto Camões, a Embaixada de Portugal em Paris, a Câmara Municipal de Vila do Conde e a Niepoort.
- Terratreme e João Vladimiro no Euroconnection
No fórum de co-produção Euroconnection, que decorre todos os anos durante o Festival de Clermont-Ferrand, Portugal será representado pela produtora Terratreme Filmes e o realizador João Vladimiro que está, neste momento, a preparar a nova curta-metragem “Do Berço Prá Cova”. O projeto será apresentado numa sessão de pitching no dia 9 de fevereiro.
A produtora portuguesa de animação Animais foi também convidada para o mesmo fórum como observadora.
Esta plataforma pretende encontrar parcerias entre produtores europeus, investidores, patrocinadores e televisões. Os festivais portugueses associados ao Euroconnection são o Curtas Vila do Conde e o IndieLisboa.
"A Glória de Fazer Cinema em Portugal” estreou em julho no 23º Curtas Vila do Conde e resultou de uma encomenda da Curtas Metragens ao realizador Manuel Mozos. O filme tem como ponto de partida uma carta escrita por José Régio, em 1929, a Alberto Serpa onde o escritor manifestou a vontade de fundar uma produtora para começar a fazer cinema. Durante quase noventa anos, nada se soube sobre o desfecho deste pedido: nunca se encontrou qualquer resposta de Serpa à carta e Régio não terá voltado a mencionar o assunto. “A Glória de Fazer Cinema em Portugal” tenta desvendar o desfecho desta história.
A curta-metragem, que entretanto integrou o circuito internacional dos festivais de cinema tendo sido distinguida pelo júri do Doclisboa e premiada com uma menção honrosa no Festival Caminhos do Cinema Português, venceu recentemente o Prémio de Melhor Curta-Metragem no Festival de Cinema Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira. O filme prepara-se agora para integrar a competição internacional do mais importante festival de curtas-metragens, o Festival de Clermont-Ferrand.
As produções da Curtas Metragens CRL, "A Glória de Fazer Cinema em Portugal" de Manuel Mozos e "Undisclosed Recipients" de Sandro Aguilar, vão ser apresentadas na 45ª edição do Festival Internacional de Cinema de Roterdão.
As curtas-metragens “A Glória de Fazer Cinema em Portugal”, de Manuel Mozos, e “O Guardador”, de Rodrigo Areias, vão integrar a competição internacional do maior e mais relevante festival de curtas-metragens europeu, o Clermont-Ferrand Short Film Festival, que terá lugar de 5 a 13 de fevereiro de 2016 em França. Os dois filmes, os únicos portugueses a concurso, foram selecionados entre as 7778 obras de todo o mundo inscritas no festival.
“A Glória de Fazer Cinema em Portugal” estreou em julho no 23º Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema e resultou de uma encomenda da Curtas Metragens ao realizador Manuel Mozos. O filme tem como ponto de partida uma carta escrita por José Régio, em 1929, a Alberto Serpa onde o escritor manifestou a vontade de fundar uma produtora para começar a fazer cinema. Durante quase noventa anos, nada se soube sobre o desfecho deste pedido: nunca se encontrou qualquer resposta de Serpa à carta e Régio não terá voltado a mencionar o assunto. “A Glória de Fazer Cinema em Portugal” tenta desvendar o desfecho desta história. A curta-metragem, que entretanto integrou o circuito internacional dos festivais de cinema tendo sido distinguida pelo Júri do Doclisboa e premiada com uma menção honrosa no Festival Caminhos do Cinema Português, venceu, este mês, o Prémio de Melhor Curta-Metragem no Festival de Cinema Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira.
Por sua vez, a curta-metragem “O Guardador”, de Rodrigo Areias, surgiu a partir de um convite feito pela Universidade da Beira Interior ao realizador para lecionar um workshop, integrando os alunos na construção da narrativa do filme. A obra marca o regresso de Rodrigo Areias à Serra da Estrela, depois de “Estrada de Palha”, num processo que, com escassos recursos, envolveu apenas uma atriz local, 30 estudantes e uma câmara de bolso. A curta inspira-se em quatro livros - “Constantino Guardador de Vacas e de Sonhos” de Alves Redol; “O Guardador de Rebanhos” do heterónimo de Fernando Pessoa, Alberto Caeiro; “O Capital de Karl Marx” e a “Lã e a Neve” de Ferreira de Castro. “O Guardador” é sobretudo um filme acerca do valor do trabalho, a solidão e a incomunicabilidade, sobre um homem que tem de trabalhar de dia de noite, como pastor e no Museu da Lã, para sobreviver a comer uma sopa no restaurante do Senhor Ministro.
À semelhança dos últimos anos, a Agência da Curta Metragem voltará a marcar presença no Festival, onde participa desde 1999 assegurando a promoção das obras nacionais. A mediatização do evento e a presença de cerca de 3300 profissionais do cinema de todo o mundo fazem deste mercado um espaço de extrema importância na divulgação do cinema português.