"Reconversão" em exposição nas lojas Fnac

13 Junho 2014
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Em parceria com o Curtas Vila do Conde, a FNAC apresenta a exposição itinerante “Reconversão”, com fotos de Bo Rappmund, diretor de fotografia do documentário homónimo realizado por Thom Andersen. A primeira loja a acolher a exposição será a FNAC do Mar Shopping, de 1 de julho a 2 de outubro.

 

 Esta exposição reúne vinte imagens do documentário de Thom Andersen “Reconversão”. O filme, produzido pela Curtas Metragens CRL no 20º aniversário do Curtas Vila do Conde, é uma investigação em torno da obra do arquitecto Eduardo Souto Moura, através de uma análise de 17 das suas criações mais emblemáticas.


As imagens foram escolhidas pelo director de fotografia, Peter Bo Rappmund, que através do uso do “time-lapse” ofereceu ao filme “Reconversão” o seu aspeto visual característico comum, aliás, à maioria dos filmes de Rappmund, ele próprio realizador. É uma técnica justa, na medida que se adapta perfeitamente aos temas do filme: a passagem do tempo, as ruínas. Por um lado, chama a nossa atenção para elementos da paisagem que passariam despercebidos a 24 imagens por segundo. Por outro, dá-nos uma percepção nítida da passagem do tempo na paisagem, reforçando uma maior imutabilidade da arquitectura e garantindo, de outra forma, uma harmonia com as premissas do Arquiteto Souto Moura relativamente ao conceito de ruína e consequentemente da importância dessa passagem do tempo.



Esta escolha técnica – e estética – reforça a evidência de que o que se vê na tela são fotografias isoladas, regressando em plena era digital ao proto-cinema ou às sequências das cronofotografias de Muybridge. As imagens isoladas poderão perder aquela atenção aos detalhes da paisagem e, certamente, a percepção da passagem do tempo, mas por outro lado evidenciam a precisão dos enquadramentos. Foi essa noção, em conjunto com a mudança de escala da tela de cinema para a impressão fotográfica, que norteou esta selecção, em que Peter Bo Rappmund preferiu reforçar os detalhes da arquitectura através de imagens mais simples e abstractas, que o próprio, sugestivamente, baptizou em séries de “ângulos”, “interiores” ou “linhas”.

"É o Amor" arrecada Globo de Ouro

19 Maio 2014
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“É o Amor”, de João Canijo, arrecadou ontem o Globo de Ouro de Melhor Filme de 2013. Rodada nas Caxinas, em Vila do Conde, a longa-metragem retrata o trabalho e a vida de um grupo de mulheres da comunidade piscatória centrando-se em Sónia Nunes, que comanda a vida da família e controla o negócio do barco “Marta Sofia”. 


A peixeira e a atriz Anabela Moreira subiram ao palco para receber o galardão em nome do realizador. “Nunca pensei ter uma coisa destas nas mãos porque eu só mostrei a minha vida.”, disse Sónia Nunes ao receber o prémio. 


A longa-metragem resultou de uma encomenda da Curtas Metragens, entidade responsável pelo Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema, ao realizador João Canijo, no âmbito do programa Estaleiro, envolvendo um grupo de jovens estudantes de cinema do Porto que integraram a equipa técnica do filme.

 
A XIX Gala dos Globos de Ouro teve lugar no passado domingo, no Coliseu dos Recreios, e premiou várias personalidades nas áreas do cinema, teatro, moda, desporto e música.

"A Mãe e o Mar" nas salas de cinema

9 Maio 2014
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Após um percurso notável pelos festivais de cinema internacionais, o filme "A Mãe e o Mar", de Gonçalo Tocha chega agora, pela primeira vez, às salas de cinema portuguesas. Em Lisboa, “A Mãe e o Mar” estará em exibição no Cinema City Alvalade a partir de 29 de maio. No Porto, serão apresentadas três sessões no Passos Manuel: a 30 de maio, com a presença do realizador, e nos dias 8 e 9 de junho, às 21h30.

 

 

O documentário, filmado na praia de Vila Chã, em Vila do Conde, conta a história das mulheres “pescadeiras” desse lugar representadas agora por Glória, a única mulher que ainda vai ao mar. Através de conversas, o filme revela como as predecessoras de Glória desafiaram a tradição e obtiveram licenças de pesca, dedicando as suas vidas à pesca e ao amor pelo mar. “Sobram nove barcos e uma única mulher pescadeira. Em terra de brava gente do mar, filma-se a paixão da pesca, a paixão pelo mar.”


Distribuído pela Agência da Curta Metragem e produzido pela Curtas Metragens CRL, "A Mãe e o Mar" resultou de uma encomenda a Gonçalo Tocha, no âmbito do programa de formação Estaleiro, e contou com a participação de um grupo de estudantes de cinema do Porto.

Produção Estaleiro na 64ª Berlinale

21 Janeiro 2014
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A curta-metragem "Fernando que Ganhou um Pássaro do Mar", de Felipe Bragança e Helvécio Marins Jr., foi selecionada para a Berlinale, o Festival Internacional de Cinema de Berlim, que acontece de 6 a 16 de fevereiro na Alemanha.


O filme será exibido na 9ª edição do Forum Expanded, uma secção paralela ao Festival que este ano tem como mote a questão "O que sabemos quando sabemos onde algo está?". Nesta secção do festival, que tem início a 5 de fevereiro, serão exibidos cerca de 50 trabalhos de 20 países de todo o mundo. 

Nuno Rodrigues, codiretor do Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema e produtor do filme, integrará o Júri do Festival, responsável pela atribuição do Urso de Ouro e de Prata às melhores curtas-metragens em competição, do Prémio DAAD e pela seleção do nomeado do Festival para os Prémios Europeus de Cinema.

 

“Fernando que Ganhou um Pássaro do Mar" parte de um diálogo imaginário entre Portugal e o Brasil, numa pequena cantiga luso-brasileira. Fernando divide seu tempo entre um café da vizinhança e a pequena casa em que vive no Porto. Do Brasil, recebe um pequeno presente que lhe faz imaginar o Paraíso.

A história é inspirada em uma das personagens do último trabalho de Helvécio Marins Jr., "O Canto do Rocha", filmado em 2012 no Norte de Portugal. "A personagem do Fernando, chamou a atenção porque falava e interagia muito pouco. Estava sempre a olhar para o horizonte... Nós começámos a sonhar um pouco a refletir em torno da eventualidade daquele homem estar a imaginar outras vidas possíveis. Em certos momentos, o Fernando falava de viagens, de já ter ido para outros lugares e de ter acabado por voltar a Portugal. Essa ideia da viagem levou-nos a essa vontade de desenvolver um diálogo entre o que seria esse imaginário de Portugal e do Brasil", refere Felipe Bragança. 

O filme, produzido pela Curtas Metragens CRL no âmbito do projeto Estaleiro, envolveu uma equipa de estudantes de cinema de Portugal e do Brasil. A antestreia mundial da curta-metragem teve lugar na última edição do Curtas Vila do Conde - Festival Internacional de Cinema, em 2013.

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