Exposição "Terra" inaugura a 8 de julho

26 Junho 2017
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Entre 8 de julho e 17 de setembro, a Solar – Galeria de Arte Cinemática, em Vila do Conde, apresenta “Terra”, uma exposição coletiva da nova geração de autores portugueses: Gabriel Abrantes (em colaboração com Ben Rivers), Priscila Fernandes, Pedro Neves Marques, Joana Pimenta, Lúcia Prancha, Francisco Queimadela e Mariana Caló.


A decorrer em simultâneo à 25ª edição do Curtas Vila do Conde, a exposição inaugura no primeiro dia do festival, a 8 de julho, às 17:00, com a presença de alguns dos artistas.


“Terra” integra seis instalações site-specific, desenvolvidas a partir de filmes, mas que não passam obrigatoriamente pela sua projeção. Cada obra reflete sobre o lugar: primeiro o da sua terra de origem, onde foi imaginada, filmada e construída, e, depois, a terra para onde viaja e onde para, pelo menos por breves meses, habitando um espaço com marcas, ora de uma história passada, ora da ocupação recente do historial de exposições. Neste sentido, as instalações partem de pontos específicos do planeta, muitas vezes longínquos, que trazem a um local específico onde se consumam num todo que forma a TERRA, contribuindo para uma ideia complexa formada a partir de elementos simples, por vezes dispersos, mas que se agregam para formar um novo espaço de significação.


O tema sob o qual se agrega o conjunto de instalações, para além da óbvia conotação com questões ambientais, refere-se sobretudo à imersão local, na “nossa terra”, das imagens do mundo sobre as quais estes artistas e realizadores se debruçam. Transparece, conceptualmente, uma transposição de escala, de lugar e de tempo, tal como a vontade de trabalhar, quer o espaço da sala de cinema, quer o da galeria de arte.


Esta será uma oportunidade para evidenciar a qualidade da obra de uma nova geração que, para além do reconhecimento nacional, alcança já alguma notoriedade internacional, tanto no panorama do cinema como no das artes plásticas. São autores que, de alguma forma, já estabeleceram uma relação com a Curtas Metragens CRL, quer seja de forma direta, pelo apoio dado à produção de obras originais, quer pela participação no Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema ou, até, em exposições anteriores da Solar – Galeria de Arte Cinemática.

A partir do conto O Corcunda das Mil e Uma NoitesGabriel Abrantes e Ben Rivers criaram uma distopia futurista, um filme que nesta exposição é apresentado em formato de instalação vídeo, onde uma empresa omnipotente força os seus empregados a participar em programas de reintegração emocional, simulando outras épocas e géneros cinematográficos.


Por sua vez, Priscila Fernandes apresenta uma peça sonora inédita, produzida para a Solar, baseada na utopia medieval do País da Cocanha, um lugar de comida abundante, tempo ameno e onde o trabalho é desnecessário. A artista transporta esse imaginário para a atualidade, num parque numa cidade, de noite, e uma multidão de gente que circula em seu redor sem nunca encontrar a entrada.


Pedro Neves Marques
 expõe uma instalação vídeo produzida muito recentemente a partir de imagens rodadas na paisagem transformada pela agricultura de monocultura do Rio Grande do Sul, no Brasil, e de questões retiradas de um diário do realizador: que espécie de vida são estas sementes transgénicas? E o que significa aprender a viver com o inimigo?


Joana Pimenta
 parte do seu filme Um Campo de Aviação para uma instalação vídeo: “Um campo de aviação num subúrbio desconhecido. O lago debaixo da cidade queima as ruas. As montanhas atiram rocha para os jardins. Na cratera de um vulcão, uma cidade modelo é levantada e se dissolve. Duas pessoas encontram-se neste lugar, separadas por cinquenta anos”.


Lúcia Prancha 
participa nesta exposição com uma instalação dividida três partes: cartazes para o filme The True Sentimental Bitch, uma série de esculturas e um vídeo, intitulado de SleepWorkers.


Por último, Mariana Caló e Francisco Queimadela, atraídos pelo imaginário coletivo em torno da figura do lince ibérico, viajaram pelas imediações da Serra da Malcata, por terras que assistiram ao seu desaparecimento nas últimas décadas. O resultado é Efeito Orla, uma instalação composta por duas projeções síncronas e justapostas, que procuraram estabelecer uma relação constante entre a verticalidade e a gravidade, o céu e a terra, entre micro e macro escalas, induzindo estados que oscilam entre a vontade de contemplação e um estado de alerta - um sentimento de emergência que associaram ao desaparecimento do lince.


A Solar – Galeria de Arte Cinemática é uma estrutura financiada pela Câmara Municipal de Vila do Conde, pelo Ministério da Cultura e pela DGArtes – Direção-Geral das Artes.



TERRA


08/07 - 17/09/2017 
Solar - Galeria de Arte Cinemática


Gabriel Abrantes e Ben Rivers 
Priscila Fernandes
Pedro Neves Marques
Joana Pimenta
Lúcia Prancha
Mariana Caló e Francisco Queimadela


Horário:
 Seg. – Dom. 14:00 – 18:00
Durante o 25º Curtas Vila do Conde (9-16 JUL): 14:00 – 23:00
Entrada livre


Inauguração:
 Sábado, 8 de julho, 17:00

“Laboratório Cinemático – Solar, 10 Anos” disponível em versão inglesa

20 Março 2017
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A versão, traduzida em inglês, do livro “Laboratório Cinemático – Solar, 10 Anos” já está à venda na Loja das Curtas (online e na Solar - Galeria de Arte Cinemática).

A obra, editada em 2015, conjuga e adota o caráter puramente experimental da galeria com a celebração de uma década de procura de novos territórios da arte cinemática. O livro reúne um conjunto de textos e entrevistas de e com alguns dos autores e artistas que contribuíram para história da Solar bem como um portefólio de exposições e intervenções que personificam o projeto enquanto laboratório da arte cinemática. Preço: 15,00 euros.

Serviço Educativo 2017

8 Março 2017
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SERVIÇO EDUCATIVO
ANIMAR 12
18 Fev. - 4 Jun. 

A Curtas Metragens CRL - Cooperativa de Produção Cultural responsável, entre outros, por eventos como o Curtas Vila do Conde - Festival Internacional de Cinema, desenvolve anualmente um conjunto de atividades dirigidas à comunidade escolar. Por via dos seus projetos, centrados na Solar - Galeria de Arte Cinemática, a Curtas Metragens convida as instituições de ensino a uma participação ativa, apresentando propostas de formação inovadoras destinadas a vários níveis de ensino: desde o pré-escolar, passando pelo básico e secundário, até à universidade, assim como a docentes e encarregados de educação. 

Até 4 de junho, no âmbito da 12ª edição do projeto educativo ANIMAR, estão planeadas diversas atividades em torno do cinema de animação que visam a integração dos projetos educativos de cada turma ou escola durante o ano letivo: visitas guiadas à exposição na Solar - Galeria de Arte Cinemática, sessões de cinema com filmes de animação premiados internacionalmente, oficinas de brinquedos óticos e de iniciação ao cinema de animação, mostras de trabalhos, entre outros.

ANIMAR 12

Em 2017, a exposição ANIMAR propõe uma abordagem diferente ao cinema de animação partindo de videoclipes, que se assumem não só como um veículo dos temas musicais mas também como um recurso criativo, para explicar o processo de produção de um filme. Nesta exposição, as animações passam do ecrã para as diferentes salas da galeria onde estão instalados os cenários, adereços, personagens, materiais e diversos elementos utilizados na criação de seis videoclipes: “Erva-de-Cheiro”, “Quente e Frio” e “A Cor da Rosa” de Alice Guimarães para a música de Capicua e Pedro Geraldes; “É Preciso que eu Diminua de Pedro Serrazina para o tema de Samuel Úria; “Cinegirasol” de Bruno Caetano e Rui Telmo Romão para Os Azeitonas; e “Faz Bem Falar de Amor” de Jorge Ribeiro para a música da banda Quinta do Bill.


No percurso pela Solar – Galeria de Arte Cinemática, os visitantes são convidados a entrar no universo destas histórias através de atividades e experiências interativas que permitem, por exemplo, entrar no cenário da vila alentejana de “Cinegirasol” através do Chroma Key; colocar em prática a mensagem ecológica de “Mão Verde” numa estufa de plantas instalada na galeria; criar novas versões do videoclipe dos Quinta do Bill usando os movimentos do corpo; experimentar diferentes brinquedos óticos ou criar o próprio filme de animação.


À parte dos videoclipes, a curta-metragem “Estilhaços” de José Miguel Ribeiro será também objeto de exposição. A animação, que aborda o impacto da guerra nas relações humanas, sobretudo no seio familiar, venceu, no fim-de-semana passado, o Prémio de Melhor Documentário no Festival de Cinema de Clermont-Ferrand. O filme teve estreia em 2016 no prestigiado Festival de Locarno (Suíça) e foi distinguido com os principais prémios dos festivais Cinanima, Monstra e Caminhos do Cinema Português e o Prémio Nacional de Animação. Na sala dedicada à curta-metragem, os visitantes poderão ter uma experiência interativa com base nos sons da animação.

Reservas / Informações:
animar@curtas.pt
Tel: 252 646 516

Música e Cinema de Animação em destaque na Animar 12

13 Fevereiro 2017
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Entre fevereiro e junho, a ANIMAR regressa à Solar – Galeria de Arte Cinemática, em Vila do Conde, com uma exposição para toda a família onde a música e o cinema de animação são os principais atrativos. Com inauguração no próximo sábado, 18 de fevereiro, às 15:00, a exposição ANIMAR 12 destaca os videoclipes portugueses de animação – de Capicua e Pedro Geraldes a Samuel Úria, passando por Os Azeitonas e Quinta do Bill – e os seus autores, Alice Eça Guimarães, Pedro Serrazina, Bruno Caetano, Rui Telmo Romão e Jorge Ribeiro. Para além dos videoclipes, o novo filme de José Miguel Ribeiro, “Estilhaços”, complementará uma exposição plena de experiências interativas.

Em 2017, a 12ª edição do projeto educativo Animar propõe uma abordagem diferente ao cinema de animação partindo dos videoclipes, que se assumem não só como um veículo dos temas musicais mas também como um recurso criativo, para explicar o processo de produção de um filme. Nesta exposição, as animações passam do ecrã para as diferentes salas da galeria onde estarão instalados os cenários, adereços, personagens, materiais e diversos elementos utilizados na criação de seis videoclipes: “Erva-de-Cheiro”, “Quente e Frio” e “A Cor da Rosa” de Alice Guimarães para a música de Capicua e Pedro Geraldes; “É Preciso que eu Diminua” de Pedro Serrazina para o tema de Samuel Úria; “Cinegirasol” de Bruno Caetano e Rui Telmo Romão para Os Azeitonas; e “Faz Bem Falar de Amor” de Jorge Ribeiro para a música da banda Quinta do Bill.


No percurso pela Solar – Galeria de Arte Cinemática, os visitantes são convidados a entrar no universo destas histórias através de atividades e experiências interativas que vão permitir, por exemplo, entrar no cenário da vila alentejana de “Cinegirasol”; colocar em prática a mensagem ecológica de “Mão Verde” numa estufa de plantas instalada na galeria; criar novas versões do videoclipe dos Quinta do Bill; experimentar brinquedos óticos ou criar o próprio filme de animação.


À parte dos videoclipes, a curta-metragem “Estilhaços” de José Miguel Ribeiro será também objeto de exposição. A animação, que aborda o impacto da guerra nas relações humanas, sobretudo no seio familiar, venceu, no fim-de-semana passado, o Prémio de Melhor Documentário no Festival de Cinema de Clermont-Ferrand. O filme teve estreia em 2016 no prestigiado Festival de Locarno (Suíça) e foi distinguido com os principais prémios dos festivais Cinanima, Monstra e Caminhos do Cinema Português e o Prémio Nacional de Animação. Na sala dedicada à curta-metragem, os visitantes poderão ter uma experiência interativa com base nos sons da animação.


Criado pela equipa que organiza o Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema, o projeto educativo Animar desenvolve anualmente diversas atividades em torno do cinema de animação dirigidas às famílias mas, sobretudo, à comunidade escolar da região norte. Até junho, para além da exposição na Solar - Galeria de Arte Cinemática – que pode ser visitada diariamente entre as 14:00 e as 18:00 – está programado um conjunto de atividades para escolas como sessões de cinema, visitas guiadas à exposição, workshops de iniciação ao cinema na sala de aula, apresentações e mostras “Antes do Filme” e ateliês com formadores convidados. Estes ateliês serão orientados pelos realizadores Jorge RibeiroBruno Caetano e Telmo RomãoPedro Serrazina e o animador Luís Grifu que, numa lógica de aproximação dos alunos ao próprio processo criativo, vão realizar um conjunto de filmes com recurso ao corpo humano como principal elemento animado e à música, apelando, também, a um sentido experimental, do pré-cinema às tecnologias digitais mais inovadoras, da investigação em torno da projeção da imagem em movimento. Os filmes serão apresentados na sessão de encerramento da Animar, a 4 de junho, no Teatro Municipal de Vila do Conde.


A 12ª edição da Animar conta com o apoio da Câmara Municipal de Vila do Conde, da Direcção Geral das Artes, do Governo de Portugal (Cultura) e da Viarco.

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