Música e Cinema de Animação em destaque na Animar 12

13 Fevereiro 2017
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Entre fevereiro e junho, a ANIMAR regressa à Solar – Galeria de Arte Cinemática, em Vila do Conde, com uma exposição para toda a família onde a música e o cinema de animação são os principais atrativos. Com inauguração no próximo sábado, 18 de fevereiro, às 15:00, a exposição ANIMAR 12 destaca os videoclipes portugueses de animação – de Capicua e Pedro Geraldes a Samuel Úria, passando por Os Azeitonas e Quinta do Bill – e os seus autores, Alice Eça Guimarães, Pedro Serrazina, Bruno Caetano, Rui Telmo Romão e Jorge Ribeiro. Para além dos videoclipes, o novo filme de José Miguel Ribeiro, “Estilhaços”, complementará uma exposição plena de experiências interativas.

Em 2017, a 12ª edição do projeto educativo Animar propõe uma abordagem diferente ao cinema de animação partindo dos videoclipes, que se assumem não só como um veículo dos temas musicais mas também como um recurso criativo, para explicar o processo de produção de um filme. Nesta exposição, as animações passam do ecrã para as diferentes salas da galeria onde estarão instalados os cenários, adereços, personagens, materiais e diversos elementos utilizados na criação de seis videoclipes: “Erva-de-Cheiro”, “Quente e Frio” e “A Cor da Rosa” de Alice Guimarães para a música de Capicua e Pedro Geraldes; “É Preciso que eu Diminua” de Pedro Serrazina para o tema de Samuel Úria; “Cinegirasol” de Bruno Caetano e Rui Telmo Romão para Os Azeitonas; e “Faz Bem Falar de Amor” de Jorge Ribeiro para a música da banda Quinta do Bill.


No percurso pela Solar – Galeria de Arte Cinemática, os visitantes são convidados a entrar no universo destas histórias através de atividades e experiências interativas que vão permitir, por exemplo, entrar no cenário da vila alentejana de “Cinegirasol”; colocar em prática a mensagem ecológica de “Mão Verde” numa estufa de plantas instalada na galeria; criar novas versões do videoclipe dos Quinta do Bill; experimentar brinquedos óticos ou criar o próprio filme de animação.


À parte dos videoclipes, a curta-metragem “Estilhaços” de José Miguel Ribeiro será também objeto de exposição. A animação, que aborda o impacto da guerra nas relações humanas, sobretudo no seio familiar, venceu, no fim-de-semana passado, o Prémio de Melhor Documentário no Festival de Cinema de Clermont-Ferrand. O filme teve estreia em 2016 no prestigiado Festival de Locarno (Suíça) e foi distinguido com os principais prémios dos festivais Cinanima, Monstra e Caminhos do Cinema Português e o Prémio Nacional de Animação. Na sala dedicada à curta-metragem, os visitantes poderão ter uma experiência interativa com base nos sons da animação.


Criado pela equipa que organiza o Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema, o projeto educativo Animar desenvolve anualmente diversas atividades em torno do cinema de animação dirigidas às famílias mas, sobretudo, à comunidade escolar da região norte. Até junho, para além da exposição na Solar - Galeria de Arte Cinemática – que pode ser visitada diariamente entre as 14:00 e as 18:00 – está programado um conjunto de atividades para escolas como sessões de cinema, visitas guiadas à exposição, workshops de iniciação ao cinema na sala de aula, apresentações e mostras “Antes do Filme” e ateliês com formadores convidados. Estes ateliês serão orientados pelos realizadores Jorge RibeiroBruno Caetano e Telmo RomãoPedro Serrazina e o animador Luís Grifu que, numa lógica de aproximação dos alunos ao próprio processo criativo, vão realizar um conjunto de filmes com recurso ao corpo humano como principal elemento animado e à música, apelando, também, a um sentido experimental, do pré-cinema às tecnologias digitais mais inovadoras, da investigação em torno da projeção da imagem em movimento. Os filmes serão apresentados na sessão de encerramento da Animar, a 4 de junho, no Teatro Municipal de Vila do Conde.


A 12ª edição da Animar conta com o apoio da Câmara Municipal de Vila do Conde, da Direcção Geral das Artes, do Governo de Portugal (Cultura) e da Viarco.

Lançamento do Livro "Laboratório Cinemático - Solar 10 anos" em Lisboa

31 Outubro 2016
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A Cinemateca Portuguesa recebe, na quinta-feira 10 de novembro, às 22:00, uma Sessão Comemorativa da Solar – Galeria de Arte Cinemática com a apresentação do livro “Laboratório Cinemático – Solar, 10 Anos” e a exibição de três filmes produzidos no âmbito da programação da galeria.

 

A Solar - Galeria de Arte Cinemática promove o lançamento, em Lisboa, do livro “Laboratório Cinemático – Solar, 10 Anos”, um obra que conjuga e adota o caráter puramente experimental da galeria Solar com a celebração de uma década de procura de novos territórios da arte cinemática. O livro reúne um conjunto de textos e entrevistas de e com alguns dos autores e artistas que contribuíram para história da Solar bem como um portefólio de exposições e intervenções que personificam o projeto Solar enquanto laboratório da arte cinemática.

 

A Sessão Comemorativa da Solar inclui a exibição de três curtas-metragens desenvolvidas no âmbito da programação da galeria Solar: “Exodus” de Nicolas Provost; “Vila do Conde Espraiada” de Miguel Clara Vasconcelos e “Dockworker’s Dream” de Bill Morrison.

 

Solar edita o livro "Laboratório Cinemático - Solar 10 anos"

30 Setembro 2016
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A Solar- Galeria de Arte Cinemática apresenta, no sábado, 8 de outubro, pelas 19:00, o livro "Laboratório Cinemático - Solar 10 anos", que inclui textos e entrevistas de autores que fizeram parte da história da galeria.

“Laboratório Cinemático – Solar, 10 Anos” é um livro que assume e adota o carácter puramente experimental da Solar. É uma obra que pretende guardar um passado, celebrar o presente, mas também projetar um futuro. Por isso mesmo, são incluídos trabalhos anteriores e posteriores aos dez anos, que rompem propositadamente as balizas cronológicas formais numa manifestação consciente de ação ininterrupta. Esse olhar para o futuro está bem presente com a inclusão de materiais da instalação 4.56.20, de João Tabarra ,a inaugurar em simultâneo com o lançamento deste livro, às 18:00 do dia 8 de outubro. Pretende-se, com isso, demonstrar como o projeto da Solar, enquanto laboratório, se projeta num futuro sempre instável, à procura dos novos territórios da arte cinemática.

No dia do lançamento do livro e da inauguração da exposição, entre as 18:00 e as 20:00, algumas publicações da Loja das Curtas, situada na Solar, estarão com descontos entre os 10% e os 50%.

João Tabarra parte de trailer inédito de Godard para nova exposição na Solar

29 Setembro 2016
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Partindo de um trailer, nunca visto pelo público, de Jean-Luc Godard para o filme “Numéro Deux”, João Tabarra apresenta na Solar – Galeria de Arte Cinemática uma obra original dividida em sete filmes com precisamente 4'56''20 de duração cada, dando o título ao projeto: “4.56.20”. A exposição inaugura no sábado, 8 de outubro, pelas 18:00, com a presença do autor, e ficará patente na galeria até 31 de dezembro.

Por ser um artista cuja obra olha para o cinema, a Solar – Galeria de Arte Cinemática inscreve, uma vez mais, o nome de João Tabarra como um dos seus autores, apostando novamente num território de fronteira entre as artes plásticas e o cinema. “4.56.20” marca, assim, o regresso de Tabarra à galeria, depois da sua participação na exposição coletiva “2012 Odisseia Kubrick”, em 2012.


Em “4.56.20”, João Tabarra adopta, uma vez mais, uma posição crítica e analítica em relação ao cinema, apropriando-se de excertos de um trailer inédito de Jean-Luc Godard, realizado para o filme “Numéro Deux”, de 1975, e desenvolvendo uma série de sete filmes experimentais. Com aprovação do próprio Godard, o artista trabalhou os quatro minutos cinquenta e seis segundos e vinte frames a partir do negativo original em 35mm. “Ao ter escolhido trabalhar sobre um trailer em película ao invés do próprio filme acessível em formato digital, João Tabarra baseia de forma precisa a sua proposta artística: um trailer pode ser visto por quem nunca irá ver o filme e isto é já abordar as imagens na sua dimensão de ostensório ou de estandarte, na sua dimensão invasiva e pública, na sua suposta vocação de serem vistas” explica Nicole Brenez, docente de estudos cinematográficos na Universidade de Paris 3 Sorbonne Nouvelle, também autora do texto que serviu como ponto de partida para o trabalho experimental desenvolvido por João Tabarra. “É, também, uma constatação histórica: onde “Numéro Deux” inventava uma dialéctica entre a película e o vídeo, que à época se supunha iria substituir o primeiro, João Tabarra reparte do formato 35mm sabendo bem que será este que sobreviverá por mais umas centenas de anos, contrariamente a todos os substratos, vectores e codificações dos dispositivos digitais, tão voláteis e fugazes”, acrescenta.


João Tabarra selecionou sete afirmações recolhidas do texto “Under Reconstruction”, da autoria de Nicole Brenez, transformando-as em questões, cada uma delas colocada num dos sete filmes que integram a instalação site-specific desenvolvida para a Solar. “Trabalhando a partir da linguagem fragmentada do autor, insisto numa proposta de investigação sobre o cinema, sobre as imagens e sobre as respostas que podemos ainda dar às questões cruciais com as quais a contemporaneidade nos confronta, usando as narrativas visuais num mundo onde a imagem parece ser cada vez mais espetacularmente excessiva”, explica João Tabarra.


O resultado final é uma obra original dividida em sete filmes com precisamente 4'56''20 de duração cada um, duração que origina também o título do projeto: 4.56.20. As sete instalações vídeo exploram a complexa interligação e interpenetração de temas, metáforas e processos audiovisuais do filme, que envolvem o trabalho, o sexo, o lazer, a família e a cultura. Em análise ao projeto, Jonathan Rosenbaum, crítico de cinema do Chicago Reader, refere o exemplo do sétimo vídeo, intitulado “break the chain of representations”. "Sobre o ruído da eletricidade estática, vemos Vanessa escrever numa ardósia “Antes de ter nascido, eu estava morta”, numa imagem única que se torna duplicada e multiplicada, empilhando-se como cartas num jogo de paciência, apontando para as mesmas contradições que tanto “Numéro Deux” como “4.56.20” exploram de vários modos – os modos como a adição se pode tornar subtração, o solitário se pode tornar colectivo, o som se pode tornar imagem, a pertença à família se pode tornar solidão existencial, uma fábrica se pode tornar paisagem, a morte se pode tornar nascimento, a fertilidade do negro se pode tornar na esterilidade do branco, e como o vídeo se pode tornar cinema”, refere.


É, ainda, motivo de destaque a inclusão dos textos de Nicole Brenez e Jonathan Rosenbaum, ambos originais e redigidos a propósito, que enriquecem a publicação que acompanha a exposição e contribuem para um estudo analítico e consequente sobre o trabalho do artista.


João Tabarra (Lisboa, 1966) estudou fotografia na Arco Centro de Arte e Comunicação Visual. Começou a expor com regularidade no final dos anos 80 tendo consolidado um percurso que conta com a sua presença em relevantes projetos expositivos nacionais e internacionais tanto individualmente como em coletivos. Está representado em prestigiadas coleções, institucionais e privadas, fazendo os seus trabalhos parte dos acervos das mesmas em Portugal e no estrangeiro. É professor de Moving Image no Departamento de Media Arts, HGK Karlsruhe University for Arts and Design, Karlsruhe, Alemanha.


No projeto paralelo CAVE, dedicado à obra de artistas emergentes, Igor Jesus apresenta “Chessari”, um projeto que, através de metodologias e formatos distintos, pretende problematizar a “colonização” do corpo humano a partir do filme “Salò ou os 120 dias de Sodoma” (1975) de Pier Paolo Pasolini.

No mesmo dia, às 19:00, será também lançada a publicação que assinala os 10 anos da Solar, "Laboratório Cinemático/Solar 10 anos", que inclui textos e entrevistas de autores que fizeram parte da história da galeria. 

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