Salomé Lamas apresenta obras inéditas em exposição na Solar Galeria de Arte Cinemática

4 Outubro 2017
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A Solar Galeria de Arte Cinemática, em Vila do conde, inaugura no sábado, 14 de outubro, às 16:00, a exposição “Salomé Lamas: Solo”, composta por filmes, vídeo instalações e instalações sonoras, incluindo obras inéditas. A abertura contará com um concerto de Filipe Felizardo, compositor da banda sonora de alguns trabalhos de Salomé Lamas. 

Realizadora e artista plástica, Salomé Lamas é um dos nomes mais relevantes e promissores do panorama artístico nacional, não só pelo extenso currículo face à idade, mas também pelas características dos seus trabalhos. As suas obras desafiam a metodologia convencional de produção cinematográfica e de expressão estética, explorando novos caminhos. O resultando são trabalhos híbridos que se situam entre o documentário e a ficção, as artes plásticas e o cinema.


Os projetos de Salomé Lamas desenvolvem-se em torno da relação intrínseca entre narrativa, memória e história, utilizando a imagem em movimento para explorar o traumaticamente reprimido, o aparentemente irrepresentável ou o historicamente invisível, desde os horrores da violência colonial até às paisagens do capital global. Em vez de se colocar numa situação periférica, algures entre o cinema e as artes visuais, ficção e documentário, Salomé Lamas transforma-os numa linguagem própria, desafiando, também, a divisão entre géneros e modos de exibição.


Grande parte das suas obras resultam de uma viagem a uma realidade desconhecida, que a realizadora ocupa conscientemente como um corpo estranho que choca contra a envolvente, desencadeando o drama e esperando pacientemente que a realidade se torne extraordinária. São filmes destemidos, tanto quanto aos riscos formais como narrativos que assumem, e que evidenciam a sua performance física, quando vemos a realizadora amarrada, pendurada, a cair ou a sentar-se silenciosamente atrás da câmara.


Na Solar Galeria de Arte Cinemática, Salomé Lamas apresenta, até 25 de novembro, um trabalho eclético composto por filmes, vídeo instalações e instalações sonoras, incluindo obras inéditas. É o caso de Ubi Sunt II e Ubi Sunt III que integram um tríptico que será exposto, pela primeira vez, na sua totalidade. O trabalho parte de Ubi Sunt I, curta-metragem produzida em 2016 a convite do programa Cultura em Expansão da Câmara Municipal do Porto, que explora o tecido humano e urbano de uma cidade em expansão. O filme é uma aliteração das vídeo-instalações Ubi Sunt II e III.


Em Horizon – NoziroH, também em estreia, o realizador brasileiro Gregorio Graziosi espelha matematicamente e rigorosamente A Torre (2015). Aqui, a floresta é substituída pelo urbanismo desconcertante de São Paulo e a figura humana pela figura de uma estátua equestre do Duque de Caxias, por Victor Brecheret.

 

Produzido para a exposição na Solar, Autorretrato (2017) é composto por um díptico de duas gravuras concebidas por Salomé Lamas derivadas de materiais recolhidos na produção de Extinção. Replicam o visto de jornalista emitido pelas autoridades da Transnístria, enclave pró-russo na Moldávia, que autoproclamou um estatuto de independência rejeitado pela política internacional; e a transcrição de diálogos de um encontro da equipa com o KGB, que culmina num interrogatório.

 

Por sua vez, VHS – Video Home System (2010-2012) sugere uma autorrepresentação dissimulada, com uma nota crítica à produção que trabalha a catarse do autor. À mesa da cozinha, duas mulheres íntimas, de vozes e fisionomia idênticas, utilizam os brutos de uma cassete de VHS de 1995, como pretexto para discutirem as forças de poder, afeto e expectativa impressas no passado, reconhecidas no presente e projetadas no futuro.

 

Na instalação Eldorado XXI é referenciado Mount Ananea através do revestimento da sala em brita – semelhante aos despojos extraídos do interior das minas da região onde foi produzido, e reapresentando a edição de vinil que contou com o desenho de som de Bruno Moreira, a música de Norberto Lobo e João Lobo. O que o vinil permite escutar ressoa de forma evidente com o desenho de som de Miguel Martins para Eldorado XXI.

 

Terra de Ninguém (2012) repete a instalação no espaço que havia experimentado em 2015 em Serralves. Na cave da Solar, o desconforto dos conteúdos apresentados, o dispositivo e a duração são extremados pelas características arquitetónicas claustrofóbicas associadas à humidade.

 

Salomé Lamas (1987, Lisboa) estudou cinema em Lisboa e Praga, Artes Visuais MFA em Amsterdão e é doutoranda em Arte Contemporânea na Universidade de Coimbra. O seu trabalho já foi mostrado em Portugal e no estrangeiro, tanto em prestigiados espaços dedicados à arte, como em festivais de cinema. Colabora regularmente com a produtora O Som e a Fúria e é representada pela Galeria Miguel Nabinho – Lisboa 20.

Em simultâneo, no espaço CAVE, dedicado a autores emergentes, Mariana Silva expõe "P/p", uma instalação vídeo que justapõe uma pulseira da era colonial, que historicamente terá sido usada como pagamento na compra de escravos, com várias correntes, consideradas joias.


Mariana Silva (1983, Lisboa) é Licenciada pela Faculdade de Belas-Artes, Universidade de Lisboa. Foi vencedora do prémio EDP Novos Artistas 2015 (Lisboa) e BES Revelação 2008 (Porto). Esteve em residência na Triangle (2016), Nova Iorque; Gasworks, Londres (2016); e ISCP, Nova Iorque (2009).


A inauguração da exposição será seguida de um concerto de Filipe Felizardo, às 17:30, músico e artista visual que se dedica à composição para guitarra elétrica, responsável por algumas das bandas sonoras das obras de Salomé Lamas. Das suas colaborações destacam-se também trabalhos com Norberto Lobo, Gabriel Ferrandini, Margarida Garcia e David Maranha, e a composição de bandas sonoras para António Júlio Duarte e Marco Martins. A suas performances têm sido apresentadas em Portugal e na Europa desde 2014. Neste momento, prepara o seu próximo álbum, enquanto realiza uma residência artística na Galeria Zé Dos Bois, numa série de concertos que ampliam os seus temas para formato de banda.


A Solar Galeria de Arte Cinemática é uma estrutura financiada pela Câmara Municipal de Vila do Conde, pela DGArtes – Direção Geral das Artes e pelo Governo de Portugal.

Mão Morta, Capitão Fausto, Pega Monstro, Evols, Chassol e Atlantic Coast Orchestra no 25º Curtas Vila do Conde

1 Junho 2017
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O Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema volta a destacar a intersecção entre o cinema e a música na secção Stereo com concertos, sessões de cinema e uma competição de vídeos musicais. Em 2017, o festival recebe espetáculos de Mão Morta, Capitão Fausto, Pega Monstro, Evols, Chassol e Atlantic Coast Orchestra. 

A 8 de julho, os talentosos músicos da Atlantic Coast Orchestra, dirigidos pelo maestro Luis Clemente, vão interpretar, ao vivo no Curtas Vila do Conde, uma banda sonora escrita pelo compositor Andrew E. Simpson para o clássico mudo de Buster KeatonThe General (Pamplinas Maquinista, de 1926). A comédia acompanha Johnny Gray (Buster Keaton) durante a perseguição de um bando de espiões que roubaram o seu comboio, O General, com a sua noiva a Annabelle (Marion Mack) a bordo. Formada em 2015, a Atlantic Coast Orchestra é um projeto inovador que reúne alguns dos melhores jovens músicos profissionais, desenvolvendo uma atividade musical com elevados padrões artísticos.


A 12 de julho, o francês Chassol estreia-se em Portugal com um surpreendente espetáculo audiovisual onde vai apresentar um dos seus mais recentes projetos, Big Sun. Pianista, compositor, arranjador e produtor musical, Christophe Chassol tem captado a atenção da crítica e conquistado a admiração de músicos como Frank Ocean, Flying Lotus, Solange e Thundercat. Nos seus trabalhos, Chassol procura “harmonizar o real”, musicando a vida, o mundo e tudo aquilo que encontra e com o que se relaciona numa técnica a que chamou “ultrascore”. As suas composições articulam vozes, música, sons e imagens transformando-os em objetos audiovisuais singulares. Em palco, imagens e gravações são combinadas com música numa espécie de improviso onde nada é padronizado mas tudo flui naturalmente. O concerto no Curtas Vila do Conde será um espetáculo multissensorial e uma oportunidade única para testemunhar o génio musical do francês.


Os Capitão Fausto, uma das bandas mais aclamadas do ano, trazem ao Curtas Vila do Conde, a 14 de julho, o álbum Os Capitão Fausto têm os dias contados, num concerto único e original. Neste espetáculo, a banda de rock lisboeta apresenta-se num formato especial interpretando temas como CorazónAmanhã Tou Melhor e Morro na Praia enquanto revisita os momentos que estiveram na génese dessas canções através de excertos do documentário Pontas Soltas. Realizado por Ricardo Oliveira, o filme, que será apresentado no Curtas Vila do Conde numa nova versão, acompanha o processo criativo e os bastidores da gravação do terceiro álbum do grupo


No ano em que também assinalam o 25º aniversário de Mutantes S21, os Mão Morta sobem ao palco do Teatro Municipal, no sábado 15 de julho, para uma apresentação integral do mítico álbum. A banda de Adolfo Luxúria Canibal regressa, assim, ao festival, onde atuou há nove anos, para um concerto de celebração do disco que colocou os Mão Morta no radar do rock português. Este concerto vai revisitar todos os temas de Mutantes S21 e uma seleção de outros trabalhos da banda. Tendo como premissa a edição especial do álbum, que em 1992 foi lançada com uma banda desenhada, os Mão Morta convidaram 15 ilustradores portugueses – Alex Gozblau, André Coelho, André Covas, Ângela Vieira, António Gonçalves, Esgar Acelerado, João Lemos, João Maio Pinto, José Carlos Costa, Marco Mendes, Marco Moura, Miguel Ogoshi, Raquel Costa, Sebastião Peixoto e Tiago Manuel – para desenvolverem um trabalho alusivo a cada um dos temas do disco. Sobre essas ilustrações, João Martinho Moura, artista de Arte Digital, desenvolverá um trabalho de visuais, atuando em tempo real com a banda.


O Auditório Municipal de Vila do Conde – o local que acolheu as primeiras 18 edições do Curtas Vila do Conde e onde o festival regressa em 2017 para assinalar o 25º aniversário – recebe as bandas Evols (9 de julho) e Pega Monstro (10 de julho) para concertos de apresentação dos seus novos álbuns Evols III e A Casa de Cima, respetivamente.


Os bilhetes para estes espetáculos custam entre 5 e 14 euros e encontram-se à venda no Teatro Municipal de Vila do Conde e na rede da Bilheteira Online. Os portadores do Free Pass do festival têm acesso gratuito, com exceção dos concertos de Mão Morta e Capitão Fausto, para os quais têm 50% de desconto. Este passe geral, à venda a partir de 35 euros exclusivamente no site do Curtas Vila do Conde, garante também o acesso a todas as sessões de cinema.


Ainda na secção Stereo, será apresentado, a 13 de julho, Minute Bodies: The Intimate World of F. Percy Smith, realizado por Stuart Staples, o vocalista dos Tindersticks, banda que esgotou dois espetáculos no Curtas Vila do Conde em 2015. Este filme é um tributo ao trabalho pioneiro de F. Percy Smith, inventor e cineasta do início do século XX, que desenvolveu técnicas cinematográficas de captação dos segredos da natureza em ação. Partindo de imagens de arquivo do próprio F. Percy Smith e tirando partido da experiência musical de Stuart, o filme constrói uma narrativa silenciosa que abre espaço a novas leituras sobre o trabalho original do documentarista britânico. A longa-metragem conta com banda sonora original dos Tindersticks, em colaboração com Thomas Belhom e Christine Ott.


Competição de Vídeos Musicais voltará a apresentar uma seleção dos melhores vídeos musicais portugueses, inovadores na arte de combinar música e cinema. Procurando sempre acompanhar a evolução dos géneros e a forma de fazer cinema, esta competição, dedicada nos últimos anos exclusivamente à produção nacional, tem exibido os trabalhos de alguns dos artistas que mais se destacam na área, entre eles André Tentugal, Vasco Mendes, Paulo Furtado e Rodrigo Areias.


O 25º Curtas Vila do Conde, que decorre entre 8 e 16 de julho, tem o apoio do programa MEDIA/Europa Criativa, da Câmara Municipal de Vila do Conde, do Ministério da Cultura, do Instituto do Cinema e Audiovisual e de vários parceiros imprescindíveis à realização do festival.


Teatro Municipal de Vila do Conde:

ATLANTIC COAST ORCHESTRA 
8 JUL, 21:45 
Bilhetes: 10 euros 
Com Free Pass: gratuito
Bilheteira Online


CHASSOL

12 JUL, 23:59
Bilhetes: 10 euros
Com Free Pass: gratuito
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CAPITÃO FAUSTO

14 JUL, 23:59
Bilhetes: 14 euros
Com Free Pass: 50% de desconto
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MÃO MORTA

15 JUL, 23:59
Bilhetes: 14 euros 
Com Free Pass: 50% de desconto
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Auditório Municipal de Vila do Conde:

EVOLS
9 JUL, 23:30
Bilhetes: 5 euros
Com Free Pass: gratuito
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PEGA MONSTRO

10 JUL, 23:30
Bilhetes: 5 euros 
Com Free Pass: gratuito
Bilheteira Online

Tindersticks no Curtas Vila do Conde: Concerto Extra

6 Junho 2016
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Devido à elevada procura de bilhetes, os Tindersticks vão apresentar um concerto extra no Curtas Vila do Conde marcado para 13 de julho, às 20:00. Os bilhetes para ambos os concertos estão à venda na rede da Bilheteira Online e no Teatro Municipal de Vila do Conde a partir de 20 euros. Os portadores de free-pass do festival podem usufruir de um desconto de 50% na compra de um bilhete para este espetáculo. 

TINDERSTICKS, 13 julho, 22:30 
- Concerto extra: 13 julho, 20:00

A 13 de julho, os ingleses Tindersticks vão apresentar, ao vivo, no 24º Curtas Vila do Conde, o novo álbum “The Waiting Room”, num filme-concerto acompanhado por um leque de curtas-metragens que ilustram visualmente as 11 faixas do álbum. Na segunda parte do espetáculo, a banda vai, ainda, revisitar alguns dos temas que marcam os 25 anos de carreira dos Tindersticks.

 

Editado em janeiro de 2016, “The Waiting Room” é o décimo álbum de estúdio dos Tindersticks e conta com as participações especiais de Jehnny Beth, vocalista das Savages; um dueto virtual com Lhasa De Sela, cantora falecida em 2010; e arranjos de Julian Siegel.

 

"The Waiting Room” surge acompanhado de um ambicioso projeto audiovisual que explora a relação dos Tindersticks com o cinema: vários realizadores foram convidados a realizar curtas-metragens que ilustram visualmente cada uma das 11 faixas do álbum. Estas interpretações ficaram a cargo de cineastas de renome como Christoph Girardet , Joe King e Rosie Pedlow – que já passaram, inclusivamente, pelo Curtas Vila do Conde – Pierre Vinour, Claire Denis, Gregorio Graziosi, Richard Dumas e o brasileiro Gabriel Sanna, entre outros. Alguns dos vídeos são assinados pelo próprio Stuart A. Staples, vocalista da banda.

 

O projeto, produzido pela Blogotheque e pela editora discográfica Lucky Dog, é o resultado de uma parceria com o Festival Internacional de Curtas Metragens de Clermont-Ferrand, onde o espetáculo foi apresentado pela primeira vez.


Este filme-concerto está integrado na secção STEREO do Curtas Vila do Conde, com o apoio da FNAC, que contará também com espetáculos de Jay-Jay Johanson; The Legendary Tigerman e The Greg Foat Group, entre outros.

Tindersticks, Jay-Jay Johanson, The Legendary Tigerman e The Greg Foat Group no Curtas Vila do Conde

25 Maio 2016
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Os ingleses Tindersticks vão apresentar, ao vivo no Curtas Vila do Conde, o novo álbum visual “The Waiting Room”. A secção Stereo do festival vai contar também com filmes-concerto de Jay-Jay Johanson, The Legendary Tigerman e The Greg Foat Group.

Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema regressa para a sua 24ª edição entre 9 e 17 de julho. À imagem dos anos anteriores, a programação arrojada do festival volta a dar destaque à intersecção entre o cinema e a música através da secção Stereo, onde as imagens em movimento são reinterpretadas por músicos e bandas em espetáculos ao vivo.

 


A 13 de julho, os ingleses Tindersticks apresentam, ao vivo no festival, “The Waiting Room”, num filme-concerto acompanhado por várias curtas-metragens que ilustram as faixas do novo álbum. Na segunda parte do espetáculo, a banda vai ainda revisitar alguns dos temas que marcaram os 25 anos de carreira dos Tindersticks. É uma estreia absoluta em Portugal.


Editado no início do ano, “The Waiting Room” é o décimo álbum de estúdio dos Tindersticks e conta com as participações especiais de Jehnny Beth, vocalista das Savages; um dueto virtual com Lhasa De Sela, cantora falecida em 2010; e arranjos de Julian Siegel. Este novo trabalho surge acompanhado de um ambicioso projeto audiovisual que explora a relação dos Tindersticks com o cinema: vários realizadores foram convidados a criar curtas-metragens que ilustram visualmente cada uma das 11 faixas do álbum. Estas interpretações ficaram a cargo de cineastas como Christoph Girardet, Joe King e Rosie Pedlow – que já passaram, inclusivamente, pelo Curtas Vila do Conde – Pierre Vinour, Claire Denis, Gregorio Graziosi, Richard Dumas e o brasileiro Gabriel Sanna, entre outros. Alguns dos vídeos são assinados pelo próprio Stuart A. Staples, vocalista da banda.


O projeto, produzido pela Blogotheque e pela editora discográfica Lucky Dog, é o resultado de uma parceria com o Festival Internacional de Curtas Metragens de Clermont-Ferrand, onde o espetáculo foi apresentado pela primeira vez.


A 16 de julho, o cantor e compositor de voz melancólica, Jay-Jay Johanson apresenta em Vila do Conde o seu mais recente álbum “Opium”, num espetáculo audiovisual onde os temas são acompanhados por imagens em movimento.


Assumidamente mais pop e rock, o décimo álbum de originais de Jay-Jay Johanson mantém toda a essência da sua música: uma facilidade inata para as melodias e uma voz e ritmos que elevam as suas canções do subtil ao sublime, numa abordagem intimista às questões que o atormentam.


Presença habitual no Curtas Vila do Conde, The Legendary Tigerman regressa ao festival a 15 de julho com “How To Become Nothing”, o projeto que juntou o músico, a fotógrafa Rita Lino e o realizador Pedro Maia numa road trip pelo deserto da Califórnia. O resultado, em estreia absoluta no Curtas Vila do Conde, é um road movie, em formato de filme-concerto, com banda sonora ao vivo de The Legendary Tigerman e imagens manipuladas em tempo real por Pedro Maia. “How To Become Nothing” é um falso diário, com registos em fotografia, Super 8mm e textos de Paulo Furtado, fruto de três visões sobre a viagem de um homem que, mais do que desaparecer, procura chegar a nada, ser nada.


Pela primeira vez em Portugal, The Greg Foat Group, o quinteto de jazz liderado pelo talentoso músico Greg Foat, sobe ao palco do festival a 14 de julho para apresentar um projeto em estreia absoluta. “Visual Music” é uma banda sonora original para clássicos do cinema experimental dos anos 20 realizados por Hans Richter, Marcel Duchamp, Ralph Steiner e Walter Ruttmann.


Com vários trabalhos editados pela Jazzman Records, The Greg Foat Group são aclamados pela crítica internacional desde a sua estreia. A sonoridade incomparável do grupo caracteriza-se pela atmosfera de experimentação, recorrendo a instrumentos como o cravo, o sintetizador, sinos tubulares e um coro que acompanha os registos, numa mistura de estilos e correntes musicais que primam pelo ambiente cinematográfico e o jazz psicadélico.



Os bilhetes para os filmes-concerto do Curtas Vila do Conde estão à venda na Bilheteira do Teatro Municipal de Vila do Conde e na rede da Bilheteira Online. Para o filme-concerto dos Tindersticks, os bilhetes custam 22 euros, com desconto de 50% para titulares do Free-Pass do Festival. Para os restantes espetáculos, os bilhetes variam entre os 7 e os 15 euros, com entrada gratuita com Free-Pass.


O Free-Pass para o 24º Curtas Vila do Conde, à venda no site do festival, pode ser adquirido até 31 de maio ao preço promocional de 35 euros. Depois dessa data, passa a custar 40 euros, aumentando para 50 euros a partir de 1 de julho. Este passe geral garante o acesso a todas as sessões de cinema, filmes-concerto (à exceção de Tindersticks), festas, Mercado da Curta Metragem e a um catálogo do festival.


Na sua 24ª edição, o Curtas Vila do Conde continuará a apresentar, no Teatro Municipal, o melhor do cinema contemporâneo através de uma vasta seleção de filmes inovadores para um público cada vez mais interessado e que vive a semana do festival de forma intensa.


O Curtas Vila do Conde tem o apoio da Câmara Municipal de Vila do Conde, do Ministério da Cultura, do Instituto do Cinema e Audiovisual e de vários parceiros imprescindíveis à realização do festival. A secção Stereo conta com o patrocínio exclusivo da FNAC.

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