Festa de encerramento da ANIMAR 10 com concerto de Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves (CLÃ)

18 Maio 2015
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No sábado, 30 de maio, a ANIMAR celebra o fim da 10ª edição e antecipa O Dia Mundial da Criança com um concerto de Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves (Clã) e jogos tradicionais para todas as idades na Solar – Galeria de Arte Cinemática, em Vila do Conde.

À semelhança dos anos anteriores, o projeto educativo ANIMAR, dedicado ao cinema de animação, celebra o fim de mais uma edição com uma festa de encerramento para toda a família. Este ano, a celebração antecipa o Dia da Criança com jogos tradicionais para todas as idades, a partir das 16:30, seguindo-se um concerto de Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves, membros dos Clã, às 18:00, num espetáculo que promete agradar a miúdos e graúdos.

Em 2011, a convite do projeto Estaleiro, os Clã criaram um espetáculo original dirigido ao público infantil. O resultado superou as espectativas e, mais tarde, deu origem ao álbum “Disco Voador”, premiado com um Disco de Ouro, do qual se destacam os singles “Os Embeiçados” e “Asa Delta”.


Com letras de Regina Guimarães e Carlos Tê, “Disco Voador” apresenta aos mais novos sonoridades diferentes, com uma abordagem lírica apoiada em histórias com as quais se identifiquem. O disco foi recebido com grande entusiasmo por parte do público, esgotando salas por todo o país. Apesar de pensado para os mais novos, “Disco Voador” mantêm a imagem sonora característica dos Clã, captando também o interesse dos adultos e  destacando-se dos discos para crianças lançados habitualmente no mercado.

Este espetáculo de Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves está integrado no ciclo de concertos, apoiado pela FNAC, a decorrer até ao final do ano no âmbito do 10º aniversário da Solar – Galeria de Arte Cinemática. Os bilhetes estão à venda na Loja das Curtas (situada no espaço da galeria): gratuito (até 4 anos inclusive) / 2.5€ (5-12 anos) / 5€ (maiores de 12) 


Até 1 de junho, também integrada na programação da ANIMAR 10, está patente na Solar a exposição “Estação ANIMAR”. A exposição coletiva de cinema de animação tem como temática as viagens, inspirando-se na premiada curta-metragem “Fuligem”, de David Doutel e Vasco Sá. A história, com banda sonora de The Legendary Tigerman e Rita Redshoes, tem como cenário uma viagem de comboio durante a qual a personagem principal revisita as memórias do passado num vaivém no tempo sob as linhas dos caminhos de ferro.  Explorando o imaginário e a imagética associada às viagens de comboio, a galeria Solar foi transformada numa grande estação de onde partem os comboios em direção aos diferentes destinos que os autores e as obras em exposição sugerem.

 

Criado pela equipa do Curtas Vila do Conde - Festival Internacional de Cinema, a ANIMAR é um projeto educativo anual que promove um conjunto de atividades, para as escolas e para o público em geral, com o objetivo de promover a aproximação do público jovem ao cinema de animação. A sessão de encerramento da 10ª edição terá lugar no dia 14 de junho, domingo, às 16:00, no Teatro Municipal de Vila do Conde, com a apresentação das curtas-metragens produzidas durante os ateliers nas escolas com formadores convidados e a exibição de um filme de animação, a anunciar brevemente.  

 

O trabalho desenvolvido pela ANIMAR prolonga-se, de 4 a 12 de julho, na secção Curtinhas do Curtas Vila do Conde destinada a crianças e jovens. Este mini-festival integra uma competição de filmes – onde o jurado é composto por crianças  – , um espaço infantil e várias oficinas. Na sua 23ª edição, o Festival apresentará, em estreia mundial, a curta-metragem de animação realizada por Abi Feijó durante uma residência artística desenvolvida no âmbito da ANIMAR 9.


A 10ª edição da ANIMAR conta com o apoio da Viarco, DanCake e da Arquivo Bens Culturais - Moleskine.

Lambchop arrancam digressão europeia no Curtas Vila do Conde

7 Maio 2015
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Os norte-americanos Lambchop vão atuar em julho no Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema num filme-concerto que marca o arranque da tour europeia da banda. O grupo liderado por Kurt Wagner sobe ao palco no último dia do Festival, a 12 de julho às 22:00 no Teatro Municipal de Vila do Conde, numa das raras atuações dos Lambchop em solo nacional.  

 

A banda natural de Nashville, conhecida pelo seu som country-rock alternativo e tom melancólico, vai musicar ao vivo um filme de Bill Morrison produzido pela Curtas Metragens CRL. Utilizando a sua técnica de remontagem de material de arquivo, Morrison faz uma viagem pelo cinema mudo português, entre os anos 10 e 30 do século XX, aproveitando o abundante arquivo da Cinemateca Portuguesa, numa surpreendente obra do cineasta que será apresentada em estreia mundial.

 

Na segunda parte do espetáculo, os fãs dos Lambchop terão a oportunidade de ouvir alguns dos temas da banda. Com mais de duas décadas de carreira e 11 álbuns de estúdio, os Lambchop destacam-se internacionalmente por desafiarem as convenções numa mistura de ritmos e experiências que resultam em apresentações únicas e de rara beleza. 

 

Os bilhetes já estão à venda na Bilheteira Online e no Teatro Municipal de Vila do Conde.

O concerto dos Lambchop está integrado na secção Stereo do Curtas Vila do Conde, apoiada pela FNAC, onde, através de filmes-concerto, bandas são convidadas a musicar ao vivo filmes numa fusão entre o cinema e a música. Para esta 23ª edição do Festival estão confirmados vários espetáculos que vão juntar diferentes estilos através de artistas como You Can’t Win Charlie Brown, Frankie Chavez, Garcia da Selva (com Norberto Lobo como convidado) e Bruno Pernadas Quinteto. 

 

Os portugueses You Can’t Win Charlie Brown vão musicar um filme mudo de 1914, “Maudite soit la guerre”, realizado por Alfred Machin. O filme, uma cópia singular pintada à mão, conta a história incrível da rivalidade da guerra e de um amor impossível. Frankie Chavez continuará o passeio pela história do cinema musicando “The Good Bad Man”, de Allan Dwan, de 1916. A obra, protagonizada por Douglas Fairbanks, percorre a história do Oeste americano e conta com a participação técnica de D.W. Griffith. Por sua vez, Bruno Pernadas atuará sobre um filme clássico de Buster Keaton, “Steamboat Bill, Jr.”, de 1928. Estes três espetáculos são também uma homenagem do Curtas à história da sétima arte.

Garcia da Selva, juntamente com Norberto Lobo, fará uma interpretação de uma seleção de excertos fílmicos denominada “Framed by a Second”, construída a partir de material de autores como Cláudia Varejão, Gabriel Abrantes, João Nicolau, João Onofre, Julião Sarmento, Miguel Soares, Natcho Xeca, Salomé Lamas, Sandro Aguilar e André Trindade.

 

Ainda neste contexto, destaque para a  Competição de Vídeos Musicais, centrada agora na produção portuguesa, que atribuirá o prémio FNAC de Melhor Vídeo Musical no valor de 750 euros. Procurando sempre acompanhar a evolução dos géneros e a forma de fazer cinema, o Curtas Vila do Conde tem vindo a integrar na sua programação sessões de vídeos musicais de alguns dos artistas nacionais que mais se destacam nesta área.

 

Na sua 23ª edição, o Curtas Vila do Conde continuará a apresentar o melhor do cinema contemporâneo através de sessões especiais, a anunciar brevemente. As diversas competições continuarão a proporcionar as sessões mais diversificadas do Festival, demonstrando o estado atual do mundo através da curta-metragem.

 

O Curtas Vila do Conde decorre entre 4 e 12 de julho no Teatro Municipal de Vila do Conde. O free pass para o Festival pode ser adquirido por 33,75 euros até 31 de maio, passando a custar 40,50 euros depois dessa data. Durante o Festival o preço sobe para 45 euros. Este passe geral garante um desconto de 50% na compra de  bilhetes para o concerto dos Lambchop, permitindo o acesso livre a todas as restantes sessões e filmes-concerto do Curtas Vila do Conde.

O Curtas Vila do Conde tem o apoio da Câmara Municipal de Vila do Conde, do Secretário de Estado da Cultura, do Instituto do Cinema e Audiovisual, do programa MEDIA/Europa Criativa e de vários parceiros imprescindíveis à realização do festival.

Sensible Soccers em espetáculo de cinema expandido

9 Abril 2015
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O Curtas Vila do Conde apresenta um espetáculo de Cinema Expandido com música dos Sensible Soccers e com imagens manipuladas ao vivo pela artista plástica Laetitia Morais. Este concerto, a decorrer a 30 de junho em Vila do Conde, é uma coprodução da Curtas Metragens CRL, no âmbito do projeto Campus, Teatro Maria Matos (Lisboa) e GNRation (Braga).

Paralelamente, Laetitia Morais vai orientar um workshop Campus, com participação da banda, em que vários estudantes terão a possibilidade de contactar com um método digital de manipulação de imagens. O workshop será realizado em estreita ligação aos Sensible Soccers e à sua música.

A banda de Vila do Conde não é nova nestas andanças, depois de um esgotadíssimo filme-concerto na 22ª edição do Curtas Vila do Conde, no ano passado. Partindo do tema principal do Festival – o futebol – os Sensible Soccers juntaram-se a Pedro Maia para criar uma atmosfera sensorial de imagens e sons. Sobre esse espetáculo, a banda disse mesmo: “Partindo do movimentos do jogador de futebol, retirando-lhe o contexto, e logo o sentido, resta uma espécie de bailado esquizofrénico. O jogador deixa de se interessar pela bola e procura acompanhar música que começa e não acaba. O jogo não tem balizas, mas procura-se o golo na interação entre movimento e som, como se se ensaiasse a mesma jogada até à exaustão, com diferentes nuances e variações. «Off the strenght of his side» é a busca da harmonia no absurdo".


Para este projeto, a banda pretende continuar a pesquisar as formas como a música é uma linguagem verbal capaz de criar sentidos: “Se tudo é Paulo e nada é Paulo também, a palavra deixa de ser chão e atalho e é abandonada. Cresce o mistério e a estranheza num mundo onde o silêncio entre as pessoas é permanente. Ou seja, deixa de existir.” Para este trabalho contam com a artista plástica Laetitia Morais, que trabalhará imagens do seu arquivo. Estas imagens, nas palavras da artista, “serão selecionadas, cortadas, reunidas e manipuladas ao vivo, para contar narrativas ou desfazer-se delas. Será um trabalho marcado pelo desvelamento, colocando a descoberto particularidades deste novo cenário. Um olhar que contempla a trivialidade e evidencia em simultâneo o mordaz e o decoroso”.


Este espetáculo está integrado na secção “Cinema Expandido” do projeto Campus. O primeiro concerto deste tipo juntará The Legendary Tigerman com imagens Super 8 criadas por formandos de um workshop com o músico e com Rodrigo Areias.


Por aqui, antevê-se o futuro do cinema.

 

Sensible Soccers e Laetitia Morais apresentam: “Paulo”

Lisboa - 28 de maio, Teatro Maria Matos, 22:00

Braga - 29 de maio, Gnration, 22:30

Vila do Conde - 30 de junho, Teatro Municipal, 22:00

Peixe:avião, Filho da Mãe & Jibóia no Teatro Maria Matos

27 Agosto 2014
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A 20 de setembro, o Teatro Maria Matos, em Lisboa, recebe dois filmes-concerto, com bandas sonoras originais, encomendadas pelo Curtas Vila do Conde aos peixe:avião, Filho da Mãe e Jibóia, estreadas na 22ª edição do Festival.

Os primeiros a subir ao palco, às 22h00, serão os bracarenses peixe:avião para musicar o clássico do cinema mudo “Ménilmontant”, um filme de 1926 de Dimitri Kirsanoff. Seguem-se Filho da Mãe & Jibóia acompanhados das imagens de Edward S. Curtis, no filme "In The Land Of the Head Hunters", um clássico etnográfico da década de 10.

Peixe: Avião

A banda de Braga peixe:avião – já com três álbuns publicados e nome firme da nova música portuguesa – musica um clássico do período do cinema mudo, “Ménilmontant”. No statement da banda, pode ler-se: "Trata-se de uma oportunidade privilegiada para aplicar a nossa música a um contexto de não-canção, apoiada em imagens em vez de narrativas líricas. O filme escolhido transmite drama e tensão como poucos, apesar de datar de 1926. Tentamos, com a nossa música, amplificar este sentimentos tornando o filme uma experiência (ainda) mais intensa. Acreditamos que durante o processo a nossa própria música também se transformou".

 

“Ménilmontant” acompanha a história de duas órfãs, cujos pais foram selvaticamente assassinados, a trabalhar em Paris e a viver no bairro popular de Ménilmontant. A mais nova é seduzida por um jovem. Engravida e descobre que o seu amante também mantém uma relação com a irmã mais velha. Ela foge. Desesperada e pobre, erra pelas ruas com o seu bebé. Observando o vai e vem das prostitutas descobre a sua irmã entre elas.



Filho da Mãe + Jibóia

Nesta sessão, Filho da Mãe, nome de palco do guitarrista Rui Carvalho, acompanhado por Óscar Silva (Jibóia), musicará ao vivo um clássico etnográfico da década de 10, “In The Land of the Head Hunters”. Segundo Rui Carvalho, "Não quisemos aqui arrumar coisas, nem dar-lhes proveniências… quisemos tirar os brinquedos da gaveta e deixá-los à distância de um pontapé, ir buscar a continentes diferentes o mesmo suor e a mesma capacidade para acreditar em patranhas e juntar-lhes dois pescadores à procura de bacalhau onde claramente não o há".



“In The Land of the Head Hunters” é da autoria de Edward S. Curtis, o mais famoso etnólogo norte-americano que documentou a realidade dos índios nativos.  Em 1911, como parte de um gigantesco empreendimento, Edward S. Curtis viajou até à ilha de Vancouver, na Columbia Britânica, para conhecer os Kwakwaka'wakw. No ano seguinte, porque precisava de dinheiro para o seu projeto, investigação e trabalho fotográfico, Curtis decidiu que a melhor forma de registar o modo de vida tradicional e as cerimónias dos Kwakwaka'wakw era dirigir um dos primeiros filmes com imagens em movimento. Curtis tinha já filmado em 1906 a dança da Serpente Hopi, que mostrara durante umas conferências, mas isto ia ser em grande escala.


A preparação deste filme levou três anos, incluindo a confecção do guarda-roupa; a construção das canoas de guerra, as fachadas das casa, as estacas; e o fabrico das máscaras.


George Hunt, assistente no filme, era um Kwakwaka'wakw que, quase vinte anos antes, tinha trabalhado como intérprete de Franz Boas, o conhecido antropólogo. Hunt contribuiu de forma substancial para a história do filme. Selecionado para o Registo Nacional do Cinema pela Biblioteca do Congresso, este primitivo filme/ documentário nativo-americano estreou em 1914 e é uma espantosa obra produzida com a colaboração de membros da tribo. Nesta história de amor e vingança no seio dos Kwakwaka'wakw da Columbia Britância, Motana, o filho de um respeitado chefe, entra em vigília. Espera obter uma enorme força fazendo jejum e enfrentando dificuldades, que o tornarão num chefe tão poderoso como o pai. Curtis mostra as esplêndidas canoas de guerra dos Kwakwaka'wakw, os totens.

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