O Curtas Vila do Conde está de regresso. De 14 a 22 de julho, o festival internacional de cinema volta a ocupar a cidade do norte litoral com um programa diversificado que cruzará o cinema, a música e as artes visuais.


Além das Competições Nacional e Internacional de curtas-metragens, haverá como sempre tempo e espaço para as longas-metragens no âmbito da secção Da Curta à Longa, que apresentará um conjunto de filmes realizados por cineastas prestigiados.

Uma das novidades para esta 26ª edição passa pelo alargamento da competição Take One!, dedicada a filmes de escola, a um contexto internacional. Assim, o Curtas Vila do Conde irá receber a concurso, pela primeira vez, curtas-metragens realizadas por estudantes de seis países da Europa, para além de Portugal. Para os mais novos, o festival prepara anualmente a secção Curtinhas, que inclui filmes dirigidos a crianças maiores de 3, 6 e 10 anos.

Atento às vanguardas e às ramificações cinemáticas, o festival aposta mais uma vez numa competição dedicada ao cinema experimental e outra dedicada aos vídeos-musicais. Uma das características do Curtas Vila do Conde tem sido o estímulo, ao longo dos anos, à criação de música original para acompanhamento de filmes, convidando músicos reconhecidos do panorama nacional e internacional a musicar ora obras clássicas da história do cinema, ora filmes experimentais mais recentes. Por aqui já passaram bandas como Tindersticks, Lambchop ou Mão Morta.

Na secção In Focus, o Curtas Vila do Conde tem redescoberto o cinema, com retrospetivas de obras de autores fundamentais como Gus van Sant, Peter Greenaway, Alexandr Sokurov, Olivier Assayas, ou, em português, Miguel Gomes. Aliás, o festival tem sido um palco do cinema nacional para o mundo, acolhendo realizados reconhecidos como Manoel de Oliveira, Fernando Lopes, Pedro Costa ou João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata, mas também dos jovens herdeiros da geração curtas: João Salaviza, Gabriel Abrantes, Salomé Lamas, entre outros.

Ao longo do ano, a equipa do Curtas Vila do Conde desenvolve um projeto educativo que inclui ateliês, oficinas e workshops, destinados à comunidade estudantil. No mesmo sentido, durante o festival serão realizados workshops de crítica de cinema e de cinema expandido com convidados especiais.

Por fim, a Solar – Galeria de Arte Cinemática será o epicentro de um programa que cruzará os mundos do cinema e das artes visuais.

Filmes, exposições, debates, concertos, masterclasses, workshops, videoteca… Em julho, Vila do Conde volta a ser ponto de encontro para os diversos agentes da indústria cinematográfica: programadores, jornalistas, realizadores, e claro, o grande público.

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