JÚRI


Competição Internacional e Nacional

DAVY CHOU

Davy Chou nasceu em 1983, é um cineasta e produtor francês-cambojano que trabalha entre Paris e Phnom Penh. Em 2009, fundou a produtora francesa Vycky Films com Jacky Goldberg e Sylvain Decouvelaere. No Camboja, instalou oficinas de realização e organizou um coletivo para jovens cineastas locais. “Golden Slumbers” (2011), um documentário de longa metragem sobre o nascimento do cinema cambojano na década de 1960 e posterior destruição pelo Khmer Vermelho, foi selecionado para a secção Forum da Berlinale, para o festival internacional de Busan, entre mais de 40 festivais internacionais. A curta metragem “Cambodia 2099” (2014) integrou a Quinzena dos Realizadores de Cannes e venceu, entre outros, o Grande Prémio do Curtas Vila do Conde. Em 2014, fundou a produtora cambojana Anti-Archive com os realizadores Steve Chen e Kavich Neang. “Diamond Island”, produzido pela Aurora Films e com co-produção da Anti-Archive, Vycky Films, Vandertastic, Arte France Cinema e 185 Films é a sua primeira longa de ficção. Estreou mundialmente na Semana da Crítica de Cannes em 2016.

 

 

THOMAS ELSAESSER

Thomas Elsaesser é professor emérito no departamento de Media e Cultura da Universidade de Amesterdão. Entre 2006 e 2012, foi professor convidado em Yale e é, desde 2013, professor convidado na Universidade de Columbia. Entre os seus livros mais recentes contam-se “German Cinema – Terror and Trauma: Cultural Memory Since 1945” (New York: Routledge, 2013), “Film Theory – An Introduction through the Senses” (com Malte Hagener, 2ª edição revista, New York: Routledge, 2015), e “Film History as Media Archaeology” (Amsterdam University Press, 2016). Está atualmente a finalizar um livro intitulado “European Cinema and Continental Thought” (London: Bloomsbury, 2017).

 

 

JOANA FERREIRA

Com mais de vinte produções em seu nome, Joana Ferreira tem uma ampla experiência em produção cinematográfica. Começou a trabalhar em Cinema em 1997, tendo sido diretora de produção e diretora de projetos na Madragoa Filmes durante sete anos. Como diretora de produção trabalhou com inúmeros realizadores, entre os quais se destacam Manoel de Oliveira, João César Monteiro, Paulo Rocha, Raoul Ruiz e Marco Martins. Em 2005 tornou-se sócia da C.R.I.M. onde é produtora e diretora executiva. Produziu vários filmes com reconhecimento internacional, como “Versailles”, de Carlos Conceição, “A Vingança de Uma Mulher”, de Rita Azevedo Gomes e “E Agora? Lembra-me”, de Joaquim Pinto. Em 2015 foi reconhecida como uma das mais dinâmicas novas produtoras de cinema na Europa, tendo-lhe sido atribuído o prestigiado título de “Producer On The Move” no Festival de Cannes. 

 

JOSH MOND

Josh Mond é argumentista, realizador, produtor e co-fundador da Borderline Films. Mond produziu inúmeros projetos, incluindo longas e curtas metragens, e vídeos musicais. O mais célebre de entre eles e aclamado pela crítica é “Martha Marcy May Marlene,” realizado pelo também membro da Borderline Films Sean Durkin, que se estreou em Sundance em 2011, na competição de filmes dramáticos americanos. O filme foi depois exibido na secção Un Certain Regard, no festival de Cannes e incluído no catálogo da Fox Searchlight. Mond foi integrado na lista “Dez Produtores a Ter Debaixo de Olho” da revista Variety, em 2011. Josh Mond produziu “Afterschool”, dirigido pelo também membro da Borderline, Antonio Campos, que foi nomeado em 2009 para um prémio Independent Spirit na categoria de melhor longa metragem. “Afterschool” estreou em 2008. O filme foi nomeado para dois prémios Gotham e teve exibição comercial em Outubro de 2009 por intermédio da IFC. Josh produziu igualmente a segunda longa de Campos, “Simon Killer”, assim como “Two gates of sleep”, ambos interpretados por Brady Corbet. “Two gates of sleep”, realizado por Alistair Banks Griffin, estreou-se em 2010 na Quinzena dos Realizadores em Cannes, onde conquistou o prémio SFR para curtas metragens. Entre as restantes curtas, incluem-se “The last 15” (real. Antonio Campos) que se estreou em 2007 na competição de Cannes e na seleção oficial New Directors/ New Films. Mond realizou também o vídeo musical de “Kids in love”, dos Mayday Parade, que foi exibido em 2011 no festival SXSW e foi distinguido pela MTV como um dos vídeos musicais do ano. Em 2006, Josh recebeu uma menção honrosa no festival 1st Run de Nova Iorque pelo trabalho realizado num vídeo musical. Mais recentemente, Mond produziu o último filme de Campos, “Christine”, que se estreou este ano na competição do festival de Sundance e foi comprado pela The Orchard, e “The eyes of my mother”, dirigido por Nicolas Pesce, que se estreou na secção NEXT na edição deste ano de Sundance e que foi comprado pela Magnolia Pictures. Josh Mond é realizador da curta “1009” e da longa “James White”, estreada no Festival de Sundance em 2015.

 

 

MARK RAPPAPORT

Após ter realizado mais de meia dúzia de curtas na década de 1960 e no início dos anos 1970, Mark Rappaport dirigiu 5 longas metragens na década de 1970 – “Casual relations” (1973), “Mozart in love” (1975), Local color” (1977), “The scenic route” (1978) e “Impostors” (1979). Seguiu-se “Chain letters” em 1985. “The scenic route” venceu o prémio Sutherland do British Film Institute para “filme mais imaginativo e inovador do ano”. Na década de 1990, Rappaport começou a trabalhar em vídeo com “Postcards” (1990), uma narrativa em vídeo. Seguiram-se “Rock Hudson's home movies” (1992), “Exterior night” (1993) – mais uma narrativa experimental em vídeo, “From the journals of Jean Seberg” (1995), “The silver screen/ Color me lavender” (1997) e a curta “John Garfield” (2002). Rappaport é também autor de ficção e de ensaios sobre cinema há mais de vinte anos. Muitos dos seus artigos, escritos para a revista francesa de cinema Trafic, foram publicados em 2008 na coleção Le spectateur qui en savait trop (O espetador que sabia demais). Essa coleção, e mais outras três com ensaios seus – (F)au(x) tobiographies, The Secret Life of Moving Shadows (Part 1 & 2) – estão agora disponíveis em inglês para Kindle, na Amazon. Rappaport faz também fotomontagens e tem feito exposições em Nova Iorque, Espanha, Roterdão e Paris. Rappaport vive em Paris.

 

 

Competição Experimental

SALOMÉ LAMAS

Salomé Lamas (1987, Lisboa) estudou Cinema em Lisboa e em Praga, tirou um MFA em Amesterdão e é doutoranda em estudos fílmicos na Universidade de Coimbra. O seu trabalho tem-se centrado na imagem em movimento e sido exibido tanto em espaços artísticos como festivais de cinema. Após realizar algumas curtas, a sua primeira longa-metragem “Terra de Ninguém” estreou internacionalmente na Berlinale (Forum) e foi exibida em vários outros festivais. Lamas é bolseira da MacDowell Colony, do Rockefeller Foundation Bellagio Center, e da DAAD Berliner Künstlerprogramm.

 

 

NEIL YOUNG

Neil Young (Easington, Reino Unido, 1971) faz crítica e artigos para a Hollywood Reporter desde 2008 e é colaborador regular da Sight&Sound, Tribune (Londres), MUBI Notebook e Jigsaw Lounge, entre outros. Entre 2011 e 2014, e foi diretor do Festival Internacional de Cinema de Bradford no Museu Nacional dos Meios de Comunicação do Reino Unido, e trabalha atualmente como consultor de vários festivais europeus, nomeadamente da Viennale. Foi membro de júri mais de 25 vezes desde 2002, incluindo na Semana da Crítica em Cannes (2013, e foi presidente do júri da crítica internacional na edição de 2015 da Berlinale. Participa todos os anos em mais de 20 festivais de cinema em inúmeros cargos profissionais. Quando não está “na estrada”, vive em Sunderland, a sua cidade natal, na costa nordeste de Inglaterra.

 

 

MARK WEBBER

Mark Webber é curador independente na área do cinema e vídeo de artistas inovadores, tendo sido responsável por exibições e eventos em instituições como a Tate Modern, BFI Southbank, ICA e Barbican Centre (Londres), Whitney Museum (Nova Iorque), Centre Georges Pompidou (Paris), Kunsthalle Basel, Oberhausen Kurzfilmtage, IFFR Roterdão e muitos outros festivais internacionais, museus e centros artísticos. Foi programador do festival BFI Londres de 2000 a 2012, e bolseiro de investigação na University of the Arts, em Londres, de 2006 a 2010. Em 2014, fundou The Visible Press de forma a publicar livros sobre artistas e da autoria de cineastas. Mark Webber organizou “Two Films by Owen Land” (LUX / Österreichisches Filmmuseum, 2005), “Film as Film: The Collected Writings of Gregory J. Markopoulos” (The Visible Press, 2014), e co-organizador de “Peter Gidal. Flare Out: Aesthetics 1966–2016” (The Visible Press, 2016). Nas comemorações do 50º aniversário da The London Film-Makers’ Co-operative, Webber foi o curador da exposição “Shoot Shoot Shoot” na Tate Britain. Em outubro de 2016, será publicado um livro sobre a primeira década da LFMC.

 

 

Competição Vídeos Musicais

JOÃO AFONSO

João Afonso é co-fundador e CEO da Musikki/ Exclusiph, é também membro da plataforma para a exportação da música portuguesa Why Portugal e representante da comunidade Sofar Sounds na cidade do Porto. Divide o seu tempo entre o Porto e Londres onde procura promover, principalmente, a plataforma de gestão de imagem para a industria musical, Exclusiph. A Exclusiph, lançada recentemente, é usada por editoras nacionais e internacionais como a 4AD, Secretly Canadian e Jagjaguwar, casas de artistas como The National, Pixies, Bon Iver, Anohni, Sharon Van Etten e Scott Walker, entre outros.

 

 

JOAQUIM DURÃES

Melómano desde a infância, Joaquim Durães é um dos mais importantes agentes da música portuguesa. É diretor artístico e produtor da Lovers- &Lollypops, uma das mais reputadas editoras e promotoras de concertos a trabalhar em Portugal. Na sua editora, Durães lançou bandas como Black Bombaim, Glockenwise, Medeiros/Lucas, Filho da Mãe, Jibóia e Sequin. É também o organizador de um dos mais singulares festivais de verão: o Milhões de Festa, em Barcelos.

 

 

HELDER GONÇALVES

Nasce em Luanda em 1970. No final dos anos 80, frequenta a Escola de Jazz do Porto e, nos anos seguintes, integra vários agrupamentos na área do jazz, criando uma prestigiada reputação como contrabaixista. Em Novembro de 1992, funda os Clã onde, além de músico, é o principal compositor e arranjador. A par do trabalho com os Clã, trabalha como produtor (Lupa, de Sérgio Godinho, Afinidades – Clã and Sérgio Godinho, Rosa Carne e Cintura, dos Clã, co-produzido com Mário Barreiros, Disco Voador e Corrente, também dos Clã, o álbum de estreia dos Virgem Suta e o seu sucessor, Doce Lar e Deve e Haver, de Nuno Prata). Destaque ainda para o seu envolvimento no projeto Humanos, como produtor, arranjador e músico e ainda nas Caríssimas Canções, de Sérgio Godinho. Como compositor, desenvolve parcerias com diversos autores – Carlos Tê, Sérgio Godinho, Arnaldo Antunes, Regina Guimarães, entre outros – escrevendo essencialmente para os Clã, mas não só. Compõe para peças de teatro e é autor de uma banda sonora original para o filme Nosferatu, de Murnau. Mais recentemente, co-cria, com Manuela Azevedo e Victor Hugo Pontes, o projeto COPPIA. Paralelamente ao seu trabalho musical, realiza também alguns videoclipes musicais para os Clã — alguns deles em parceria com Victor Hugo Pontes. Atualmente, está a compôr para uma série de televisão portuguesa e trabalha nos novos projetos dos Clã.

 

 

 

Competição Take One!

TIAGO BAPTISTA

Tiago Baptista trabalha como conservador e investigador na Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema e é professor de cinema no programa CIEE da Universidade Nova de Lisboa e na Universidade Católica Portuguesa. É também investigador associado do Instituto de História Contemporânea da UNL, investigador do Centro de Estudos de Comunicação e Cultura da UCP, membro fundador da AIM-Associação de Investigadores da Imagem em Movimento e coordenador editorial da Aniki: Revista Portuguesa da Imagem em Movimento. Terminou recentemente o seu doutoramento na Universidade de Londres sobre a prática do ensaio audiovisual digital.

 

 

ABEL COENTRÃO

Nascido na comunidade piscatória de Caxinas, em Vila do Conde, há 42 anos, Abel Coentrão estudou jornalismo e audiovisuais na década de 90, na Universidade do Minho, e trabalha desde 2002 no jornal PÚBLICO, após experiências na Fundação Humberto Delgado e no Diário do Minho. Em 2013, fundou, com outros vilacondenses, a Bind’ó Peixe – Associação Cultural, entidade que procura valorizar o património local, material e imaterial, associado ao mar e às pescas, em múltiplas plataformas, com destaque para a fotografia e o vídeo. Neste momento está envolvido na pesquisa e argumento do filme “Special – a um mar de distância”, documentário de Pedro Magano, a estrear em 2017, sobre as sepulturas, abandonadas na Terra Nova e Gronelândia, dos portugueses que morreram na pesca do bacalhau, durante o Estado Novo.

 

 

MÓNICA SANTOS

Mónica Santos estudou na Royal College of Art, Communication art & design, Londres, onde também foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. Versátil em ambas as visões teóricas e práticas sobre cinema, Mónica teve apresentações dos seus filmes em Portugal, Reino Unido, França e Itália, assim como, presentemente, encontra-se a fazer o doutoramento em estudos cinematográficos. Além de trabalhar em imagem real e animada, realizou várias ilustrações para vários periódicos como o JN, DN, Jornal i, Expresso, Visão entre outros.