• Tindersticks The Waiting Room
13 JUL, 20:00 + 22:30, TEATRO MUNICIPAL SALA 1
  • Tindersticks

    The Waiting Room
Tindersticks The Waiting Room
A ideia para este projeto cinematográfico começou a desenhar-se em 2012, quando Stuart A. Staples foi convidado a fazer parte do júri do Festival de Clermont-Ferrand. Em conjunto com os responsáveis do festival, surgiu a ideia de uma encomenda a alguns realizadores, aos quais seria proposta uma canção do novo álbum dos Tindersticks como ponto de partida para uma curta-metragem. Dois anos mais tarde, as canções para o novo álbum da banda (“The Waiting Room”) começaram a surgir e, no final de 2014, a ideia de realizar uma série de curtas a acompanhar o álbum regressou e foi aos poucos ganhando consistência. Esta relação dos Tindersticks com o cinema não era nova. Ao longo de uma carreira iniciada em 1993, e com 10 álbuns de originais gravados, a banda sempre se interessou por projetos paralelos no campo das artes e das imagens em movimento. São várias as bandas sonoras compostas para filmes da realizadora francesa Claire Denis, bem como diversas criações de ambientes sonoros para museus ou de música para instalações artísticas. Em conjunto com Calmin Borel, responsável pela secção Labo do festival de curta-metragem de Clermont-Ferrand, começaram a ser escolhidos os realizadores. O mote e inspiração para a envolvência que se pretendia para este projeto foi dado por uma primeira curta realizada pelo próprio Stuart A. Staples para a canção-título do álbum, The Waiting Room. Ficou nesse momento igualmente definido que os filmes não deveriam ambicionar a uma descrição da música, mas antes “criar um contraponto visual, um espaço para a música habitar”. A resposta dos realizadores abordados foi entusiástica e, como seria de esperar, deu origem a uma variedade de abordagens e discursos, tendo em conta a experiência e o estilo pessoal de cada artista. Stuart realizou quatro curtas-metragens e, entre os realizadores contactados, encontramos sem surpresa, num conjunto de quase uma dezena de nomes, Claire Denis, mas também autores com uma ligação próxima ao Curtas Vila do Conde, como Rosie Pedlow e Joe King, que aqui apresentaram “Tulips at Dawn” (2002) e “Strange Lights” (2010), ou, claro, Christoph Girardet, presença regular na competição do Curtas (inclusive este ano, a solo e com Mathias Mueller) e várias vezes premiado. (MD)