• COMO FERNANDO PESSOA ... Eugène Green
21 JUL, 17:00, TEATRO MUNICIPAL SALA 2
  • COMO FERNANDO PESSOA ...

    Eugène Green
COMO FERNANDO PESSOA SALVOU PORTUGAL COMO FERNANDO PESSOA SALVOU PORTUGAL
Eugène Green, 2018
Portugal · France · Belgium, FIC, 00:27:00
A sessão de encerramento desta edição do Curtas inclui a apresentação da mais recente realização do francês Eugène Green, o mais português dos cineastas nascidos nos Estados Unidos. Apaixonado por Portugal, fluente em língua portuguesa, o realizador de “A Religiosa Portuguesa” (2009) volta a Lisboa para filmar “Como Fernando Pessoa Salvou Portugal”, uma viagem ao universo de Fernando Pessoa protagonizada por Carloto Cotta e que conta ainda com a participação de Diogo Dória, Ricardo Gross e Manuel Mozos. Este “mini-filme”, como surge no genérico, aborda um dos episódios mais célebres da carreira publicista de Álvaro de Campos, “poeta decadente e pederasta educado nos Jesuítas”, autor do célebre slogan “Primeiro estranha-se, depois entranha-se”, criado em 1927 para a entrada da Coca-Cola em território português, mas que viria a ser proibida pela justiça portuguesa e pelo Estado Novo, e só viria a ser comercializada em Portugal precisamente 50 anos depois. Ao contrário do que diz Fernando Pessoa neste filme, o “gosto cultural” (ou o olhar cinéfilo, se preferirmos) de Green mantém-se fiel a si próprio, cultivando o rigor dos planos e o lirismo espartano das palavras que caracterizam o seu cinema. Mais uma vez, “Como Fernando Pessoa Salvou Portugal” consegue conciliar uma aparente contradição entre a imobilidade do plano e a dinâmica na montagem, envolvendo e seduzindo o espectador ao ponto de o convidar a entrar no filme, como se estivesse posicionado entre as personagens nos seus constantes diálogos. Mais do que uma reflexão sobre Portugal, “Como Fernando Pessoa Salvou Portugal” é uma declaração de amor a Lisboa, à sua luz solarenga e aos seus recantos barrocos, dois elementos que continuam a apaixonar Eugène Green. De resto, a cena à luz das velas entre Fernando Pessoa e Álvaro de Campos, em que uma luz amarela queima o ar, denuncia a singularidade do olhar do realizador e do seu cúmplice Raphaël O'Byrne, o habitual diretor de fotografia. (PC)
PRODUÇÃO Julien Naveau - Noodles Production; Luís Urbano, Sandro Aguilar - O Som e a Fúria, Luc Dardenne, Jean-Pierre Dardenne - Les Films du Fleuve CONTACTO DE CÓPIA Liliana Costa - AGENCIA - Portuguese Short Film Agency; 351252646683, liliana@curtas.pt, www.curtas.pt/agencia ARGUMENTO Eugène Green FOTOGRAFIA Raphaaël O'Byrne EDIÇÃO Valérie Loiseleux SOM Henri Maïkoff, Benoît De Clerck, Stéphane Thiébaut ACTORES Carloto Cotta, Manuel Mozos, Diogo Dória, Alexandre Pieroni Calado, Ricardo Gross, Mia Tomé, Eugène Green