URSULAURSULAEduardo Brito, 2020 Portugal,
FIC, 00:06:05Na terceira presença no Curtas, Eduardo Brito volta a apresentar um universo fílmico próprio e distinto, com uma obra sobre possibilidades oníricas que reafirma e expande um apurado sentido visual e um tratamento cuidado e preciso no encontro entre a imagem e a palavra. Depois de “Penúmbria” em 2016 e “Declive” em 2018, este é um novo filme-texto, que explora a questão da geografia natural e humana, mas também da identidade, numa tradução de um sonho que é afinal uma revelação. Sobre as paisagens sombrias e áridas de uma cidade algures no Círculo Polar Ártico, ouvimos o relato de um homem que sonhou ser uma mulher, um devaneio onírico que permite-lhe estar em dois lugares opostos ao mesmo tempo. Esta é uma belíssima metáfora, e um elogio também, sobre a aceitação do que parece ilógico, em substituição da procura de sentido, que encontra conforto na escuridão e na inquietação que agita o sono, como espaço para elevar o subconsciente. (JA)
PRODUÇÃO
Rodrigo Areias - Bando à Parte,
areias@bandoaparte.com
CONTACTO DE CÓPIA
Salette Ramalho - AGENCIA - Portuguese Short Film Agency;
+351252646683,
agencia@curtas.pt,
www.agencia.curtas.pt
ARGUMENTO
Eduardo Brito
FOTOGRAFIA
Eduardo Brito
SOM
Pedro Marinho
MÚSICA
Athena Corcoran-Tadd
ACTORES
Ellen Jeffrey, Ricardo Vaz Trindade (voice)