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ORSON WELLES

 

A homenagem retrospectiva do imenso talento de Orson Welles (1915-1985) no 8º Curtas Vila do Conde combinou variadas peças curtas integrantes da colecção de Gary Graver e Jilliam Graver. Graver foi um dos mais próximos colaboradores dos últimos quinze anos da carreira de Welles, com quem iria gravar mais uma cena do inacabado “The magic show”, na tarde de 10 de Outubro de 1985. De manhã, o realizador de “Citizen Kane” morria com um ataque de coração.

 

Em 1994, Graver apresenta o documentário “Working with Orson Welles”, uma espécie de antologia do Welles tardio. O próprio fotógrafo seleccionou momentos marcantes desta colaboração para este programa especial do Festival. Da selecção desta homenagem, fizeram parte “Visions of Venice” (1978) que contém cenas rodadas por Graver e Welles que acabaram de fora de “Filming Othello”. A sequência hilariante com Pablo Picasso é parte essencial sobre o ensaio de montagem que é “F for Fake” (1973). Antes da sua estreia profissional em cinema, Welles realizou duas curtas-metragens, “Hearts of Age (1934) e “Too much Johnson” (1938), retirado do programa por inexistência de cópia. O primeiro exercício maduro com o formato curta surge com o genérico de “Citizen Kane” (1941), rompendo com o tradicional encadeamento de momentos marcantes por meio de uma estrutura de documentário, aumentando assim o impacto inovador do próprio filme.

 

A retrospectiva do Curtas prosseguiu com a exploração da relação de Welles com a publicidade, com uma série comercial para uísque japonês dirigida pelo próprio Graver. Em antologia, foram apresentadas as mágicas de Welles, originalmente distribuídas por uma série de filmes. Do programa fizeram ainda parte alguns trabalhos de Orson Welles como actor, como na versão televisiva para “O Mercador de Veneza”(1957) de Willian Shakspeare ou a versão reduzida de “Jane Eyre”(1943), e como apresentador, nos episódios da série televisiva “Orson Welles’Great Mysteries” (1973-74).