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PETER GREENAWAY

 

Cineasta inglês com formação em pintura, Peter Greenaway é um dos nomes centrais do cinema europeu. Com uma carreira de grande prestígio, sobretudo nos anos 90, o realizador é reconhecido peloos seus filmes carregados de um excesso de rigor e de construção da imagem, numa linguagem muitas vezes chamada de barroca. Os seus filmes mais importantes revelam essa faceta, como o iniciático “O Contrato”, de 1982; ou títulos como “O Cozinheiro, o Ladrão, a Sua Mulher e o Amante Dela” (1989), “Os Livros de Próspero” (1991), “O Livro de Cabeceira” (1996) ou “O Bebé Macon” (1993). Muitos deles passaram por festivais como Cannes ou Veneza.

 

O seu percurso tem cruzado várias artes – como a pintura, a ópera ou a música – e tem sido construído numa constante experimentação dos materiais cinematográficos. Na 4.ª edição do Festival, em 1996, foi exibido uma extensa retrospectiva do seu trabalho na curta-metragem, com a projecção de filmes desde os anos 70 até ao início dos anos 90. Como o próprio afirmou – no catálogo dessa edição – “Queria fazer cinema baseado em ideias, não em enredos, tentando manter a mesma estética que a pintura sempre considerou particularmente importante: o formalismo da sua estrutura, a composição, a concepção, e fundamentalmente a sua insistência na metáfora. Mas, uma vez que o cinema não é pintura, não só pelo seu carácter estático do segundo e dinâmico do primeiro, queria explorar as suas afinidades e diferenças – acentuando um interesse formal em questões relacionadas com a montagem, o ritmo, as potencialidades formais dos compassos de espera, repetições, variações sobre um tema, etc.”.