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Best-of Curtas no Cinema ao Ar Livre

23 Agosto 2021
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A 28 de agosto, pelas 21:30, será exibida uma sessão de cinema ao ar livre dedicada aos premiados do 29º Curtas Vila do Conde, um sessão chamada "Best of Curtas", no espaço do Cinema ao Ar Livre, no pátio da Solar - Galeria de Arte Cinemática. 

Serão exibidos os seguintes filmes:

Madrugada, Leonor Noivo
Prémio da Competição Nacional
Portugal, 2021, FIC, 28’
Momentos banais do quotidiano dão mote a reflexões sobre o modo de vida nas sociedades contemporâneas, onde as relações humanas, afetivas e sociais se tornaram precárias. Maria, uma mulher de meia idade numa fase de transformação física e emocional, vive uma existência frustrada, transitando de forma monótona entre casa e trabalho. Sentindo-se infeliz, e prenunciando a iminência da morte, Maria sonha em silêncio e isolamento com uma regeneração física e emocional, uma madrugada simbólica que lhe permita um (re)encontro com a (sua) natureza. A sua filha Isabel, que acaba de ser mãe, não sabe como se pode aproximar da mãe sem se afastar do seu mundo. Depois de “Salitre” (2005), “A Cidade e o Sol” (2012, Menção Honrosa do Júri) e “Setembro” (2016), Leonor Noivo está de regresso ao Curtas com mais uma história no feminino sobre os complexos relacionamentos humanos e afetivos.

L' Enfant Salamandre, Théo Dégen
Prémio Melhor Ficção
Bélgica, 2020, FIC, 26’
“Era uma vez, um mundo invisível. Nesse mundo perdido viviam monstros e fantasmas, quimeras e lendas, os sonhadores acordados e os que os põem a dormir.” Era o sítio para onde o “rapaz salamandra” queria ir, para que o seu pai não se esquecesse dele. Florian acreditava que podia comunicar com os mortos através do fogo, com o seu pai. Ele é a criatura mais estranha da aldeia onde vive. Por isso, é perseguido pelos jovens locais, que o maltratam, espancando-o e humilhando-o. De tanto ser julgado como um monstro, acaba por se transformar num e, doravante, terá muitas histórias para contar ao seu pai. “L’Enfant Salamandre” é uma narrativa entre o surreal e o fantástico, que coloca o espectador perante um mundo com diversas camadas, não havendo uma única que seja facilmente identificável como o momento presente, num lugar qualquer que possa ser também nosso.

O Lobo Solitário, Filipe Melo
Prémio Público da Competição Nacional Portugal, 2021, FIC , 22’ Numa noite como outra qualquer, Vítor Lobo, o “lobo solitário“, entra na Viva FM, uma estação de rádio “com gente dentro” (como reza o lema), onde conduz o seu programa de conversas noturnas con os ouvintes, uns regulares, outros estreantes. O tema do programa para essa noite era emoções, mas o “lobo solitário“ estaria muito longe de imaginar uma noite tão emocionante como a que o aguardava. Em permanente crescendo, as emoções dessa noite vão-se intensificando numa espiral de suspense e tensão que vai dominando o espectador. O envolvente plano-sequência e os virtuosos Adriano Luz e António Fonseca são as peças-chave neste “thriller“ dramático que vive muito de um campo/ contracampo invisível, que se constrói a partir de palavras ditas e das imagens imaginadas. O filme conta ainda com a participação de The Legendary Tigerman, uma presença regular em Vila do Conde.

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