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Carlos Conceição estreia “Serpentário” no Fórum do Festival de Berlim

31 Janeiro 2019
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O filme “Serpentário”, primeira longa-metragem de Carlos Conceição, vai ter a sua estreia mundial na secção Fórum do festival de Berlim que terá lugar de 7 a 17 de fevereiro naquela cidade alemã.

O filme “Serpentário”, primeira longa-metragem de Carlos Conceição, vai ter a sua estreia mundial na secção Fórum do festival de Berlim que terá lugar de 7 a 17 de fevereiro naquela cidade alemã. Este é também o primeiro filme assinado pela recém formada produtora Mirabilis de António Gonçalves e Carlos Conceição.

“Serpentário”, uma co-produção luso-angolana, segue um rapaz que vagueia por uma paisagem africana pós-catástrofe em busca do fantasma da sua mãe e é protagonizado por João Arrais, contando ainda com a participação de Isabel Abreu (voz). É um filme emocional e muito pessoal sobre a memória, uma jornada sensorial de redescoberta que se vai transmutando entre a incursão autobiográfica do realizador em África - onde nasceu e viveu até aos seus 21 anos - e episódios da própria história de África. A propósito do filme, Carlos Conceição revela: "Quando voltei para filmar o Serpentário, as memórias tinham se tornado filmes na minha cabeça. A guerra tinha sido um rito de passagem entre a ligação perdida com a História e a reinvenção das suas texturas e cores. O passado tornou-se uma aventura, um western, um filme-catástrofe, conforme observava o meu eu mais jovem a acertar contas com uma terra que o traiu de volta.”

Carlos Conceição (5 de Agosto de 1979, Angola) não é um estreante em festivais de renome: em 2014, o realizador viu a sua quarta curta-metragem "Boa Noite Cinderela" apresentada na Semana da Crítica do Festival de Cannes, e “Versailles” apresentado na competição de Locarno em 2013. Fabien Gaffez, ex-programador da Semana da Crítica de Cannes, referiu-se a ele como “um dos mais interessantes jovens realizadores, explorando os seus filmes num estilo elegante, romântico, barroco e subversivo”. Em 2017, Carlos Conceição voltou a Cannes para apresentar a curta-metragem “Coelho Mau”, uma co-produção luso-francesa.

A estreia de “Serpentário” confirma mais uma vez o talento do jovem realizador colocando-o novamente na rota dos mais importantes e influentes festivais de cinema.

A secção Forum da Berlinale defende uma reflexão sobre o cinema, sobre o discurso socio-artístico. A sua programação visa expandir a definição de filme, testar os limites da convenção e abrir novas perspectivas para a compreensão do cinema e da sua relação com o mundo.

Curtas no Animac

9 Janeiro 2019
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Os filmes "Água Mole" de Laura Gonçalves e Alexandra Ramires (Xá), "Ride" de Paul Bush e "Entre Sombras" de Mónica Santos e Alice Guimarães estão seleccionados para o Festival ANIMAC a decorrer em Espanha, entre 21 e 24 de fevereiro. 

O ANIMAC é uma mostra de animação internacional realizada em Lleida desde 1996, que se tornou um festival de referência na criação de novas técnicas cinematográficas e de animação. 

"Água Mole" será exibido na programação oficial do festival e "Ride" e "Entre Sombras" estão incluídos na sessão "MONOGRAPHIC SESSION STOP MOTION 1", uma selecção especial desta edição. 

Filmes da Agência candidatos aos prémios César

7 Janeiro 2019
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"Entre Sombras", de Alice Eça Guimarães e Mónica Santos e "Como Fernando Pessoa Salvou Portugal" de Eugène Green são candidatos às nomeações para os prémios de cinema César.

O filme de animação "Entre sombras", de Alice Eça Guimarães e Mónica Santos  e "Como Fernando Pessoa Salvou Portugal" de Eugène Green são candidatos às nomeações para os prémios de cinema César, atribuídos pela academia francesa de cinema.

"Entre sombras", que venceu em julho o Prémio do Público do festival Curtas Vila do Conde, utiliza a técnica de pixilação e ‘stop motion’ com atores reais, com interpretação de Sara Costa e Gilberto Oliveira.
O filme foi já exibido em vários festivais, tendo recebido ainda o prémio do público no Animafest, em Zabreg (Croácia), e o prémio especial do júri do festival de cinema de animação de Hiroshima (Japão).
Ainda na lista de pré-selecionados para os prémios, na categoria de melhor curta-metragem, está a coprodução portuguesa "Como Fernando Pessoa salvou Portugal", do realizador Eugène Green, com Carloto Cotta no papel do poeta português.
O filme teve estreia mundial no Curtas Vila do Conde, e foi exibido também no Festival de Locarno, na Suíça.

A 44.ª edição dos César está marcada para 22 de fevereiro.

Rui Toscano em exposição na Solar

16 Novembro 2018
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A Solar Galeria de Arte Cinemática, em Vila do conde, inaugura no sábado, 24 de novembro, às 17:00, uma exposição dedicada ao artista Rui Toscano, composta sobretudo por instalações vídeo.  A abertura contará com um concerto de Rafael Toral, músico e compositor que há muito tem vindo a colaborar com o artista.

A Solar, neste novo ciclo iniciado em 2018 e com mais uma exposição dedicada a um artista português, prossegue com Rui Toscano a sua linha de programação, promovendo diálogos possíveis entre áreas artísticas supostamente distintas, entre as artes-plásticas, o cinema e a música. Assumindo a divulgação de aspetos particulares na obra de artistas nacionais consagrados como um dos seus propósitos, considerando que Rui Toscano pertence a uma geração que há mais de duas décadas vem marcando o panorama nacional das artes-plásticas e que atingiu repercussão internacional, a galeria propõe uma revisitação de momentos específicos do seu percurso artístico, sobretudo daqueles em que o vídeo – ou a sua projeção – se torna numa das fórmulas possíveis da apresentação final das suas obras. Enquanto instalações, estas obras ganham um novo contexto espacial, de percurso e de significação, que até ao momento não terá sido possível apreciar, articulando-se de forma engenhosa com a arquitetura e com os materiais do próprio edifício, chegando, até, a dispensar a interposição de écrans.  
É no processo de construção de cada obra que aqui se apresenta que se encontra, também, a sustentação e pertinência desta exposição. Por um lado, o facto dos vídeos partirem de desenhos, da experiência plástica pura, que por serem filmados e depois projetados, consubstanciam, depois, uma transposição de suportes. Como se o ponto de partida fosse, afinal, o ponto de chegada: do plano do desenho, no qual se adquire uma sintetização da realidade; ao de filmagem e montagem, que o anima e prolonga seguindo impulsos musicais; ao de projeção, onde essa realidade encontra uma nova existência sonora e visual. Por outro lado, a proximidade da obra de Rui Toscano com a cultura pop/rock, não só pelas contaminações subjacentes a um imaginário quase geracional, mas também pela diversidade de interações criativas, sobretudo pelas colaborações com músicos.  
O desenho e a música são, portanto, os elementos basilares na conceção dos dispositivos que integram esta exposição e que trabalham imagens em movimento. E a propósito da relevância da música no trabalho de Rui Toscano, na abertura da exposição, propõe-se um concerto de Rafael Toral, performer/compositor, que apresentará a sua obra “Moon Field” acompanhado por Riccardo Dillon Wanke.
Em simultâneo, no espaço CAVE, dedicado a autores emergentes, Helder Luís  expõe "Under the Above", uma instalação vídeo que lida com a experiência de estar sozinho, no mar, após um naufrágio.
Na Solar Galeria de Arte Cinemática, Rui Toscano apresenta, até 19 de janeiro, um trabalho eclético composto por filmes e vídeo instalações das obras "Lisbon Calling", "To The Mountain Top", "Antenna", "Empire", Journey Beyond The Stars" e "Music Is The Healing Force Of The Universe".


Rui Toscano
Frequentou os cursos de pintura e escultura do Ar.Co e da FBAUL e começou a expor em 1993, ainda enquanto aluno. Paralelamente à sua carreira de artista plástico prosseguiu diversas linhas de actividade na área da música e do "video-jamming" integrando vários grupos (entre eles os Tone Scientists) com grande visibilidade na cena cultural nacional.  O autor tem demonstrado uma grande eficácia na exploração dos mais diversos media, desde o desenho à instalação multimédia, exibindo uma potencialidade criativa no mais clássico sentido do termo, aplicada a uma atitude claramente pós-moderna. Toscano, antes de mais, expõe uma clara compreensão da experiência contemporânea e respectivas tecnologias.
Rafael Toral
Rafael Toral apresenta no Solar uma peça derivada da obra  Moon Field (2017). Paradoxalmente estática, como em suspensão, mas em movimento constante, Moon Field é uma peça de eletrónica remotamente herdeira do jazz, mas que acaba por assumir uma presença mais próxima do ambient. Com uma qualidade de certo modo noturna, pode evocar emissões de sinais alienígenas entre satélites que cruzam o céu ao luar. Na esteira de uma longa e feliz cumplicidade artística com Rui Toscano, a capa de Moon Field é um dos seus desenhos da série "Pequenas Nebulosas", cujas imagens serão projetadas em sucessão no local.

O Dia Mais Curto está de volta!

16 Novembro 2018
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Pelo sexto ano consecutivo, Portugal celebra a grande festa da curta-metragem com sessões de cinema por todo o país. Junte-se a nós e dê as boas-vindas a mais um Inverno no aconchego do cinema... Ou do sofá. 
Anualmente, entre 21 e 22 de dezembro, o Inverno chega ao hemisfério Norte do globo terrestre. Esta transição, que dá pelo nome de Solstício de Inverno, assinala também o dia mais curto do ano. Desde há muito, muito tempo, este acontecimento astronómico é um momento celebrado pelos povos, dos pagãos aos romanos. 

A Agência da Curta Metragem propõe quatro programas distintos, para todas as idades e para todos os públicos, com filmes portugueses ou internacionais, e que serão exibidos de norte a sul do país, incluindo as ilhas, e com muitas sessões de cinema, consagrando a diversidade deste formato nos mais variados lugares de projeção.

Aos programas propostos pela Agência da Curta Metragem, soma-se ainda a programação própria de várias associações ou cineclubes que aderiram ao evento, sessões especiais para escolas, mas também a exibição televisiva ou online, reforçando esta iniciativa inovadora que expande o acesso a uma forma diferente de cinema. O cinema resgatou as tradições mais profundas para celebrar o formato da curta-metragem n'O Dia Mais Curto do ano. No comboio, na televisão, no computador, na escola ou no auditório, as curtas-metragens vão invadir os ecrãs.

mais informações em www.odiamaiscurto.curtas.pt

Salomé Lamas apresenta "Fatamorgana"

24 Outubro 2018
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A realizadora e artista plástica Salomé Lamas apresenta a exposição individual "Fatamorgana", na Culturgest, a partir do dia 26 de outubro.

"Fatamorgana" é a continuação do projeto de cinema expandido levado a cabo por Salomé Lamas desde 2016, ano em que apresentou uma versão da instalação para teatro.

A versão fílmica será apresentada agora pela primeira vez na Culturgest do Porto e resulta numa complexa instalação vídeo projetada em dois canais, a que se junta uma segunda teia de narrativas em cinco canais, para além de uma instalação sonora. Filmado em Beirute, o filme parte da história de uma mulher, Hanan, que nos guia pela complexidade histórica e cultural do Líbano.

A obra cinematográfica original, cujas variações resultam nesta instalação, foi co-produzido pela Curtas Metragens CRL.

Salomé Lamas (1987, Lisboa) estudou Cinema (Licenciatura) em Lisboa e em Praga, Artes Visuais (Mestrado) em Amsterdão e é candidata a Doutoramento em Estudos Artísticos pela Universidade de Coimbra. Os seus filmes já conquistaram vários prémios internacionais e nacionais e já expôs em diversos centros de arte contemporânea um pouco por todo o mundo. Lamas colabora regularmente com a produtora O Som e a Fúria e é representada pela galeria Miguel Nabinho – Lisboa 20. Várias das suas curtas-metragens são distribuídas pela Agência da Curta Metragem.

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