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"Noite Turva" em Cannes

15 Junho 2021
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A primeira curta-metragem de Diogo Salgado foi selecionada para a Competição Oficial de Curtas Metragens da 74ª edição do Festival de Cannes.

Noite Turva”, o primeiro filme de Diogo Salgado, foi selecionado para a Competição Oficial de Curtas Metragens da 74ª edição do Festival de Cannes, que decorrerá, presencialmente, de 6 a 17 de julho.

A curta-metragem, que tem em Cannes a sua estreia internacional, narra a tarde de dois rapazes que brincam na floresta junto a uma lagoa. Quando um deles desaparece, a lagoa e os seus habitantes tomam o controlo da narrativa, construindo, ao entrar da noite, um labirinto que cerca as duas crianças. Enquanto um dos rapazes deambula pela floresta à procura do amigo, as silhuetas, texturas e sons exercem lentamente a sua força.
O filme, com fotografia de Joana Silva Fernandes e som de Miguel Coelho, é interpretado por Afonso Gregório, Simão Bernardino e Lionel Santos, habitantes do local onde foi filmado, e é promovido e distribuído pela Agência da Curta Metragem. Em 2020, "Noite Turva" fora já galardoado com o Prémio de Melhor Filme da Competição Nacional do Curtas Vila do Conde.

Com a primeira edição em 1946, precedida por quase uma década de preparação do festival, Cannes foi moldado pelo período pós-guerra e, desde os seus primórdios, apresentou o claro objetivo de encorajar o desenvolvimento da arte cinematográfica em todas as suas formas, criando e fomentando a colaboração entre todos os países produtores de filmes. O Festival Internacional de Cinema de Cannes é considerado um dos mais importantes festivais do panorama internacional, aliando as grandes estrelas de Cinema à descoberta de novos talentos.

Inscrição Júri Curtinhas 2021

15 Junho 2021
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O Curtinhas volta às salas de cinema de Vila do Conde!

Tendo como principal objetivo o reencontro das famílias com o Cinema, o Curtinhas organizará sessões familiares durante todos os fins-de-semana do festival que, este ano, decorrerá entre 16 e 25 de julho. Uma selecção de filmes de produção recente, percorrerão os universos e interesses de diferentes idades.

As sessões, a terem lugar no Teatro Municipal de Vila do Conde, dividem-se em grupos etários: Maiores de 3, Maiores de 6 e Maiores de 10, e que através de diferentes sessões temáticas, visam abrir as portas a novos formatos de consumo audiovisual e ao debate sobre temas que marcam as vidas e formas de estar dos jovens portugueses.

O júri Curtinhas é composto por um grupo de 10 crianças, entre 8 e 12 anos, que ajudarão a escolher o melhor filme da competição da 29ª edição do festival, anunciarão, na cerimónia de encerramento, o filme vencedor e terão oportunidade de entregar o prémio Curtinhas ao realizador distinguido.

Os elementos deste júri tão especial receberão ainda um free-pass para as sessões infantis do Festival e uma t-shirt Curtinhas. O júri terá de ver as três sessões (M3, M6 e M10) e reunir após cada sessão para discutir e decidir os melhores filmes.

Inscrições aqui.

Produções Curtas em online.curtas.pt

17 Maio 2021
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O Curtas Online recupera também algumas das produções do próprio festival que, ao longo dos anos, foram marcando a programação de várias edições. 

Esta será mais uma oportunidade para ver ou rever essas obras criadas por autores nacionais e internacionais a convite do Curtas, como por exemplo: “Kalkitos”, de Miguel Gomes e “Strokkur”, de João Salaviza, obras que percorreram inúmeros festivais internacionais, maravilhando as suas audiências; “Bustarenga”, de Ana Maria Gomes, uma odisseia em busca do “príncipe encantado”; “Reconversão”, um olhar atento de Thom Andersen sobre a obra do arquitecto Souto de Moura; “Mahjong”, uma aventura neo-noir pela misteriosa periferia vila-condense, realizado pela dupla João Rui Guerra da Mata e João Pedro Rodrigues, “A Rua da Estrada’”, um olhar cinematográfico de Graça Castanheira sobre o singular livro homónimo do geógrafo Álvaro Domingues; “A Mãe e o Mar”, uma pesquisa afetiva e poética de Gonçalo Tocha sobre as incríveis pescadeiras de Vila Chã; “O Milagre De Santo António”, documentário de Sergei Loznitsa sobre uma peculiar tradição ancestral no norte de Portugal, e muito mais.

Mais informações aqui.

New Voices 2021: Ali Asgari, Farnoosh Samadi, Jacqueline Lentzou e Jorge Jácome

14 Maio 2021
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Está de regresso, entre 16 e 25 de julho, o festival internacional português dedicado à curta metragem. À semelhança do que aconteceu na edição de 2020, o Curtas de Vila do Conde volta a apresentar um formato misto, entre a sala e o online, numa proposta programática que pretende criar novas formas de relação com o cinema contemporâneo, as referências incontornáveis e o desvendar de novos caminhos para a sétima arte. 

O festival vila-condense destaca quatro realizadores, cujo trabalho revelam uma abordagem contemporânea e vanguardista, pontualmente disruptiva, que atravessa as fronteiras dos géneros e ousa experimentar os limites da linguagem cinematográfica. Uma seleção de obras da dupla iraniana Ali Asgari e Farnoosh Samadi, da grega Jacqueline Lentzou e do português Jorge Jácome integrarão as secções não competitivas do festival, abrindo uma porta de entrada para o pensamento contemporâneo de uma nova geração de cineastas que, a par da relevância estética, levantam novas leituras para problemáticas políticas dos nossos dias.


Comecemos pela violência da afetividade pelo olhar de dois autores iranianos, Ali Asgari e Farnoosh Samadi, cujos trabalhos, individuais ou em dupla, em formato de curta ou longa-metragem, têm sido exibidos e premiados em alguns dos mais prestigiados festivais de cinema europeus (Locarno, Cannes, Veneza, entre outros). Resultados desta parceria, tanto The Silence (2016) como Pilgrims (2020) colocam em evidência a problemática da identidade e da sua busca constante, em que o sentimento de pertença (ou de ausência) afetiva e territorial surge em grande plano. Os argumentos, aqui, podem ser resumidos em poucas palavras porque Asgari e Samadi exploram sobretudo a dramaturgia dos corpos e o dramatismo dos diálogos, numa câmara que se rende permanentemente ao rosto, humano por excelência. Não será vã a referência ao cinema de Asghar Farhadi, realizador iraniano, pois mais do que afinidades geográficas e culturais, encontram-se sobretudo ressonâncias estéticas: a centralidade da feminilidade e da figura feminina ou, por exemplo, e mais concretamente, a exiguidade do espaço como método de densificação.


As estruturas e as relações familiares são também uma das portas de entrada para a obra de Jacqueline Lentzou, jovem cineasta grega, que nunca deixou de estar em trânsito pela Europa: estudou na The American College of Greece mas também na Royal Holloway College e na London Film School, ambas em Londres. É no seio da pequena família que as histórias de Lentzou ganham corpo e em que se adensa, muitas vezes, o conflito geracional entre filhos e pais. O espírito de libertinagem (ou de libertação?) e de provocação típica destes coming-of-age, a que normalmente sucede ou antecede um momento de tédio profundo, incorpora também a câmara de filmar que corre e salta e dança, em perpétuo movimento. Talvez seja essa umas das principais singularidades do cinema de Lentzou face aos episódios quase universais da adolescência: tomar a posição do jovem, sem moralizar ou julgar, nem infantilizar.


A poente, na ponta ocidental da Europa, nasceu o realizador português Jorge Jácome, que viria a estudar na Escola Superior de Teatro e Cinema, em Lisboa, e na francesa Le Fesnoy – Studio National des Arts Contemporains. Tendo exposto em vários espaços dedicados à arte contemporânea e colaborado em projetos no âmbito das artes performativas, o trabalho cinematográfico de Jácome é marcadamente interdisciplinar e um dos filmes, Past Perfect (2019) resulta inclusivamente da adaptação da peça de teatro Antes, concebida por Pedro Penim. Da arqueologia de antigas discotecas devolutas em Fiesta Forever (2017) ao apocalipse botânico de Flores (2017), a obra de Jácome assenta numa metodologia fortemente sensorial e impressionista, fazendo uso de todo o artifício que a técnica lhe pode oferecer – colorizações, sobreposições, entre outros efeitos: o cinema como lugar de fantasia, de hipnose, construído a partir de derivas narrativas, relações improváveis e de encontros inusitados. 


A programação do festival será revelada no decurso dos próximos meses, assim como os detalhes sobre a compra de bilhetes. O 29º Curtas Vila do Conde tem o apoio do programa MEDIA/Europa Criativa, da Câmara Municipal de Vila do Conde, do Ministério da Cultura, do Instituto do Cinema e Audiovisual e de vários parceiros imprescindíveis à realização do festival.

Online Pass ANIMAR 16 + CURTAS 2021

3 Maio 2021
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Até 17 de maio, está disponível o Online Pass ANIMAR 16 + CURTAS 2021, uma oportunidade única para assistir aos conteúdos da ANIMAR e garantir já o acesso online a mais de 150 filmes da 29ª edição do Curtas Vila do Conde, por apenas 8€.

A ANIMAR 16 está de volta e tem um desconto exclusivo e por tempo limitado para os mais fiéis cinéfilos: o Online Pass ANIMAR 16 + CURTAS 2021, disponível até 17 de maio. Esta é uma oportunidade única para assistir aos conteúdos da ANIMAR e garantir já o acesso online a mais de 150 filmes da 29ª edição do Curtas Vila do Conde, que se realiza entre 16 e 25 de julho de 2021.

Para além do acesso aos filmes da Animar 16, ao adquirir este Online Pass combinado agora, por apenas 8€, receberá um código que lhe garante acesso ao Online Pass CURTAS 2021, com uma seleção de mais de 150 filmes, sem encargos adicionais.

Aproveite esta oportunidade até dia 17 de maio de 2021 aqui.

O Curtas 2021 regressa às salas e a todos os ecrãs, em julho, nesta plataforma. Esteja atento a mais novidades em www.curtas.pt

Extensão do prazo de inscrições nas competições

1 Maio 2021
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As inscrições para as competições do 29º Curtas Vila do Conde - Festival Internacional de Cinema terão um extensão do prazo até 6 de maio.

Poderá inscrever novos filmes em qualquer competição (Internacional, Nacional, Experimental, Videos Musicais, Curtinhas, Take One!) durante os próximos dias usando o código waiver DeadlineWaiverCurtas2021 apenas na plataforma FilmFreeway.

São aceites curtas metragens novas produzidas em 2020 ou 2021, com uma duração máxima até 60 minutos (salvo exceções assinaladas), em película (35 ou 16 mm) ou digital (DCP).

Oportunidade imperdível de fazer parte de um dos mais prestigiados festivais de cinema de Portugal, que celebra a partilha de experiências e descobertas do Cinema em sala e noutros espaços. 

Mais informações e regulamentos das competições aqui.

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