InFocus 2021: Lynne Ramsay

17 Junho 2021
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Com novas datas já divulgadas, 16 a 25 de julho, o Curtas Vila do Conde decorrerá no formato normal, com sessões em sala a decorrerem nos horários alargados anunciados para a nova fase do desconfinamento. Assim como em 2020, o Curtas de Vila do Conde reafirma a aposta num formato híbrido que combina as projeções em sala em vários locais do país e exibições VoD, permitindo assim alargar o seu público a nível nacional e internacional. Intenso, poético, vibrante, inquieto, assombroso: estes são alguns dos adjetivos possíveis para o cinema de Lynne Ramsay, um dos nomes mais relevantes do cinema contemporâneo, detentora de uma obra verdadeiramente singular e original.

Com uma filmografia ainda pouco extensa, cada um dos filmes desta realizadora nascida em Glasgow é um portento inesquecível, repleto de momentos e imagens que ecoam no tempo e ficam na memória.

Como muitos realizadores que passam pelo festival, Ramsay começou a sua carreira nas curtas-metragens, tendo cedo se distinguido: em 1996 a sua primeira curta, Small Deaths, foi galardoada no Festival de Cannes com o Prémio do Júri, o mesmo entregue, em 1998, a Gasman; e em 2000 recebeu o prémio do Júri de Clermont-Ferrand por Kill the Day, a sua terceira obra. As três obras serão incluídas no programa especial que o Curtas lhe dedica, ao lado das quatro longas que trilham caminho para um afirmação do seu cinema, no quadro do culto. Além do inolvidável We Need to Talk About Kevin (Temos de Falar sobre Kevin) – filme que marcou uma geração e joia da coroa de Ramsay –, o festival apresentará as longas Ratcatcher, You Were Never Really Here (Nunca Estiveste Aqui) e Morvern Callar (O Romance de Morven Callar).

Com uma apetência especial para contar histórias de personagens densas e por tema como a morte, o trauma e a relação com o luto, os seus filmes assinam a visão particular com que Ramsay aborda o cinema e a sua procura incessante pela não repetição e a reinvenção da sua própria linguagem.

Concurso Curt'As Montras

16 Junho 2021
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À semelhança das edições anteriores, o Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema convida os comerciantes da região a fazerem parte desta grande festa cinematográfica que, todos os anos, reúne na cidade profissionais, estudantes e entusiastas da sétima arte!

Ao longo de mais de duas décadas, o festival tem construído um caminho sólido que conta com o apoio de diversos intervenientes: jornalistas, programadores, realizadores, espectadores, e claro, os vila-condenses.
 
Tal como nos últimos anos, convidamos todos os comerciantes da região a juntarem‐se a esta grande celebração do cinema através do concurso de montras, CURT’AS MONTRAS, que procura envolver toda a cidade no espírito do Curtas, incentivando a decoração das montras dos estabelecimentos comerciais com elementos ligados ao Festival.


Todos os participantes receberão um convite para as cerimónias de abertura e de encerramento do festival, bem como bilhetes para sessões de cinema à escolha.


O vencedor do Curt’as Montras será escolhido por um júri, convidado pela organização e anunciado na sessão de encerramento do festival, a 25 de julho.


Prémio: Voucher, no valor de 100€, em parceria com a Personal Travel, a  ser descontado em reservas feitas na agência, com validade de 1 ano. 


 Destinatários: São admitidas a Concurso todas as pessoas singulares ou coletivas que explorem, na cidade de Vila do Conde, qualquer estabelecimento comercial ou industrial com montras visíveis ao público. 

 
A inscrição é gratuita e poderá ser realizada até ao dia 15 de julho - data limite para a conclusão da montra com indicação dos seguintes dados: 
 
– Nome do estabelecimento 
– Nome do proprietário / gerente 
– Telefone 
– E‐mail 
 
Requisitos: As montras deverão estar expostas entre os dias 16 a 25 de julho com a placa identificativa do concurso que será entregue nos estabelecimentos participantes.
 
A recolha e seleção dos elementos a expor é da responsabilidade dos participantes, sendo que a organização disponibilizará materiais de  comunicação do Festival como, por exemplo, cartazes A3 e desdobráveis.
 
A decoração das montras ficará a cargo de cada estabelecimento e a única regra é a criatividade! As lojas com artigos para crianças poderão concorrer com elementos dedicados à secção infantil do Festival: o Curtinhas.

Formulário de inscrição aqui.

"Noite Turva" em Cannes

15 Junho 2021
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A primeira curta-metragem de Diogo Salgado foi selecionada para a Competição Oficial de Curtas Metragens da 74ª edição do Festival de Cannes.

Noite Turva”, o primeiro filme de Diogo Salgado, foi selecionado para a Competição Oficial de Curtas Metragens da 74ª edição do Festival de Cannes, que decorrerá, presencialmente, de 6 a 17 de julho.

A curta-metragem, que tem em Cannes a sua estreia internacional, narra a tarde de dois rapazes que brincam na floresta junto a uma lagoa. Quando um deles desaparece, a lagoa e os seus habitantes tomam o controlo da narrativa, construindo, ao entrar da noite, um labirinto que cerca as duas crianças. Enquanto um dos rapazes deambula pela floresta à procura do amigo, as silhuetas, texturas e sons exercem lentamente a sua força.
O filme, com fotografia de Joana Silva Fernandes e som de Miguel Coelho, é interpretado por Afonso Gregório, Simão Bernardino e Lionel Santos, habitantes do local onde foi filmado, e é promovido e distribuído pela Agência da Curta Metragem. Em 2020, "Noite Turva" fora já galardoado com o Prémio de Melhor Filme da Competição Nacional do Curtas Vila do Conde.

Com a primeira edição em 1946, precedida por quase uma década de preparação do festival, Cannes foi moldado pelo período pós-guerra e, desde os seus primórdios, apresentou o claro objetivo de encorajar o desenvolvimento da arte cinematográfica em todas as suas formas, criando e fomentando a colaboração entre todos os países produtores de filmes. O Festival Internacional de Cinema de Cannes é considerado um dos mais importantes festivais do panorama internacional, aliando as grandes estrelas de Cinema à descoberta de novos talentos.

Inscrição Júri Curtinhas 2021

15 Junho 2021
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O Curtinhas volta às salas de cinema de Vila do Conde!

Tendo como principal objetivo o reencontro das famílias com o Cinema, o Curtinhas organizará sessões familiares durante todos os fins-de-semana do festival que, este ano, decorrerá entre 16 e 25 de julho. Uma selecção de filmes de produção recente, percorrerão os universos e interesses de diferentes idades.

As sessões, a terem lugar no Teatro Municipal de Vila do Conde, dividem-se em grupos etários: Maiores de 3, Maiores de 6 e Maiores de 10, e que através de diferentes sessões temáticas, visam abrir as portas a novos formatos de consumo audiovisual e ao debate sobre temas que marcam as vidas e formas de estar dos jovens portugueses.

O júri Curtinhas é composto por um grupo de 10 crianças, entre 8 e 12 anos, que ajudarão a escolher o melhor filme da competição da 29ª edição do festival, anunciarão, na cerimónia de encerramento, o filme vencedor e terão oportunidade de entregar o prémio Curtinhas ao realizador distinguido.

Os elementos deste júri tão especial receberão ainda um free-pass para as sessões infantis do Festival e uma t-shirt Curtinhas. O júri terá de ver as três sessões (M3, M6 e M10) e reunir após cada sessão para discutir e decidir os melhores filmes.

Inscrições aqui.

Produções Curtas em online.curtas.pt

17 Maio 2021
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O Curtas Online recupera também algumas das produções do próprio festival que, ao longo dos anos, foram marcando a programação de várias edições. 

Esta será mais uma oportunidade para ver ou rever essas obras criadas por autores nacionais e internacionais a convite do Curtas, como por exemplo: “Kalkitos”, de Miguel Gomes e “Strokkur”, de João Salaviza, obras que percorreram inúmeros festivais internacionais, maravilhando as suas audiências; “Bustarenga”, de Ana Maria Gomes, uma odisseia em busca do “príncipe encantado”; “Reconversão”, um olhar atento de Thom Andersen sobre a obra do arquitecto Souto de Moura; “Mahjong”, uma aventura neo-noir pela misteriosa periferia vila-condense, realizado pela dupla João Rui Guerra da Mata e João Pedro Rodrigues, “A Rua da Estrada’”, um olhar cinematográfico de Graça Castanheira sobre o singular livro homónimo do geógrafo Álvaro Domingues; “A Mãe e o Mar”, uma pesquisa afetiva e poética de Gonçalo Tocha sobre as incríveis pescadeiras de Vila Chã; “O Milagre De Santo António”, documentário de Sergei Loznitsa sobre uma peculiar tradição ancestral no norte de Portugal, e muito mais.

Mais informações aqui.

New Voices 2021: Ali Asgari, Farnoosh Samadi, Jacqueline Lentzou e Jorge Jácome

14 Maio 2021
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Está de regresso, entre 16 e 25 de julho, o festival internacional português dedicado à curta metragem. À semelhança do que aconteceu na edição de 2020, o Curtas de Vila do Conde volta a apresentar um formato misto, entre a sala e o online, numa proposta programática que pretende criar novas formas de relação com o cinema contemporâneo, as referências incontornáveis e o desvendar de novos caminhos para a sétima arte. 

O festival vila-condense destaca quatro realizadores, cujo trabalho revelam uma abordagem contemporânea e vanguardista, pontualmente disruptiva, que atravessa as fronteiras dos géneros e ousa experimentar os limites da linguagem cinematográfica. Uma seleção de obras da dupla iraniana Ali Asgari e Farnoosh Samadi, da grega Jacqueline Lentzou e do português Jorge Jácome integrarão as secções não competitivas do festival, abrindo uma porta de entrada para o pensamento contemporâneo de uma nova geração de cineastas que, a par da relevância estética, levantam novas leituras para problemáticas políticas dos nossos dias.


Comecemos pela violência da afetividade pelo olhar de dois autores iranianos, Ali Asgari e Farnoosh Samadi, cujos trabalhos, individuais ou em dupla, em formato de curta ou longa-metragem, têm sido exibidos e premiados em alguns dos mais prestigiados festivais de cinema europeus (Locarno, Cannes, Veneza, entre outros). Resultados desta parceria, tanto The Silence (2016) como Pilgrims (2020) colocam em evidência a problemática da identidade e da sua busca constante, em que o sentimento de pertença (ou de ausência) afetiva e territorial surge em grande plano. Os argumentos, aqui, podem ser resumidos em poucas palavras porque Asgari e Samadi exploram sobretudo a dramaturgia dos corpos e o dramatismo dos diálogos, numa câmara que se rende permanentemente ao rosto, humano por excelência. Não será vã a referência ao cinema de Asghar Farhadi, realizador iraniano, pois mais do que afinidades geográficas e culturais, encontram-se sobretudo ressonâncias estéticas: a centralidade da feminilidade e da figura feminina ou, por exemplo, e mais concretamente, a exiguidade do espaço como método de densificação.


As estruturas e as relações familiares são também uma das portas de entrada para a obra de Jacqueline Lentzou, jovem cineasta grega, que nunca deixou de estar em trânsito pela Europa: estudou na The American College of Greece mas também na Royal Holloway College e na London Film School, ambas em Londres. É no seio da pequena família que as histórias de Lentzou ganham corpo e em que se adensa, muitas vezes, o conflito geracional entre filhos e pais. O espírito de libertinagem (ou de libertação?) e de provocação típica destes coming-of-age, a que normalmente sucede ou antecede um momento de tédio profundo, incorpora também a câmara de filmar que corre e salta e dança, em perpétuo movimento. Talvez seja essa umas das principais singularidades do cinema de Lentzou face aos episódios quase universais da adolescência: tomar a posição do jovem, sem moralizar ou julgar, nem infantilizar.


A poente, na ponta ocidental da Europa, nasceu o realizador português Jorge Jácome, que viria a estudar na Escola Superior de Teatro e Cinema, em Lisboa, e na francesa Le Fesnoy – Studio National des Arts Contemporains. Tendo exposto em vários espaços dedicados à arte contemporânea e colaborado em projetos no âmbito das artes performativas, o trabalho cinematográfico de Jácome é marcadamente interdisciplinar e um dos filmes, Past Perfect (2019) resulta inclusivamente da adaptação da peça de teatro Antes, concebida por Pedro Penim. Da arqueologia de antigas discotecas devolutas em Fiesta Forever (2017) ao apocalipse botânico de Flores (2017), a obra de Jácome assenta numa metodologia fortemente sensorial e impressionista, fazendo uso de todo o artifício que a técnica lhe pode oferecer – colorizações, sobreposições, entre outros efeitos: o cinema como lugar de fantasia, de hipnose, construído a partir de derivas narrativas, relações improváveis e de encontros inusitados. 


A programação do festival será revelada no decurso dos próximos meses, assim como os detalhes sobre a compra de bilhetes. O 29º Curtas Vila do Conde tem o apoio do programa MEDIA/Europa Criativa, da Câmara Municipal de Vila do Conde, do Ministério da Cultura, do Instituto do Cinema e Audiovisual e de vários parceiros imprescindíveis à realização do festival.

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