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João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata apresentam exposição e carta branca

20 Junho 2016
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Com abertura a 2 de julho e encerramento a 25 de setembro, a exposição “Do Rio das Pérolas ao Ave” terá uma programação paralela de cinema no 24º Curtas Vila do Conde, de 9 a 17 de julho, onde a dupla de realizadores vai apresentar uma misteriosa e histórica carta branca.


“Do Rio das Pérolas ao Ave”
é a primeira exposição em Portugal de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata, realizadores que, assim, se aventuram num projeto transversal, mais relacionado, até, com as artes-plásticas. Composta por instalações concebidas exclusivamente para o espaço da Solar, em articulação com a sua configuração sinuosa e recôndita, esta exposição propõe um percurso lúdico pelo universo dos dois cineastas, procurando estabelecer novos diálogos com os filmes e respectivos processos de produção, numa abordagem muito diferente da que acontece habitualmente na sala de cinema.


A dupla de realizadores é uma das mais ativas e importantes do cinema português e terá, assim, uma nova forma de apresentar e complementar o seu trabalho cinematográfico.


A colaboração entre João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata é marcada por uma série de “filmes asiáticos” que assinalam o reencontro de Guerra da Mata com Macau, cidade onde o realizador passou a infância. Os filmes que realizaram em colaboração – desde “China, China” (2007), filmado em Lisboa no Martim Moniz, “Alvorada Vermelha” (2011) que levou a dupla a filmar pela primeira vez em Macau, a “Mahjong” (2013), um retrato pessoal da Varziela, a maior “Chinatown” portuguesa, resultado de uma encomenda do Curtas Vila do Conde aos realizadores – estão, de alguma forma, relacionados com o território asiático. “Foi a forma que encontrámos de partilhar uma memória, fundadora para o João Rui, mitificada para o João Pedro”, explicam os realizadores.


Nesta exposição, serão apresentadas instalações-vídeo e objetos intimamente ligados à produção de filmes como “Alvorada Vermelha”, “Mahjong”, “Manhã de Santo António”, “O Corpo de Afonso” e “Parabéns” – que já passaram pelo Curtas Vila do Conde –, e “Morrer como um Homem”, “O Fantasma” e “O Que Arde Cura”.


“Do Rio das Pérolas ao Ave” antecipa a retrospectiva integral que João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata vão apresentar no Centro Pompidou, em Paris, no final deste ano.


No âmbito do projeto CAVE, os realizadores convidaram um jovem artista, João Gabriel Pereira, que vai expor, em project room, pintura e vídeo nas mesmas datas e também no espaço Solar.


A inauguração terá lugar no dia 2 de julho, pelas 18 horas, com a presença dos realizadores e um convidado especial, que oferecerá os seus préstimos musicais em ambiente de sunset.


Em complemento à exposição e a convite do Curtas Vila do Conde, João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata vão apresentar no festival uma misteriosa e histórica carta branca. As três sessões vão integrar uma seleção de curtas-metragens escolhidas pela dupla de cineastas de autores como Buster Keaton, Charles Chaplin, Jacques Tati, Alan Schneider, Jean Genet, Andy Warhol, Kenneth Anger, Jacques Demy e Jean- Luc Godard, entre outros. São filmes históricos e que desafiam as convenções do cinema narrativo.

Durante o 24º Curtas Vila do Conde, dois momentos muito importantes a reter: o de uma visita guiada à exposição na Solar pelos próprios artistas/realizadores, na quinta feira, dia 14 de julho, pelas 16 horas; e o de uma conversa aberta e debate, sessão especial na sala dois do Teatro Municipal, no sábado, dia 16 de julho.


Em parceria com a Fnac, o Curtas Vila do Conde vai editar também um DVD que inclui todas as obras de curta-metragem realizadas por João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata, em conjunto ou a solo. Esta compilação será um testemunho da intimidade e do cosmopolitismo cinéfilo da dupla. “João Pedro Rodrigues & João Rui Guerra da Mata: As Curtas-Metragens” é o volume três de um conjunto de edições lançadas no âmbito desta parceria, depois de “Reconversão" de Thom Andersen” e de “Miguel Gomes: As Curtas-Metragens”. Estas edições, legendadas em inglês, espanhol e português, podem ser adquiridas por 4 euros na Loja das Curtas, situada na Solar - Galeria de Arte Cinemática, nas lojas Fnac, ou no Teatro Municipal durante o Curtas Vila do Conde.

"Reconversão" em exposição em Paris

30 Março 2016
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O documentário “Reconversão”, de Thom Andersen, vai integrar a exposição “Les universalistes. 50 ans d`architecture portugaise” (“Os universalistas. 50 anos da arquitetura portuguesa”), patente na Cité de l`Architecture & du Patrimoine, em Paris, de 13 de abril a 29 de agosto.


A exposição, desenvolvida em parceria com a Gulbenkian de Paris de forma a assinalar o 50º aniversário da instituição na capital francesa, apresenta “50 projetos arquiteturais sob a forma de maquetes produzidas especialmente para a exposição, documentos gráficos e audiovisuais”.


Produzido pela Curtas Metragens CRL no 20º aniversário do Curtas Vila do Conde, o documentário “Reconversão” retrata 17 edifícios e projetos do arquiteto portuense Eduardo Souto Moura, acompanhados pelos seus próprios escritos.

Cinema de Animação para toda a família na Solar - Galeria de Arte Cinemática

22 Março 2016
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Até 5 de junho, o cinema de animação está de regresso a Vila do Conde com a 11ª edição da Animar. À imagem das edições anteriores, o centro das várias atividades deste projeto educativo voltará a ser a exposição na Solar – Galeria Cinemática.


A exposição "Animar 11" parte dos materiais, adereços, personagens, cenários e de diversos elementos que fizeram parte do processo de produção de três curtas-metragens de animação: “Nossa Senhora da Apresentação” de Abi Feijó, Alice Guimarães, Daniela Duarte e Laura Gonçalves; “Papel de Natal” de José Miguel Ribeiro; e “Amélia & Duarte” de Alice Eça Guimarães e Mónica Santos (o filme venceu, recentemente, o Festival de Cinema Monstra). Estes elementos, apresentados na galeria de forma interativa e surpreendente, exploram as relações de causa e efeito que as diferentes expressões, visuais e sonoras, estabelecem com a estrutura narrativa dos filmes.


Depois de assistirem às curtas-metragens, em exibição permanente na galeria, os visitantes poderão, por exemplo, entrar nos coloridos cenários de “Amélia & Duarte”, inspirados nos anos 50, como a cozinha de Amélia, o escritório de Duarte ou a secção de Amores Perdidos onde o casal guardou as suas recordações. Os mais curiosos poderão conhecer as figuras e o cenário em cartão que deram origem a "Papel de Natal" ou ainda os elementos utilizados em “Nossa Senhora da Apresentação”. Durante o percurso pela exposição, os visitantes poderão também experimentar fazer o seu próprio filme de animação com recurso aos equipamentos disponibilizados.

Em “Amélia & Duarte”, de Mónica Santos e Alice Guimarães, somos guiados através do relacionamento das duas personagens que se separaram e tentam lidar com os sentimentos do final de uma relação. A curta-metragem é feita em pixilação e stop-motion sob uma ambiência Technicolor da década de 50, retratando não só o surrealismo das ações dos protagonistas, mas também proporcionando uma impressão cromática irónica sobre o fim do amor. O filme, premiado em vários festivais em Portugal e no estrangeiro, tem sido dos mais destacados no panorama da animação nacional recente.


A animação “Nossa Senhora da Apresentação” foi desenvolvida durante uma residência artística de Abi Feijó no decurso da Animar / Rua Animada, em 2014, com participação de Alice Guimarães, Daniela Duarte e Laura Gonçalves. O resultado é uma curta-metragem de seis minutos que resgata um poema escrito em 1940 pelo neorrealista Álvaro Feijó, narrado por Ana Deus, e ilustrado com recurso à pixilação e ao stop motion.


Papel de Natal”, de José Miguel Ribeiro, conta a história de Dodu, um destemido boneco de cartão – a mesma personagem de “Dodu – O Rapaz de Cartão” –, Camila, uma menina de oito anos, e um Pai Natal que lutam contra o monstro Desperdício reciclando o papel de embrulho dos presentes de Natal. A animação conta com as vozes de Crista Alfaiate, Ivo Canelas, entre outros.


Sobre a ANIMAR:

Criada pela mesma equipa que organiza o Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema, a Animar desenvolve anualmente várias atividades em torno do cinema de animação destinadas a públicos de todas as idades, com destaque para a comunidade escolar da região. Até junho, estão planeados ateliês de animação orientados por formadores convidados, ateliês de iniciação de cinema na sala de aula, visitas guiadas à exposição na Solar – Galeria de Arte Cinemática, sessões de cinema no Teatro Municipal de Vila do Conde e apresentações e mostras “Antes do Filme”.

 

 

Exposição itinerante “Reconversão” no Chiado

1 Março 2016
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A exposição fotográfica "Reconversão" continua em itinerância pelas lojas Fnac do país. Até 30 de abril, a exposição, que reúne imagens do documentário de Thom Andersen produzido pelo Curtas Vila do Conde, pode ser vista na Fnac do Chiado.
 

Esta exposição reúne vinte imagens do documentário de Thom Andersen “Reconversão”. O filme, produzido pela Curtas Metragens CRL no 20º aniversário do Curtas Vila do Conde, é uma investigação em torno da obra do arquitecto Eduardo Souto Moura, através de uma análise de 17 das suas criações mais emblemáticas.


As imagens foram escolhidas pelo director de fotografia, Peter Bo Rappmund, que através do uso do “time-lapse” ofereceu ao filme “Reconversão” o seu aspeto visual característico comum, aliás, à maioria dos filmes de Rappmund, ele próprio realizador. É uma técnica justa, na medida que se adapta perfeitamente aos temas do filme: a passagem do tempo, as ruínas. Por um lado, chama a nossa atenção para elementos da paisagem que passariam despercebidos a 24 imagens por segundo. Por outro, dá-nos uma percepção nítida da passagem do tempo na paisagem, reforçando uma maior imutabilidade da arquitectura e garantindo, de outra forma, uma harmonia com as premissas do Arquiteto Souto Moura relativamente ao conceito de ruína e consequentemente da importância dessa passagem do tempo.



Esta escolha técnica – e estética – reforça a evidência de que o que se vê na tela são fotografias isoladas, regressando em plena era digital ao proto-cinema ou às sequências das cronofotografias de Muybridge. As imagens isoladas poderão perder aquela atenção aos detalhes da paisagem e, certamente, a percepção da passagem do tempo, mas por outro lado evidenciam a precisão dos enquadramentos. Foi essa noção, em conjunto com a mudança de escala da tela de cinema para a impressão fotográfica, que norteou esta selecção, em que Peter Bo Rappmund preferiu reforçar os detalhes da arquitectura através de imagens mais simples e abstractas, que o próprio, sugestivamente, baptizou em séries de “ângulos”, “interiores” ou “linhas”.

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