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Exposição fotográfica: 10 anos Solar

28 Dezembro 2015
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A Curtas Metragens CRL apresenta, a partir de 15 de janeiro, no Teatro Municipal de Vila do Conde, uma exposição fotográfica no âmbito do 10º aniversário da Solar - Galeria de Arte Cinemática. 

Um dos projetos mais singulares na divulgação de arte cinemática está baseado em Vila do Conde. 

Celebrando 10 anos de existência, a Solar - Galeria de Arte Cinemática apresenta várias exposições por ano, divulgando o trabalho de autores como Filipa César, Miguel Palma, João Louro, João Onofre, Carla Filipe, Alexandre Estrela, João Tabarra, e João Penalva, entre outros, e estrangeiros como Apichatpong Weerasethakul, Bill Morrison, Ben Rivers, Ben Russell, Nicolas Provost, Salla Tykka, Gustav Deutsch, Tsai Ming Liang e Graham Gussin. 

O espaço físico da galeria, bastante diferente dos comuns “white cubes” (o edifício datado do século XVIII assenta sobre as antigas fundações de um imóvel quinhentista) cedo se identificou como extraordinariamente vantajoso para a exploração de fórmulas de apresentação experimentais, em constante mutação.

O projeto Solar é da responsabilidade da Curtas Metragens CRL.

Solar inaugura exposição de Nuno da Luz

7 Dezembro 2015
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Depois de ter apresentado “Laissez Vibrer” em 2013 na Solar – Galeria de Arte Cinemática, Nuno da Luz regressa à galeria com uma nova exposição. “Song Cycle” inaugura no próximo sábado, 12 de dezembro, às 17:00. 

Em simultâneo, no âmbito do projeto CAVE, dedicado à obra de artistas emergentes, Pedro Henriques apresenta no mesmo espaço “Precise Parts”. 
Ambas as exposições, de acesso gratuito, podem ser visitadas até 24 de janeiro de 2016, de segunda a domingo, entre as 14:00 e as 18:00. 

SONG CYCLE, de Nuno da Luz
 

A construção meticulosa das gravações que compõem a série environments™, em nome da produção de efeitos psico-acústicos completamente subjectivos, coloca em confronto a experiência auditiva do que nos rodeia com os desejos e intenções com que, inevitavelmente, a percepcionamos e é nesse desfasamento que esta instalação opera. Textos retirados das notas incluídas nos 11 álbuns publicados pela Syntonic Research, Inc., entre 1969 e 79, acompanham uma sequência de gravações de campo realizadas entre 2012 e este mesmo mês, que incluem a rebentação das ondas na costa Portuguesa, florestas na Alemanha, cursos de água glaciar na Islândia, tempestades no Novo México, o vulcão de Stromboli, cigarras na Sicília, e a nossa pulsação. Entre tempo real e som sintetizado, da artificialidade à reterritorialização da nossa experiência. 


Nuno da Luz (Lisboa, 1984) 

 

Nuno da Luz é um artista e publicador cujo trabalho cirscunscreve tanto o auditivo como o visual, na forma de eventos sonoros, instalações e material impresso; estes últimos na sua maioria distribuídos pela publicadora ATLAS Projectos (em conjunto com André Romão e Gonçalo Sena) e pela editora discográfica Palmario Recordings (em conjunto com Joana Escoval). Recentemente terminou o programa de mestrado Experimentação em Arte e Política SPEAP em Sciences Po, Paris e fundou o colectivo pluridisciplinar COYOTE, que investiga novas formas de comum-ificação (criar comunidade) via publicações, filmes, conferências e outros formatos experimentais. Projectos mais recentes incluem as performances ao vivo “com Ressonância Assistida” em Ficarra (Itália), Paris, Nova Iorque, Porto e Berlim; assim como a exposição individual “Wilderness” na Vera Cortês Art Agency. Outras exposições individuais incluem “laissez vibrer”, enblanco projektraum (Berlim, 2013) e CAVE/Solar (Vila do Conde, 2013), e “O nosso silêncio é um aviso, o nosso silêncio é sólido”, Vera Cortês Art Agency (Lisboa, 2012). Exposições colectivas mais recentes incluem “CIDRA DA LUZ ESCOVAL MANSO MENDES ROMÃO SENA”, AR Sólido (Lisboa, 2015), “Ficarra_Contemporary Divan”, Palazzo Milio (Ficarra, 2015), “A polyphonic wave of of concrete materials flowing through the air”, Espaço Artes (Porto, 2014) e “12 Contemporaries: Present States”, Museu de Serralves (Porto, 2014). 


 

PRECISE PARTS, de Pedro Henriques 


Precise Parts intercepta um campo ambíguo entre imagem e objecto, congelando situações simultaneamente escultóricas e fugidias, materialistas e evanescentes.


Pedro Henriques (Porto, 1985) 


Pedro Henriques apresenta Precise Parts, um conjunto de objetos que interceptam um campo ambíguo entre imagem e volume, congelando situações simultaneamente escultóricas e fugidias, materialistas e evanescentes. São incursões pictóricas num campo expandido e volumétrico, quase ergonómico. O seu trabalho cruza diferentes campos plásticos, ancorados sobretudo na bidimensão e no problema da construção de imagens. Exposições recentes incluem: Under the Clouds: From Paranoia to the Digital Sublime (Museu de Serralves, Porto); Sidewinder (Galeria Pedro Alfacinha, Lisboa); Tempo Perdido no Porto (Oporto, Lisboa); Novo Banco Revelação (Museu de Serralves, Porto); Prémio EDP Novos Artistas (Galeria da Fundação EDP, Porto); Le Petit Lenormand (Vera Cortês Art Agency, Lisboa).

Exposição itinerante "Reconversão"

17 Novembro 2015
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A exposição itinerante “Reconversão”, com fotografias de Bo Rappmund, diretor de fotografia do documentário homónimo realizado por Thom Andersen, continua a percorrer as Fnacs do país. Até 6 de fevereiro de 2016, pode ser vista na Fnac de Alfragide.

Esta exposição reúne vinte imagens do documentário de Thom Andersen “Reconversão”. O filme, produzido pela Curtas Metragens CRL no 20º aniversário do Curtas Vila do Conde, é uma investigação em torno da obra do arquitecto Eduardo Souto Moura, através de uma análise de 17 das suas criações mais emblemáticas.


As imagens foram escolhidas pelo director de fotografia, Peter Bo Rappmund, que através do uso do “time-lapse” ofereceu ao filme “Reconversão” o seu aspeto visual característico comum, aliás, à maioria dos filmes de Rappmund, ele próprio realizador. É uma técnica justa, na medida que se adapta perfeitamente aos temas do filme: a passagem do tempo, as ruínas. Por um lado, chama a nossa atenção para elementos da paisagem que passariam despercebidos a 24 imagens por segundo. Por outro, dá-nos uma percepção nítida da passagem do tempo na paisagem, reforçando uma maior imutabilidade da arquitectura e garantindo, de outra forma, uma harmonia com as premissas do Arquiteto Souto Moura relativamente ao conceito de ruína e consequentemente da importância dessa passagem do tempo.


Esta escolha técnica – e estética – reforça a evidência de que o que se vê na tela são fotografias isoladas, regressando em plena era digital ao proto-cinema ou às sequências das cronofotografias de Muybridge. As imagens isoladas poderão perder aquela atenção aos detalhes da paisagem e, certamente, a percepção da passagem do tempo, mas por outro lado evidenciam a precisão dos enquadramentos. Foi essa noção, em conjunto com a mudança de escala da tela de cinema para a impressão fotográfica, que norteou esta selecção, em que Peter Bo Rappmund preferiu reforçar os detalhes da arquitectura através de imagens mais simples e abstractas, que o próprio, sugestivamente, baptizou em séries de “ângulos”, “interiores” ou “linhas”.

Exposição "Onde o Coração se Esconde"

22 Outubro 2015
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De 14 de novembro a 10 de janeiro de 2016, a Solar – Galeria de Arte Cinemática apresenta, no Centro de Memória de Vila do Conde, a exposição “Onde o Coração se Esconde” do cineasta Miguel Clara Vasconcelos. A inauguração terá lugar no próximo sábado, às 17:30.


Depois de ter estreado em julho, perante uma sala cheia, “Vila do Conde Espraiada” no 23º Curtas Vila do Conde, Miguel Clara Vasconcelos prepara-se para apresentar uma exposição que tem como ponto de partida o filme.


Na curta-metragem, produzida pela Curtas Metragens CRL, Miguel Clara Vasconcelos parte do poema de José Régio para reviver as memórias da sua infância passada na cidade. “A memória de Vila do Conde é também a memória da minha mãe. Quando faleceu, tive uma vertigem. O tempo passado nessa vila-cidade parecia desaparecer bruscamente, escapar-me, morrer em mim. Na edição de 2014 do Curtas Vila do Conde, percebi que era urgente trabalhar essa matéria sensível, mágica, que é a infância e que foi para mim Vila do Conde”, explica o realizador.


A exposição, agora apresentada, está intimamente ligada ao filme explorando também a relação da infância com o lugar mas através da memória de três pessoas que, sendo de Vila do Conde, experienciaram vivências distintas na cidade.Dentro de uma estrutura construída para o efeito, Miguel Clara Vasconcelos apresenta três projeções que estabelecem uma relação íntima com os relatos que se escutam. As imagens provêm de filmes familiares, do Arquivo Municipal de Vila do Conde, de filmagens inéditas de realizadores locais e do próprio cineasta.


“Onde o Coração se Esconde” resulta de uma residência artística de Miguel Clara Vasconcelos na Solar – Galeria de Arte Cinemática e é apresentada no Centro de Memória no âmbito do projeto Cave.


Miguel Clara Vasconcelos é realizador, argumentista, formador, encenador de teatro e produtor independente. Mestrado em Estudos Cinematográficos pela Sorbonne Nouvelle, Paris, estudou Línguas e Literaturas Clássicas e Portuguesa nas Universidades de Lisboa e de Coimbra. Em 2005, produziu e realizou o seu primeiro filme, “Documento Boxe” e, em 2014, “O Triângulo Dourado”. Ambos venceram o prémio de Melhor Curta Metragem Portuguesa no Curtas Vila do Conde.


“Onde o Coração se Esconde” é a primeira exposição individual de Miguel Clara Vasconcelos.

Fotografia cedida gentilmente por Inês Amorim


"Objeto que esconde e guarda a memória, construído como um barco do estaleiro da minha infância. Criado em paralelo com o filme “Vila do Conde Espraiada”, esta câmara escura contém uma cidade projetada de modo diferente em três ecrãs por três pessoas que recordam Vila do Conde. As imagens originais e as histórias pertencem-lhes, comunicam com as suas memórias. O meu trabalho enquanto artista, é inverso ao de realizador. Em vez de me apropriar de vivências alheias para contar uma história pessoal, ouço as próprias pessoas, ‘devolvo-lhes’ a memória contida em bobines de película. Essas bobines estavam guardadas em caixas, fechadas em armários, esquecidas em sótãos. O processo de digitalização, foi também um processo de revelação de imagens de um passado comum geograficamente, mas diverso vivencialmente. Cada relato leva-nos por caminhos diferentes, cada voz transporta-nos por um corredor estreito e escuro, como é o processo de recordar um momento antigo, embora extremamente nítido do nosso passado. Participam nesta viagem José Manuel Sá, Inês Amorim e Carlos Santos."


Miguel Clara Vasconcelos

Novembro de 2015

 

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