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New Spain reúne obras de sete artistas espanhóis na Solar

3 Julho 2018
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New Spain reúne sete artistas espanhóis emergentes numa exposição que inaugura a 14 de julho, na Solar Galeria de Arte Cinemática, e que marca o primeiro dia da 26ª edição do Curtas Vila do Conde - Festival Internacional de Cinema.

A exposição, fruto do trabalho desenvolvido pelo curador galego José Manuel Lopez (atual colaborador do  Museo de Arte Contemporáneo, MARCO, de Vigo e do Centro Galego de Arte Contemporánea, CGAC, de Santiago) e Nuno Rodrigues, codiretor do festival, visa explorar as noções de paisagem e intimidade através de diferentes media. Os artistas Carla Andrade, Inés García, Laida Lertxundi, Lois Patiño, Natalia Marín, Samuel M. Delgado e Helena Girón apresentarão instalações site-specific, aliando diversos meios, como o filme, o vídeo e a fotografia, desafiando as fronteiras entre o cinema e as artes plásticas. A inauguração acontece às 16h, do dia 14 de julho, na Solar - Galeria de Arte Cinemática, em Vila do Conde.


Duas das obras expostas em New Spain serão absolutamente inéditas. “No Hay Tierra Más Allá”, de Samuel M. Delgado e Helena Girón, questiona – quer através do dispositivo, quer do conteúdo – a perspetiva da história oficial espanhola relativamente à política expansionista da era colonial. Carla Andrade apresentará uma nova instalação a partir do seu filme “El paisaje está vacío y el vacío es paisaje”, convocando as lições do ocultismo e da filosofia andina em torno da experiência estética.


Esta Nova Espanha expressa o olhar renovado deste grupo de artistas, quase todos nascidos na década de 80 e a trabalhar fora do país de origem. Assim, a ideia de desterritorialização atravessa toda a exposição: por um lado, a alusão tragicómica do título à época dos descobrimentos espanhóis na América do Sul e respetivo falhanço do império, em articulação com a condição estrangeira do grupo de artistas; por outro, o cruzamento dos territórios do dispositivo convencional do cinema e os do contexto de galeria.


Lois Patiño é um dos cineastas espanhóis emergentes mais conhecidos. Explora, através do vídeo, as escalas da natureza e a questão da temporalidade nas imagens em movimento. Na fotografia, Carla Andrade trabalha também com paisagens naturais, mas essencialmente através da noção de vazio, não como uma ausência, mas como produtor de sentido. Por outro lado, Laida Lertxundi regista a vida diária mas fragmentada de Los Angeles, filmando a paisagem da cidade, mas também as pessoas que lá vivem, perscrutando essa relação entre afetos e geografia. Com formação em belas artes, Inés García combina a sua experiência prévia com o cinema, resultando em sequências fixas filmadas em cenários urbanos, onde o movimento dentro do quadro aparece como uma performance. Realizadora, Natalia Marín combina uma estética experimental com uma abordagem etnográfica numa obra essencialmente documental. Um pouco como o duo Samuel M. Delgado e Helena Girón, que trabalha em filmes e vídeos de não-ficção, cruzando os mundos aparentemente opostos do mito e da matéria.


O projeto expositivo New Spain inclui ainda sessões especiais, uma visita guiada, um debate e uma performance de cinema expandido, num programa paralelo integrado no festival Curtas Vila do Conde, a decorrer entre 14 e 22 de julho, no Teatro Municipal de Vila do Conde. Uma das sessões especiais será inteiramente dedicada ao trabalho de Laida Lertxundi, com a projeção de seis filmes da realizadora numa curadoria de Maria Palácios Cruz, vice-diretora da Lux Films.


Outras duas, programadas por Gonzalo de Pedro Amatria (programador do Festival de Locarno) sob o título “Muchos Símbolos y Ningún Significado”, reúnem um conjunto de filmes muito especiais e fora do lugar. De vídeos musicais a trailers, do documental ao experimental, as escolhas arrojadas e singulares de Amatria fogem aos discursos hegemónicos das produções industriais. Através do recurso ao humor, à ficção-científica e de uma aproximação lúdica às ferramentas audiovisuais, os jovens cineastas espanhóis refugiam-se da decepção frente ao estado das coisas criando novas formas de expressão afastadas dos esquemas clássicos.


María Palacios Cruz e Gonzalo de Pedro Amatria estarão presentes num debate conjunto com os curadores, José Manuel Lopez e Nuno Rodrigues, e com alguns dos artistas, a acontecer no dia 20 de julho, no Teatro Municipal de Vila do Conde.


O programa paralelo New Spain terminará a 21 de julho com uma performance de cinema expandido, intitulada “Even Silence is Cause of Storm”, protagonizada pela dupla Adriana Vila e Luis Macías, que explora a manipulação de película 16 mm ao vivo para a criação de um novo espaço sensorial.


Organizada pela Solar Galeria de Arte Cinemática em parceria Curtas Vila do Conde, a exposição New Spain - aberta todos os dias durante o festival e de segunda a sábado, até setembro - é apoiada pela AC/E – Acción Cultural Española, República Portuguesa – Cultura, DGArtes,  Município de Vila do Conde.


O co-curador do projeto New Spain, José Manuel Lopez Fernández, e os demais catorze artistas, jornalistas e programadores espanhóis (Albert Alcoz, María Palacios, Lois Patiño, Isabel Lara Ruiz, Gonzalo de Pedro Amatria, Carla Andrade, Alberto Ramos Ruiz, Helena Giron Vázquez, Laida Lertxundi, Inés García, Javier Hernández Estrada, Samuel M. Delgado, Susana Blas e Bea Espejo) podem marcar presença no Curtas Vila do Conde graças ao apoio da Acción Cultural Española (AC/E) através do Programa para la Internacionalización de la Cultura Española (PICE) na modalidade de Movilidad.

Finalistas da FBAUP apresentam exposição coletiva na Solar Galeria de Arte Cinemática

6 Dezembro 2017
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A Solar Galeria de Arte Cinemática, em Vila do Conde, apresenta, entre 9 de dezembro e 6 de janeiro, Time-Lapse, uma exposição coletiva dos finalistas da Licenciatura em Artes Plásticas Multimédia da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. A inauguração terá lugar no próximo sábado, às 16:00, com a apresentação de uma performance. 


Tendo como ponto de partida a obsessão pelo tempo, Time-Lapse é o resultado de um trabalho experimental que apresenta as diferentes abordagens dos vários autores em torno do tema. As obras em exposição exploram as diferentes possibilidades da criação artística através do recurso a meios distintos, como a instalação de vídeo, de som, a fotografia ou as artes plásticas, para uma reflexão acerca do tempo e os vários modos de o capturar e manipular, extensiva e intensivamente. 

“Habituámo-nos a medir o espaço através do tempo que o demoramos a percorrer. No entanto, quanto mais depressa nos movemos no espaço mais pequeno este nos parece. Não se trata apenas de uma questão perceptiva mas de uma transformação radical em que o espaço encolhe por ação do tempo intensivo que nos é trazido pela velocidade. O nosso quotidiano é também o de uma intensificação do tempo. Uma obsessão pelo tempo parece ter tomado conta da nossa existência, individual e colectiva. Não admira assim que os processos da chamada globalização sejam antes de mais modos de captura do tempo, da produção ao consumo. Diz-se que já não há um tempo dentro e um tempo fora. Todo o tempo parece ter sido capturado pelos dispositivos do consumo, como se já não houvesse como separar o tempo do trabalho e o tempo do ócio, como se todo o tempo tivesse sido consumido nessa voragem. Neste quadro, as artes do tempo, aquelas que fazem do tempo o seu meio, ganham uma nova importância. Com efeito, ainda que há muito a arte contemporânea tenha sido tomada por uma particular obsessão pelo tempo e sua manipulação, nas artes esta captura faz-se muitas das vezes em contraciclo ou mesmo como contra-dispositivo ao consumo capitalista do tempo”, lê-se na nota de intenções do coordenador da exposição, Miguel Leal.

 

Time Lapse integra trabalhos da autoria de Afonso Menezes, Catarina Ferreira, Francisca Soares, Sofia Neves, Mariana Vilanova, Juliana Campos, Joana Pinto, Julie Dítetová, Agate Lielpētere, Laura Bértola, Márcia Correia, Maria Neto, Mário Afonso, Martin Hofmann, Matti Tanskanen, Mikelis Murnieks, Nuno Carvalhais, Rafael Cortés, Rita Castanheira, Marta Lopes, Alexandre Sousa, Rita Monteiro, Rita Pereira, Roberto Otero Goméz, Rui Silva, Sara Janeiro, Sérgio Rocha, Tereza Benešová e Teresa Neves.

 

Esta exposição é apresentada na Solar Galeria de Arte Cinemática, em parceria com a Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, no âmbito do CAVE. Este projeto, inserido na programação da Solar Galeria de Arte Cinemática, destina-se a incentivar o trabalho de jovens artistas emergentes, estudantes ou na fase inicial da sua carreira. Alguns dos artistas que apresentaram, em anos anteriores, as suas obras no âmbito deste projeto foram distinguidos com prémios e bolsas de investigação no campo da arte contemporânea. Foram os casos de Rita Lino (2012), Carla Andrade (Espanha, 2014), Laura Gonçalves (2014), João Gabriel Pereira (2016) e Igor Jesus (2016).

 

A Solar Galeria de Arte Cinemática é uma estrutura financiada pela Câmara Municipal de Vila do Conde, pela DGArtes – Direção Geral das Artes e pelo Governo de Portugal.

Exposição fotográfica "A Glória de Fazer Cinema em Portugal" patente no Auditório Municipal de Vila do Conde até 29 de julho

21 Julho 2017
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Inaugurada durante o Curtas Vila do Conde - Festival Internacional de Cinema, a exposição fotográfica "A Glória de Fazer Cinema em Portugal" permanece patente no Auditório Municipal de Vila do Conde até 29 de julho. Esta exposição, inserida nas comemorações do 25º aniversário do Curtas Vila do Conde, é uma homanenagem aos realizadores e profissionais da sétima arte que passaram, nos últimos anos, pelo festival. 

Frase assertiva e programática, o título desta exposição conta-se assim: a 18 de setembro de 1929, José Régio escreve de Vila do Conde ao seu amigo Alberto de Serpa, dando-lhe conta que fundou, com Branquinho da Fonseca, João Gaspar Simões, Edmundo de Bettencourt, José Oliveira Neves, Fausto José e Alves Machado, o grupo Ultra, “resolvido firmemente a criar o cinema português”. Nessa mesma missiva, Régio diz saber de um amigo de Serpa que tem uma câmara de filmar. Palavras do escritor: “esse teu amigo seria capaz de alugar, ou emprestar, a sua máquina ao grupo? Teríamos (contigo conto sempre) a glória de fazer cinema em Portugal”. Quase noventa anos depois, e criado que está – ou que se esforça por estar – aquilo a que chamamos de cinema português, é tempo desta proposição (que foi também título de uma curta de Manuel Mozos, produzida pela Curtas Metragens CRL em 2015) dar nome a um conjunto de imagens de pessoas que, da representação à técnica, da realização à crítica, ajudaram e ajudam a fazer o cinema em Portugal e que, nos últimos vinte e cinco anos, passaram pelo Curtas. Não se trata, portanto, de uma glória ecuménica ou mesmo até (e porque não dizê-lo) cinematográfica. Apenas uma vénia, um regresso a uma vontade expressa pelo escritor José Régio – um querer fazer que nos une a todos no cinema, pelo cinema.

Um especial agradecimento a todos os fotográfos, entre outros, que ao longo destes 25 anos fizeram o registo destas imagens:
Ana Pereira, António Hilário, António Maia, Cesário Alves, Gil Ramos, Humberto Almendra, João Brites, José Felix, JP Martins, Margarida Ribeiro, Nélson Garrido, Nelson Sousa, Nuno Tudela, Ruben Vieira, Rui Pinheiro, Rui Xavier.

Serviço Educativo 2017

8 Março 2017
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SERVIÇO EDUCATIVO
ANIMAR 12
18 Fev. - 4 Jun. 

A Curtas Metragens CRL - Cooperativa de Produção Cultural responsável, entre outros, por eventos como o Curtas Vila do Conde - Festival Internacional de Cinema, desenvolve anualmente um conjunto de atividades dirigidas à comunidade escolar. Por via dos seus projetos, centrados na Solar - Galeria de Arte Cinemática, a Curtas Metragens convida as instituições de ensino a uma participação ativa, apresentando propostas de formação inovadoras destinadas a vários níveis de ensino: desde o pré-escolar, passando pelo básico e secundário, até à universidade, assim como a docentes e encarregados de educação. 

Até 4 de junho, no âmbito da 12ª edição do projeto educativo ANIMAR, estão planeadas diversas atividades em torno do cinema de animação que visam a integração dos projetos educativos de cada turma ou escola durante o ano letivo: visitas guiadas à exposição na Solar - Galeria de Arte Cinemática, sessões de cinema com filmes de animação premiados internacionalmente, oficinas de brinquedos óticos e de iniciação ao cinema de animação, mostras de trabalhos, entre outros.

ANIMAR 12

Em 2017, a exposição ANIMAR propõe uma abordagem diferente ao cinema de animação partindo de videoclipes, que se assumem não só como um veículo dos temas musicais mas também como um recurso criativo, para explicar o processo de produção de um filme. Nesta exposição, as animações passam do ecrã para as diferentes salas da galeria onde estão instalados os cenários, adereços, personagens, materiais e diversos elementos utilizados na criação de seis videoclipes: “Erva-de-Cheiro”, “Quente e Frio” e “A Cor da Rosa” de Alice Guimarães para a música de Capicua e Pedro Geraldes; “É Preciso que eu Diminua de Pedro Serrazina para o tema de Samuel Úria; “Cinegirasol” de Bruno Caetano e Rui Telmo Romão para Os Azeitonas; e “Faz Bem Falar de Amor” de Jorge Ribeiro para a música da banda Quinta do Bill.


No percurso pela Solar – Galeria de Arte Cinemática, os visitantes são convidados a entrar no universo destas histórias através de atividades e experiências interativas que permitem, por exemplo, entrar no cenário da vila alentejana de “Cinegirasol” através do Chroma Key; colocar em prática a mensagem ecológica de “Mão Verde” numa estufa de plantas instalada na galeria; criar novas versões do videoclipe dos Quinta do Bill usando os movimentos do corpo; experimentar diferentes brinquedos óticos ou criar o próprio filme de animação.


À parte dos videoclipes, a curta-metragem “Estilhaços” de José Miguel Ribeiro será também objeto de exposição. A animação, que aborda o impacto da guerra nas relações humanas, sobretudo no seio familiar, venceu, no fim-de-semana passado, o Prémio de Melhor Documentário no Festival de Cinema de Clermont-Ferrand. O filme teve estreia em 2016 no prestigiado Festival de Locarno (Suíça) e foi distinguido com os principais prémios dos festivais Cinanima, Monstra e Caminhos do Cinema Português e o Prémio Nacional de Animação. Na sala dedicada à curta-metragem, os visitantes poderão ter uma experiência interativa com base nos sons da animação.

Reservas / Informações:
animar@curtas.pt
Tel: 252 646 516

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