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CHÃO MAIOR + IGOR DIMITRI

Nascido em 1986, Igor Dimitri concluiu um mestrado em Cinema Documental na Universidad del Cine, em Buenos Aires, na Argentina, em 2018. A dissertação daí decorrente incide sobre o trabalho da montagem no cinema documentário, com principal incidência na obra do realizador alemão Harun Farocki. Em termos teóricos, Dimitri tem forte interesse pelos períodos históricos da vanguarda, o género documental e ainda o cinema experimental. Como criador, tudo começou com “Recycled Madonna”, o seu primeiro filme, uma encomenda do Festival DocLisboa, em 2012,que inaugurou a secção Cinema de Urgência, que ainda hoje existe. Em 2017, foi no Festival Porto/Post/Doc que a sua curta “A Estrela Mais Próxima do Sol” venceu o prémio de Melhor Filme na secção competitiva Cinema Novo. Mais recentemente, em 2020, foi “ELF”, uma curta que integrou a mostra resultante dos trabalhos da residência artística “Light Cone, Atelier105”, em Paris, no ano 2020, a atrair as atenções da crítica especializada. No mesmo ano, Igor Dimitri estreou “Salsa” no Festival de Roterdão. Isto quanto ao teórico e ao realizador, pois que o criador, o videasta, o artista visual tem mais obra feita. Desta vez, em estreita colaboração com o projeto Chão Maior. (LL)

  • CHÃO MAIOR + IGOR DIMITRI Igor Dimitri
23 JUL, 22:30, TEATRO MUNICIPAL SALA UM
  • CHÃO MAIOR + IGOR DIMITRI

  • Chao Maior
CHÃO MAIOR + IGOR DIMITRI CHÃO MAIOR + IGOR DIMITRI
Igor Dimitri,
Portugal,
“Drawing Circles” é o disco de estreia do sexteto Chão Maior, e quem tiver curiosidade, para saber um pouco mais sobre o que irá acontecer nesta sessão, pode encontrar pistas em “Passo 2”, vídeo musical realizado por Igor Dimitri que estará em competição no Curtas. Mas já vamos conhecer melhor o cineasta. Para já, assentemos os pés no solo: Chão Maior é um projeto eclético que reúne seis dos mais interessantes músicos da cena jazz experimental portuguesa, que realizam as composições de Yaw Tembe, que escreveu os primeiros esboços do álbum de estreia, “Drawing Circles”, e que agora se tornou também num espetáculo de som e imagem, onde o jazz, o rock e o folclore entram em osmose numa toada de improviso e experimentação. O que se ouve em “Drawing Circles”, álbum de estreia da formação, irá ecoar no espetáculo, que garante um total equilíbrio entre os músicos numa simbiose em palco, aqui expandido pelas imagens em movimento de Igor Dimitri. Esta união em palco explora diversos idiomas para as vocalizações de Leonor Arnaut, com a presença humana em paisagens furtivas que se perdem e encontram num território povoado por sonoridades díspares, numa construção caleidoscópica tão harmoniosa quanto fragmentada, em suma, absolutamente pós-moderna. E as inspirações, ou atrações, de uma economia libidinal dos corpos musicais estão bem patentes: Sun Ra, Eddie Gale ou Ornette Coleman, para apenas traçar alguns círculos na tela. “Drawing Circles” traduz assim a paisagem sonora do jazz, do rock e das bandas de marcha que, no palco do Curtas, se transforma num processo ainda mais ambicioso, criando um chão mais aberto, mais amplo, um chão verdadeiramente maior. (LL)
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